O noivado, o ciúme e o amor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ainda não eram sete horas da manhã e Richard Castle e Katherine Beckett estavam no loft, na imensa e confortável cama da suíte do casal, quando ele dava leves e suaves beijos na testa e no rosto dela, que, como sempre, repousava como uma linda gatinha manhosa e se aninhava no corpo do noivo. Ele adorava esse aconchego, pois ela sempre ficava assim toda vez que faziam amor, sinal de que estava satisfeita e relaxada.
Feliz e apaixonado, ele sussurrou bem doce e divertido, desta vez na tentativa de lhe vencer, fazendo carinho no seu rosto e nos seus cabelos – Minha linda noiva e futura esposa, que me dará lindos bebês de olhos verdes ou azuis é a mulher mais bonita e a mais amada do mundo.
—Hããã, amor. – Kate murmurava baixinho, de olhos fechados, aconchegada no conforto dos seus braços.
Castle prosseguia no seu projeto. Sussurrava para sua amada – Amorzinho, hoje quando formos à delegacia você poderia usar o seu anel de noivado no seu dedo, ao invés de pendurá-lo no colar junto ao anel da sua mãe. O que é que você acha, Kate?
Ela levantou um pouco a cabeça e o encarou com os olhos semicerrados, meio desconfiada e falou baixinho sorrindo – Richard Castle, eu acho que você está tentando me ganhar, com todo esse papo. Eu só acho isso. Simples assim. – sorriu novamente.
Castle olhou para ela, piscou e sorriu malicioso. Contudo, percebeu que não obtivera êxito na sua tentativa de fazê-la usar o anel de noivado, mas não perdeu o senso de humor. Sorrindo divertido, prosseguiu. – Não, meu amor, você está totalmente enganada. Eu não estava tentando te ganhar porque eu já te ganhei faz tempo... – Ele sorriu novamente e deu um leve beijo nela e ela riu junto.
— Você entendeu o que eu quis dizer, seu engraçadinho. – falou sorrindo e simulou um murro no braço dele, de brincadeira.
— Uai! Doeu, viu? – ele sorriu. – Socorro! – ele exagerou no pedido de socorro.
— Seu exagerado! – Ela sorriu e simulou um novo murro – Não doeu nada. Eu bati tão leve... E de brincadeira, alias, quase nem encostei. – ela falava sobre o murro. Em seguida passou a falar sobre o anel de noivado – Rick, eu já te disse, quando estou atrás dos criminosos, eu prefiro não usar o anel de noivado que você me deu porque eu posso me machucar. O anel é muito grande, querido. As garras que prendem o diamante podem prender em algum lugar, a própria pedra pode se perder... Sei lá, e aí, eu nem sei o que pode acontecer. Ah, outra coisa, como eu já te disse, ele é muito grande, a pedra é gigantesca, eu imagino que ele foi muito caro e nestes lugares, nunca se sabe quem eu vou encontrar, ou seja, melhor ele ficar oculto. Mas eu já te falei mil vezes, ele fica ao lado do anel da minha mãe, junto ao meu coração. – ela sorriu — Você sabe, querido, eu vou continuar usando o anel do nosso noivado no dedo somente quando sairmos juntos, socialmente, pois adoro olhar para ele e saber que foi você que me deu e o que ele representa. E no momento em que eu olho prá ele eu olho prá você. Hum! Você nem queira saber o frio gostoso de emoção que eu sinto... É um mistura de emoções... Eu sinto uma queimação gostosa no coração, no peito... Você nem imagina. Eu só tenho vontade de te beijar e de te abraçar e de fazer amor com você, Rick. – dizendo isso, vai, sorrindo maliciosa e dando pequenos beijos nele, passando a ficar sobre ele. Passa a beijá-lo com mais sensualidade e é correspondida.
Eles já estavam bastante adiantados, entre beijos, sussurros e abraços, fazendo movimento pélvico, ambos excitados, prontos para um segundo raund do amor, quando o celular de Kate toca.
Quase sem ar Castle sussurra – Não, Kate, depois você atende, amor. Você não vai me deixar assim, querida, nesta situação. — fez cara de sofrimento.
Sem fôlego ela sussurra — Não posso, Rick, pode ser da delegacia, você sabe. À noite eu te compenso, tá? – ela estica o braço e consegue alcançar o celular, e mesmo embaixo dele, ela controla a voz e, ainda recebendo um monte de beijo dele no pescoço, ela atende quase sem ar, com voz abafada – Beckett.
Era Esposito – Beckett, aconteceu um homicídio. Uma mulher. Ela trabalhava como Babá para uma família de alta sociedade. A família Depar. — o endereço foi explicado detalhadamente e Kate desfaz a ligação.
Kate dá um selinho em Castle – Amor, eu também não quero acreditar. Vamos tomar banho. – ele a olha safadinho cheio de malícia.
— Sabia que você não ia desistir tão fácil... – ele a agarra e a beija.
Kate se diverte com a expressão dele, revira os olhos e fala – Não, Castle, eu disse “tomar banho” não “fazer amor”, não temos tempo para mais nada, somente banho, entendeu, querido? Não sei se você me escutou, temos um crime para solucionar. – ela dá um selinho nele – Uma babá de uma criança da alta sociedade foi assassinada. Temos que ir. A família mora aqui perto. Vamos, amor. – ela sorriu novamente para ele – Eu te amo, sabia?
— Sim. Eu sabia. E eu também te amo, apesar de você ser tão birrenta e irritante. – ele olha para ela sorrindo de forma bem divertida.
Ela olha para ele e fala sorrindo – Ah é, Sr. Castle? Você vai ver quem é birrenta e irritante à noite, viu? – e ela começa a rir.
— Não, Kate. Nada disso, Kate. – Ele já fica assustado, pois sabe que quando ela começa a ameaçar, a coisa fica séria. – Por favor, amor. Eu te peço, hoje não. Você disse que iria me compensar à noite. Você prometeu. Eu te imploro: Por favor, Kate.
Ela sorriu da cara de desespero dele e disse divertida – Olhe amor, só porque você falou “por favor”, só por isso, eu vou deixar prá lá, viu? – ela continua sorrindo divertida, aproximou-se, arrodeou seus braços no pescoço dele e deu um beijo apaixonado nos seus lábios, ao que Castle aproveitou cada segundo. Em seguida, afastaram-se e ela falou. — Venha esfregar as minhas costas, amor, que eu vou esfregar as suas. – viu que ele voltou a ficar animadinho, ela foi logo esclarecendo — Eu disse esfregar as costas, viu? Comporte-se.
— Sim, detetive. – e, sorrindo, foram juntos para o banheiro a fim de tomarem banho.
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Em menos de quarenta minutos já estavam no fabuloso loft onde a babá fora assassinada. Pararam no caminho para tomar o famoso café com creme. Sem ele, o trabalho não renderia.
Ao chegarem, Beckett foi logo perguntando à médica legista, Dra. Lanie Parish, sobre os detalhes e o possível horário da morte da vítima, e, após saber todos os pormenores plausíveis, anotou todos os dados.
Em seguida, ela foi falar com os detetives Esposito e Ryan e procurou saber mais acerca das armas utilizadas no crime, dos motivos que levaram o criminoso a cometer tal ato, por onde o delituoso entrou e por onde foi que ele saiu e outros fatos necessários para desvendar o homicídio.
Castle, como escritor de mistérios, prestava atenção a tudo, não só o crime em si, mas também o que estava por trás da vida da vítima, tais como o estilo de vida ela levava, como e com quem ela se relacionava e também o porquê dela trabalhar naquela casa e naquela função. Reparava, inclusive que o apartamento daquela família onde a vítima trabalhava era de altíssimo nível, muito bem decorado, muito semelhante ao dele próprio.
Kate procurou saber sobre os pais das crianças, ao que Ryan informou que o pai era viúvo e que a babá cuidava apenas de uma criança. Neste momento Ryan retirou-se, deixando Beckett sozinha, anotando tudo para mais tarde fazer constar no seu relatório.
Enquanto escrevia no seu bloquinho, Kate percebeu um vulto à sua frente e, levantando as vistas, viu que um homem parara à sua frente. “- Aliás, um belíssimo exemplar da espécie humana. Muito bem vestido e tinha porte de homem rico... Talvez milionário...”. — ela o analisava em pensamento. “- Alto, aproximadamente um metro e noventa, forte, mas não gordo, ombros largos, aproximadamente trinta e oito anos, feições com traços marcantes, era uma cara de homem, não era um rostinho lindinho, fofinho, ‘delicadinho’ que ela abominava. Ele possuía fartos cabelos lisos no tom castanhos claros, jogados de lado e com corte batido na nuca. Ele tinha a altura, o porte físico e até o mesmo corte de cabelo de Castle,... Oh! Meu Deus! Castle! Seu noivo. NOIVO! Meu Deus!”. Ela arregalou os olhos. Ela caiu em si. “- RICHARD CASTLE! No que é que eu estava pensando, eihm? Eu sou uma mulher apaixonada pelo meu noivo. Richard Castle. Estou com casamento marcado para setembro.”.
Após cair em si, reparou que o milionário desconhecido estava olhando para ela, sorridente e também fascinado, sei lá, talvez estivesse gostando do que estivesse vendo, pois ela própria sabia que não era feia ou talvez porque ela o estava encarando. Naquele momento percebeu que estava sendo observada por uma terceira pessoa e ao olhar para o lado deu de cara com Castle, com um olhar completamente irritado, porque sua noiva estava visivelmente hipnotizada pelo milionário desconhecido.
Ao ser percebido, Castle dá alguns passos e vai para junto de Beckett e comenta com sarcasmo – Trabalhando pesado não é, detetive?
Kate respirou fundo e preferiu ignorar aquela provocação do seu noivo, afinal de contas, aquele não era local adequado para discussão familiar. Contudo, totalmente sem graça, Beckett faz a costumeira apresentação. Ela estende a mão direita para cumprimentar aquele que, com certeza, era o dono da casa. — Sr. Depar, eu sou a detetive Katherine Beckett, da 12ª DPNY e este e o Sr. Richard Castle, meu parceiro.
Houve os cumprimentos e os apertos de mão.
O Sr. Depar cumprimentou Castle, mas o Escritor percebeu que o Sr. Thimon Depar demorou mais do que o normal apertando a mão de sua noiva. E Castle reparou que embora ela fosse deslumbrantemente linda, justamente naquele dia, ela se superou. O tempo estava frio. Então ela vestia um sobretudo vermelho de lã com gola larga e abotoamento duplo, com uma faixa amarrada displicentemente, o que dava um toque elegante, ao mesmo tempo que marcava sua silhueta perfeita. Por baixo do sobretudo, ela usava uma calça negra colada e uma bota com salto agulha de cano longo até o joelho. Seus cabelos castanhos claros que desciam abaixo do pescoço estavam soltos com seus belos, sedosos e suaves cachos emoldurando seu maravilhoso rosto. Seus olhos verdes estavam, como sempre, maravilhosos e brilhantes, emoldurados com os longos cílios e o delineador negro. “- Deus! Como ela era linda e como amava aquela mulher.”. — ele pensava. Até hoje, mesmo depois de anos convivendo diariamente com Kate, ele não entendia como ela conseguia se equilibrar naqueles saltos e sempre com muita elegância. Apesar de já ser naturalmente alta, com 1,75 m de altura, ela não abria mão deles mesmo durante o trabalho.
Neste momento, muito habilmente, porém visivelmente chateado, Castle precisava interceder porque o milionário não tirava os olhos da sua Kate. Castle limpou a garganta e falou – Quando foi que você deu por falta da babá do seu filho, Sr. Depar?
Sr. Depar voltou à realidade, tirou os olhos da Kate, olhou para Castle e disse – Eu tenho o hábito de acordar cedo. Como sou viúvo, o meu filho só tem a mim para cuidar dele. Eu fiquei viúvo há um ano – ele parou de falar e, estrategicamente, olhou para Kate nitidamente como quem estivesse dando um recado e Castle percebeu. Kate notou a investida, desviou o vista e olhou para Castle.
O Sr. Depar voltou a falar, ganhando novamente a atenção da detetive – Todas as manhãs, assim que eu levanto o eu vou imediatamente ver o meu filho, o Andrew. Ele só tem três anos. Quando eu cheguei ao seu quarto ele ainda dormia e eu não encontrei a babá. A Srta. Erika Mya Sullivan dorme no quarto do meu filho para o caso dele precisar de qualquer coisa à noite. Eu fui à cozinha para procurá-la. Eu imaginei que ela estivesse preparando algo para o Andrew. Ao chegar à cozinha eu já encontrei a moça morta no mesmo lugar e na mesma posição que vocês a viram e imediatamente telefonei para a polícia e telefonei também para a minha mãe. Ela vai mandar alguém pegar o meu filho para ele não presenciar esses acontecimentos. Ele ainda é quase um bebê.
O apartamento estava interditado. Os peritos estavam colhendo provas, tudo o que fosse necessário para o caso. Lanie já havia ordenado que o corpo da Srta. Erika Mya Sullivan fosse encaminhado para o necrotério, onde, após a autópsia, seria feito um estudo mais detalhado. Kate foi falar com Ryan e ao se afastar ela foi à varanda apreciar a vista do apartamento, bem próximo onde Rick estava. Castle já não suportava mais o olhar do Sr. Depar sobre Kate quando o próprio milionário teve a audácia de se dirigir a Kate e dizer, sem subterfúgios – Detetive, sei que este não é o local nem o momento apropriado, mas não sei se terei outra oportunidade de falar com você. Eu estou impressionado com a sua beleza e com o seu charme. Nunca vi uma mulher tão linda e tão simpática ao mesmo tempo. Notei que na sua mão não tem nenhuma aliança nem de noivado nem de casamento, ou seja, você não tem compromisso. É livre e desimpedida. Portanto, assim que terminar o caso deste assassinato, eu quero sair para jantar com você. – Ele tirou do bolso seu cartão de visitas e o entregou a Kate. Ficarei muito feliz se você telefonar para mim, Katherine. Contudo, se não o fizer, não entenderei como uma recusa e sim como timidez. Percebo que é uma mulher muito delicada. Então, eu a procurarei na 12ª DP e a convidarei pessoalmente. – Ele sorriu sedutor.
Diante de tal convite inesperado, Kate ficou sem fala. Olhou do Sr. Depar para Castle, contudo, logo se recuperou, mas preferiu não falar nada e, percebeu que esse foi erro.
Imediatamente, Castle veio para junto dela e disse ríspido – Sr. Depar e detetive Beckett, sinto muito interromper um momento tão doce e tão meigo, mas nós da 12ª DP temos muito trabalho a fazer. – dizendo isto Castle pegou-a pelo braço, de forma possessiva, porém com muita delicadeza, e a estava levando para fora do apartamento falando alto para o Sr. Dapar ouvir – Vamos temos que voltar ao trabalho.
O Sr. Depar ficou incomodado com a reação de Castle e imediatamente intercedeu em favor de Kate – Sr. Castle, eu acho que a detetive tem capacidade de resolver o momento em que deve terminar de conversar comigo e retornar para a delegacia.
Castle parou. Essa foi demais. Soltou o braço de Kate. Respirou fundo. Controlou-se para não dar um murro naquele cidadão e sorriu de forma controlada para o Sr. Depar e para Kate, olhando-a firmemente. – E então, detetive? O que é que a senhorita pretende fazer?
Kate estava quase sem ar. Contudo, demonstrando muita segurança disse – Sr. Depar, sinto muito, mas temos muito trabalho a fazer. E no meu serviço, quanto antes começar, melhor. O Sr. Castle tem toda razão. Nós já estamos juntos há muitos anos e conhecemos a melhor forma de trabalhar. Com licença.
Sr. Depar ficou estático diante da resposta dela e assistiu Kate e Castle afastarem-se do seu apartamento.
Já na rua, Kate já estava mais leve e sorriu diante da cena de ciúmes de Castle, mas ficou um pouco chateada e assim que ficaram sozinhos, ele, irritado, puxou a chave do carro das mãos da detetive. Disse que ele iria dirigir. Ela preferiu não discutir. Durante o percurso ela disse sorrindo para descontrair – Ei, não sabia que você era assim tão ciumento, Rick.
Ele estava com cara de poucos amigos. – Você sabia, sim, Beckett. Não me provoque. E eu vi o modo como ele estava te olhando e o modo como você o olhou. E quando ele disse que na sua mão não tinha aliança, você podia muito bem dizer que era noiva. Nem precisava dizer que eu era o seu noivo. Tudo bem. Bastava dizer que você era noiva para ele se mancar e se afastar de você. Mas não... Você não falou nada e assim o encorajou a te chamar para jantar. – Mesmo sem gritar com Kate, Castle estava visivelmente chateado.
— Eu não o encorajei, Casle. Você está imaginando coisas.
— Quer dizer que eu estou imaginando coisas? Faça-me o favor, Kate. Eu não gostei da ceninha que eu acabei de ver. E ainda por cima no final ele deu uma de herói! Ele a defendeu de mim. Eu nem acredito. Eu tirando o Lobo Mau em cima da minha noiva e por ironia o Lobo Mau querendo defender minha noiva de mim. Que piada! Parece até que eu estava adivinhando que eu queria que você usasse o seu anel de noivado hoje, não foi? – ele olhou para ela e, em seguida retornou a atenção para o trânsito – Parece que meu anjo da guarda estava me avisando.
Castle estava visivelmente chateado e dirigia apertando o volante com muita força e a todo momento passava a mão direita pelos cabelos, muito nervoso.
A conversa estava tomando um rumo perigoso e ela não queria que seu relacionamento com o Castle se deteriorasse. Percebeu que ele estava com muito ciúme. Mas ela o amava. Ela sabia que ele também a amava. Kate sentiu que precisava tomar uma providência e disse manhosa – Ei, Bonitão, você sabe que eu te amo. Você acha que eu ia te trocar por outro homem? Você acha mesmo que eu quero te perder? Eu não acredito que você pensa realmente nisso, amor. Imagina se eu iria deixar escapar o único homem que conseguiu derrubar o muro que eu construí ao meu redor? O único homem por quem eu me apaixonei e que eu amo loucamente. – ela sorriu maliciosa e fez um carinho no rosto dele e depois fez um carinho na perna dele, começando do joelho indo até próximo à virilha.
— Kate... Eu estou dirigindo. – ele já não estava mais usando um tom irritado. Já sorria leve. – Eu preciso me concentrar no trânsito, amor.
Kate percebeu que já estava conseguindo – Rick, eu vou ter que repetir quantas vezes que eu te amo? Você acha que eu iria jogar fora um amor que foi construído com tanto sacrifício? Um amor verdadeiro como o nosso não existe para qualquer casal. Eu já te falei que quero ter filhos com você, não falei? Nós vamos nos casar em setembro. Então, seu bobo! Esse tal Sr. Depar é apenas um homem bonito. – ela sorriu para ele, continuando a fazer carinhos nele.
— Katherine Beckett! Sério? Você vai insistir em falar no nome deste cara? E ainda dizer que ele é bonito?
— Castle, o que é que tem demais eu dizer que um homem é bonito? Também não acho nada demais você dizer que uma mulher é bonita. O que eu não posso, nem você, é óbvio, é ir além disto, entendeu? Devemos ficar apenas no “achar bonito” – frisou -. Pronto. Ficamos por aí. – ela sorriu divertida. – Aí, meu bem, se você for além disso, a coisa não vai prestar, porque, repare, se só em ouvir o convite que um homem fez prá mim você já ficou assim. Imagina se eu fizesse algo mais... Eu nem quero imaginar. E com você, meu bem, a coisa não seria diferente, até porque, eu ando armada, você sabe. Se eu sonhar que você foi além disto, Castle... Eu ia dar um tiro bem no meio das suas pernas. Aliás, eu ia descarregara minha arma. – ela sorriu e apalpou de leve o local onde ela ia dar o tiro.
Ele fez uma cara de dor e, em seguida gemeu – Ai! Eu até senti uma pontada. Doeu, viu? Depois eu é que sou ciumento. Fiquei até com medo de você.
— É para ter medo mesmo, querido. Fique ligado! Kate Beckett tá na área. – ela sorriu divertida. – E se você não desistir de mim, amor, eu vou fazê-lo muito feliz e serei a feliz Sra. Katherine Castle. – ela sorriu.
— Hei, eu gostei de ouvir isso, minha linda. – Castle encostou o carro no acostamento e agarrou Kate e a beijou apaixonadamente. Foi correspondido com muita sensualidade. Quando se afastaram, ela estava rubra e quase sem ar. Ele disse – Isso, futura Sra. Castle, é para você nunca se esquecer que eu sou seu noivo, que eu te amo louca e perdidamente e estamos de casamento marcado para setembro, entendeu, Kate?
Kate sorriu, divertida com a situação. – Você nem precisava ter me lembrado, pois eu nunca tinha me esquecido. Mas eu adorei cada segundo desta recapitulação, Rick. E se você quiser, pode me lembrar novamente na hora que você quiser, viu? Eu vou esperar ansiosa por isso. Aliás, eu vou até fingir que eu esqueci para ver se você me lembra mais vezes. – Ela sorriu, pois tinha contornado a situação. Ela o amava desesperadamente e não queria perdê-lo por nada neste mundo.
Os dois começaram a sorrir.
Castle a olhou divertido e comentou – Só você para me fazer rir num momento desses, Kate. Eu aqui chateado com a situação e você se divertindo.
— Meu amor, você se chateou não sei porque, eu já te expliquei. – Kate sorria.
— Eu sei, Kate. Eu já entendi. Mas é que eu ainda tenho que digerir a situação. Eu não podia dar um murro nele. Talvez se eu tivesse dado um murro nele eu não estivesse assim tão nervoso. Por favor... Eu preciso que você me entenda, ok? Eu sei que você me ama e eu te amo também. Nada mudou entre nós, Kate. Mas é que aquele homem me tirou do sério. Só isso.
— Castle, você quer ir prá casa? Pode deixar que eu termino o caso com o Esposito e o Ryan, querido. — Ela olhou para ele preocupada.
Ele a olhou de soslaio e perguntou – O que? Você deve estar de brincadeira, né? Só pode ser. Deixar você sozinha com aquele Lobo Mau a solta? Nunquinha, Kate. Comigo do seu lado, ele te chamou para jantar. Se você tiver sozinha, eu nem quero imaginar o que ele poderia fazer?
— Não sei se você percebeu, mas aí você já me ofendeu, Castle. – Kate falou magoada e ficou emburrada. – É assim, é? Fácil assim: Ele convida e eu aceito. Então eu não negaria o convite, é? Eu sairia para jantar com ele, é?
Castle a pegou e a colocou no colo. – Kate, me perdoe. É como eu disse. Eu estou com muita raiva dele. Eu falei besteira. Desculpe, amor. Não foi esta a minha intenção. Não tenho nada contra você. É contra ele. Eu sei que você nunca faria nada que ofendesse a nossa relação, pois você é uma mulher digna, querida. Eu não devia ter colocado as palavras como eu coloquei. Perdoe-me. Realmente, aquele homem me tirou do sério. – Ele a beijou no rosto e a abraçou forte – Meu amor, me desculpe, você nunca me deu motivos para desconfiar de você. Nunca. Não vamos deixar que aquele homem estrague a nossa relação, Kate. Por favor. Eu te amo. – Ele a olhava nos olhos e fazia carinhos no seu rosto e nos seus cabelos. – Ei, vamos para a delegacia?
Kate voltou para o banco do carona, mas antes deu um beijo apaixonado em Castle a fim de confirmar que estava tudo bem entre eles.
Em seguida, foram direto para a delegacia.
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