O lado que ninguem ve

1 Capítulo 1 - Prólogo


Notas iniciais
Bem vindos á minha história !! Se gostarem por favor experimente ler "Finalmente Livre" , outra fanfic da mesma autora já terminada e " Talvez seja o destino" uma fanfic que estou ainda a escrever.

Hoje decidi tentar algo novo, algo que nunca me tinha ocorrido fazer, achei que estava na altura de partilhar o outro lado dentro de mim, o que apenas eu conheço, se alguém alguma vez ler isto, desde já peço desculpa, não vai ser fácil de digerir tudo o que aqui vos vou contar, mas prometo tentar tornar tudo o mais simples possível.

Para começar devo dizer, que, para além do que todos veem, para mim existe mais.

Como? Fácil.

Tudo começou no inicio dos tempos, no Monte Olimpo, meu pai, Zeus, concebeu-me a mim e ao meu irmão Apolo, engravidando a nossa mãe, Leto.

Eu sei, eu sei, que rude da minha parte não me ter apresentado devidamente, alguns conhecem-me como Arthemis, no entanto em épocas futuras nesta historia conhecer-me-ão por Mina, Diana, Liesel, Anastacia, Natacha, Jupiter, Anne, Alice, Crystal, entre outros inumeros nomes, no entanto, há algo que se mantem: Eu.

O que todos veem? Nesta época enque vos conto a história, uma rapariga de 16 anos com uma grande imaginação, mas sem talento que me faça destacar dos demais.

O que eu vejo? Uma Deusa, uma Princesa, uma Heroina, uma Rainha, uma Jedi, uma espia, um ser imortal.

Continuaremos esta conversa mais tarde e vamos voltar onde deixamos a historia.

Minha mãe, Leto, deu-nos a luz na ilha de Delos, longa história, mas não vamos entrar por ai.

Fui criada nas florestas do Olimpo, tive uma infância que pode ser considerada feliz apesar de tudo.

Adorava o meu irmão mesmo que tenhamos tido problemas por causa de um dos meus caçadores, Orion, por quem eu nutria uma forte paixão.

Tambem não tenciono entrar em detalhes, vou apenas informar-vos que não acabou bem...

Por volta dos meus 300 anos de existência (que equivaleria a 17 anos comparativamente aos anos dos humanos), comecei a interessar-me pela Humanidade, depois de muitos anos a implorar ao meu pai que me deixasse sair do Olimpo (sem sucesso), decidi fugir.

Quando desci o Monte Olimpo, deparei-me com uma civilização hoje em dia conhecida como a Grécia Antiga. Lá conheci um homem chamado Ulisses, proveniente de Ítaca, de quem me tornei grande amiga.

Ele mostrou-me a Humanidade e os seus costumes. Entretanto houve um problema entre Gregos e Troianos, e Ulisses deixou-me ir com ele e o resto do exército Grego. Íamos resgatar Helena, uma princesa de grande beleza que havia fugido com Páris, um principe Troiano.

Foi nesta guerra que conheci um dos maiores guerreiros da história, Aquiles.

A primeira vez que o vi foi como se o mundo tivesse parado, foi com ele que senti pela primeira vez, sentimentos amorosos em relação aos humanos, o que até aí achava impossível de acontecer.

Tudo começou em batalha, ele travou uma seta que vinha na minha direção. Não que eu fosse morrer por causa disso, mas o ato de heroísmo dele amoleceu o meu coração.

Para não falar do facto de Aquiles ter sido um dos homens mais belos que algumas vez tinha visto. Os seus olhos azul-agua e os seus cabelos loiros e encaracolados provocavam borboletas na minha barriga.

Certa noite, á volta da fogueira, na praia aos portões de Troia, tivemos uma conversa da qual nunca me esquecerei.

—Trouxe-te uma manta Arth. – Disse Aquiles colocando-a sobre os meus ombros. –Sabes, se um dia esta guerra acabar, gostaria de viajar, descobrir uma terra pacifica e começar uma família, bem, bem longe disto tudo.

—Parece-me um bom projeto para o futuro. –disse.

—E tu? Que tencionas fazer quando a guerra acabar?

—Não sei, não tenho planos ara o futuro como tu Aquiles, bem gostava, no entanto, quando penso nisso, não consigo pensar em nada.

Aquiles sorriu para mim.

—Se precisares, podes sempre vir comigo, ficaria honrado se me acompanhasses, e para alem disso, até quem sabe um dia, podíamos ter um futuro juntos.

Olhei para ele e sorri levemente.

—Obrigada por me aceitares nos teus planos, acho que vamos ter de esperar para ver o que acontece.

Aquiles aproxima-se e senta-se ao meu lado.

—Se amanhã alguma coisa acontecer, quero que saibas que foi m prazer conhecer-te.

—Porque dizes isso A?

—Tenho tido pesadelos, talvez mensagens divinas, acho que amanhã vai ser o meu ultimo dia em batalha.

—Aquiles...tens a certeza?

—Não, mas nunca ninguém tem. Só queria que soubesses que és muito importante para mim, para que não ficasse nada por dizer caso algo aconteça.

Não devia ter ficado nada por dizer, mas ficou.

Essa foi a ultima vez que os meus olhos admiraram os cabelos encaracolados de Aquiles.

Devia ter lhe dito o que sentia por ele, mas fui fraca, sim, até os Deuses tem fraquesas.

No dia seguinte o cavalo entrou em Troia e a liberdade de uns foi a perda de outros, e entre as almas perdidas, estava a de Aquiles, o meu Aquiles, que me tinha mostrado o melhor da Humanidade, que me tinha mostrado a vida.