O mistério do cetro.
2 Capítulo 2
Não acredito no que estou vivenciando, minha vida está sendo jogada em um buraco, possivelmente sem fundo. Não tenho certeza de onde irá acabar, se é que irá acabar.
–Acordou? — Ouço um tom leve na voz de Brandon. Ele está ao meu lado, deve ter passado a noite aqui.
–Acordei. -Apesar que eu queria estar dormindo, mas tento não contar esse detalhe. — Mas sinto que dormi por dias. -Completo.
–E dormiu, até ficou mais linda, sé é que é possível. Esse sono de beleza deve ter sido ótimo. — Sinto em seu tom de voz que ele quer me animar.
–Brandon me da licença quero ficar sozinha alguns instantes. -Peço com gentileza.
Ele não responde, apenas tenta sorrir. Se levanta passa sua mão em meu rosto com carinho, e beija meu lábios, sinto que ele está quente. Queria beijá-lo como sempre, mas eu não me sinto a mesma. Quando seu lábios se afastam volto a ficar fria. Ele sai do quarto.
Sou levada no dia seguinte para minha casa, e sinto que tudo está diferente, subo e desço asescadas com dificuldade, para chegar ao quarto de meu pai.Ao chegar bato na porta 4 vezes, quem sabe a sorte aparece?!
Ele não responde, e meu sangue sobe, estou em um momento que nunca sei ao certo, se as pessoas que amo estão bem ou mal. Sobe um arrepio, um nervosismo e eu entro em um estado de choque.
Entro. E não gosto do que vejo. Por um minuto fico triste.
Meu pai estava com o cabelo sem brilho, quase cinza, assim como sua pele, fraco, frágil. Irreconhecível. Fecho a porta antes que ele me veja.
Ouço o barulho dos meus joelhos em contato com o chão, meus olhos voltados pro tapete deixam escapar lágrimas. Meu coração continua batendo mas sinto ele congelado.
–Nenhuma princesa deve chorar ajoelhada no chão. — Aisha aparece atrás de mim.
–Aisha? É você? Que saudades. -Lágrimas de saudade e alivio caem do meu rosto enquanto abraço ela.
–Calma Stella. -Ela tenta me relaxar.
Meus nervos, emoções e sentimentos estão se misturando. Queria abraçar ela para sempre.
–Stella um presente. -Flora diz com delicadeza.
Ela me entrega um vazo com terra, onde estão nascendo várias cenouras. Eu fico rindo, apesar de não estar entendendo o motivo.
–Por que cenouras? -Pergunto
–Você se preocupa com a pele, e dizem que cenoura ajuda a deixa-lá saudável.
–Me sinto iluminada com vocês todas aqui comigo. — Respiro fundo. -Agora que o sol se apaga, vocês que enchem minha vida de brilho.
Tecna e Musa também me trouxeram um presente, um aparelho feito pela Tecna com todas as músicas da Musa.
–Espero que goste. -Musa me abraça.
Sorrio e olho para Tecna, ela está triste, levanto seu rosto delicadamente com dois dedos pelo queixo e pergunto:
– O que houve?
– Nada.
Sinto que ela está mentindo. Então desvio o assunto para algo que recém percebi.
–Tecna, onde está a Bloom? Não vejo ela. -Sorrio com animação.
–É isso que ela não quer falar... -Completa Flora.
O que houve? -Meu coração parou, parece que estou sem chão. Bloom a minha amiga ruiva que me salvou em um parque, que me ajudou, em tantos momentos, não está aqui. Será que ela está bem? Começo a tremer, meu corpo esfria. Seguro a Flora dos braços e em um tom desesperado pergunto aos berros:
–FLORA ONDE ESTÁ A BLOOM? -Estou perdendo o controle aos poucos, sinto que assim como meu planeta e meu pai, estou morrendo também, mas apenas agora percebo.
–Fomos no planeta da Tecna por isso ela está triste. — Insiste Flora. -Mas fomos atacadas por mutantes vindo de Obsidian, e durante a batalha a Bloom lutou bravamente, foi uma heroína. Mas no fim ela não resistiu. E...
Ouço em silêncio, tudo fica zumbindo e caio no chão, a última coisa que ouça é o som do meu corpo frio caindo com força no chão. Não tenho coragem de repetir ou pensar nas palavras finais de Flora.
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