O lado escuro de Piltover
10 Temporada de Inverno parte 1: O inicio de um sentimento
Notas iniciais


Caitlyn despertou com o seu celular tocando, olhou na direção de onde ele estava mas não se importou. Ela tocou o braço que a envolvia pela cintura impedindo de sair, Caitlyn virou se e olhou para face da outra que repousava tranquilamente. Ela acariciou seu rosto depois deu um beijinho de leve, a punk se encolheu mais, Caitlyn investiu mais uma vez fazendo a punk acorda e sorrir para ela.
–Me diz como eu vou esconder essas marcas agora? — Caitlyn encarava aqueles olhos azuis, que pareciam mais serenos agora.
–Sei la você da um jeito -A punk virou se e colocando as mãos atrás da cabeça, enquanto a xerife se aconchegava a cabeça em seu peito. Caitlyn suspirou profundamente — O que foi?
–Com certeza vou ter problemas amanhã.
–Almofadinha?
–Sim, e não chama ele assim.
–Mas é o que ele é, inventa uma desculpa qual quer.
–Jayce sabe que não sou de fazer esses tipos de coisa, sem nem mesmo avisar.
–Relaxa vai fica tudo de boa — Vi voltou a beija la.
–Vamos fazer uma pausa pro lanche?
–Boa ideia Cupcake, minha barriga já esta triste — As duas se levantaram vestindo se e saindo finalmente do quarto.
Na delegacia estava tudo sossegado, aparentemente nenhum sinal do herói. Caitlyn sentia borboletas no estomago em pensa em como iria despista lo, não demorou muito pra o herói aparecer em sua sala. Jayce entrou meio apressado indo dirigir a palavra para xerife, mas parando logo em seguida assim que avistou a delinquente.
–Cait se importa se eu falar com você em particular — Ele disse encarando a punk.
–Vi poderia nos dar um minuto por favor? — Caitlyn pediu educadamente.
–Ok ok — A delinquente saiu emburrada.
–Pode falar agora que estamos a sós — A xerife o encarou, já sabia do que se tratava.
–É sobre esse fim de semana — O herói sentou se na cadeira frente a ela.
–Você sabe que eu não gosto de misturar assuntos pessoais com trabalho, mas abrirei uma exceção já que lhe devo explicações.
–Por que você me deu bolo no sábado? Eu fiquei um tempão na frente da sua casa, liguei varias vezes.
–Desculpe, meu celular estava descarregado. Acabei sentindo uma dor de cabeça terrível, acho que era enxaqueca.
–Poxa amor e o domingo?
–Acabei que não melhorando e fiquei de cama o dia todo.
–Mas você ta melhor agora isso que importa, talvez esteja trabalhando demais.
–Pode ser que sim.
–Esta perdoada então, ei posso dormi na sua casa hoje?
–Claro — Caitlyn relutou um pouco mas aquela era a melhor opção, mesmo que seu corpo e o desejo fala se pra ela continuar com aquela aventura amorosa. Ela ainda era comprometida com Jayce, e continuar traindo ele não era uma opção.
–Excelente la pra uma oito hora eu apareço, ainda tenho que resolver algumas coisa em casa — Jayce abriu um enorme sorriso.
–Estarei aguardando ansiosa — Ela recebeu um beijinho dele. Depois o herói saiu da sala sorridente.
A delinquente não apareceu até o final do expediente, na volta para casa ela também não falou muito.A delinquente sabia o porque do Jayce ter ido falar com a xerife, mas mesmo assim aquilo a irritou. Caitlyn prepara o jantar na cozinha, por alguma razão ela fazia questão de cozinhar todos os dias preparando refeições diferente, aquilo provavelmente era um hobbie para ela. Vi tinha acabado de tomar banho quando saiu não resistiu em provoca la, ela foi até a cozinha e a abraçou por trás dando um beijo bem molhado em seu ombro exposto. Aquilo fez Caitlyn se arrepiar e arqueá as costas.
–Não faça isso — Caitlyn fora pega desprevenida e acabou tendo a cintura enlaçada pela outra — Não podemos continuar com isso. . .
–Serio? Mas parece que você esta gostando — Vi começou a salpicar beijos pelo pescoço dela enquanto apertava ainda mais a cintura dela.
–Por favor. . . — Ela sussurrou.
–Tá mais só porque eu to com fome! — A delinquente a soltou e sentou se em uma cadeira.
–Jayce esta vindo pra cá hoje — Caitlyn terminava de preparar a salada — Ele vai dormi aqui.
–A mano serio isso? Na boa — Vi irritou se.
–Pois é, então por favor comporte se.
–Me diz posso da uma volta?
–Como assim?
–Sair. Tipo vai ser muito chato te que tolerar vocês se pegando, e se eu sair vocês terão mais privacidade. Relaxa não vou aprontar nada.
–Ok você pode ir, mas tem que volta até meia noite nem um minuto a mais — Caitlyn achava que seria melhor Vi não esta la, assim evitando uma situação desagradável pra ambas.
–Beleza to saindo — A delinquente levantou se e começou a caminhar em direção a sala.
–Já? Não quer espera o jantar?
–Não valeu.
A delinquente foi até seu quarto e trocou de roupa colocando uma calça xadrez vermelha, regata preta e um coturno meio cano. Ela colocou sua jaqueta de couro pegou as chaves de sua moto e saiu. Estava com um sentimento estranho dentro de si, imaginar aquele mauricinho com as mãos nela. . . fazia sentir ainda mais raiva. Vi acelerava mais a cada vez que pensava naquilo, tinha que se distrair e sabia muito bem o que ajudaria.
Jayce chamou pelo interfone e aguardou alguns minutos até que ela aparece se. Caitlyn abriu o portão e deu um beijo de boas vindas nele, os dois entraram e logo ela foi servi o jantar. Jayce achou estranho a punk não esta ali, mas preferia assim a presença dela só estragaria aquele jantar.Depois os dois ficaram na sala assistindo juntos, o heróis fez questão de deitar abraçado com ela a muito tempo não faziam aquilo, na verdade Caitlyn tem dado pouca atenção desde que a punk entrou em suas vidas. Como odiava aquela mulher sem educação e bom senso, ele não conseguia entender o que Caitlyn tanto via de bom nela.
Vi tinha ido ao seu antigo bairro, por parte estava sentindo muita falta de seus amigos que a muito tempo não via, queria saber o que tinha acontecido com eles. Aquele lugar lhe traziam boas e más lembranças, ela percorria as ruas pela aquele horário agora só teria gangster e traficantes por ser um lugar extremamento perigoso. Por ventura ela acabou avistando uma figura familiar, ele passava alguma coisa pra alguém que deu dinheiro em troca ao seu lado dois cães um da raça rottweiler e outro um american bully. Vi ficou enfurecida com aquilo, esperou o rapaz que tinha comprado afasta se antes de se aproximar do garoto.
–Não acredito que você esta fazendo isso — Ela caminhou em direção a ele.
–Olha só se não é a mana Vi, caraca mano a quanto tempo — Dj abriu um imenso sorriso quando a viu.
–O que você pensa que esta fazendo em moleque? — A delinquente agarrou por traz de seu pescoço.
–Calma é assim que você cumprimenta os velhos camaradas? Ai ai ai ai a ai, serio Vi ta machucando.
–É pra doer mesmo — Os cães começaram a latir por sorte os dois estavam presos no poste.
–Poxa eu posso explicar! — Dj estava quase chorando de dor.
–Comece — Vi o soltou.
–Tipo eu meio que peguei uma grana la com o Magrelo, sabe pra poder ir num concurso de rap junto com o Tdog. Só que ele não pode ir porque a avó dele tinha falecido e o velória ia ser justo no dia da competição, então ele teve que viajar pro interior. Já que eu estava com dinheiro e tava de bobeira acabei que gastando, só que não consegui devolver toda a quantia pro Magrelo.
–Agora você esta vendendo droga pra ele?
–Érr digamos que eu já tenha pagado o que devia pra ele com as vendas mas, tipo isso aqui da muito dinheiro fácil.
–Seu babaca dinheiro fácil que pode arruinar sua vida — Vi deu um tapa na cabeça dele — Você ta ligado que pode ser preso ou pior, ser morto por outro traficante.
–Mas eu to fazendo por um bom motivo, vai rolar um grande concurso em Demacia é o mais importante do ano e eu quero muito ir. Sabe pra aprender com os grandes e ano que vem com certeza irei me escrever e ganhar mana.
–Porra Dj você poderia conseguir essa grana de outra forma cara.
–Eu sei mas a competição vai ser no próximo mês eu tenho que juntar a grana que puder. Mas eu prometo pra você que assim que conseguir o dinheiro eu paro com isso.
–Não é tão simples assim sair, mas não continua nessa não você é um cara de futuro Dj.
–Eu sei mana. . . agora que lembrei Cedric ta muito louco atrás de você.
–Onde esse verme tá agora?
–Cara não sei, o bando vazo quando o rosto deles saiu na tv. Mas ele da dando um premio pra quem trazer sua cabeça pra ele, então pode crer que aqui é um lugar perigoso pra você ficar. Alias por que você saiu do bando?
–A unica coisa perigosa aqui sou eu, muitas coisas aconteceram na minha vida de uma hora pra outra. Bom agora eu faço parte da policia. . .
–Serião? A não mana se ta de zoeira.
–Pode crer , to saindo fora cara se cuida. Se da próxima vez que eu cola aqui você estiver fazendo essa merda eu juro que vou te da uma surra.
–Eu vou tomar jeito maninha, falou — Os dois se despediram. Vi foi até a esquina onde tinha deixado sua moto.
Ela deu partida e quando foi dar a volta ouviu disparo de quatro tiros, depois uma moto com duas pessoas passou por ela em alta velocidade. A unica coisa que passou pela sua mente foi ver como estava o Dj, ela acelerou até onde seu amigo estava e o encontrou caído no chão com uma poça de sangue formando se embaixo dele. Vi largou a moto e imediatamente foi até ele, apoiando o corpo dele em seu colo.
–V... Vi... Vi eu e eu vou morrer? — Ele falava com dificuldade enquanto chorava.
–Claro que não cara — A delinquente começou a vasculhar os bolsos dele até encontrar o celular.
–Ta doendo muito cara, eu vou morrer cara...
–Não vai babaca eu to aqui ta bom? — Vi ligou para a emergência e solicitou uma ambulância — Olha eu já chamei socorro, só aguenta firme cara relaxa você vai ficar bem tá.
Vi colocou a mão no ferimento da cintura dele tentando estoca o sangue mas era inútil, demorou um certo tempo até a ambulância chegar. E nisso ela já estava puta com a demora, os socorrista chegaram e imediatamente a afastaram dele e começaram a presta a ajuda primaria. Ele foi colocado na maca e imobilizado, antes de ser colado dentro da ambulância ele falou:
–Vi cuida dos meu cachorros.
–Eles vão ficar bem, não se preocupe.
A delinquente acompanhou a ambulância em sua moto, a raiva tomava conta de si certamente iria pegar quem fez aquilo. Ela estava na sala de espera, olhou para o relógio já era quase meia noite, melhor ligar pra xerife só pra explicar que se atrasaria dessa vez. A delinquente foi até a frente do hospital e discou o numero da casa da xerife, ela estava demorando pra atender. . .
Caitlyn estava quase dormindo, quando sentiu uma mão tocar sua barriga por baixo da blusa acariciando. Jayce começou a mordisca sua orelha, ele segurou o rosto dela e a beijou. Ele começou a subir sua mão para o seio dela, Caitlyn podia sentir a excitação dele quando o telefone tocou, ela tentou se levantar mas ele não deixou.
–Calma Jayce — Ela bateu na mão dele para que a larga se.
–A deixa toca Cait esta tão bom aqui — O herói fez biquinho quando ela se levantou e atendeu o telefone.
–Alo?
–Caitlyn sou eu — Vi falou do outro lado da linha.
–O que foi?
–Não vou chegar no horário, aconteceu um imprevisto e eu estou no hospital agora.
–Você esta bem? Estou indo pra ir.
–Sim sim o problema não foi comigo, nem esquenta com isso eu apareço pela manhã.
–Claro que não que hospital você esta?
–São Clementim.
–Ok daqui a pouco eu apareço ai, tchau — Caitlyn desligou o telefone.
–Quem era? — O herói perguntou.
–Vi aparentemente aconteceu alguma coisa e ela esta no hospital, estou indo pra laa agora.
–Tinha que ser aquela cadela pra estragar tudo — Ele resmungou.
–Você vai?
–Não.
Caitlyn foi até seu quarto e pegou uma boina e um sobretudo preto já que era inicio do inverno e o clima já estava um pouco frio. Ela saiu, por sorte aquele horário já não tinha tanta gente na rua então o transito não estava tão pesado, então não demorou muito até chegar no hospital. Caitlyn estacionou o carro, depois seguiu para a entrada do hospital onde já pode avistar a delinquente sentada na escadaria de cabeça baixa.
–Vi — Caitlyn chamou. A delinquente levantou a cabeça mas seus olhos não brilhavam como de costume.
–Não precisa vir Cupcake — A delinquente falou desanimadamente.
–O que aconteceu — Caitlyn sentou se do seu lado.
–Eu encontrei um amigo meu, conversamos e quando estava indo embora ele foi baleado.
–Você viu quem fez isso?
–Não, mas o o que importa é que ele vai ficar bem. Os médico falaram que as balas não atingiu nenhum ponto critico, o pior ferimento atingiu a coluna próximo ao quadril e pode ser que ele fique paralitico não da pra saber ainda.
–Sinto muito.
–Sem problemas, eu já liguei pra mãe dele deve estar chegando.
As duas entraram e ficaram um bom tempo esperando, até que a mãe do Dj chegou. Uma mulher negra,baixa e gordinha com olhos cor de amba foi até onde Vi estava a abraçando fortemente.
–Muito obrigado por ter ajudado meu filho Vi — A mulher chorava — Eu vim o mais rápido que pude.
–Não se preocupa tá, ele já esta fora de risco — A delinquente tentou acalma la.
–Ainda bem que você também tomou juízo e saiu daquele bando, criança esse tipo de vida não é boa para ninguém.
–Eu sei. . . as coisas estão diferentes agora.
–Você não apareça por la Cedric esta te caçando.
–Dj me contou.
–Agora filha vá pra casa descansar você já fez demais por nós.
–Não tudo bem eu posso ficar de boa.
–Por favor descanse agora criança — A mulher passou a mão no cabelo rosado.
–Tudo bem então, até breve — Vi abraçou a mulher despedindo se.
A dupla se retirou e rumou até o estacionamento onde os veículos estavam. Vi se lembrou que tinha que buscar os cachorros que ainda estavam presos no poste, ela pediu a Caitlyn que a segui se. A xerife não questionou nada até ver Vi parar sua moto enfrente a dois cachorros amarrados, Caitlyn escatinou e a foi até ela.
–O que pretende? — Caitlyn ficou um pouco afastada já que se sentiu intimidada pelos cães.
–São os cachorros do Dj, eu prometi pra ele que cuidaria deles por enquanto.
–Nada disso! Já basta o gato.
–Relaxa Cupcake eles só tem cara de mal, mas na verdade são dois bebezões bobos.
–Não.
–Poxa vai ser só até ele sair do hospital somente alguns dias, por favor — Vi encarou ela nos olhos e Caitlyn pode notar a tristeza no olhar dela.
–Tudo bem, vamos passar em um lugar antes de voltar pra casa.
–Tá — A delinquente abriu um imenso sorriso.
Vi colocou os cães no carro da xerife e a seguiu. Demorou um tempo até que chega sem na entrada de um parque, Caitlyn escatinou e desceu do carro com os dois cães. A delinquente pegou a coleira do rottweiler e segui a xerife que levava o outro cão adentrando ao parque deserto. O vento frio cortava seus rostos e o tempo estava bem fechado, as arvores nuas deixava o clima com um tom misterioso e sobrenatural. Mas era agradável apesar do silencio que pesava entre as elas, Caitlyn sentou se num banco próximo a uma grande arvore que ainda tinha algumas folhas. Vi fez o mesmo ficando ao seu lado, o silencio permaneceu e apenas o uivo do vento podia ser escutado, elas observavam as nuvens escuras que estavam cobrindo o possível céu estrelado. A delinquente se encostou na xerife. Caitlyn sorriu e encostou sua cabeça no ombro da punk fechando seus olhos e aproveitando aquele momento, ela sentiu a delinquente segura seu rosto e logo em seguida um beijo quente tomou conta de seus lábios. Aquele momento pareceu eterno é como só existi se ela e a delinquente, tudo parecia ser somente delas. Elas pararam o beijo quando o ar lhes faltou, Caitlyn encarou aqueles olhos de um azul tão profundo que poderia se perde neles. As duas voltaram a se beijar e assim ficaram até os primeiros flocos de neve caírem. . .
Fale com o autor