O olhar das estrelas
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Eu pensava que minha vida duraria mais de 18 anos. É simplesmente maravilhosa a sensação de viver, a sensação do toque e a sensação do olhar. Nada dura para sempre.
Eu pensava que iria morrer naquele dia, que não ia sobreviver. Mas nem tudo que pensamos, é real. No momento em que bati o carro, pensei que tudo mudaria, mas tudo mudou, de todos os sentidos.
Quando acordei, não estava onde pensava estar, em uma cama de hospital, com muitos curativos, meu corpo todo machucado e minha mãe dizendo para si mesma que tudo ficaria bem, mas na verdade, não estava, pois sua filha havia acabado de sofrer um acidente onde quase morreu. Mas em vez disso estava em um lugar onde não era nada familiar, mas ao mesmo tempo muito familiar.
O chão era idêntico o de minecraft*, o que é estranho porque minecraft é meu jogo favorito. A paisagem era quase perfeita, muito familiar quando fui um dia para uma fazenda onde o seu era quase perfeito, igual o daqui.
E havia diamantes, o que me lembra de quando tinha cinco anos e vi meu 1° diamante, pois meu tio avô havia achado uma mina de diamantes e hoje esta podre de rico e perdeu contato com minha mãe e eu.
Só então percebi que estava deitada, quando me levantei, meu peito começou a doer, então me lembrei do acidente. Olhei ao meu redor e vi um portal, parecia um lugar onde devia estar uma porta, era em curva e com tubos pelos lados, parecia não ter fim.
Eu me levantei e passei a mão em volta, eu estava pensando em entrar. Então peguei os diamantes, coloquei na minha bolsa, só então lembrei que estava de vestido:
–Se é para morrer, morra chique.
Então, fechei os olhos e então rápido no portal, quando achei seguro, abri os olhos. O lugar era esquisito, havia poucas pessoas, mas pessoas que eu já tinha visto, mas nunca falado. Eu olhava para todas elas, e todas elas olhavam para mim. Devia ser o vestido.
Comecei a andar, eu olhava para todas as pessoas e todas as pessoas olhavam para mim. O vestido era chique demais para o lugar, pessoas usavam roupas sociais, vestidos menos chamativos que o meu, calças, saias e blusas. O que as pessoas costumam usar neste lugar é muito sabe, normal. Sem minissaias, tops nem “calcinhas”, só, normal.
Eu começei a andar um pouco olhando a cidade, observando, ver se tem alguma casa a venda caso fique aqui por muito tempo. As pessoas eram gentis umas com as outras havia crianças brincando nos jardins. Não havia portões aqui (bem diferente do Brasil, pois lá necessita de portões por conta de assaltos).
Este lugar era novo para mim, e eu gosto de coisas novas, coisas novas não enjoam coisas velhas sim. Coisas novas são interessantes, coisas velhas não são. Por isso gosto de coisas novas. Novas espectativas, novas sençações, então era isso.
O lugar era bem bonito, divertido, confortável para quem morasse lá. Uma pequena voz falou na minha cabeça:
–“Ande, ande e ande até achar o que precisa”.
Mas o que eu precisava achar? Alguém? Algo? Quaquer coisa? Só preciso de um sinal...
Então eu comecei a andar para tentar ver algo que talvez tenha pedido, andei por um longo tempo, não achei nada que tenha perdido ou algo familiar. Nada, enquanto procurava, olhava a cidade, qualquer pessoa que morasse lá, teria sorte.
Então continuei a andar, parei só quando vi uma garota parecendo ter a minha idade parecer perdida cheguei até ela e perguntei:
–Com licença? Você pode me dizer como sair daqui?
–Não sei porque você ainda pergunta! Não tem como sair daqui!
*minecraft: Jogo eletrônico tipo sandbox e independente de mundo aberto que permite a construção usando blocos dos quais o mundo é feito.
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