O monstro do porão.
1 Capítulo Único — A culpa de Amaldiçoado.
E, naquele porão, eu me vi tão corrupto.
Quando ela abriu a porta, iluminando-me com a luz de lá fora, sorrindo como se nunca tivesse provado o gosto do ódio e do vazio.
Eu quis chorar.
Chorar muito.
Chorar por mim mesmo.
O que eu me tornei, meu Deus?
O que me salvaria de mim mesmo?
Quem me salvaria de mim mesmo?
Eu não tenho coragem de mostrar o monstro que habita nos meus olhos. E ela é muito inocente para percebê-los.
Eu não posso derrotar o monstro dentro de mim, por que seria suicídio, e meus pelos arrepiam só de pensar nisso!
O que vai ser de mim?
Oh, a Esperança lá fora!
Oh, a Inocência!
As crianças...
Alguém!
Por favor... me salvem de mim mesmo.
Pois sou homem corrupto de olhos rudes,
de mãos ásperas, e de coração egoísta.
Oh Sol!
Oh bola de fogo cósmica!
Por que escondes teu brilho dos meus olhos?
Por que me exilas nas sombras da escuridão?
Por que me abandonas com essas luzes de mentira?
Me guia, oh luz, pelos teus caminhos!
Ilumina-me e me faz puro de novo,
Pois sou culpado.
E a culpa foi posta por mim mesmo.
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