O noivado, o ciúme e o amor
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Ao chegar ao seu apartamento Lanie foi direto tomar uma ducha. Tivera um dia atribulado, pois fizera muitas pesquisas a fim de descobrir o tipo de morte, a arma utilizada pelo criminoso, se tivera mais de um tipo de arma, provas e lesões encontradas no corpo da vítima e tudo o mais que envolvesse o óbito relacionado a todo e qualquer homicídio que estivesse sob a jurisdição da 12ª DP.
Como Médica Legista, seu serviço no Necrotério era muito estressante e necessitava de muita atenção. Contudo, graças a maravilhosa notícia acerca do segundo pedido de casamento de Kate que resultou no belíssimo par de alianças que tanto Kate quanto Castle estavam usando e também o fato de ter tido um excelente início de noite, visto que saíra para jantar com eles, conseguira se divertir e recuperar seu ânimo que estava um pouco prejudicado, não só pelo trabalho árduo, mas também e principalmente pelo final do seu affaire com o Javier.
Após um revigorante banho, Lanie retirou seu celular da bolsa a fim de colocá-lo sob a mesinha de cabeceira enquanto se preparava para dormir e constatou que nele havia cinco ligações perdidas de Javier. Seu coração disparou de emoção e como já estava condicionada a retornar a ligação para ele, quase que o faz. Faltou pouco para isso. Controlou-se a tempo. Não iria dar esse gostinho ao moreno. Se ele estava afastado, a escolha fora unicamente dele. Então, ele que aguentasse. Por mais que quisesse falar com ele e ouvir sua voz, ela não iria retornar a ligação. Ela tinha que começar a se valorizar. Se ela não se valorizasse, quem o faria por ela?
Estava passando creme hidratante no corpo e pensava na sua situação com seu ex-namorado. Era até constrangedor, pois nem sabia se já pode um dia chamá-lo de namorado, pois quando ela pensava que a relação estava séria, ele sempre inventava um problema e dava um jeito de sumir do mapa. No começo, temerosa, foi ela quem rompeu. Ela agiu igual a Kate na época em que ainda não namorava com o Castle. Lanie também teve medo de arriscar, mas depois percebeu que cometera uma burrice, então, rapidamente o procurou e reataram. Eles estavam juntos há mais tempo que Kate e Castle, porém eram relacionamentos totalmente diferentes. Enquanto Kate amava e era amada por Castle, tinha uma relação estável e estava noiva e com casamento marcado, Lanie, por sua vez, apesar de amar e saber que era amada por Javi, não sabia que nome dar a sua relação com ele. Segundo Casle, era “namoro ioiô”. Ela sorriu. – Só mesmo o Castle para me fazer rir de um assunto sério como este e que me causa tanta dor – ela pensou alto, articulando as palavras para si própria.
Ao terminar de passar o hidratante no corpo, Lanie vestiu uma calcinha vermelha de renda e uma sensual camisola de seda. Era uma camisola curta de alcinhas finas. Era vermelha e com detalhe de renda no bojo e na barra. Penteou-se. Mirou-se no espelho e ficou satisfeita com o que viu. Mesmo quando dormia sozinha, ela não descuidava de sua aparência. Queria ficar bonita mesmo que fosse para si mesma.
Quando já estava quase saindo do quarto para ir à cozinha a fim de preparar um chá de camomila para que seu sono chegasse mais rápido, seu celular tocou. Lanie verificou o identificador de chamada e seu coração disparou ao ver o nome e a fotografia de Esposito. Consultou o horário. 21:10 horas. Pensou se atendia ou não. O celular continuava tocando. Depois de ponderar, resolveu atender.
Sentou-se na poltrona do seu quarto e, chateada, atendeu a ligação – Já está tarde. – ela falou seca e direta.
– Oi, Chica. Boa noite prá você também. — Falou Esposito divertido.
Ainda demonstrando estar irritada, Lanie disse — Eu já vou dormir, Javi. O que é que você quer? Estou cansada.
– Ô, Chica. Eu quero você. – ele falou sem rodeios.
Furiosa, Lanie começou a falar, sem nem mesmo parar para pausa — Eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo, Javier. Você deve estar de brincadeira. Não foi você quem terminou? Aliás... Terminou... Terminou o que? O que é que nós tínhamos mesmo? Qual o nome mesmo? Tantos anos juntos e eu nunca soube o nome que você dava ao nosso relacionamento. Era o que? Diz aí... Era namoro, rolo, caso... Prá você, o que é que nós tínhamos, eihm, Javier Esposito? Diz aí... É, porque até hoje eu não sei. O que eu sei é que quando eu pensava que estávamos bem, você sempre inventava um jeito de sumir e quando eu perguntava sobre você, eu ficava sabendo que você já estava com outra e depois de um tempo, você pedia desculpa, pedia prá voltava prá mim e eu aceitava e aí acontecia tudo novamente. Um ciclo vicioso. E isso se repetiu por anos e anos. Cansei, Javier, cansei. Aquela Lanie Parish morreu. Agora eu vou cuidar de mim. Vou me preocupar mais comigo. Boa noite.
– Não faz isso comigo, Chica.– Ele falava calmo e com tom apaixonado. – Assim você não só se machuca, mas também está me ferindo. Você sabe que eu te amo.
– Não, Javi, e eu não sei se acredito nisso, não. Você já me falou muitas vezes sobre o seu amor por mim, Javi, mas nunca provou. Eu acabei de falar isso com você. Sempre que você falava que me amava, no dia seguinte ou na semana seguinte, você sumia do mapa, desaparecia, dava por terminado e eu ficava sabendo por terceiros que você já estava com outra mulher. É isso que você chama de amor? É assim que você diz me amar? Se for, meu bem, esse amor é muito estranho, muito ruim, e digo mais, é horrível!
– Oh! Amorzinho, deixe-me ir aí falar com você.
– Não! Eu vou dormir. Se você realmente quisesse falar comigo, teria vindo aqui antes. Se você realmente quisesse ficar comigo, estaria aqui.
– Mas eu te amo. Eu tentei falar com você hoje à noite e a ligação do seu celular caiu na caixa postal. Liguei várias vezes. Fui à sua casa e você não estava. Hei, amor. O que é que está acontecendo?
– Não é da sua conta, Javi. Você não é meu namorado. Não te devo satisfações. Se você me amasse e quisesse saber por onde eu ando, estaria comigo.
– Tá, Chica. Então tá. Quer dizer que se eu te amasse eu estaria com você, né?
– Sim. Estaria.
Neste momento, Lanie sente cheiro de ambiente perfumado característico de velas aromáticas e, assustada, fala – Esposito, eu vou ter que desligar porque estou sentindo cheiro diferente e parece que está próximo daqui do apartamento. Eu vou telefonar para a recepção do meu edifício e perguntar ao porteiro para ele procurar qual o apartamento que deve estar com problema, talvez princípio de incêndio. Talvez alguém acendeu velas aromáticas e parece que teve algum problema, não sei, porque o cheiro está vindo parar aqui no meu apartamento e é suave, mas é como se fosse aqui. Boa noite, Javi.
– Tá bom, Chica. Mas não desliga não, fica na linha que qualquer coisa eu posso ajudar, talvez eu possa dar alguma orientação.
– Tá bom, Espo.
Com o aparelho de celular ainda no ouvido, Lanie vai em direção à sala e lá, fica estática ao perceber que o aroma suave vinha de lá. A sala estava com muitas velas aromáticas vermelhas dentro de copos especiais, localizadas em pontos estratégicos. Esposito estava em pé ao lado de uma das poltronas, com um belíssimo buque de rosas vermelhas nas mãos e um sorriso lindo nos lábios.
Ao vê-lo, Lanie afastou o celular e ficou estática. Em seguida, olhou do aparelho para Javi e encerrou a ligação, colocando o telefone sobre a mesa de centro.
Ainda pega de surpresa, Lanie estava muda.
Javi falou – Oi, Chica. Você disse que se eu te amasse eu estaria aqui.
Lanie destravou – Mas não é tão simples assim, Javier. Não é assim que as coisas funcionam.
– E como é que as coisas funcionam, Lanie.
– Diga você, Javier. Diga você.
– Lanie, primeiramente, eu trouxe rosas vermelhas para você. Representa paixão e amor.
Lanie ainda estava parada.
– Ah, Lanie. Não fica assim, amor. Fale alguma coisa.
Lanie continuava parada. Ela analisava sobre o que estava acontecendo.
– Lanie, primeiro eu vou pegar um recipiente adequado para estas rosas. – Como ele conhecia a casa dela, pois tanto ela quanto ele dormiam na casa um do outro há mais de quatro anos, ele não teve nenhuma dificuldade em encontrar um jarro grande que coubesse as rosas. Em seguida, o encheu d’água, pôs as rosas e o colocou sobre uma peça lateral, próxima à porta da rua.
Lanie permanecia parada, mas sussurrou – Lindas as rosas, Javi. Obrigada.
Javi percebeu que ela já estava mais calma. Resolveu aproximar-se dela. Lanie não se afastou.
– Chica, eu vim aqui porque eu te amo. Vim aqui para te pedir desculpas por ter desaparecido. Eu vim aqui para te dizer que nesses últimos quatro anos da minha vida, somente os momentos em que passei com você é que valeram à pena. Eu vim aqui prá te dizer que eu nunca te disse isso antes por falta de coragem, não por falta de amor. Mas o meu amor por você é tão grande, tão intenso que me fortaleceu para que eu te telefonasse e viesse aqui, mesmo que a ligação tenha caído na caixa postal. Eu vim prá cá para falar com você, pessoalmente, sobre o meu amor e te pedir desculpas, mas você não estava aqui. Então eu fiquei louco. Pensei que eu tinha perdido você para outro homem. Pensei que eu tinha perdido minha chance. Lanie, eu estou aqui desde cedo. Assim que você chegou eu fui prá cozinha para você não me ver, pois não sabia se você estava sozinha. Fiquei morrendo de medo, não vou mentir.
Lanie que estava parada até aquele momento, com todas aquelas palavras lindas dele, resolveu falar. Contudo, decidiu que não iria facilitar, haja vista que sofreu muito nesses quatro anos. Ela dificultaria um pouco.
Séria, Lanie disse — Então, Javier, você já falou tudo que queria falar, já pediu desculpas, mas já está tarde. Eu nem estou mais com sono, porque você fez o favor de tirar meu sono. Mas eu preciso dormir e eu sei que você também. Então, boa noite, Javi.
Dizendo isto, ela se dirigiu até a porta para abrí-la. Contudo, não o fez, pois foi impedida por ele.
– Não, Lanie. Ainda não terminei de falar.
– Não entendi. Você não terminou de falar? Como assim?
Naquele exato momento, Javier ajoelha-se diante de Lanie, retira do bolso uma caixinha forrada de feltro vermelho, abre-a e expõe um belíssimo anel com pingente de diamante e faz a tão sonhada pergunta que Lanie sempre sonhou em ouvir – Lanie Parish, o que eu sinto por você é um amor puro e verdadeiro. E por conta disso, você quer me dar a honra de ser minha esposa, minha companheira, minha amante, mãe dos meus filhos e minha eterna namorada e viver comigo o resto da minha vida?
Lanie que já estava com a mão na maçaneta da porta, fica paralisada. Fica de frente para Esposito e pensa que está sonhando. As lágrimas escorrem dos olhos livremente. Lanie sente as pernas e o coração tremer de pura emoção. Com a garganta seca, ela sussurra – Sim. Sim, Javi, eu aceito. – de repente, recuperou o ânimo e a voz e falou animada — Hei, você me pediu em casamento mesmo, Javi?
Javi levantou-se, tomou-a nos braços. – Foi verdade, Chica. Eu te pedi em casamento e você aceitou. – ele a beijou rapidamente. Soltou-a. Tirou o anel da caixinha. Depositou a caixinha sobre a mesa e encaixou o anel no dedo anular da mão direita da médica. – Pronto. Estamos noivos. Você não queria um nome para o nosso relacionamento? Então. Somos noivos. Você não imaginava que quando você falou aquilo eu já estava com seu anel guardado comigo, não foi? – ele fazia carinho no rosto e nos cabelos dela.
– Foi, Noivo. Agora você é meu noivo. – sorriu feliz.
– É, e eu nunca imaginei que eu ia pedi-la em casamento com uma camisola tão sexy, Lanie. – ele sorriu – Noiva, noiva, noiva, você me deixa louco e eu estou morrendo de saudade de você. Morrendo mesmo. Literalmente. Se eu não fizer amor com você agora, eu vou morrer. Juro!
Ambos sorriram alegres.
– E o que é que estamos esperando, Javi? Nunca vi você tão paciente. Só porque agora eu sou sua noiva, é? – Lanie indagou divertida – Hummm! Veja lá! A coisa tem que funcionar direito, viu? Nunca falhou. Hummm! Você não vai me deixar na mão, né, Noivo?
– Deixe comigo, Chica. Nada mudou. Seu noivo ainda é o mesmo homem. Sou latino, se esqueceu? – gargalhando sensualmente, Javi a pegou nos braços e a levou para o quarto, a depositando na cama. Em seguida, ele próprio foi se desnudando rapidamente, ficando apenas de boxer. – Esqueci-me de algo importante, amor. Vou lá na sala buscar. – ele saiu apressado do quarto e retornou com uma garrafa de champanhe e duas taças. Ele rapidamente abriu a garrafa e serviu. Ele entregou uma taça para ela e ficou com a outra. Ao brindar, ele disse – Ao nosso amor. Que nossa paixão sempre seja quente, que nós saibamos conservar o nosso amor e que ele seja infinito e que nos traga lindos e saudáveis frutos. – após o brinde, eles deixaram as taças sobre a cômoda lateral e em seguida, deitaram-se e beijaram-se. De início foi um beijo lento, passando rapidamente a um beijo cheio de fome de amor. Esposito interrompeu o beijo. – Hei, Chica. Eu abri meu coração. Eu te pedi em casamento, disse que te amava e você não me disse nada. Disse somente que aceitava casar comigo. Você não me ama?
– Javier Esposito, você tem a coragem de abrir a boca para me perguntar isto? Sério? Foram quatro anos de declarações de amor, quatro anos de dedicação, de loucuras e você sempre me enrolando. E você ainda me pergunta se eu te amo. – ela deu um monte de selinho nele – Você acha que eu aceitaria me casar com você se eu não te amasse? Lógico que não. Eu aceitei porque te amo. Apesar de tudo. Eu sou loucamente apaixonada por você.
– Então prove, Chica. – Esposito a apertou forte contra seu corpo.
– Vou provar. Mas... – Lanie senta-se na cama e interrompe o noivo.
– Hei, Lanie, o que foi? Você não vai me deixar assim, né? – Exposito indica seu estado de ereção que já estava incrível.
– Querido, acalme-se! Daqui a pouco resolvemos esta questão. Agora vamos resolver outra. Você me pediu em casamento, eu aceitei, tá tudo muito lindo, tá tudo muito romântico, mas faltou uma coisa muito importante, Javi.
– O que, Lanie, o que? – o moreno estava impaciente.
– Faltou marcarmos a data do casamento. – Lanie falou alegre.
– Ham? Data do casamento? A Kate e o Castle não marcaram a data do casamento no dia do pedido, Lanie.
– Primeiro: Eu não sou a Kate e você não é o Castle. Segundo: O Castle não enrolou a Kate por anos e anos como você me enrolou, muito pelo contrário, ele a seguiu e quase implorou para namorar com ela e quando começaram a namorar nunca a abandonou e depois de um ano ele a pediu em casamento e com menos de um ano de noivado vão se casar. Então, querido, eu quero marcar a data do casamento, senão... eu acho que você vai dormir na sala, Morzinho... – ela falou dando um selinho e fazendo carinho nele.
– Lanie... Ai, Lanie. Vamos marcar a data do nosso casamento. Vamos.
– Oh! Javi, sabia que você ia entender. — ela sorriu — Então, vamos marcar o casamento para junho deste ano...
Ao ouvir que ela queria o mês de junho, tão próximo, Espósito a interrompe – Chica, você deve está brincando. Está muito em cima. Não vai dar tempo, linda. Tem que que providenciar vestido de noiva, convites, cerimonial, local do evento, igreja, e tantas coisas que custam dinheiro. Lembre-se que a Kate não tem que se preocupar com isso porque o Castle não permitiu que ela gastasse um centavo. Ele disse que bancará tudo e eu, infelizmente não vou poder falar isso com você, Chica, porque o Castle é bilionário e eu sou um detetive de polícia e você sabe disso.
– Javier Esposito, quanta bobagem. Quem aqui está comparando riqueza? Você sabe que o que me importa é o amor. E prá Kate também, você sabe. Se ela quisesse o dinheiro do bonitão, ela teria namorado ele desde o início. Bem, vamos falar do nosso casamento. Bem, porque é que eu quero junho desde ano? Sabe porque? Porque você já me enrolou demais, né? Chega. E eu quero casar na primavera, muitas flores e até lá a Kate já vai estar casada, já vai ter voltado da lua de mel. Outro assunto. Roupa para o casamento: Você não vai precisar de terno porque vai usar seu traje de gala da Polícia de Nova York. Quanto ao vestido de noiva, fique tranquilo, que isto eu resolvo com a Kate e com a Jenny. Outro assunto, Javi. Convites: Você me disse uma vez que tem um primo, o Pablo, que é dono de uma gráfica. Você pode pedir um preço especial para ele, meu amor. Outro assunto, Local do evento e igreja: podemos fazer o casamento no Clube dos Oficiais da Polícia de Nova York e a cerimônia religiosa na capela que tem lá dentro; é pequena, mas é muito linda. Não será cobrado nada nem pelo uso do clubes nem pelo uso da capela. A nossa única despesa com o casamento será com o cerimonial. Vamos ver o que nós vamos querer servir para os convidados a fim de podermos contratar uma empresa que caiba no nosso orçamento. E também vamos decidir onde morar. Tanto o seu apartamento quanto o meu são quitados, e ambos têm apenas um quarto. Então, se você concordar, poderemos vendê-los e comprar um maior ou até mesmo uma casa com quintal, já prevendo aumento da família. – ela sorriu e deu um selinho no noivo.
– Chica, estou impressionado com a sua organização de raciocínio. Eu gostei. Então só falta escolher o dia de junho, né?
– É. E temos que ver isso para fazer logo a reserva no Clube dos Oficiais da Polícia de Nova York e na capela e também para fazer a reserva da nossa viagem de lua de mel e também para fazer a escala de médicos lá do Necrotério no período da nossa lua de mel. – ela disse isso já abraçando o noivo e, toda dengosa, dando selinhos, abraçando-o.
– Quer dizer que a futura Sra. Esposito, além de médica, é uma mulher econômica e muito organizada. – ele falou já se esticando e deitando com ela.
– E muito fogosa... – ela o beijou no pescoço, fazendo carinho pelo corpo do noivo.
– Você pensa que eu esqueci? Nunca!
Entre beijos, abraços, carinhos, sussurros e suspiros o amor se fez. Fizeram amor. A primeira vez como noivos. Desta vez não havia só promessas. Havia um compromisso firmado por meio de um anel. Anel de diamante que representava o amor puro e verdadeiro que existia entre Expo e Lanie.
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