O mistério de Emily-Interativa
8 Capítulo 5- No segundo piso, na segunda porta, na mansão Bento, no Canadá
Notas iniciais
Ema abriu os olhos. Aonde estava ela? A única coisa que ela conseguia ver eram uns grandes olhos verdes, e sentia leves tapinhas no rosto.
–Cota! Esta acordou! — exclamou Hazel, que no ano passado havia sido finalista em Canterlote. Ela tinha uns grandes olhos verdes, cabelo preto liso com uma franja muito fofa, tinha 1,55 e não era nem magra nem gorda. Ela tinha um sorriso encantador nos lábios. Tão fofa!
–Marie.... Aonde estamos? — perguntou Elly
–No segundo piso, na segunda porta, na mansão Bento, no Canadá.-falou uma garota que não aparentava ter mais de uns quinze, catorze anos. Ela tinha cabelo castanho claro liso, olhos azuis óculos retângulares e era tão branca quanto o cal. Ao contrário da outra, esta mantinha um ar de que não lhe agradava vê-los ali. — Vocês não deviam ter vindo. Ele não será muito acolhedor, já que o primeiro dia é o pior, para os que sobrevivem, claro. — Esta parecia um pouco sinistra. — Só a brincar! O meu nome é Carlota Bento, mas tratem-me por Cota. — Agora ela tinha um sorriso brincalhão. — Só relacionado com a parte de morrer no primeiro dia, normalmente é no quarto. — murmurou Carlota. "Não é sinistro ela estar a lidar com a morte como se fosse um brinquedo de bebé?" perguntou Ema mentalmente. Hazel parecia perturbada com o assunto de conversa.
–Porque utilizou o verbo no plural ao se apresentar?
–Pois um de seus amiguinhos acabou de acordar. — E ela deu um "oi" para Flinch
–Que pena que quem acordou foi ele, logo o menos legal.... Ainda ficam com má impersão nossa!
–Se nenhum de vocês tiver uma solução rápida para fugirmos teremos que nos aguentar, mesmo. — falou Cota
–Não fala isso, Carlota! Eles não devem ser maus, até parecem estar bem acima da média de simpatia!
–Na verdade somos todos simpáticos sem contar com a chefe aqui. — E Flinch apontou para Ema. — Flinch Cantch, muito prazer. — E esticou a mão para Hazel. — Espera... Você não é Hazel Marie, que andava em Canterlote, no nosso... — Ema não o deixou terminar, apenas lhe tampou a boca com a mão.
–Olhem quem acordou! Liz, que bom que voltou a renascer! — E ela fez um monte de sinais indecifráveis para Flinch, um deles sendo apontar Carlota, o relógio e depois de com os dedos o sinal de maluca.
–Ela sabe. Da coisa do futuro e isso... — começou Hazel. Mas foi interrompida por uma tosse.
–Ninguém podia saber! Porque lhe contou, Marie? — perguntou Lorcan, que tal como Liz acabara de acordar.
–Ela é a mãe da Mariana Carreira. Logo, ela é a...
–Ministra representante dos guardiões... — completou Liz
–Todos sabem quem ela é! Como não a distinguiu logo?! — falou Nate, que acabara agora mesmo com o sono.
–Pronto, agora que estamos todos acordados podemos acabar com as discussões sem fundamento e discutirmos sobre como é que vamos sair daqui.... Eu e Carlota andamos a tentar fugir desde que ele nos deu o líquido azul e conseguimos usar os poderes...
–Espera?... A poção já existia nesta época? — perguntou Nathan. Liz apenas assentiu como se fosse óbvio.
–Sim, mas ele só nos dá na segunda seção de Sala.
–O que é a Sala? — perguntou Lorcan, curioso
–Nada de importante, se conseguir-mos fugir rápidamente nem saberão o que era a Sala.
–Mas e se, hipotéticamente falando, eu tivesse uma idéia para fugirmos, mas alguém precisaria ir para duas seções para poder tomar o líquido, o quão mau isso seria para a pessoa afetada? — perguntou Nathan, em um tom que demonstrava, que ele estava ansioso. — Hipoteticamente falando, claro.
–Realmente mau. Tu não queres mandar ninguém para lá, a não ser que queiras ter remorsos para o resto da vida...-falou Carlota.
–O que é que vos fazem lá, para ficarem tão mal?
–Acorrentam-nos a uma maçã, e metem-te uma coleira de choques eles dão descargas é letrinhas por todo o teu corpo até conseguires reagir e soltar-te utilizando os poderes. Se não te conseguires soltar a coisa torna-se mais feia... — Agora Hazel puxou a manga da camisa para cima. Havia partes do braço dela sem pele, com cicatrizes que pareciam ter sido causadas pelo fogo.- E eu nem sou puro sangue.... Ele fazia coisas mais brutais com os puro-sangue... Tão brutais que eles morriam á quarta experiência... Mas de acordo com aquilo que percebi, nenhum de vocês é puro sangue, portanto a morte não será um problema... Eu acho que ele vem fazer as análises ao vosso sangue daqui a bocado... Mas como não há pessoas das nossas lá no vosso tempo, é impossível serem puros sangue, a não ser que o diretor tenha tido filhos... — Todos menos Nathan deram uma risada baixa.
–Podemos começar logo a falar sobre como fugir? — grunhir Nathan, um pouco stressado
–Ema, Nate, Carlota e Hazel são os únicos que irão conseguir utilizar os poderes; a não ser que demoremos dois dias a fugir, e aí eu, Lorcan e Flinch poderemos fazer algo de útil... — falou Liz.
–Quais são os poderes que poderemos usar?
–Eu tenho poderes Telécinéticos e telepáticos e a Carlota consegue controlar as ações de alguém por um pouco mais de um minuto.
–Telepáticos e Telécinéticos?! Até o diretor teria inveja! — exclamou Flinch fazendo Hazel corar.
Passaram horas a pensar num plano perfeito. Lorcan e Liz teriam de ir a duas "seções" para poder beber a poção.
Começariam o plano mal fossem fazer a coleta de sangue...
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