O lado que ninguem ve
2 Capitulo 2 - Direito á felicidade?
Na saída de Troia despedi-me também de Ulisses, o meu guia nesta etapa da minha jornada, que partiu para a sua Penelope.
A partir daquele dia quis realizar o futuro com que Aquiles sonhava. Segui á risca o seu plano, encontrei uma terra pacifica numa das cidades gregas e vivi sempre a pensar no que podia ter dito a Aquiles naquela noite.
Certo dia, quando caçava na floresta, encontrei alguém que já não via á muitos anos, o meu meio-irmão Hercules.
Nessa altura, estava a cumprir as tarefas que lhe tinham sido compelidas. Decidi então ajuda-lo na sua demanda.
Pelo caminho encontramos um jovem chamado Alexandre, que mais tarde viria a ser lembrado como Alexandre o Grande.
Através dele conheci Heféstion, o seu melhor amigo, pelo qual me apaixonei. No entanto, não era desta vez que o destino me ia permitir partilhar tal sentimento. Mais uma vez, numa batalha pelas terras conhecidas hoje como India, Heféstion morreu esmagado por um Elefante.
Quanto a Alexandre, todos nós hoje em dia sabemos como acabou, até já fizeram filmes sobre ele.
Quando finalmente ajudei o meu irmão a alcançar o Olimpo, voltei para a Pólis onde um dia havia residido.
Não muito tempo depois os Romanos assumiram o controlo da Grécia, assim como praticamente todas as terras á volta do Mar Mediterraneo.
Vivi esses tempos com relativa paz, viajei por todo o lado e descobri formas de viver muito distintas e outros deuses que desconhecia.
Por volta do ano 1451 conheci um homem que mudaria a minha vida para sempre. Na altura eu pertencia o ciclo de amigos do filho do Imperador Turco e quando um dia estávamos a passar pelo campo de treinos do seu exercito deparei-me com um homem como nunca antes tinha visto. Alto , com o corpo extremamente bem definido embora cheio de cicatrizes, olhos escuros como a noite e uma técnica de luta bastante peculiar. O seu nome era Valdimir de Tepes, mais conhecido com Vladimir Dracula ou “O filho do Diabo”.
Ele vencia todas as lutas onde entrava e empalava todos os seus inimigos, no entanto, eu consegui ver dentro dele, uma alma desesperada que precisava de ajuda e que apesar de tudo, não era má, tinham sido as circunstancias que criaram o monstro que todos viam. Todos, menos eu.
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