O mistério de Múringan
5 Capítulo 5 Onde está Philip?
Com muita pressa, Juliet chegou correndo ao quarto de Mary, e esta nem sabia o que estava ocorrendo, nem o motivo para bater na porta seis horas da manhã, então pegou um spray de pimenta de sua mala (não havia comentado no começo para que não desconfiassem de nada) e uma pequena lanterna que em cima do frigobar, quando foi abrir a porta, Juliet gritou:
–Mary! Sou eu Juliet, deixe-me entrar.
–O que faz aqui esta hora da manhã. -exaltou Mary.
–É o Philip?
–O que houve com o garoto?
–Venha no meu quarto lhe explico, mas ande o guarda me liberou só por alguns minutos, vamos!
–Sim, espere, tenho que vestir uma blusa, está frio lá fora.
–Não importa, o meu caso é mais importante.
–Espere, só um minuto.
Então Mary trocou-se rapidamente, e a acompanhou para seu quarto. Não sabia do que estava acontecendo, mas quando viu aquilo, estava se perguntando, “como?”. Porém perguntou ao guarda se tinha visto o garoto ter desaparecido.
–Ele só nos deixou uma pista.-respondeu Longan ( o guarda) –vocês não repararam aquela carta em cima da cama dele, ou... repararam?
–Não... achei que não havia nada, só uma cama desarrumada.
–Juliet, fique tranqüila, nós acharemos Philip.
–Não é este o caso. Ontem mesmo disse que queria mais aventura, não queria ficar preso dentro do quarto lendo suas revistas.
–Mas por quê?-perguntou Logan.
–Disse que era a melhor viagem que fizera em toda sua vida, disse também que não deixaria eu, você Mary e Brent estragar sua viagem.
–Por que choras?De uma coisa sabemos, ele está no navio.-perguntou Mary.
–Estou com medo de que faça algo pior, como saltar do navio para.. sei lá, nadar e encontrar o tal de Múringar de que tanto vocês falavam.-Juliet respondeu soluçando.
–Eu sei, não podemos nos exaltar, ou então despertaremos a atenção de todos os outros abordo, afetando até o navio acreditando que os guardas não eram o bom o sufiente. –Mary tentou acalma-la.
–Já passou da hora. Vamos, porquê já está tarde e é hora de dormir. –respondeu Logan meio constrangido com que Mary tinha comentado sobre guardas que trabalham mal.
–Sim, amanhã nós iremos investigar correto?
–Correto.
No dia seguinte, Mary comentou sobre o desaparecimento de Philip para Brent e este ficou desesperado para fazer alguma coisa qu pudesse ajudar.
Juliet chegou perto deles e quis mostrar aquela pequena cartinha escrita pelo Philip:
“ Mãe, fique tranqüila, a senhoran a tia Mary e o primo Brent, não estão estragando de jeito nenhum nossa viagem, mas eu queria fazer algo de melhor, irei dar uma só dica onde estarei. Por onde passa esse grande mar salgado, por debaixo, uma grande fileira de cores o aguarda.Tchau e espero que não errem esta dica.
Até mais, seu filho Philp.”
Num instante, Juliet começou a chorar de tristeza e Brent tentou acalma-la levando-a ao refeitório para tomar um copo d’água. Mary ficou tentando desvendar o mistério que Philip deixou na carta, repetindo várioas vezes o que leu.
–“ Por onde passa esse grande mar salgado, por debaixo, uma grande fileira de cores o aguarda”.–repetiu Mary. –isso não faz nenhum sentido, só uma coisa que intendi, mar salgado, se é salgado e é mar, a única coisa que é salgada e é mar é o oceano, porém ele entrou na água! Mas onde? Em que lugar? –perguntou a si mesma.
Após alguns minutos, Logan foi falar com Juliet sobre o ocorrido, visualizouas câmeras e disse que não viu Philip saindo, pois por onde ele passava ela se apagava e voltava. Ele acreditou que Philip era muito esperto, comentou também que havia conversado com Mary sobre a carta e olhou nas fichas dos passageiros se havia um detetive a bordo ou uma pessoa experiente nestes tipos de caso e encontrou um, sr. George Hickman, um grande detetive da Inglaterra, veio com o mesmo objetivo de várias pessoas, explorar os grandes oceanos.
***
Juliet ficou muito anciosa para conhecer esse tal de George Hickman, mas não sabia seu quarto, então Logan a levou para o quarto dele.
–Sr. George Hickman. –chamou Logan. –uma mulher quer falar com o senhor.
–Quem?
–Juliet Vidall.
–Sim, mande-a entrar, conheço ela muito bem, desde quando fiz minha última viagem a antiga atlântida, ela estava lá, tem um filho chamado Philip não tem?
–Bom, deixarei ela falar, se me precisar estarei aqui ao lado.
George era um homem simpático, tinha uma barba meio rala, olhos azuis e todas as características de um detetive inglês. Adorava investigar casos complicados, uma vez ganhou um título de melhor detetive de Londres.
–Meu Deus, não imaginava que era o senhor! Que prazer em revê-lo aqui neste navio, o que veio fazer aqui? –Juliet perguntou animada.
–Vim conhecer novos lugares, prazer em revê-la também senhorita Vidall, mas... mas parece que não está em um clima muito bom, sente-se.
–Oh, obrigada, o sr. É muito gentil, mas vim aqui com um objetivo. O guarda, Logan me contou que o senhor estava aqui neste navio, então quis vim aqui retratar que meu filho desapareceu, não sei mais o que fazer, estou muito preocupada e preciso de sua ajuda.
–Santa Maria! O que? É isso mesmo que veio falar comigo, não sabia que era um caso muito grave, porém... por onde começar?
–Minha irmã...Mary, disse que desvendou um negócio que estava escrito na carta que Philip escreveu, olhe!
–Sim, compreendo, mas o que ela desvendou minha cara?
–Disse que este tal de mar salgado era o oceano pacífico, onde nós estamos.
–Sim, então ele quis fugir?
–Não, acho que ele queria desvendar sobre o tal de Múringar.
–Santa Maria! Ele não pode, temos de investigar isto já, ou então...
–Ou então o quê?
–Ele... ele estaria...-George não quis falar para magoá-la.
Naquele instante, Juliet acreditou que não tinha mais esperanças, mas George sabia por onde começar. Faria a mesma coisa que sempre fez em toda a sua vida, investigar o local de onde ele desapareceu. Procurar algo que se passou despercebido, ou então não teria mais chances para encontrar o garoto, e sim, estaria morto.
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