O ninho
7 Uggie
Notas iniciais
Meu retorno para casa estava sendo solitário e cansativo. Pedi ao taxista para me deixar em um parque perto de minha casa. Eu queria andar para espairecer.
No entanto, não demorou muito para que meu joelho sentisse a consequência de andar tanto. Precisei parar e sentar em um banco até me recuperar, o que ainda não tinha acontecido.
A minha frente, percebo um homem fazendo uma pequena apresentação com seu cachorro. O cão parece inteligente e bem treinado, consegue ficar sobre duas patas e acompanhar seu dono quando este o chama. Logo depois, o homem estica seu polegar para cima e aponta seu indicador e seu dedo médio para o animal, imitando o gesto de uma arma e fingindo que a dispara. O cachorro finge de morto e as pessoas ao redor batem palmas, admiradas com o pequeno show.
Ainda sentada, consigo ver outras pessoas com seus animais de estimação. Todas parecem nutrir um grande amor entre si e também parecem felizes. Essa cena me faz sorrir.
Sem que eu perceba, o homem que estava se apresentando senta ao meu lado e comenta:
— Cachorros são incríveis, não é? — Nã9 havia ninguém por perto, então suponho que ele esteja falando comigo.
— Sim, eles são — falo e sorrio para ser simpática.
— A senhora tem algum?
— Não. Nunca tive nenhum porque sou alérgica a cães.
— Eu tenho um Jack Russell Terrier — ele assobia e seu cachorro, que corria pelo parque, vai em sua direção e pula em seu colo. — E posso dizer que adotá-lo foi a melhor decisão da vida que tomei! Ele é meu companheiro para toda vida e faz eu me sentir bem.
— Que ótimo! — Dou um sorriso simpático para ele, mas logo lembro-me de tudo que aconteceu e volto a ficar séria. — Me desculpe, mas eu preciso ir para casa. Acabei de voltar de uma viagem e estou cansada.
— Tudo bem, foi um prazer! — Ele segura na patinha de seu cachorro e a move para cima e para baixo enquanto sussurra em seu ouvido — Diz tchau, Uggie!
Dou um último sorriso amarelo e saio, arrastando minha mala pelo caminho de pedras que sai do parque.
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