Notas iniciais
Inicialmente, peço perdão pela demora de postar este capítulo, tá? Este capítulo ficou comprido, mas foi o meio que eu encontrei para tentar compensar minha demora para postá-lo. Obrigada a todas vocês por estarem lendo, mesmo que anonimamente e obrigada àquelas que estão comentando. Obrigada também àquelas que estão acompanhando por meio do sistema automático do NYAH. Obrigada a Katherine por ter favoritado esta história, viu? Tomara que vocês gostem. Ao final, comentem, por favor.... Preciso de comentários.... Beijos no coração de todas. Denise.

Já que não tinham que pagar a conta, pois o restaurante era dele, apenas despediram-se do Maitre e foram embora. Ao invés de entrarem no carro, resolveram caminhar de mãos dadas por uma praça arborizada, em frente ao restaurante, muito bem frequentada e policiada.

Ao chegarem na praça, Kate deteve-se um pouco e ficou admirando a aliança.

Castle não entendeu o motivo da parada brusca e, logo olhou para o lado e deu com a cena da noiva apreciando a aliança no mesmo momento em que ela, com um sorriso lindo nos lábios, fala – Rick, é linda. Adorei, babe. Adorei o ouro amarelo... Bem tradicional. – Ela olhou para ele e falou – Pode parecer meio contraditório com a minha pessoa, não é? Mas eu mudei muito desde que começamos a namorar, Castle, eu acho que você já notou, né? – ela sorriu, olhou para um lado e para o outro e deu um selinho nele. Rick era “todo sorrisos”. Kate tirou a sua aliança e ficou analisando os detalhes e continuou falando, empolgada com a aliança, sob o olhar atento do noivo que estava achando aquela cena adorável. – Por fora, além de larga ela é abaulada e... – Kate arregala os olhos e fala extasiada — Oh! Meu Deus... Rick, o que foi que você fez?! Quando eu penso que você já me aprontou de tudo, você me aparece com algo mais... Não acredito que você fez isso?! – Ela olhou para ele e sorriu maravilhada e, como uma criança que ganha um presente de Natal, continuava a falar sem pausar e ele continuava a olhá-la com atenção. — Castle, por dentro tem três palavras: AmorALWAYSRick, oh! meu Deus! Ligados por corações. A palavra do centro é a nossa cara, babe. – ela continuava extasiada – Deixe-me adivinhar, na sua deve estar escrito, AmorALWAYSKate, acertei?

Ele tira a aliança do dedo e a exibe. – Acertou, minha linda e querida noiva. Não poderia ser diferente.

— Acertei. É mesmo, Castle, não poderia ser diferente. – Ela o encara, sorri com os lábios e com os olhos devolve a aliança. Ambos recolocam as alianças nos seus respectivos dedos.

Em seguida, eles ficam de frente um para o outro, ele a abraça pela cintura e ela o envolve pelo pescoço. Ficam se olhando e se admirando, sem precisar dizer nada, pois os olhares de ambos já traduzem tudo o que estavam sentindo. Os olhares transmitiam amor, paixão, ternura. Muito lentamente suas bocas se procuram e se encontram. O beijo acontece com muita sensualidade e, naturalmente, vai se aprofundando num duelo de línguas. Contudo, como estavam em local público, Castle interrompe e olham para os lados como que para lembrar onde estão e se afastam e recomeçam a caminhar de mãos dadas silenciosos e felizes.

De repente, Castle quebra o silêncio olha para Kate e pergunta – Sem querer estragar este nosso momento, você poderia, por favor, me dizer onde colocou o cartão que Thimon Depar te deu, Kate? – ele perguntou sério.

Kate sorriu, deu uma parada na caminhada e deu um selinho em Castle – Sério, Rick? Você jura que interrompeu nosso beijo comemorando o nosso “novo noivado” para perguntar sobre isso? Eu acho que você está pensando muito neste Thimon Depar... Eu já vou começar a ter ciúmes, viu? Eu quero você só prá mim, Rick, e, com exceção da Martha e da Alexis, eu não quero repartir você com ninguém. E eu não quero você pensando noutra pessoa além de mim, babe, principalmente quando estivermos trocando carinhos, nos beijando ou fazendo amor, entendeu? – ela começou a sorrir – Fala sério, Rick!

— Kate, eu estou falando sério. Por favor, me responda. – Rick já estava ficando meio nervoso e Kate já conhecia esse sintoma.

— Ok! Eu vou falar. – ela agora estava levando o assunto à sério. – Vou explicar. Do mesmo modo que tenho muitas roupas no loft, você tem muitas roupas lá no meu apartamento, mas você não tem nenhum sobretudo, ou seja, você teve que repetir este que usou ontem.

Castle não estava entendendo nada, então levantou a sobrancelha e a interrogou – E?

— Eu não guardei o cartão nas minhas coisas, Rick, tampouco pude jogar fora no lixo do apartamento do Thimon Depar, muito menos deixei no meu sobretudo, porque eu nunca iria telefonar para ele. Por mais que você tenha ficado com ciúmes dele, ele não me interessou nem um pouco, porque eu te amo, Richard Castle. – ela falava isso de frente prá ele e, lentamente, o enlaçou pelo pescoço e sentiu que ele a pegava, de jeito, pela cintura. Kate continuou falando – Eu sou perdidamente apaixonada por você, sou louca por você, seu tonto. Não enxergo mais nenhum outro homem na minha frente. Pode passar milhões de homens belíssimos, de qualquer tipo e qualidade. Eu só consigo ver você, somente você, o meu Bonitão. Portanto, meu querido e amado noivo cimento – ela falou sorrindo – procure o cartão do Thimon Depar no bolso externo superior do lado direito deste seu sobretudo. Você vai encontrá-lo. Eu iria jogar fora lá em casa, mas ficamos ocupados fazendo coisas bem mais interessantes que eu me esqueci completamente da existência do Thimon Depar, quanto mais do cartão dele. – Ela piscou prá ele – Você me entende, né, querido? – dizendo isso ela se afastou do noivo para dar espaço para ele procurara o cartão.

Castle vai ao bolso onde ela indicou e encontra, só que ao invés do cartão inteiro, ele o encontra em picadinhos, dando apenas para reconhecê-lo pela cor, que ele havia visto de relance na véspera.

Sorrindo, ela olha para ele e pergunta – satisfeito, Sr. Ciumento?

— Muito. – ele respondeu sério – Mas porque você não colocou no seu bolso? Ou porque você não jogou fora lá mesmo na casa dele?

— Rick, eu acho que seria grosseria da minha parte se eu jogasse fora o cartão do Thimon Depar na casa dele. E pior ainda, se ele descobrisse, isso só serviria para eu chamar atenção sobre mim, como se eu quisesse que ele achasse o cartão no lixo e fosse me procurar, entende?! Bem, agora vamos raciocinar. Cá prá nós, amor, o Thimon Depar sendo um homem livre, tem todo o direito de se interessar por quem ele quiser, e no caso, ele se interessou por mim e quis sair comigo. Porém, é direito meu não me interessar por ele e não querer sair com ele. É uma equação simples. Ele não ia poder adivinhar nunca que além de ser sua noiva e te amar, eu estou de casamento marcado com você, Rick e que nada neste mundo faria com que eu te traísse. Nada. – ela o viu sorrir de satisfação e complementou – E pode ficar feliz mesmo, porque eu me sinto do mesmo modo. E tem mais, Castle, eu não coloquei o cartão em um dos meus bolsos, porque meus bolsos são cheios de coisas: distintivos da polícia, bloco de anotação, celular e além mais, eu não queria complicação pro meu lado, querido. Vá que eu esquecesse destes picadinhos, como de fato eu os esqueci, eihm? Antes no seu casaco do que no meu, Rick. – ela sorriu para ele – Ainda mais agora que eu sou uma mulher duplamente noiva do mesmo homem maravilhoso e que eu adoro e que tanto amo. Richard Castle, você está me fazendo ficar muito melosa, viu? Toda hora eu fico dizendo que te amo e que te adoro. – ela sorriu novamente, levantando a mão direita, admirando a aliança. Em seguida ela enlaça novamente o pescoço dele e fala – Porque é que eu tinha que te amar tanto, eihm?

Ele a abraça pela cintura e fala sorridente, divertido, fazendo graça e trejeitos com o rosto – Não sei, talvez porque eu seja maravilhoso, inteligente, forte e bonitão.

Ela começou a sorrir, pois adorava quando ele era divertido assim e falava essas coisas – Eu também acho. E também porque me deixa nas nuvens quando faz amor comigo. Ou talvez porque você seja incansável na arte de fazer amor. Ou talvez porque nos completamos e somos compatíveis em tudo. – ambos começaram a sorrir, alegres e felizes.

Ele a pegou pelo braço e a levou correndo para debaixo de uma árvore frondosa, longe das vistas de todos. Ela foi pega de surpresa e por isso saiu tropeçando, mas não caiu, pois ele a segurou. Chegando lá, ele a imprensou na árvore e a beijou. O beijo era apaixonado e ele fazia carinhos sensuais e eróticos não só no seu rosto e cabelos, mas começava a passar as mãos pelos seios e descia pelo resto do corpo. De repente, eles ouvem um apito de um guarda florestal que fazia vigilância na praça.

Neste mesmo instante o celular de Kate toca e o identificador de chamada indica que era da 12ª DP e ela exibe para Castle. Antes de atender eles saem andando, de mãos dadas, apressados em direção ao carro, sob protesto de Castle – Kate se eu pudesse eu esganava aquele guarda e a pessoa que te ligou de uma só vez. Eu estou louco prá te dar uns amassos. Não atenda esta ligação e vamos tirar o resto do dia de folga, vai.

Beckett fala sorrindo para Castle – Folga? Não, babe, não dá. Temos que retornar para o distrito, pois temos um caso para solucionar. E você disse que quer me dar uns amassos, né, eu tô louquinha prá isso... Eu vou esperar ansiosa... Depois nós continuamos o que aquele guarda interrompeu, tá? – ela tentava amenizar a situação – Mas por incrível que pareça fomos salvos pela delegacia. Em seguida, controlando o riso, ela atente a ligação – Beckett.

— Beckett, é o Ryan. Já temos os relatórios.

— Estamos indo, Ryan. Chegaremos em quinze minutos. – desfez a ligação.

Olhando para Castle, falou – os meninos já conseguiram os relatórios. Vamos retornar para a delegacia. — ela percebeu que ele fez bico. – Hei, Castle, você não tem nove anos. Não se comporte como uma criança mal criada. – ela sorriu, deu um selinho nele e, piscando prá ele, completou – e, se você quiser, poderemos passar a noite num hotel à sua escolha, para comemorarmos o nosso segundo noivado. O que é que você me diz, Castle?

— Aí eu vi você falar uma coisa boa. – Castle estava sorrindo à toa. – Mal posso esperar para chegar à noite. Já sei até qual hotel iremos. Nem me pergunte, porque vai ser surpresa.

Estavam próximo ao carro quando Castle aproveita a distração de Kate e pega a chave do veículo das mãos dela e diz – eu vou dirigindo.

Ela estava tão contente com o segundo noivado que nem discute e vai para o banco do carona.

Eles fazem o percurso até a delegacia conversando sobre os planos para o casamento e chegam ao distrito no tempo previsto.

Quando entram na delegacia, Kate e Castle receberam os relatórios financeiros referentes a conta corrente da Srta. Erika Mya Sullivan, já com todos os pormenores e também o relatório eletrônico com base no levantamento de todos os e-mails, mensagens de WhatsApp e Instagram enviados e recebidos, além de todas as pesquisas de mapas e localizador GPS do carro e do celular da vítima.

Kate, Castle, Ryan e Esposito se dirigem à sala de reuniões, sentam-se à mesa, e colocam nela todos os relatórios e começam a fazer um paralelo entre os relatórios e todos os depoimentos a fim de tentar identificar o assassino. A todo o momento, quando encontravam um novo elemento, eles iam ao quatro de evidências alterar os dados e, em seguida, retornavam à sala de reuniões para continuar ponderando acerca do caso.

Gates chegou à porta da sala de reuniões e perguntou – Detetive Beckett, alguma novidade no caso da Srta. Erika Mya Sullivan? A Promotoria está me cobrando porque o Sr. Thimon Depar é um bilionário nova-iorquino muito influente e seus negócios não podem ser prejudicados.

— Capitã, a minha equipe está trabalhando arduamente. Estamos fazendo o possível e impossível. – falou Beckett.

— Muito bem, detetive. – Gates retirou-se, circunspecta como sempre.

Assim que Gates saiu, Beckett olhou para os meninos e para Castle e fez cara de desdém com relação à cobrança da Promotoria – Interessante... A moça pobre morre e o bilionário diz que seus negócios estão sendo prejudicados. Faça-me o favor. Humm! – Ela fica indignada. – Este Thimon Depar sempre me tirando do sério. Nosso trabalho é desvendar o crime, e é o que fazemos muito bem por sinal. – Ela olha para todos da mesa e fala — Vamos continuar os nossos afazeres.

Castle levanta-se da mesa e em menos de dez minutos, retorna sorrindo com duas canecas de café, ficando com uma e entregando a outra para Backett, com creme em formato de coração. Conforme esperado, ela dá um lindo sorriso em retribuição e fala – Obrigada, Castle. – Ainda de pé ao lado de Kate, Castle coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha dela e ela sorri para ele.

Observando aquela cena, Esposito, que era brincalhão igual a Castle, brinca com o casal – Papai e mamãe vão ficar namorando ou vão continuar a desvendar o crime? – e começa a sorrir.

— Eu estou morrendo de rir, Espo – ironiza Kate – mas ela não aguenta e sorri junto com Castle e Ryan.

Como se não bastasse, Espo insiste em brincar com o casal – Ô Castle, você trouxe duas canecas de café para a mesa, uma para você e outra para a Becks, mas nós somos em quatro aqui. Você não reparou, bro?

Castle olhou para o amigo e retrucou sorrindo – Cara, eu até que sei que somos em quatro, mas é que somente a Beckett é a minha noiva. Pois é, né. – Todos sorriram.

Não satisfeito, Espo insiste — Ops! Olhe você enganado, Castle. Porque antes mesmo de você ser noivo dela, antes até de você começar a namorar a Becks, desde que você começou a seguí-la você começou com essa história de levar café prá ela, Bro. Então não venha me dizer que trouxe café só prá ela porque ela é sua noiva. – Espo sorriu.

— Espo, mais uma vez você está coberto de razão. Não é mais segredo prá ninguém que quando eu comecei a seguir a Beckett eu trazia todos os dias dois copos de café, um para ela e outro para mim, ou aqui pro distrito ou para a cena do crime, tudo porque eu sabia que ela adorava café com creme e baunilha. Até máquina de cappuccino eu comprei para o distrito só porque ela gosta. Mas tudo porque eu sempre a amei e queria ela prá mim, pois eu queria e ainda quero e vou me casar com ela, bro, graças ao bom Deus – Castle sorriu e piscou para Kate que sorriu de volta. – Mas o que também não é segredo prá ninguém é que eu não quero casar com você, bro, por isso não trouxe nem vou trazer café pra você, tá? E não insista porque eu sou comprometido. E minha noiva é ciumenta.

Todos na mesa sorriram diante da gaiatice de Castle.

Ainda sorrindo, Beckett falou — Mas você, eihm, Castle, ainda bem que a Gates não estava aqui perto, senão, do jeito que ela "adora" você... Ela ia convidá-lo a se retirar... – todos sorriram diante daquele comentário de Kate. – Hei, agora é sério, gente, vamos voltar para os relatórios, para terminarmos logo com isso.

Retornaram às atividades e por mais que lessem e relessem os relatórios e fizessem paralelo com os depoimentos, as coisas ainda estavam difíceis.

Depois de muito café, Kate se estira na cadeira, passa os dedos pelos cabelos, enrola-os e faz um grande nó frouxo, tipo um coque, com a ajuda de uma caneta. Ela procura o olhar de Castle e ele a entende só de olhar prá ela. Está muito preocupada e decidiu que o quebra-cabeça ainda faltava peças.

— Ainda precisamos de provas – ela desabafa – Esposito e Ryan, tragam o Sr. Thimon Depar aqui, amanhã às 9 horas, para tomarmos seu depoimento. Eu e o Castle o interrogaremos. Já que ele está querendo que o caso ande rápido, que venha nos trazer esclarecimentos.

— Pode deixar, Beckett. – Espo falou.

Eram 18:30 horas quando levantaram da mesa, após arrumarem toda a papelada e colocar tudo numa caixa sobre a mesa de Beckett, que falou – Então por hoje está encerrado o trabalho pessoal. Até amanhã, meninos.

Exposito e Ryan se despedem e saem quase correndo pela escada, sem nem mesmo esperar o elevador ou a Kate dizer mais nada.

Kate olha para a sala da Gates e percebe que ela já não estava mais lá. Ela respira fundo, olha para Castle e diz – Vamos prá casa, amor. Estou louca para tomar um banho e cair na cama com você. Preciso dormir. Vamos – Ela estende as mãos para ele, convidando-o.

Ele olha para ela com ar malicioso e fala – Eu até que quero ir para cama com você, detetive, mas dormir não era bem a minha primeira intenção. – Ele disse fazendo um carinho nos cabelos dela, desfazendo o nó, tipo coque, que ela havia feito anteriormente.

— Você sempre engraçadinho. – ela brincou com Castle – Vamos, Rick. Vamos embora. Eu não suporto mais olhar para este quadro de evidências. Por hoje já chega. Vamos prá casa. Mas antes eu preciso jantar.

— Vamos. Vamos jantar. – ele falou contente com a disposição dela, e já estavam se encaminhando para o elevador. – Vamos para o loft ou para o seu apartamento, Kate?

— Tanto faz. Hoje eu topo tudo. Podemos ir para o meu apartamento ou para o loft. Mas eu não quero pedir delivery, Rick. – ela falou manhosa. – Eu estou com desejo de comer... Comida italiana, mas eu quero ver preparar a massa... Eu quero sentir o cheiro do molho... Eu já estou com água na boca. – Ela fechou os olhos e imaginou o cheiro do molho... Quando abriu os olhos deu com os olhos azuis do noivo olhando para ela espantado, porém sorrindo, alegre.

Ouviram a sineta avisando que o elevador havia chegado. Entraram na cabine e Castle apertou o botão que os levariam ao pavimento térreo.

Alegre, ele ainda perguntou – Mocinha, tem alguma coisa que você queira me contar?

Ela fez cara que não estava entendendo e realmente não estava mesmo e disse confusa – Não. Nada que me ocorra no momento. O que seria, Rick?

— Eu vou dar uma dica, Kate... Aliás eu não vou dar uma dica, eu vou ser direto e vou logo perguntar? – Babe, você está grávida? – perguntou todo bobo, todo contente.

Ela arregalou os olhos e ficou pasma e sem voz.

— Não. – ela engasgou e tossiu. – Que eu saiba, eu não estou grávida, Rick. Porque esta pergunta? Não entendi.

— É pelo seu repentino desejo em um determinado alimento e você especificou, detalhadamente o que estava ansiando comer.

— Eu apenas estou com desejo de comer massa italiana fresca com molho caseiro, igualmente italiano, feito na hora. E também estou com vontade de sentir o cheiro do autêntico molho de tomate ao sugo italiano, repetiu. Só isso, amor.

Ele olhou para ela e falou triste – Oh! Eu fiquei feliz por uns segundos, Kate. Eu já ia comemorar, amor. Ia ser o nosso primeiro bebê. Nosso primeiro Beckett Castle. – Ele sorriu feliz ao pronunciar sobrenome deles.

Chegaram ao térreo e estavam se encaminhando em direção ao carro e Kate falava – Ainda temos muito tempo, Rick. Tenha calma. Então, já que ainda não vamos comemorar a chegada do nosso bebê, vamos comemorar novamente o nosso segundo noivado. Eu estou adorando esta história de segundo noivado, amor. – ela disse isso estendendo sua mão e olhando para sua aliança. – Deixe-me ver sua mão, amor. – Ele lhe estendeu a mão e ela ficou olhando extasiada. – Que coisa linda! Eu agora duvido que alguma garota assanhada vá se engraçar com o meu noivo bonitão. Ela vai ver logo essa aliança enorme e reluzente no seu dedo, amor. Só se for cega ou muito descarada mesmo. A não ser que você dê lugar, não é, Sr. Castle? Humm! – ela sorriu meio de lado, torcendo a boca.

— Ai, Kate, vai recomeçar, é? Vai virar a coisa pro meu lado, amor? Eu estou aqui quieto no meu canto, apaixonado, tentando adivinhar todos os seus desejos, nem me lembro que existe outras mulheres no mundo além de você, tirando, a minha mãe e a Alexis, e vem você com esse seu ciúme fazendo conjecturas de uma possibilidade futura, de mulheres que nem existem...? Kate, por favor, não estrague o nosso momento, meu amor. – Castle falou divertido, com cara de apaixonado, fazendo-se de ofendido.

Kate ficou rubra. Nem parecia a detetive durona e valentona e falou baixinho – Desculpe Rick, é que o ciúme falou mais alto. Eu vou me controlar. Prometo. – ela passou seus braços pelo pescoço dele e o beijou. – Você me desculpa, amor? – falou toda manhosa.

— Falando assim, como é que eu não desculpo você, Kate. Você sabe que consegue me driblar, sempre. Mas tenha cuidado, vai que um dia a minha paciência acabe... – Ele respira fundo e olha nervoso para ela. – Hei, estou brincando, amor, minha paciência não vai acabar, viu?

— Uai, Rick, fiquei assustada, viu?! – ela falou aliviada.

— Então, — ele falou animado — vamos comer essa massa fresca italiana, com o autêntico molho de tomate ao sugo italiano feito na hora?

Saíram alegres e dirigiram-se ao bairro de Nova York, muito fino, onde havia todo tipo de Restaurantes finos, de todas as nacionalidades. Castle escolheu o restaurante mais famoso e o mais bem frequentado e falou o nome para ela.

Ao identificar o restaurante, Kate contesta argumentando – Castle, você está ótimo, amor, mas eu não estou apresentável para este restaurante. Você sabe que eu gosto de sair com você à noite de vestido. Eu estou de calça. Tá na cara que eu estou com esta roupa o dia todo.

— Kate, Kate, Kate. Não acredito que eu estou ouvindo isso. Eu sei que você prefere usar vestido quando sai à noite comigo, mas isso não quer dizer que você não fica apresentável se usar calça. Querida, você fica deslumbrante usando qualquer tipo de roupa, porque você é linda. É como a Lanie disse outro dia, que você poderia se vestir de pano-de-chão que ficaria linda e eu concordo com ela. Portanto, deixe de bobagem. E eu garanto que, com certeza, você será a mulher mais linda que vai estar naquele restaurante, mesmo não estando usando o tal vestido que você tanto quer. E então?

— Tá bom, Castle, você me convenceu.

No caminho, Castle dirigia e ao mesmo tempo fazia carinho com a mão direita na perna de sua amada, quando falou, carinhosamente – Ei, você já reparou que deixamos o distrito prá trás e agora estamos saindo socialmente, não é isso?

— Sim, Rick. – ela respondeu sorrindo. – E?

— Então, que tal você tirar o seu anel de noivado do colar e colocá-lo no mesmo dedo junto à aliança de noivado? – ele perguntou sorrindo e olhando para ela.

Ela arregala os olhos — Oh! Como eu ia me esquecer disso? – ela falou sorrindo – Ainda bem que você me lembrou, Castle. – dizendo isso ela tirou o seu anel de noivado da corrente. Retirou a aliança. Colocou o anel de noivado e em seguida recolocou a aliança e mostrou a mão para Castle. – e agora, que tal? Eu amei, e você? – ela disse sorrindo.

— Eu achei sensacional. – ele sorriu feliz – Seus olhos, inclusive, estão com um brilho extra, Kate. – Castle falou.

— Eu posso falar uma coisa? Você jura que não vai rir de mim? – Kate implorou.

— Eu juro! Fale Kate.- Rick estava querendo saber.

— Prometa, Rick. – Kate disse sorriu e mordeu seu lábio inferior, nervosa.

— Eu prometo, Kate. Fale. – Ele sorriu, feliz.

— Eu quero trabalhar amanhã não só com a minha aliança, mas com o meu anel. Estamos no meio de um caso e se Deus quiser, no final. Nós não vamos precisar sair em diligência e se precisarmos sair, eu recoloco o anel na corrente. – Ela falou e viu que ele estava sorrindo e imediatamente começou a repreendê-lo. – Você disse que não ia rir de mim, Castle.

— Eu não estou rindo de você, meu amor, eu estou sorrindo para você. Eu estou rindo de felicidade. Eu juro! Juro mesmo. Vá, fale, continue. – ele disse.

— Tá bom, eu acredito. Então, como eu estava dizendo, eu quero usar a aliança e o anel de noivado amanhã. Eu sei que não vamos à campo enfrentar nenhum bandido. Vamos ficar no distrito apenas fazendo interrogatório. Se formos à campo eu guardo o meu anel. O que é que você acha? – ela esperou resposta, mas ele não falou nada e aí ela falou – Diga alguma coisa, Castle, vai.

— Eu acho que você é a mulher mais adorável do mundo, mais linda, mais maravilhosa, eu não poderia ter escolhido uma esposa melhor. E para responder a sua pergunta, eu apenas vou dizer que você está coberta de razão. E eu estou louco para beijar você. – ele falou sorrindo.

— E o que é que você está esperando? Você nunca foi disso... Quer dizer, desde que estamos juntos como casal... Porque antes... Nossa Senhora! – ela o provocou.

Então ele encostou o carro no acostamento e deu um beijo apaixonado nela. Em seguida ele falou – Às vezes em me sinto um adolescente perto de você, Kate. – Eu me vejo fazendo coisas que não faço desde que tinha dezessete, dezoito, vinte anos.

— Eu também, Rick. — ela disse, fazendo carinho no rosto e nos cabelos dele. Eu também me sinto com uns dezessete, dezoito anos. Juro! E eu nunca me senti assim, com tanta confiança em mim com relação a um namorado... Nunca. Quer dizer, agora você é meu noivo, quase mau marido. Você é especial. – eles se olharam e sorriram um pro outro e deram vários selinhos – Amor eu ainda estou com fome, vamos.

Castle retornou à via e seguiu o trânsito com destino ao restaurante. Conseguir uma vaga nas proximidades do restauranate foi uma dificuldade. Contudo, conseguir uma mesa na cantina italiana não foi problema para ele, pois com o seu sucesso como escritor de mistérios, desde os seus primeiros livros, até quando começou a série do Derrick Storm, e por fim, na atualidade, quando estava escrevendo a série sobre a sua musa, a sensual e linda detetive Nikki Heat, Richard Castle sempre foi disputado não só nas melhores livrarias, mas também nas melhores boates e restaurantes da cidade e, assim que ele aparecia, a Promoter do local arranjava uma mesa como num passe de mágica. Kate ficava impressionada.

O jantar foi magnífico, acompanhado de um maravilhoso vinho tinto. Estavam indo para casa, quando Beckett percebe que aquele percurso nada tem que ver com o caminho para o loft, daí ela pergunta – Castel, você não bebeu o bastante para errar o caminho de casa. Você tomou, se não me engano, apenas duas taças de vinho, igual a mim. Estamos sóbrios.

Castle a olha de soslaio e comenta – Bem, a minha linda detetive já descobriu facilmente que não estamos indo prá casa, porém percebi que tem uma memória fraca. – ele sorria malicioso.

— Castle, refresque minha memória. – ela sorriu – Hoje o dia foi bastante movimentado. Eu não estou entendendo o que você está falando, tampouco para onde você está tentando me levar.

— Katherine Beckett, eu não estou “tentando” te levar, eu “estou te levando”. – ele continuava sorrindo cheio de provocação.

— Ainda estou sem entender, Castle. – ela agora sorria leve – É um jogo de adivinhação, é?

— Bem, não era para ser, mas já que você está com a memória fraca... – ele sorriu. – Diz aí, Kate. Tente mais uma vez. Para onde estamos indo?

Notas finais
E ai, gostaram??? Espero que sim. Então, comentem.... Eu preciso muito do comentário de vocês.