O mistério das quatro

6 CAPÍTULO 6 – De volta ao lar


Notas iniciais
Capítulo final, com um gosto de quero mais. Quem sabe eu continue um dia...

Havíamos voltado a casa e o silencio imperava desde então. Elas não falavam, muito menos eu.

—Quem sabe não voltemos a nos ver Luana?

— Sem ofensas Marina... Mas espero que não!

Fizemos silencio por mais alguns segundos.

—A ultima pessoa a quem nós pedimos a ajuda, foi para a sua vó.

—Sério?

—Sim. Mas ela não quis nos ajudar, e nos mandou embora.

—E vocês não insistiram?

—Quando alguém nos manda embora, nós vamos. Não podemos ficar.

—O que acontece se ficarem?

—Você não entendeu. Nós não conseguimos ficar. Somos enxotadas para longe.

—E como farão a poção¿

—Isso não vem ao caso, é no nosso mundo, é complicado.

—Espera um pouco, você disse que cada vez que armam uma vingança, uma alma se vai. Essa já e a segunda vingança. Vocês não deveriam ficar só em duas agora já que vocês erma em quatro¿ Uma de vocês não já deveria ter ido na vingança anterior¿

—Nós éramos cinco, e não quatro.

—Quem era a quinta garota¿ Só ouvi falar de quatro.

—Marina, precisamos levar a Luana de volta ao tempo, a mãe dela pode chegar a qualquer minuto.

—Obrigada Luana! Por tudo!

Senti um formigamento percorrer o meu corpo e vi as meninas ficarem cada vez mais claras e distantes me acenando um “adeus”, fechei meus olhos com força e senti minha cabeça bater em algo.

—Acorda Luana! Acorda filha. Como pode dormir no meio da praia? – minha mãe me chacoalhava com os pés com sacolas nas mãos.

Abri meu olhos e me vi deitada no chão, molhada e suja de areia. Levantei de supetão e olhei em volta assustada.

—Já chegou¿ — falei tentando não demonstrar meu jeito estranho

—Sai faz mais de horas, Luana!

Segui direto para banheiro e fui tomar um banho tentando esfriar minha cabeça que borbulhava com mil pensamentos. Então eu estava certa o tempo todo e aquilo tudo não passara de um sonho. Estranhamente desejei que não tivesse sido só isso.

Sai do banho ainda pensativa. Se aquilo fosse um sonho apena, significava que meu pai ainda era o maluco psicótico. Entrei no meu quarto lembrando de como era idêntico ao sotão da casa abandonada, e do que havia acontecido a poucos instantes. Ou melhor, do que eu houvera sonhado a poucos instantes antes. Fui até a enorme janela que eu havia ido no dia anterior observei a casa abandonada que era o motivo para tanta imaginação minha. Fixei meus olhos nela, não sei dizer se era a minha imaginação em pregando peças novamente, mas tive a impressão de por míseros segundos ver três garotas sentadas a beira da praia. Elas se levantaram e seguiram para dentro do mar desaparecendo e me deixando novamente me perguntando tantas coisas para as quais eu talvez nunca tivesse respostas.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!