Notas iniciais
Oiii. Espero que gostem do capítulo. Boa leitura.

Maria não se lembrava mais do rosto de seus pais. Na verdade a menina não lembrava quase nada da vida que tinha na época em que os pais eram vivos. Ela sentia que aqueles momentos felizes que ocorreram quando ainda era muito nova foram sonhos. Doces sonhos, mas apenas sonhos. Daquela época boa restou a menina somente o nome e um ursinho que ela sempre levava com ela.

A menina podia não se lembrar do rosto dos pais, mas lembrava muito bem o que ocorreu depois que eles se foram. Sem ninguém para cuidar dela acabou indo parar em um orfanato comandado por uma mulher muito má. Ela tentou ficar lá o máximo de tempo que conseguiu, mas um dia ele não agüentou mais ficar lá e resolveu fugir. Sentia falta da liberdade e de brincar na rua com outras crianças. No orfanato todos ficavam muito presos.

Fazia uma semana que havia fugido. Desde a fuga ela não tinha um lugar fixo para ficar. Durante o dia ela ficava brincando com outras crianças na rua e contava com a ajuda de moradores dos bairros. A cada dia ela ficava em um bairro diferente. Apesar da pouca idade era inteligente, sabia que se ficasse muito tempo no mesmo lugar corria o risco dela ser mandada de volta para o orfanato e ela não queria isso.

Maria amava brincar com outras crianças, por isso sempre procurava ficar em bairros em que era comum as ver brincando pela rua. A menina chegou no bairro do Limoeiro em um dia de sol em que muitas crianças brincavam na rua. Do jeito que ela gostava. Ela ficou brincando com as crianças durante um bom tempo, mas depois todas começaram a ir para as suas casas, como sempre ocorria. Era no momento em que todos iam para as suas casas que a menina se sentia triste por não ter uma.

Quando todos saíram e ela ficou sozinha já era noite. Maria abraçou seu ursinho chamado Bob e se deitou em um banco na pracinha. Ela fechou os olhos e torceu para que alguém a convidasse para passar a noite em algum lugar aconchegante, como havia ocorrido em um bairro.

*

Cebola estava voltando para casa naquela noite. Estava voltando da casa de Cascão. Ele estava ajudando o amigo a cuidar dos filhos e nem percebeu o tempo passar, pois gostava muito das crianças.

Maria Cascuda passou o dia no salão com a Mônica e a Denise. Era aniversário de Denise e ela quis aproveitar o dia com as amigas. Quis ter um dia somente de mulheres.

Cebola estava perdido em seus pensamentos quando algo chamou a sua atenção. Uma garotinha misteriosa deitada sozinha em um banco de praça. A pequena parecia não ter mais que sete anos e ela estava abraçada com um ursinho de pelúcia.

Ele se aproximou com cuidado e quando estava bem perto a menina abriu os olhos e se sentou assustada.

–Como você se chama? Onde estão os seus pais? – perguntou Cebola logo que a menina acordou

–Me chamo Maria. – falou a menina. Ao ouvir o nome da menina um sentimento de afeição surgiu por ela, pois ela tinha o mesmo nome que a irmã de Cebola.

–Você está perdida? Onde estão os seus pais?- perguntou ele novamente ao ver que Maria não havia falado sobre seus pais.

–Não tenho ninguém...- falou a pequena menina de forma triste e derramando uma lágrima continuou- Meus pais morreram.

Notas finais
Agradeço a todos que leram e não se esqueçam de comentar dizendo o que acharam. Abraços e até o próximo.