Notas iniciais
Se você esta procurando uma história bonita de amor na qual da tudo certo e os personagens vivem felizes para sempre, então esta na história errada.

Ela abriu os olhos lentamente sentia as coisas girarem ao seu redor. Pelo jeito tinha bebido além do que seu figado aguentava, pouco importava a noite tinha sido muito proveitosa. Ela levantou tirando as duas garotas nuas de cima si, esfregou o olho sua cabeça latejava demais cara que ressaca infernal não devia ter misturado cerveja com vinho. Vi levantou e saiu daquele quarto imundo olhando as pessoas ao redor caídas bêbadas e drogadas, alguns até babavam em sinal de overdose por todo o lado da casa tinha garrafas de bebidas, vomito tudo quanto é coisa de ruim que uma festa de arromba podia ter. Ela foi até a cozinha onde tinha uns poucos sortudos acordados, ela se sentou numa das cadeiras vagas e um homem gordo com uma longa barba preta lhe entregou um xícara de café frio.

–Essa noite foi louca — O cara magrinho com uma barba toda mal feita falava rindo de forma nervosa.

–Já ta loucão logo cedo mano? Ontem não foi o suficiente não? — O gordão falou olhando pra ele.

–Cara eu não lembro de nada depois da uma da manhã, só sei que to com uma dor de cabeça dos inferno — Vi tomou um grande gole do café frio e passou a xícara novamente ao Grunje o gordão.

–Mano tu tava arrastando se não ta ligada. Você virou uma garrafa de vodka praticamente sozinha tirando o vinho e a cerveja de antes — Grunje riu pra ela.

–Então a madrugada foi louca, mas nem me conta o que eu fiz ou vai estragar minha felicidade — Vi sorriu pra ele.

–Então não quer saber da sua briga com o Jack? — Zoio o magrelo olhou para ela.

–Ta de zoas que eu briguei com o Jack? — A encrenqueira virou se para ele muito interessada.

–Mano foi a parte mais louca da festa, tipo tu já estava muito chapada e chegou pra da ideia nas minas que estavam com ele, Jack já estava muito chapado também ai vocês dois caíram num quebra pau desgraçado. Ele pego uma garrafa e tentou te acerta mas tu foi direto na cara dele e acerto um gancho muito lindo, o louco ta desmaiado na grama até agora todo vomitado -Zoio terminou de contar a história.

–Mas vamos volta ao foco em hoje tem trabalho pra gente, vamos pegar aquele almofadinha hoje — Grunje pegou um cerveja quente tomando a em um único gole.

–Já? Qual é sai da cadeia ontem e vocês já querem me envolver num trabalho — Sim aquela festa tinha sido para comemorar a saída de Vi da cadeia estadual, ela passou apenas dois anos mas como a gangue tinha ótimos advogados por ser muito poderosa conseguiram reduzir a pena dela em 98%.

–Justamente você não ta afim de tirar o atraso? Ou sera que esses meros anos na cadeia fez você amolecer e de repente decidiu se torna uma boa pessoa? — Zoio falou ironicamente.

–Se ferrar Zoio — Os três riram era bom esta com os velhos amigos.

Tinha se passado da meia noite quando eles invadiram a casa, olhando a bela residencia de alta classe aqueles merdas viviam em uma realidade bem diferente da sua. Grunje e Jack subiram para o segundo andar indo ao quarto de casal enquanto Vi, Zoio e o Castor esperavam na parte de baixo vigiando a movimentação na rua. A dupla entrou no quarto, Grunje levantou o homem que acordou assustado a mulher do seu lado também acordou e começou a gritar mas teve sua boca coberta por um pano que era pressionado por Jack. Ela desmaiou e os dois puxaram o homem até a o carro, jogando o amarrado dentro do porta malas.

O carro se dirigiu até um galpão, o grupo desceu Grunje e Zoio tiraram o homem vendado do porta malas levando o para dentro do galpão. Claramente desesperado ele foi sentado numa cadeira e sua venda foi tirada.

–Ola doutor promotor — Jack se aproximou dele — Achou que não iriamos atrás de você?

–Lembra da minha amiga ali? Foi você que reuniu as provas para incrimina la, sabe não gostamos nada disso. Doutor promotor você causou muitos problemas — Castor se aproximou dele.

–Me desculpe por favor me desculpe eu só estava cumprindo meu trabalho, me deixa ir embora — O homem começou a chorar.

–Ta ligado doutor do prejuízo financeiro que tivemos pra tira essa desgraçada da prisão? Foi muito suborno amigão e nem mesmo dois anos do seu salario seria seria capaz de pagar essa divida — Jack falou puxando o cabelo do promotor. Se tinha algo que aquele homem gostava era torturar outras pessoas.

–Por favor eu tenho família — O promotor parecia esta tendo um ataque de asma.

–Devia ter pensado nisso antes — Jack pegou um pedaço de madeira que tinha ali perto e começou a espancar o homem. Castor se juntou derrubando o e começando a chuta lo, Jack largou o pedaço de madeira e começou a desferir socos sobre a cara do homem que já sangrava bastante.

–Não vai participar? Afinal ele ajudou a te condenar — Grunje foi para o lado dela.

–Não to de boa por enquanto — Vi passou a cerveja que tomava para ele.

–Termina logo com isso Jack — Grunje gritou para os outros dois que estavam se divertindo enquanto espancava o pobre homem.

–Cedric não apareceu na festa — A delinquente olhou para ele.

–Não tinha como ele acabou tendo que fechar alguns negócios, sabe como é vida de chefe — Grunje acendeu um cigarro e ofereceu para ela.

–Valeu — Vi inalou profundamento aquela fumaça depois a soltou bem devagar em forma de circulos.

–É bom te você aqui novamente criança — Grunje passou a mão em sua cabeça — Ai vamos embora.

Jack e Castor sacaram duas pistolas e as descarregaram no homem que só gemia de dor. Eles pegaram o corpo do homem e colocaram no porta malas novamente, dirigiram até um rio amarrando uma pedras no corpo e jogando o dentro das águas profundas. Aquele certamente não seria encontrado quanto tantos outros que também estavam naquele lugar.

–Eai partiu ir pra Ratoeira? — Zoio que estava sentado no banco de trás junto com Vi e Castor.

–To de boa vou pra casa — Vi falou.

–Volto mole da prisão foi? — Castor olhou para ela.

–To dizendo vei ela não quis nem participar do espancamento voltou molona da prisão — Jack falou ironicamente.

–Quer que eu termine de quebra seus dentes? — Vi esticou suas mãos até o banco onde Jack estava.

–Relaxa meninas guardem essa rixa pra outro momento, agora vamos deixar a princesinha em casa e depois vamos pra Ratoeira — Grunje que diria encerrou a discussão.

Eles deixaram a delinquente em casa e partiram para a farra de todas as noites. Vi subiu pelo prédio decrepito, aquele lugar estava caindo aos pedaços conforme subia os andares podia ver algumas prostituas, pessoas bêbadas ou drogadas no corredor que era mal iluminado por umas luzes que ficavam piscando. Dava pra ouvir discussões e brigas vindo dos quartos também, ela chegou até o seu apartamento.

–Lar doce lar — Ela entrou em seu pequeno apartamento com dois cômodos e um banheiro. A pequena cozinha era dividia com a sala, pelo chão havia varias peças de moto e algumas garrafas cerveja e whisky. Tudo estava exatamente como tinha deixado antes de ser presa só que com mais poeira, ela se sentou no sofá rasgado e ligou a televisão que pegava bem mal os canais. Bom tinha saído daquela maldita prisão e estava de volta a velha rotina.

Notas finais
Esse aqui é só uma pequena introdução para vocês terem ideia de como é a vida dela