O mistério da Ilha - Os perseguidos.
9 Uma nova revelação
Notas iniciais
Uma nova revelação acontece nesse capitulo. O jogo está cada vez mais nítido.
— Não estou conseguindo mais me mexer... – Henrique sangrava muito no túnel, segurava seu braço esquerdo baleado.
— Aguenta amor, por favor! – Ana desesperada se rastejava na frente. — Estou perdendo as forças e ficando lento... – Henrique parou.— Se eu continuar vamos todos morrer. — Cala a boca seu bundão! – Grasi que estava atrás deu um grito. – Larga a mão de ser medroso. Estamos aqui por você esqueceu? Se você parar qual vai ser a diferença? Agora anda logo! — Tá bom. — Henrique voltou a se rastejar. — Se eu morrer fodeu né? Estou no meio das duas, vão ter quer me cortar no meio pra se cruzarem de novo. – Fez sua piadinha depois de anos, porém o clima estava péssimo, todos sabiam que ele estava bem fragilizado e podia apagar do nada. — Calma gente. – Grasi parou e olhou o mapa.— Se esse troço estiver certo estamos exatamente em baixo de uma saída. Ana coloca a lanterna pra cima e vê se tem alguma coisa! — Ok. – Ana mirou pra cima e viu uma escadinha ao lado que dava em uma passagem para algum lugar. – Você tem razão Grasi! Achamos! – Seu tom de preocupada mudou para um tom de esperança. – Viu seu bobo? Você vai sobreviver! – Olhou pra Henrique que deu uma risadinha sem graça. — Beleza... Mesma ordem. – No final dessa escada tinha um ferro e o clarão do dia. Ela olhou e de fato estavam em uma estrada de terra, deu uma forçada no ferro que se abriu. Grasi deu a ordem e Ana já foi subindo. Essa escada era de ferro e com cheio de teias e seus olhos se embaçaram com a luz do dia, que ficou cega por alguns segundos.NA RECEPÇÃO Depois daquela rodinha onde a emoção passou por todos, Martinato que sempre se mostrou durão, era o mais fragilizado. Era nítido que além dele, eu também estava com o psicológico afetado, e depois de ouvirmos o tiro a melhor coisa foi o Everthon me chamar para ir junto no porão, senti que ainda havia uma confiança no meu grupo de amizade. Eu segurava uma arma e meus braços tremiam com medo de fazer alguma merda. — Calma Ro! – Everthon cortou meus pensamentos. – Não se afogue em algo que nem sabe se é real. — Verdade Ro... Tenho certeza que não é louco. Relaxa! – Luana também me apoiava isso me deixava mais calmo. — Henrique? Ana? Grasi? Mesquita? – Everthon gritava. – Saucedo? Pietro? – Ele parou na frente da porta do porão e sua feição paralisou, parecia que ele tinha visto um fantasma ou algo do tipo. Olhava pra dentro do porão e não conseguia esboçar uma reação. — Que foi Everthon? Que cara é essa? — Assustado interrompi. — Y... Yash!? – Everthon ofegante ajoelhou largou a arma e amarrou sua faixa na mão onde tampava uma ferida. — Que aconteceu? – Luana foi na frente e entrou no porão quando deu um grito de desespero, nessa saí atrás e a visão que se encontrava era assustadora. Yash estava completamente desfigurado, irreconhecível, era terrível aquela cena. Luana me abraçava tampando seu rosto, estava completamente apavorada. Everthon ajoelhado ficou, tive que tomar as ordens. Deixei ela no canto e fui em direção do corpo de Yash, no lado dele estava um celular todo quebrado. Meus olhos se enchiam de agua e minhas mãos tremiam muito. Como alguém podia fazer uma crueldade dessas? Nesse momento eu tive a certeza que não era o assassino, eu não poderia fazer um ato tão cruel desses. Jamais pensei nisso em toda minha vida, como pode acontecer isso assim do nada?— Eu prometo Yash, eu vou me vingar! -Um estralo bem forte ocorreu fora do porão. — Que barulho foi esse? – Everthon saiu do transe e levantou assustado.— Fique aí, vou dar uma olhada! – Saiu meio estranho. Eu continuei pensativo e a Luana estava chorando no canto da parede. Comecei a revistar as coisas ao lado dele e não achava nada, com minhas mãos tremulas não conseguia nem segurar um objeto. Comecei a me sentir meio tonto novamente e encostei minha cabeça em uma madeira toda queimada.— Não Rodrigo. Dessa vez não! Seja forte!NA PARTE CENTRAL DA RECEPÇÃO — Com certeza não estamos seguros aqui pessoal! Aconteceu alguma coisa no porão, esse lugar é só uma fonte para morrermos mais rápido. – Martinato depois de um tempo chorando levantou pegou sua mala do chão junto com a arma e olhou pra todos.— Alguém vem comigo? Alguém precisa encarar o mundo lá fora. Temos que ser fortes! Todos estão indo para aquela merda de porão, e não estão voltando. Querem ficar aqui mesmo? — Minha futura esposa está naquele porão, e eu prometi pra ela que eu me recuperando lutaremos juntos! – Gabriel encostado na parede se manifestou. — Querem deixar nossos amigos lá? Que raio de amigo é você cara? – Erick apareceu do nada, com uma feição diferente.
— De onde você surgiu Erick? Não tinha ido junto ao porão? Cadê a Lua? – Gabriel levantou assustado. — Pode sentar Gabe, eu voltei! E foi ótimo eu ter voltado. Parece que o líder Martinato é um covarde, ia deixar todos de mão abanando aqui. Sua historia com o Alex me deixou com a pulguinha atrás da orelha, uma pessoa que foge uma vez vai fugir mais vezes. – Erick segurava sua arma, deixando Martinarto sem nenhuma ação. De fato o psicológico dele estava completamente abalado e só piorou. — Calma Erick também não é assim. – Gilabel entro no meio. — Cala a boca você também! – Gritou. – Você é outra que só quer atenção! — Atenção? — Gilabel tentou se expressar mas de alguma forma isso também a deixou pensativa, e se mostrou sensível enchendo seus olhos de agua. — Eu... Eu também só quero sair daqui! Isso só pode ser um pesadelo! – Saiu correndo até o banheiro da recepção. — Espera! Pra que isso Erick? – Julia foi atrás dela. Martinato continuava na porta segurando seus objetos. Parecia bem pensativo, deu uma olhada pro Erick, pra sua arma, pro seu radinho... — Você tem razão Erick. Eu prometo que saindo dessa porta eu não vou fugir! Prometo que meu corpo vai aparecer de novo... Vivo ou morto.– Abriu a porta e saiu da recepção sozinho. Erick não teve reação, seu orgulho fez ele ficar mudo. — E agora? Só ficou nós dois? – Gabriel foi irônico. — As duas foram ao banheiro. Se o foco do psicopata era nos separar... Conseguiu. – Erick foi até a geladeira e pegou uma cerveja. NO TUNEL— Eai? Em que lugar estamos? — Grasi deu um grito dentro do túnel. — Não sei. A Ana subiu e não falou mais nada! – Henrique esperava sua namorada, para ajuda-lo a subir, já que ele só tinha um braço e sangrava bastante. – Amor cadê você !? — Tá tudo bem... Só um minuto. – Ana ficou meio cega por conta do sol no olho dela, sua visão estava embaçada e por isso lentamente foi voltando ao normal. Quando voltava a enxergar, um cachorro todo preto estava na frente dela que se assustou com o susto dela e saiu correndo. — Ana? Que aconteceu? – Henrique tentando subir se preocupou com o grito dela. — Calma amor tá tudo bem. – Apareceu novamente e estendeu a mão pra Henrique. – Acredita que tinha um cachorro na minha frente? – Henrique conseguiu sair do túnel, e estava bem fraco. Logo caiu no chão.— Vem Grasi, sua vez! — Quando ela estava subindo, uma risada surgiu no túnel, e em forma de sussurro começou a se manifestar ‘’ Vou te pegar, vou te pegar’’ Esse sussurro ia aglomerando o lugar. – CORRE GRASI! – Ana com um esforço máximo foi ajudando Grasi que escorregou da escada com o desespero, deixando cair sua lanterna. — Meu Deus! – Com muita força conseguiu se segurar na escada e não cair de vez pra baixo onde se ouvia o sussurro. Começou a subir novamente rápido, no breu. Ela só enxergava a Ana Be no final do túnel e a luz, no esforço conseguiu sair daquele inferno. Logo em seguida fechou a tampa do túnel. O sussurro parou, elas enterraram aquela tampa para que ninguém conseguisse sair. Olharam ao redor e estavam em uma estradinha de terra, Grasi ainda tremula olhou pro mapa viu que o ambulatório estava bem perto, as duas carregaram Henrique que estava quase desacordado, na luta e no suor conseguiram chegar no ambulatório.BANHEIRO DA RECEPÇÃOGilabel chorando entrou no banheiro da recepção que não era muito grande, um espaço de uma pia e duas privadas. Ela abriu a torneira e começou a jogar agua em seu rosto e logo em seguida ficou se olhando no espelho. A agua que escorria em seu rosto fez ela imaginar toda desfigurada, pegou um papel e começou a se secar, quando olhou pro espelho novamente levou um susto com o reflexo da Júlia olhando pra ela. Estava parada com uma feição neutra. — Calma amiga... Sou eu! – Julia se manifestou ainda olhando pra Gilabel. — Não vou sobreviver, eu sou muito fraca! Não sirvo pra nada... O Erick tem razão, eu sou uma mimada que só que atenção dos outros. — Não sabemos quem está por trás de tudo isso, e está nítido que essa pessoa está rindo muito de tudo isso, estamos caindo no jogo dele... – Julia abaixou o olho suavemente. – Ou dela. Já parou pra pensar que juntos estávamos mais fortes? Depois que começamos a nos separar tudo piorou. Não sabemos quem está vivo ou não. Tudo isso está muito errado. – Julia parecia mais fria, mas ao mesmo tempo mais madura. Depois que descobriu que seu namorado morreu ela passou a ficar assim. Parecia a mais forte mas ao mesmo tempo muito suspeita. – Eu trouxe uma coisa pra você. — Foi andando até Gilabel.AMBULATÓRIONo desespero de salvar Henrique de um tiro em seu braço esquerdo, sua namorada Ana que entendia um pouco de medicina por conta de seu pai que era medico, foi pegando os medicamentos, agulhas e afins... Grasi uma menina meio fechada mas muito inteligente, ajudava a sua amiga. Henrique estava na maca, onde não parava de sair sangue,. A ajudante Grasi amarrou um pano em volta do braço dele, para que o sangue diminuísse. De uma forma bem rápida, Ana conseguiu pegar todos seus acessórios. Estava na hora de remover a bala do braço sem nenhum tranquilizante. — Confia em mim amor. Você vai ficar bem. – Ana cuidadosamente olhava pra seu namorado, que estava com uma feição péssima. Muito pálido e com os olhos roxos em baixo. — Se acontecer alguma coisa comigo não intervenha. Faça o que for necessário para sobreviver desse pesadelo. – Henrique falou pela ultima vez até Ana começar a cirugia. — Desculpe amor. Mas não vai ter essa de eu te amo e bla bla bla. — Gosto assim! — Grasi deu uma risada e juntas se mostraram confiantes.NO PORÃO A tontura começo ficar cada vez mais forte, porém dessa vez fiz de tudo para não apagar. Comecei ver vários vultos que nem no sonho que tive antes de ir viajar para essa ilha. Era desesperador! — LUANA CORRE! TO COMEÇANDO TER AQUELAS TONTURAS VOLTA PARA A RECEPÇÃO! – Fiquei desesperado até porque sempre quando eu apagava alguém morria.— Luana ta me ouvindo? — Em meio a toda essa tontura me forcei e olhei pra trás. Luana estava desacordada na porta. Olhei pra cima e estava Pietro segurando uma arma e sorrindo. — Oi Ro! – Pietro foi andando lentamente em minha direção, eu já não conseguia me mexer direito. — Pietro o que está acontecendo? — Talvez você não seja mesmo o assassino. Talvez eu não seja quem bolou tudo isso... Mas tenho uma coisa pra te dizer. – Parou. – Eu também adoro matar pessoas! – Gargalhou.— Bem vindo ao jogo do nosso mestre! – Minha visão começou ficar falha e foi se apagando aos poucos, na porta entrava Patrick dando um leve chute em Luana. Os dois começaram a se aproximar, e tive a sensação de ver um terceiro vulto, mas já era tarde. Apaguei.
Notas finais
Agora ferrou!!!!
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