O misterio da camara
5 capitulo 5- O começo de uma grande amizade.
Notas iniciais
Na manha seguinte passei a maior parte do tempo tentando não encontrar com o Weasley. Todos da escola já estavam sabendo da minha saída do time, eu não queria ter saído, mas não da para ficar perto daquele ruivo imbecil sem poder ao menos falar com ele, e eu estou disposta a nunca mais fazer isso.
Desci para tomar café, e por sorte ainda não havia quase ninguém ainda na mesa da Grifinoria (mais especificamente Fred), avistei Harry, Rony e Mione na tomando café sentei ao lado deles, os mesmos me olharam com surpresa.
– Bom dia- disse a eles.
– Bom dia Lira- respondeu Rony e Hermione.
– Lira por que saiu do time?
– Oi para voce também maninho. Posso tomar café?
– Tudo bem, mas depois temos que conversar.
– Vao me falar agora como ficaram tao machucados vindo para cá ontem a noite?
– Bem... apenas sobrevoamos o trem, a porta do carro se abriu, eu quase cai, mas Rony me puxou antes que o trem me atingisse- disse meu irmão com a maior tranquilidade do mundo.
– Por Merlin, vocês podiam ter se machucado Harry.
– E essa não foi a pior parte Lira. Quando chegamos em Hogwarts o carro caiu no Salgueiro Lutador e voce já deve saber o porque desse nome não é mesmo? Ele destruiu o carro do papai e quase nós que ainda estávamos dentro, então os bancos nos expulsaram de dentro do carro que fugiu para a floresta negra, quebrei minha varinha e o resto voce mesmo viu. Ficamos machucados.
– Isso foi muito perigoso, mas não vai ser nada comparado ao que a sua mae fara Rony- disse eu rindo.
– Olhem o correio chegou- disse Hermione.
Barulho de asas soavam no salao principal, que agora já estava com mais pessoas, Gina se sentou ao meu lado e Neville do outro, então uma coruja deixou um pacote para Neville.
– Sabia que eu havia esquecido alguma coisa, ainda bem que a vovó me mandou o Livro do professor Lockhart, se não ele me suspenderia da aula de hoje- disse Neville aliviado.
Do nada apareceu uma coruja completamente desgovernada que caiu em cima do meu café da manha, ela trazia um envelope vermelho em seu bico e Rony empalideceu no mesmo instante.
– Essa não.
– Calma Rony ele esta vivo- disse Hermione.
– É isso que me surpreende, ele sempre faz isso, se esborracha aqui e ali e ainda esta vivo- disse Gina.
– O que houve Rony?- perguntei a ele que estava imóvel.
– Isso é um berra... dor .... um berrador- disse ele em pânico.
– E oque ele faz?- perguntei curiosa vendo o envelope vermelho sangue.
“... ROUBAR O CARRO, EU NÃO TERIA ME SURPREENDIDO SE O TIVESSEM EXPULSADO, ESPERE ATE EU PÔR AS MÃOS EM VOCÊ, SUPONHO QUE NÃO PAROU PARA PENSAR NO QUE SEU PAI E EU PASSAMOS QUANDO FICAMOS SABENDO OQUE ACONTECEU, PODIAM TER NOS ESPERADO JUNTO COM AS MENINAS...”
Os berros da mulher ecoaram por todo salão, chamando atenção dos alunos das outras mesas, principalmente a de Malfoy que ria descontroladamente com seus amigos.
“... DUMBLEDORE NOS ENVIOU UMA CARTA Á NOITE PASSADA, DISSE QUE NÃO HÁ VESTIGIOS DO CARRO, PENSEI QUE SEU PAI IA MORRER DE VERGONHA, NÃO O EDUCAMOS PARA SE COMPORTAR ASSIM, VOCÊ E HARRY PODIAM TER MORRIDO...ESTOU ABSOLUTAMENTE DESGOSTOSA, SEU PAI ESTA SENDO JULGADO NO TRABALHO POR SUA CULPA. SE VOCE SAIR UM DEDINHO DA LINHA, TE TRAGO PARA A CASA.”
E no mesmo momento que terminou a frase o cartão que tinha forma de uma boca muito falante queimou e virou cinzas. Rony não se aguentava de tanta vergonha.
– Acho que isso respondeu sua pergunta Lira- disse Rony.
– Desculpe- me Rony não foi só sua culpa, se eu não tivesse apoiado vocês a irem nada disso teria acontecido.
– Não precisa se desculpar, mesmo que não nos deixasse ir iriamos- terminou ele e eu dei um leve sorriso.
– Bom, já que o Errol (A coruja) fez o favor de cair no meu café da manha- além de cair a coruja resolveu comer os restos do café que não tinha nada haver com o cardápio de ratos dele- eu vou sair, quero passear por ai- disse levantando- com licença.
– Lira me espere, temos que conversar- ele se levantou rapidamente e saímos de perto das outras pessoas.
– Então... não vai me dizer por que saiu do time?
– Pelo simples fato maninho que a antiga jogadora voltou para a escola, a tal de Angela- respondi mudando de humor.
– Angelina- corrigiu ele.
– Que seja, só não quero jogar e pronto.
– É só isso mesmo?
– Sim- respondi com os olhos cheios de lagrimas, me virei e dei alguns passos e ele me abraçou.
– Ravenna pode contar comigo para tudo.
– Sabe Harry, eu queria que ela estivesse aqui- disse me sentando em um degrau- queria que a mamãe estivesse aqui pois ela certamente me daria um conselho.
– Também queria que ela estivesse aqui- disse ele sentando ao meu lado- Mas já que não temos mais ela, temos que contar um com o outro. Me diz oque aconteceu com você, não gosto de te ver assim, quero te ajudar.
– Tudo bem, voce não vai poder me ajudar, mas eu vou falar... Vi Fred aos beijos com a Angelina Johnson.
– Sinto muito irmã, sei o quanto gostava dele.
– Eu nunca havia lhe dito que gostava dele, como voce sabia que eu gostava de Fred?
– Você deixou bem claro isso todas as vezes que olhava para ele, sem falar que vocês foram prometidos um ao outro, e corrigindo, voce ainda gosta dele, caso contrario não estaria assim.
– Bem... a questão não é essa, ele me enganou, disse que gostava de mim. Até casamos de brincadeira- disse meio constrangida, pois ninguém sabia disso- ele me fez votos e me deu essa aliança.
– Voce casou e não convidou seu irmão? Ótima irmã voce é Ravenna- disse ele debochando, mas logo parou quando viu minha cara de brava- então foi por causa dele que voce saiu do time?
– Pode se dizer que sim, a Angelina seria a reserva do time e aos intervalos eu até imagino os dois conversando, se abraçando... beijando. Não quero ve-lo, mas tenho que entregar o colar e a aliança que ele me deu.
– Voce não pode devolver o colar, ele tem um pedaço da pedra filosofal.
– Não importa Harry, não quero nada que venha daquele traidor.
– Então esse é o momento. Olha quem esta vindo- Harry apontou para a escadaria do castelo e la vinha Fred acompanhado dos inseparáveis Jorge e Lino.
Eu estava tendo um mini ataque do coração, ele não estava com o mesmo sorriso de antes, mas mesmo assim era o mais belo. Vi Harry se afastando de vagar, ele bem que poderia ter ficado e me dar apoio.
– Lira como esta?- disse Jorge apertando minha bochecha, eu apenas sorri.
– Oi bela, como é que voce cresceu tanto assim em algumas semanas de férias?
– Não á chame de Bela, a não ser que queira ficar sem os dentes, Fred tem ciúmes.
– Me chame do que quiser Lino- disse ao garoto fazendo sem querer Jorge se constranger.
– Oi bela, não á vejo desde a tarde passada- disse Fred indo me abraçar, mas me desviei- oque aconteceu? Voce esta diferente, e porque saiu do time?
– Já resolvi essa questão com quem era importante, o capitão do time, creio que não seja necessário resolver com voce.
– Bela? Não estou entendendo, por que esta falando assim?- disse ele sem graça.
– Sobre a parte do “ Bela “ esse não é meu nome, caso não se lembre é Ravenna Evans, mas no seu caso Evans esta bom- disse com todo a frieza que eu nunca vira antes- a já ia me esquecendo isso é seu- disse arrancando o anel e o colar e colocando em sua mao.
– Isso é seu, por que esta me devolvendo?- disse ele nervoso.
– Creio que a Johnson sua namorada não iria gostar nada-nada de saber que voce anda dando presentes a outra pessoa- disse baixo em seu ouvido.
– Quem disse essa bobagem a voce? Eu e a Johnson não somos namorados.
– Como pode mentir assim Weasley? Eu mesma vi vocês aos beijos ontem a noite. Com licença tenho mais que fazer- disse, me virei para ir ao campo de quadribol e Fred segurou meu braço- me solta.
– Voce tem que me ouvir bela.
– Eu mandei me soltar- eu estava me descontrolando e só fui perceber que a raiva era grande quando fiz o coitado do Neville que tinha acabado de chegar levitar de cabeça para baixo.
– Deixa ela ir Fred, depois vocês conversam, Lira seus cabelos não estão como antes, estão ficando negros, se controle se não pode prejudicar outras pessoas que não estão no meio da historia.
Sem querer deixei Neville cair e fui correndo para ajuda-lo a se levantar.
– Esta bem Neville? me desculpa não queria te machucar- perguntei nervosa.
– Tudo bem Lira, já estou acostumado mesmo.
– Me desculpe, com licença- sai de perto deles e fui chorando até o gramado do campo e sentei, não aguentei segurar as lagrimas chorava feito uma criança.
– Bela? Esta bem?- perguntou uma voz tranquila e preocupada.
– Diggory? Oi, estava pensando na vida- virei para olha-lo e rapidamente enxuguei as lagrimas.
– Quer compartilhar?- disse ele sentando próximo de mim.
– Não estou conseguindo controlar meus poderes, a pessoa que eu mais confiava me traiu e o que eu mais queria agora era ter minha mae para me aconselhar.
– Eu sei como é, minha mae nos deixou quando eu era uma criança, eu chorei muito no começo, meu pai dizia que ela ia demorar chegar do trabalho que era para ir dormir que na manha seguinte ela voltaria e até os sete anos esperei por ela. Meu pai se cansou de ter que mentir para mim e disse oque havia acontecido.
– Desculpa a pergunta, mas... como ela se foi?
– Ela era Auror e atuou na guerra bruxa, um dos seguidores daquele que não deve ser nomeado a atacou e tirou a vida dela- disse ele cabisbaixo.
– Eu não sabia Cedrico, eu sinto muito, uma parte da culpa disso é minha- disse de cabeça baixa.
– Podia ter acontecido com qualquer um- disse ele me abraçando- voce não escolheu seu destino, aquele maluco que escolheu vocês, isso podia ter acontecido com o Longbottom, minha mae morreu tentando proteger ele.
– Por Merlin, eu quase o matei a pouco.
– Como assim?- disse ele rindo.
– Eu estava brigando com Fred e perdi o controle e fiz o coitado levitar depois sem querer deixei o cair no chão.
– Porque brigou com o Weasley? Vocês parecem ser tao unidos.
– Minha mae foi madrinha dele, e prometeu minha mao a ele. Quando nos conhecemos percebi que tinha sentimentos diferentes por ele, e ele dizia que gostava de mim e eu acreditei. Ontem quando me encontrou na escadaria, eu estava fugindo da vista dele. Encontrei ele e Johnson aos beijos, sem querer explodi uma janela e corri para que eles não me vissem e topei com voce.
– Voce tem toda a razão em ficar assim. Mas tem que controlar a raiva. Quero que saiba que pode contar comigo quando precisar.
– Obrigada Cedrico, é bom conversar com voce. Mas oque fazia aqui?
– Estudando os adiversarios para melhorar a tática de jogo.
– Entendi. Desculpa a pergunta, mas já me estudou alguma vez?
– Sim, e francamente voce é quem mais me dava medo. Voce foi a salvação para a Grifinoria e a derrota da Lufa Lufa, enfeitiçava os meus jogadores e devo admitir que a mim também com sua astucia e beleza.
– Não me faça rir Diggory- disse ironicamente.
– Só estava sendo sincero.
– Engraçadinho, eu vou subir, tenho aula agora. Ate mais tarde.
– Até mais morena.
– Eu sou ruiva Digorry.
– Então avise o seu cabelo, ele não esta sabendo disso- disse ele passando a mao entre meus fios de cabelos que espantosamente ainda estava preto.
– Pensei que já tivesse voltado a cor normal.
– Coisa de metamorfomago, as vezes demora a voltar ao normal. Tenho que subir DCAT com o Lockhart, niguem merece- disse ele me erguendo do chão e me abraçando- se cuida mocinha e qualquer coisa voce já sabe onde me encontar, eu sempre vou estar aqui nas horas vagas. Foi bom falar com voce- disse beijando meu rosto e me pondo de volta ao chão- boa aula.
– Foi bom conversar com voce também, até parece que faz tempo que nos conhecemos, até mais- disse caminhando, quando me veio a necessidade de dizer mais uma coisa- Cedrico! Sua mãe certamente foi uma grande mulher.
– Sim ela foi, tenho orgulho de dizer que sou filho dela- disse ele sorrindo, e cada um foi para o seu lado.
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