O lado escuro de Piltover
26 Tempestade
Notas iniciais

–Vi... — Caitlyn gemeu.
–Hum... cansou? — Vi beijou o pescoço dela, enquanto a mesma rebolava encima de sua mão.
–Mais forte — Caitlyn arranhou o ombro da punk quando sentiu um terceiro dedo ser penetrado.
A xerife estava sentada no colo da delinquente, cavalgando em seus dedos. Caitlyn afarva muito, estava suada e ofegante; era difícil se concentrar naquela situação. Vi a estava fazendo querer subir pelas paredes, aquela devia ser a quarta vez somente naquela noite, Caitlyn começou a achar que era uma verdadeira ninfomaníaca mas aquilo não importava se sua parceira estava disposta a satisfaze la. A xerife mordeu a orelha dela, fazendo soltar um gemidinho. Como resposta a delinquente acelerou ainda mais o ritmo, colocando seus dedos mais profundo que conseguia.
–Ca... calma — Caitlyn falou com dificuldade.
–Não foi você que pediu mais forte? — Vi sorriu maldosa.
–Fala pra mim meu lobo, até onde consegue aguentar? — Caitlyn sussurrou rouca no ouvido da punk, fazendo a se arrepiar.
–Isso é um desafio? — Vi estocou com força, tirando um grito surpreso da xerife.
–Sabe que não sou.... de perde — Caitlyn a beijou.
–Cupcake, Cupcake devia escolher melhor seus oponentes — Vi deu um chupão no pescoço dela — Sabe que sou incansável.
–Incansável é? — Caitlyn riu. Então deu uma rebolada e gemeu rouco no ouvido da punk.
–Como adoro quando faz isso — Vi sentiu se mais exitada, seu corpo ficou todo arrepiado — Olha se continuar assim, vou ter que lhe fazer implorar.
–Então faça — Caitlyn ronronou no ouvido dela.
Aquilo foi o suficiente para instigar a fera rosada, Vi trocou a posição com a xerife fazendo ela ficar por baixo de si novamente. A delinquente a penetrou e encaixou seu quadril com o dela, agora a mão que usava para satisfazer a xerife roçava em sua própria intimidade. Instintivamente começou a fazer um movimento de vai e vem, que eram acompanhados pelo rebolado da outra. Vi começou a gemer baixinho, sentia se tão molhada quanto a xerife; aquela diaba era capaz de lhe fazer perde a cabeça. Mesmo estando no controle da situação, era como se a outra estivesse dominando, cada gemido era uma razão a mais para desejar devorar aquele corpo.
–Vi ... isso ... desse jeito ... continua assim — Caitlyn gemia alto, ela pressionou mais seu quadril contra o da punk.
–Pede — Vi ordenou.
–Mais ... p ... por ... por favor — A xerife arranhou sua nuca, quando sentiu o bico do seu seio ser mordido.
A delinquente adorava brincar com aquela parte do corpo da xerife, Caitlyn tinha seios grandes e macios que, sempre quando os apalpava ficavam avermelhados por causa da pele branca e sensível da xerife. Sentia uma sensação gostosa quando chupava aquela parte quente e macia, a pele de veludo dela era tão vulnerável ficava tão a merce de suas mãos e boca perigosa. Como Vi amava aquele corpo e mais ainda quando sua amante deixava tão claro o prazer que sentia.
–Vi ... vou derreter ... — Caitlyn falava de olhos fechados.
–Você é uma delicia Cupcake — Vi foi até sua boca e roubou todo o ar que tinha — Me diz Cupcake, quem é que manda?
–Não vou falar — Caitlyn mantinha seu sorrio sexy e seguro no rosto. A punk não gostou do argumento de sua presa e então mordeu com força o contorno do seio — Cachorra! — A xerife protestou.
A delinquente a deitou de bruços, continuando a brincar com o sexo molhado dela. Mordeu suas costas e em resposta recebeu um gemido abafado, continuou com seu movimento de vai e vem roçando sua intimidade na bunda dela.
–Quem é o lobo mal? — Vi sussurrou no ouvido dela.
–É você — Caitlyn respondeu rouca.
A punk mordeu seu trapézio causando mais uma vez aquele misto de dor e prazer. Caitlyn sentiu seu ventre esquentar mais que o normal, sabia o que aquilo significava e pela quarta vez naquela noite iria ter outro orgasmo.
–Vi ... se você continuar assim, vou ... gozar — Caitlyn falava arfante. Seu corpo inteiro ardia em chamas.
–Tudo bem Cupcake, mas tenta segura só mais um pouquinho — Vi acelerou o ritmo do quadril.
A xerife apertou com força a capa do sofá, não tinha mais como aguentar. Fechou os olhos e gemeu alto quando seu ápice finalmente chegou, sua amante mordeu com vontade seu pescoço pois tinha gozado junto. Vi sentia a intimidade de Caitlyn contrair se sobre seus dedos, ela tirou a mão e deixou que o restante do liquido saísse. Estavam ofegantes, a xerife virou e encarou a punk sorridente.
–Já chega por hoje, temos que trabalhar daqui a algumas horas — Caitlyn a beijou.
–Devo concorda dessa vez xerife — Vi se ajeitou no sofá de modo que Caitlyn pode se aconchega se em seu colo.
–Boa noite.
–Boa noite Cupcake.
Caitlyn despertou irritada com o som de alguma coisa, abriu os olhos e localizou de onde vinha o barulho. O despertador de seu celular parou de tocar, ela aconchegou se ainda mais na delinquente que dormia em um sono profundo, estava tão confortável ali não queria ir trabalhar. Talvez se dormi se só mais um pouquinho ... o despertador voltou a tocar novamente, Caitlyn bufou e levantou contra vontade pegando seu celular, espirrou, pois o tempo já estava virando e logo seria outono. Olhou para os cacos da xícara quebrada próximos ao sofá melhor recolher aquilo o quanto antes, foi para o banheiro da suite, precisava de um banho urgente. A água quente escorria pelo seu corpo, Caitlyn pode observar agora as marcas deixada pela punk aquilo fez rir já que pior seria as marcas que deixou em Vi, com certeza iriam pergunta se ela tinha sido atacada por um animal selvagem.
A xerife desceu terminando de ajeitar a roupa, por sorte tinha deixado algumas peças guardadas. Foi até a delinquente e começou a beijar seu pescoço, a punk se encolheu ainda mais com os toque certamente não queria sair dali.
–Vi acorda — Caitlyn falou seria.
–Não quero — Vi resmungou.
–Vamos anda, já já iremos sair para o trabalho — A xerife terminou de fechar os botões da sua blusa — E vai tomar um banho em.
–Só mais cinco minutos — A delinquente virou se.
–É sério! — Dessa vez Caitlyn usou um tom autoritário.
–Ok ok, bah!- Vi levantou se de cara fechada.
A punk saiu do box e foi até a pia escovar os dentes, olhou as marcas em seu corpo. Com certeza gerariam muitas perguntas, riu, sentia uma leveza em sua alma, algo que não sentia a tantos anos. Lembrou de algo bobo, da primeira vez que teve seu primeiro beijo... certamente era a mesma sensação. O pequeno detalhe é que ele foi dado pela sua irmã.... não não não, aquilo foi um beijo totalmente infantil sem maldade. Era o que Vi queria acreditar, mas sabia que não foi bem assim; tinha que esquecer aquilo não podia se dar o luxo a esses pensamentos, não agora. A parti do momento que pisa se fora desta casa iria enfrentar uma verdadeira guerra ao lado de Caitlyn.
Vi estava na garagem montada em sua moto esperando a xerife, a mesma surgiu um pouco depois mexendo em sua bolsa. Caitlyn não pode deixar de notar que a outra a encarava intensamente, sorriu de leve mas, não foi correspondida.
–O que foi? — A xerife a olhou preocupada.
–Não quero estragar a sua vida Cupcake — A delinquente mantinha seu olhar fixo, por mais que deseja se te la ao seu lado sempre. Não era sua intenção arruinar a vida dela.
–Isso é algo que já devia ter feito a muito tempo.
–Sabe Cait, estou acostumada a lidar com rejeição e indiferença da sociedade. Acredite é um fardo pesado mesmo que pareça que não me importe, olha diferente de mim você tem uma carreira brilhante, bons amigos, família... sucesso na carreira, uma vida realmente almejada pela maioria das pessoas. Não jogue isso fora por nada.
–Cala boca Vi! — Caitlyn deu um tapa no rosto dela — Acorda, me diz do que adianta ter tudo isso se a pessoa que amo não estará ao meu lado? Eu não estou sendo feliz com tudo isso, por mim viveria de baixo da ponte pedindo esmola. Ou talvez na casa mais humilde do mundo, portanto que você esteja ao meu lado.
–A vida não é tão simples assim Cait — Vi abaixou a cabeça.
–Olha pra mim!
– ... — A delinquente ergueu o olhar.
–Não interessa o que vai acontecer, portanto que no meu futuro você esteja ao meu lado. Entendeu? — A voz da xerife era convicta.
–Sim, entendi Cupcake — Vi recebeu um beijo longo e ansioso.
–Ótimo, agora vamos pra guerra.
Vi pilotava mais devagar acompanhando o carro da xerife, as folhas já estavam perdendo aquele tom vivo dando espaço a um amarelado ou marrom, logo seria outono. A delinquente voltou a lembrar da sua irmã no beco, se era realmente sua irmã o que lhe dava o direito de voltar somente agora? Isso era completamente ridículo, não podia ser ela. Mas aquilo era um grande razão para ficar de olhos abertos, principalmente em Jinx que desapareceu nos últimos tempos. Algo muito ruim estava para acontecer, a delinquente conseguia sentir em cada fibra do seu corpo.
Elas estacionaram os veículos no patio da delegacia e entraram cumprimentando os colegas que surgiam, por hora iriam trabalhar normalmente. Vi sentou no sofá de sempre e começou a ler sua nova serie de quadrinhos, enquanto a xerife se posicionou na poltrona atrás de sua mesa checando alguns relatórios. A delinquente não sabia como Caitlyn pretendia aborda seu atual companheiro e dar um fim na situação, estava em duvida se era melhor ficar ao lado dela ou deixar que os dois se entende se sozinhos.
–Xerife — A punk chamou.
–O que?
–É sobre você e o Jayce, estava pensando...
–Vi! Pelos deuses, você esta bem? — Ezreal entrou eufórico na sala cortando a fala da punk. Ele foi até ela e a abraçou, começando a choraminga.
–Calma Ez, eu to bem. Agora me larga! — Vi tentou se desvencilhar do abraço desesperado do amigo.
–Desculpe invadir sua sala assim Caitlyn, é que realmente não pude aguentar esperar — O explorador começou a se recompor.
–Tudo bem meu amigo, por gentileza sente se — A xerife sorriu docilmente para ele.
–Mais uma vez desculpe, mas estou só de passagem pois vou para Demacia visitar a Lux. Realmente só vim para saber como essa punk estava.
–Obrigado por tudo Ez, estou bem. Foi mal se lhe causei problemas — Vi sorriu para ele.
–Não se preocupe quanto a isso, importante é que você esta bem. Gente qual quer coisa podem vir falar comigo.
–Iremos lhe contatar sim Ez, e juízo quanto a Lux. Se o Garen te pegar aprontando...
–Não se preocupe Cait, irei tomar cuidado. Agora se me derem licença estou partindo — O explorador saiu da sala.
–Ezreal não se decide — A xerife começou a rir.
–Caitlyn — A delinquente chamou.
–Oi?
–Como pretende falar com o mauricinho?
–Não sei, na hora certa as palavras viram.
–Posso te dar um apoio.
–Melhor não, só iria piorar a situação.
–Ok.
No final do expediente Caitlyn chamou o herói para saírem, tinha muita a explicar ao seu marido e o mesmo se encontra zangado por ela ter dormido fora. Os dois foram em um restaurante, por hora a xerife iria apaziguar a situação, estava preparando o terreno e as palavras que usaria para o final do relacionamento. Os dois saíram do restaurante ainda conversando, Caitlyn caminhava de mãos dadas com ele até pararem,a coragem lhe faltou. Então, preferiu aguarda quando chegassem em casa seria melhor. Ela tinha terminado de sair do banho, Jayce estava na cama assistindo a tv.
–Jayce — Caitlyn chamou.
–Oi amor? — O herói a olhou tranquilo.
–Temos que conversa é algo serio.
–Tudo bem, o que é?
–Sobre nós...
–Alguma coisa esta te incomodando amor? — Jayce já pressentiu o perigo.
–Sim — Caitlyn pensou bem em quais palavras usar, respirou fundo e continuou — É difícil de dizer mas, acredito que nosso casamento e relação não é mais como antes.
–Como assim Caitlyn? O que quer dizer? — O herói se levantou da cama.
–Não esta dando certo Jayce, na verdade nem deveria ter se casado. Não culpo você é algo mais pessoal meu, eu fiz uma escolha que prejudicou demais nós.
–Você não esta falando coisa com coisa amor — Jayce caminhou parando na frente dela — O que eta acontecendo Caitlyn?
–Quero divorcio.
–Ou ou ou calma ai amor, não seja tão radical. Você simplesmente chega e pede o divorcio sem explicar nada, calma tenho certeza que acharemos uma solução para o nosso problema amor. Como aquelas terapias de casais, você nem falou o real motivo claramente.
–Não tem mais jeito Jayce, tentei e muito. Mas o que sinto por você é amizade, pensei que te amava só que me iludi, claro que não é culpa sua. Não posso continuar com essa farsa só para agradar minha família, sinto muito.
–Você não esta batendo bem com a cabeça Caitlyn! — Jayce alterou se — Esta louca? Não é bem assim que as coisas funcionam, é por causa daquela maldita não é? — O herói começou a caminhar de um lado para o outro, com os punhos cerrados — Foi você conhecer aquela cadela que tudo mudou.
–Ela não tem nada haver com isso.
–Claro que tem, tudo começou por causa dela. O acidente, os assassinatos, roubo a mina. De repente você fala que ela ia ficar sobre sua supervisão, tudo muito estranho... você já conhecia ela não é? Sua amantes, o roubo a mina foi apenas uma desculpa para colocar ela dentro de casa! — Jayce avançou contra ela.
–Agora sim você esta falando coisas sem sentido — Caitlyn conseguia sentir a tensão no ar.
–Nós podíamos ter sido uma família feliz. Eu, você e nossos filhos que estariam vivos se não fosse por ela.
–Você...- A xerife sentiu seu coração apertar ao lembra daquele assunto — Você não envolva as crianças nisso, o que aconteceu foi apenas um erro meu.
–Sim Caitlyn, se você não tivesse sido burra em tirar aquele colete as crianças estariam vivas agora. Mas esse não foi o problema, na verdade foi sua obsessão pela aquela criminosa que matou nossos filhos.
–Já chega! — Caitlyn foi até o guarda roupas, pegou uma muda e tentou sair do quarto. Mas foi impedida pelo herói — Sai da minha frente.
–Não antes de resolver este problema.
–Você já disse tudo, não há mais nada a resolver — A xerife sentia o sangue ferve.
–Espera Cait, não queria falar isso. É que perdi o controle meu amor.
–Adeus Jayce, amanhã venho buscar minhas coisas — Caitlyn saiu do quarto em passos firmes seguida pelo herói que ainda tentava argumentar.
Ela entrou em seu carro ignorando os protesto do herói. Caitlyn dirigiu com certa pressa, queria chegar logo em seu destinho até poderia lidar com o que o herói tinha dito mas, a parti do momento em que ele tocou no assunto de seus filhos foi demais. Entrou no condomínio dirigindo até sua antiga casa, entrou na garagem e saiu do carro, duas feras eufóricas começaram a saltitar felizes a xerife apenas fez um carinho neles e bateu na porta, não obteve resposta, bateu novamente e então chamou. Demorou alguns minutos até que a delinquente aparecer com maior cara de sono.
–Cupcake?
–Vi... — A xerife começou a chorar.
No dia seguinte a xerife foi direto para o cartório onde tinha se casado formalmente e fez o pedido de divorcio que foi feito na hora. Com a modernização era necessário somente um dos cônjuges para a emissão do documento, depois voltou a delegacia indo direto ao setor onde o herói ficava. O mesmo conversava com alguns colegas quando ela chegou, Jayce abriu um simpático sorriso para a xerife que mantinha seu semblante sério, ela jogou as cópias dos documentos na mesa dele e saiu deixando com a maior cara de taxo. Quando o herói leu do que se tratava sentiu um seco na sua garganta, levantou e foi imediatamente até a sala dela. Entrou de maneira desesperada, constatou que a xerife realmente estava la junto da sua parceira que lia alguns quadrinhos deitada no sofá.
–Cait preciso falar com você... — Jayce ignorou a delinquente.
–É sobre trabalho oficial? — Caitlyn perguntou indiferente.
–Não necessariamente, mas é importante.
–Então esta dispensado oficial.
–É sério Cait.
–Dispensado, pode tirar o dia de folga.
–Tudo bem xerife — O herói encarou mais uma vez a punk, que parecia esta mais interessada no HQ que lia. Jayce cerrou os punhos e saiu da sala.
O herói voltou ao seu departamento e deparou se com algumas pessoas mexendo em seu papéis, quando os oficiais o viram saíram de fininho. Os rumores logo se espalhariam, Jayce pegou suas coisas e saiu tinha um ultimo recurso a recorrer. Dirigiu em alta velocidade até a mansão dos seus sogros mas quando chegou o mordomo informou que ambos estavam trabalhando, o herói preferiu aguarda se tinha alguém que poderia ajudar seria eles. Estava anoitecendo quando o elegante casal chegou a sua residencia, ficaram surpresos ao ver seu genro ali. Jayce explicou toda a situação a eles, depois foi embora ao receber a noticia de seu sogro que tomaria providencias.
–John não tem o direito de fazer isso! — Alexandra segurou o homem pelo braço.
–Você acha que irei deixar minha filha jogar a carreira fora por uma criminosa? Não Alex, como pai tenho que protege la — John mantinha se convicto.
–Caitlyn é uma adulta, nós a educamos muito bem. Não interfira em uma decisão dela.
–Vou proteger a minha filha, não tente me impedir. Isso é coisa de pai e filha — John saiu deixando sua esposa para trás.
A xerife terminava de lavar a louça da janta com ajuda punk, Vi saiu da cozinha e foi até o andar superior pegar uma muda de roupa para o seu banho. A campainha tocou e os cães se agitaram, Caitlyn foi até a porta e ficou surpresa com a visita inusitada.
–Desculpe vir assim sem aviso filha — John sentou no sofá.
–Tudo bem pai, vou prepara um pouco de chá.
–Não é preciso Cait, meu assunto aqui é outro. Poderia sentar por gentileza — John falava serio.
–Tudo bem — A xerife sentou ao lado dele — Do que se trata?
–Em relação ao seu casamento.
–Jayce já foi chorar para vocês? — Caitlyn sentiu uma leve irritação.
–Não fale assim, por que você terminou seu casamento assim tão repentinamente?
–Primeiramente pai, não era pra mim ter levado adiante os laços matrimoniais. Foi um erro meu, agora estou com a pessoa que realmente amo.
–Uma mulher...
–Sim pai, uma mulher.
–Que também é uma criminosa perigosa, você esta louca Caitlyn?
–Vi não é mais uma criminosa, isso é passado. Sinceramente estou mais feliz agora do que antes pai.
–Você esta jogando sua carreira e imagem fora minha filha! Por uma simples paixão, não irei permitir isso.
–Minha carreira e dignidade não estão em perigo só porque estou namorando com uma mulher, não mudei meu caráter por causa disso. Também não vou mais abrir mão da minha felicidade para agradar a ninguém, já perdi muito com isso.
–Caitlyn com essa decisão estupida, você estará renunciando a sua família.
–Não estou renunciando ninguém pai, mas já o senhor....
–Basta! Não vou permitir que minha filha estrague a carreira dela.
–Cupcake, você viu a bolinha da Inu? Ela estava brincando pela... — Vi parou de falar quando viu o homem — Ola...
–Bom, já esta avisa Caitlyn. Ate que você termine com esta loucura, esta proibida de colocar os pés na sua verdadeira casa.
–Tudo bem pai.
–Adeus.
–Até logo.
A xerife conduzi o o homem ate o portão despedindo se de forma triste, voltou para dentro da casa e recebeu um abraço de consolo da punk. Não demorou muito para a noticia do final de seu casamento se espalhar, alguns tabloides e revistas de fofocas já haviam publicado sobre isso, a xerife ouvia muito buchichos e recebia diversas cartas e mensagens todos os dias de pessoas pedindo para que ela volta se com o herói. Mas nada daquilo mudaria sua decisão.
Nos últimos dias o herói tem se afogado em bebidas, festas e prostitutas para afogar a magoa e o ego ferido. Bebia coquetel, já estava muti embriagado e seus amigos começaram a fazer algumas piadas sobre ele. É claro que o mesmo não gostou nada daquilo, começando uma briga com seus colegas, saiu da boate com ódio no coração. Seu sogro não conseguiu reverter a situação ao seu favor, tinha perdido sua esposa para outra mulher e o pior agora era obrigado a escutar piadinhas de todos os tipos, não iria permitir isso. Voltou para casa e pegou a sua arma favorita o martelo, além de ter escondido uma pistola só por via das duvidas, saiu. A xerife acordou com a campainha tocando freneticamente e os cães muito agitados, levantou e foi ver quem era.
–Jayce? O que esta fazendo aqui? — Caitlyn ficou apreensiva por ver o herói carregar seu martelo.
–Vim te fazer uma visita meu amor, já estava com saudades. Me diz amor, quando vai voltar pra casa? — A voz do herói era de um completo bêbado.
–Você esta bêbado, volta pra casa Jayce.
–Preciso falar com a senhorita Vi, por gentileza amorzinho poderia chama la?
–Melhor você ir embora agora!
–Já que não quer chama la eu chamo — Jayce ativou o martelo mudando sua forma para o canhão, atirou contra uma das janelas.
–Jayce! — Caitlyn gritou. Não demorou muito para a punk descer correndo para ver o que estava acontecendo.
–Merda, o que foi isso Caitlyn? — Vi estava eufórica.
–Volta para dentro Vi agora! — A xerife se colocou na frente dela.
–Então você apareceu não é cadelinha, vem cá vamos brincar — Jayce mudou o novamente a forma de sua arma para o martelo dessa vez, investiu algumas vezes contra o portão até conseguir entrar. Mas foi surpreendido pelos dos cães que avançaram furiosamente contra ele, o herói acertou a arma neles arremessando os cachorros que ficaram gurnindo de dor no chão.
–Porra meus cachorros! — Vi avançou contra ele sem pensar na desvantagem que estava. O herói a atacou mas a punk foi mais agiu e desviou, novamente uma sequencia de golpes só que dessa vez ele conseguiu acerta o martelo em sua barriga arremessando a punk contra a parede. Vi perdeu o folego e tossiu um pouco de sangue, ia receber um ataque talvez fatal se aquele tiro não tivesse impedido. Jayce olhou para a xerife que empunhava seu rifle.
–É melhor você para, juro que o próximo será certeiro — Caitlyn falou num tom ameaçado.
–Vai atirar em mim Cait? Ok, eu juro que levo sua cadelinha comigo — Jayce ia investir com o martelo novamente quando levou um tiro na mão e outro no braço, mesmo com a dor e a fraqueza ele ergueu o martelo e acertou mais uma vez a punk que conseguiu amenizar o impacto com seus braços. O grande homem levou mais um tiro na perna e caiu, Caitlyn mantinha o rifle apontado para ele por mais que o desejo desesperado de socorrer Vi fosse maior não podia tirar os olhos do inimigo. Ela constatou que o herói não iria conseguir mais se levantar e abaixou o rifle, indo em direção a sua amada. Era a oportunidade que Jayce esperava, por mais que senti se uma dor ardente sacou a pistola e disparou seis vezes contra a punk, acertando quatro tiros.
–Vi! — Caitlyn correu desesperadamente até a delinquente que estava desacordada — Aguenta firme meu amor.
O herói sorriu e deitou se, tinha completado sua vingança.
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