O lado escuro de Piltover
28 Caos

O rifle caiu no chão, não sabia o que pensar sobre o ocorrido. Tinha sido tudo tão rápido, como algo que achava estaria enterrado em seu passado a abalasse de tal maneira, tudo aquilo era tão patético. Aquela pessoa simplesmente aparecia e desaparecia como bem entendia, como algum tipo de vilã ou assassino de aluguel. Se fosse uma história em quadrinho até faria sentido, mas aquilo era muito real, havia tantas pessoas envolvidas.... tantas perguntas....
–Caitlyn — A punk falou com dificuldade enquanto levantava. A xerife apenas olhou para ela sem esboça reação — Não acredite nela, foi apenas uma desculpa para fugir.
–Como ela sabia disso Vi? — A xerife agora tinha uma expressão confusa no rosto.
–Não sei, não sei de nada do que esta acontecendo nada, esta tudo incompleto.
–E se ele estiver vivo... — Caitlyn sussurrou.
–Xerife a senhora esta bem? — As duas finalmente se deram conta dos oficiais que entravam no beco.
–Sim, pode levar o suspeito. Estarei voltando para delegacia — Caitlyn pegou seu rifle e seguiu para fora do beco — Vamos Vi.
–Xerife, não é melhor oficial Vi ir ao hospital? — Outro oficial perguntou.
–Estou bem — A delinquente passou pelos seus colegas de cara fechada.
As duas retornaram para delegacia em silencio, a xerife voltou para seu escritória e a delinquente foi a enfermaria. Vi saiu da sala após receber os devidos cuidados, estava mais uma vez com aquele sentimento em seu peito, sempre que sua vida parece melhorar alguma desgraça acontece.... espera que a xerife não acredite naquilo. A delinquente foi a cafeteria da delegacia, sentou se pensativa tentando juntar qual a logica da sua irmã.
–Olha só você, mal saiu do hospital e já esta machucada. Deve tomar mais cuidado em punk — O homem alto e magrelo sentou ao lado dela.
–É bom te ver também palmito, sabe como é né coisas do oficio — Vi brincou.
–Voltaram cedo da patrulha.
–Sim, Caitlyn tinha algumas coisas para resolver.
–Vida de xerife não é fácil, alias fui levar alguns relatórios e ela parecia bem seria. Muito mais que o normal.
–TPM.
–TPM? Andou aprontando?
–Sabe como é né...
–É melhor reconciliar com ela — James levantou.
–Darei um jeito — Vi sorriu, recebeu um afago na cabeça de seu companheiro que foi embora logo em seguida.
Caitlyn mexia em alguns dados no seu computador, tinha solicitado ao hospital os dados de todas as crianças nascidas naquela semana, acesso negado. A xerife bateu com força em sua mesa, não deixaria aquilo termina assim se tinha algo errado iria descobrir.
–Me chamou xerife? — Tay entrou na sala.
–Sim, preciso faça hackeamento das câmeras de segurança e registro de crianças nascidas nesta data — Caitlyn mostrou um papel.
–Tudo bem, amanhã você terá tudo em mão xerife.
–Tay, preciso disso para hoje.
–Sim senhora — A mulher saiu da sala.
Mas tarde Tay voltou a sala da xerife com um computador e papeis.
–Ai esta xerife, todos os registros de câmeras de segurança e dados das crianças nascidas nas ultimas duas semanas. Médicos de plantão, todos os funcionários neste período estão ai — Tay falou sorrindo.
–Obrigado Tay, acredite você me fez um grande favor. Agora dispensada.
–Sim senhora xerife — A baixinha ia saindo quando topou com a punk — A desculpe oficial Vi.
–De boas — A delinquente entrou na sala — Xerife, vamos para casa?
–Vou fazer hora extra, pode ir — Caitlyn respondeu com indiferença enquanto verificava os papeis.
–Bom não estou de moto hoje, vamos pra casa Cait.
–Estou ocupada, pode levar o carro. Depois pego um táxi.
–O que você esta olhando? — A punk se aproximou da mesa.
–Registros.
–De?
–Do hospital.
–Cara, você realmente acreditou nela? E se for mentira?
–E se for verdade? Vi meu filho pode estar vivo!
–Ta ok, pesquise o que quiser. Mas quando tudo acabar, não vai tocar mais neste assunto vou te ajudar.
–Você não tem nada haver com esta história, vai pra casa — Caitlyn falou secamente.
–Não tenho? Que eu saiba estou com você agora, seu problema é meu problema. Além do mais, foi a minha irmã que falou sobre isso então estou muito envolvida nesta história.
–Vai pra casa Vi.
–Caitlyn deixa de ser cabeça dura, não vou embora sem você.
–Você só ira atrapalhar minha investigação.
–Não acredito que disse isso, então "parceiras" é apenas um termo genérico?
–Para de fazer escândalo, estamos no trabalho.
–Então me deixa ajudar!
–Tá!
A punk sorriu vitoriosa, as duas ficaram até tarde verificando os registros e as câmeras de vídeo. Não encontraram nada, na ocasião Vi já tinha dormido no sofá com alguns papeis sobre si já Caitlyn mantinha se firme na sua investigação, seus extintos estavam apitando que havia algo errado tinha que ter deixado algo passar mas o que? Respirou fundo e olhou sua parceira, por mais que não queria tinha de parar.
–Vi vamos embora — A xerife começou a organizar os papeis, pegou o pendrive com as imagens e foi até a punk — Acorda.
–Hã? Que? — A delinquente acordou atordoada — Achou alguma coisa?
–Não, vamos pra casa.
As duas saíram da delegacia vazia indo até o estacionamento, ambas estressadas mentalmente com os últimos eventos. Ao chegar em casa a delinquente foi para o banheiro , Caitlyn começou a se despir e colocar seu pijama sentia uma imensa dor de cabeça mas não iria parar até que soluciona se o caso. Vi enxugava os cabelos quando entrou no quarto sua parceira já se encontrava deitada de costas para ela, ela deitou na cama e então abraçou a xerife pela cintura puxando a para próximo de si.
–Se tiver algo de errado nós vamos descobrir Cupcake — Vi sussurrou dando um beijo na nuca da dela.
No dia seguinte a xerife avisou para sua parceira que chegaria um pouco mais tarde dessa vez no trabalho, a delinquente protestou pela falta de informação da outra. Caitlyn parou por mais uma vez em frente a sua velha casa, por sorte seus pais estavam em casa.
–Foi bem repentino a sua ligação filha — John terminava de tomar seu café — Ainda mais tão cedo.
–Estou em uma investigação, preciso que o senhor me de algumas informações — Caitlyn mantinha se seria.
–Tudo bem, sobre o que se trata?
–Informação sigilosa.
–Certo então o que deseja saber?
–Tudo o que aconteceu durante meu coma no hospital.
–Primeiramente eles não permitiram que acompanha sem o parto pois ia ser muito complicado, passamos o dia todo no hospital quando finalmente obtivemos uma resposta do médico ele informou que os bebês não resistiram. Quase esqueci de mencionar, antes disso eles informaram ao Jayce sobre os riscos do parto.
–Vocês chegaram a ver os bebês?
–Somente quando liberam os corpos para o velório.
–Quando isso ocorreu?
–Dois dias após o nascimento, no caso você ainda estava desacordada.
–Aparência deles? — A xerife sentiu seu coração apertar.
–As crianças estavam com aspecto saudáveis aparentemente.
–Eles eram parecidos?
–Não reparei muito nisso filha.
–Tudo bem pai, obrigado por sua contribuição. Estou voltando para o trabalho, desculpe incomodar.
–Sem problemas filha, mas algo me diz que você esta com a pulga atrás da orelha.
–Com toda certeza.
Caitlyn retornou a delegacia pensando em tudo que seu pai lhe havia dito, talvez Zero só tenha falado aquilo para fugir. Se bem que, ela foi capaz de derrubar a Vi facilmente além de ter levado um tiro no braço e não esboçar nenhuma reação de dor, aquela pessoa era uma verdadeira incógnita. A xerife entrou em sua sala e ficou bem surpresa ao encontrar a punk mexendo em seu computador.
–Vi! — Caitlyn demonstrava irritação na voz, se havia algo que odiava era quando alguém mexia nas suas coisas — O que fazendo?
–Relaxa ai xerife, olha só o que encontrei — A delinquente virou a tela do notebook e deu player no video, Caitlyn observou com atenção a gravação. No caso uma enfermeira sai com um bebê indo em uma direção, a delinquente adiantou um pouco mais a fita. A enfermeira já tinha retornado para sala um tempo depois ela saiu novamente com um segundo bebê, só que dessa vez a direção que tomou foi completamente oposta a anterior.
–O que isso quer dizer? — Caitlyn encarou a rosada.
–Você é a detetive aqui, no caso esta é a sala e horário na qual você estava. Algo muito errado aconteceu aqui Cait.
–Meu pai também deu algumas informações, por exemplo, eles não permitiram que o parto fosse acompanhado ou deixaram ver os bebês no momento em que nasceram.
–Você estava consciente na hora?
–Não nitidamente, estava tudo muito confusa no momento.
–Só tem um jeito de sabermos se os bebês foram substituídos ou não.
–Como?
–Teste de DNA.
–DNA? Não! Esta sugerindo que viole o tumulo dos meus filhos?
–Não vejo outra maneira...
–Não Vi, isso é loucura.
–Fica ao seu critério Cait, existe a possibilidade dessa criança esta viva ou não. Cabe a você decidir como prosseguir.
–Tenho que pensar... não é algo tão simples assim.
–Olha vou continuar apoiando independente da sua decisão.
–Vamos fazer isso no final do expediente. Entrarei em contato com o laboratório de genética particular, se for esperar o da policia iria demorar muito.
–Certo vamos cavar alguns buracos — Como resposta a delinquente recebeu um grampeado arremessado — Foi mal foi mal.
No final do expediente as duas dirigiram para o cemitério, era visível o nervosismo da xerife no volante ela estava suando frio a punk a acompanhava o carro de moto. Elas chegaram no local um cemitério particular que possuía um paisagismo de um beleza unica, elas foram até a administração para localizarem as tumbas. Um dos funcionários guiou elas pelo extenso lugar, durante todo o percurso a xerife segurava a mão da delinquente apertando quando finalmente ficou diante dos dois túmulos brancos. Caitlyn não conseguiu segurar as lagrimas.
–Pode começar a escavação — Vi ordenou ao homem que chamou outros funcionários para ajudar na tarefa — Cait se quiser pode esperar no carro.
–Não, vou até o final — A xerife limpou as lagrimas do rosto.
Os funcionários do cemitério chegaram ao caixão, após a ordem da delinquente eles abriram o primeiro. O cheiro de morte exalou do lugar, a xerife encostou a cabeça no peito da punk para tentar conter os soluços.
–Cait... — Vi afagou os cabelos dela. A punk jogou uma sacola para que o coveiro coloca se os ossos.
–Dói tanto Vi — Caitlyn choramingou abafado.
–Eu sei — A delinquente sussurrou — Aguenta só mais um pouco.
O segundo caixão foi aberta e os ossos foram postos em uma outra sacola, as duas foram embora do cemitério partindo para o laboratório. A xerife entregou as amostras a uma velha amiga sua, no caso uma mulher de estatura mediana com longos cabelos loiros que usava um óculos bem escandaloso. O trio entrou no laboratório.
–Faz muito tempo em Caitlyn, se você me pediu algo com tanta urgência é porque é muito serio — A mulher magra arrumava seus aparelhos.
–Desculpe te incomodar mas você é a pessoa mais competente da cidade no ramo de genética, realmente preciso disso o mais rápido possível — Caitlyn acompanhava a amiga.
–Tudo bem, no caso você deseja o exame de DNA de quem?
–Esse exame é para mim, Vi traga a amostra por favor.
–Ah claro — A punk parou de fuçar nas coisas e levou os ossos até a geneticista.
–No caso são dois indivíduos, preciso que você compare o DNA deles com o meu.
–Tudo bem, você deve ter seus motivos. Venha aqui vou tirar uma amostra de sangue — A xerife sentou se numa cadeira e aguardou que sua amiga prepara se a injeção. Ela injetou a agulha na veia da xerife extraindo o liquido vermelha- Pronto terminei, agora xerife deixe o resto comigo. Em três dias você terá seu resultado.
–Muito obrigado Meg, vou ficar te devendo.
–Ok valendo uma xícara de chá.
–Sei que sempre preferiu café.
–Claro café é vida!
–Cait... — A punk resmungou impaciente.
–Mais uma vez obrigado Meg, aguardarei o seu contato — O casal deixou o laboratório.
Era quase meia noite quando as duas finalmente chegaram em casa, a punk se jogou no sofá pois estava exausta, Caitlyn apenas suspirou e sentou se no sofá também fazendo a outra usar suas coxas como travesseiro. Ela ficou acariciando os cabelos rosados da punk que por acaso já estavam um tanto longos.
–Vamos Vi, amanhã teremos um dia cheio — Caitlyn continuava com seu afago.
–O que vai fazer se o resultado der positivo? — Vi encarou aqueles olhos castanhos.
–Irei procura lo até no inferno se for preciso.
–E se der negativo?
–Então este caso estará finalizado.
Dois dias depois a xerife recebeu a ligação de sua amiga, no caso elas combinaram de se encontrar após o fim do expediente na delegacia, Caitlyn estava ansiosa agora era o momento decisivo. A xerife tentava acabar o quanto antes suas tarefas quando um oficial entrou na sala eufórico.
–Oficial? — Caitlyn ergue a sobrancelha.
–Xerife, ela... ela finalmente apareceu! — O homem falava entre fortes arfadas — Jinx.
3 meses antes.
A mulher de cabelos brancos caiu mais uma vez, novamente aquela dor e agonia aplacava seu peito tornando ainda mais difícil de respirar. O suor escorria frio pelo seu rosto e o desespero de sua pequena companheira piorava ainda mais a situação.
–Zero aguenta firme! Vou ligar para... — A pequena foi impedida de prosseguir pois a outra segurava seu braço.
–Não precisa.... já estou melhorando — Zero se encostou na parede.
–Precisamos voltar pra casa.
–Não.
–Qual o próximo passo? Estou morrendo de tédio! — Jinx rodava suas longas tranças.
–Descobrir a causa desses ataques — Zero ficou de pé
–Pra isso teremos que voltar para casa Zero! — Harumi protestou.
–Ok, ligue para doutora.
Os sons das viaturas ecoavam por toda as partes junto com as sirenes dos carros de bombeiros que tentavam conter o fogo, as pessoas estavam em panico correndo para todos os lados. Escondida encima de um prédio a maniaca observava satisfeita a consequência de seus atos.
–Muito bem Fishbones agora é só espera a aniversariante... — Jinx sorriu.
A delinquente desceu da viatura e começou a ajudar o restante dos oficias a resgatar as vitimas feridas, foi um trabalho árduo dessa vez a louca tinha feito um grande estrago. Tudo aquilo tinha sido muito repentino a meses que não havia um ataque da Jinx e de repente aquilo, Vi ficou inquieta já bastava as coisas ruins que vem acontecendo nos últimos dias.
"Wanna join me, come and play. But I might shoot you, in your face"
–Father did you miss me? I’ve been locked up a while — Uma voz maniaca e familiar soou entre os barulhentos sons de sirenes.
–Desliguem as sirenes! — Caitlyn ordenou e logo todo o lugar ficou em absoluto silencio.
–I got caught for what I did, but took it all in style — Então a lunática finalmente deu as caras com um imenso sorriso no rosto, esticou a mão revelando um tipo de controle com um imenso botão vermelho. Riu de forma insana e então apertou o botão jogando o controle logo em seguida — Feliz aniversário mãozuda — Então lançou um falso bolo branco em direção aos carros da policia.
"Bombs and bullets will do the trick. What do we need here, is a little bit of panic!"
–Já chega! — Vi trincou os dentes e movida por sua raiva começou a correr em direção a outra, foi quando o bolo abriu lançando alguns objetos estranhos no ar. Apesar de ter sido muito rápido Vi conseguiu identificar o que era aquilo, as granadas de Jinx.
Os objetos começaram a se chocar contra o chão pegando de surpresa os desprevenidos, a cena seguinte foi digna de guerra. As granadas não tinham poder de fogo o suficiente para aniquilar a todos mas foi o bastante para causar um tremendo estrago, a delinquente conseguiu se proteger sem dificuldade do ataque da outra. De longe aquilo a pararia mas ficou preocupada com a possibilidade da xerife ter se machucado, lançou um olhar na direção de onde estava sua parceira e conferiu que a mesma estava bem.
"Do you ever wanna catch me? Right now I'm feeling ignored! So can you try a little harder? I'm really getting bored!"
–Laid to rest all my confessions I gave way back when — Jinx cantou mais um trecho da sua musica — Ei mãozuda, gostou da festa? Preparei ela só para você, acredite só estamos começando — Jinx disparou uma rajada em direção a outra que se protegia atrás do carro — But now I’m versed in so much worse, espero que tenha sentido minha falta.
–Vou te matar! — Vi segurou na lateral do carro erguendo o e depois lançando em direção a maniaca, a azulada conseguiu desviar sumindo da vista da punk por um tempo. Depois reaparecendo num andar mais baixo do prédio.
–So I am back again! — Então saltou rolou no chão disparou mais uma vez, se não fosse por sua agilidade certamente teria sido atingida pelo segundo carro — É bom te ver também.
"Come on, shoot faster. Just a little bit of energy! I wanna try something fun right now. I guess some people call it anarchy!"
–Vai pro inferno! — A delinquente lançou mais um carro em direção a magrela de tranças azuis que de contra ataque jogou um tipo de lança fumaças, ofuscando a visão de todos por um momento. Vi sentiu um cano encosta no seu peito ao mesmo tempo que segurava uma das tranças azuis, a fumaça foi baixando deixando as coisas mais claras.
–Não faria isso se fosse você chapeleira ou juro que esfolo o peito dela — Jinx sentia a mira perfeita da xerife sobre si — E você mãozuda não faça um movimento brusco ou vou explodir sua amada xerife, acredite este lugar esta cheio de explosivos — A lunática sorriu — Acho que estamos em um embace.
"Let's blow this city to ashes. And see what Pow-Pow thinks. It's such pathetic neatness. But not for long, 'cause it'll get jinxed!"
Na situação Vi tinha a lunática nas mãos mas não podia fazer nada pois existia o risco do blefe de Jinx ser verdadeiro, já Caitlyn possuía sua inimiga na mira mas não arriscaria o tiro pois sabia muito bem que a lunática não iria morrer sem levar a punk com ela. Por um momento tudo ficou em completo silencio.
–Estão ouvindo? Eles estão chegando! — Jinx gargalhou deixando a delinquente ainda mais nervosa — É vamos todos morrer!
–Cala boca desgraçada! — Vi gritou.
–Ei mãozuda curte fogos de artifícios? — Jinx olhou para cima sorrindo. A delinquente fez o mesmo e quando viu o que estava se aproximando empurrou a magrela e saiu correndo.
–Merda, corre Caitlyn! Saiam todos — Vi corria com toda sua força em direção a sua parceira.
–Vi! Calma — A xerife disparou em direção ao seu alvo em fuga mas acabou por errando o tiro.
–CORREEE! MISSEIS! — A delinquente começou a puxar a xerife pelo braço.
–Espera Vi, calma — Caitlyn olhou para cima e viu alguns rastros no céu de algo vindo em direção a onde estavam — Recuar! — A xerife ordenou.
Os misseis de todos os tamanhos se aproximavam do grande centro, neles pichações com desenhos de todos os tipos. Não demorou muito para começarem a atingir os prédios causando diversas explosões naquela parte da cidade, Jinx foi capaz de naquele dia marca a cidade de uma forma que jamais poderia se imaginar.
A lunática retornou ao seu esconderijo, por mais que não tivesse conseguido concluir o seu objetivo o dia tinha sido bem proveitoso. Certamente a mãozuda e a chapeleira levaram uma dura lição e aquilos só iria trazer mais problemas ainda mais para xerife que teria que lidar com os jornalistas e a população furiosa. Mais uma razão para sorrir.
–Isso é pra você aprender a nunca mais me abandonar mãozuda — Jinx cerrou os punhos.
–É mesmo? Acho que ela entendeu o recado — A figura encapuzada se aproximou da outra erguendo pelo pescoço — Quero que você repita para o seu chefe exatamente o que irei lhe falar, diga a ele " Que seu demônio branco retornou"
O dia seguinte começou cedo para a xerife que já teve uma reunião com as outras figura politicas importantes da cidade, logo após ainda teve de dar explicações para a imprensa que caiu encima sem piedade. Toda essa bagunça causada pela Jinx atrasou seu tão esperado encontro com a doutora para saber finalmente o resultado e por um fim naquela agonia.
Vi mexia em algumas coisas do laboratório pois estava inquieta, todo aquela tensão e suspense que a doutora estava fazendo só a irritava ainda mais. A xerife apenas suspirou enquanto observava a molecagem da sua parceira, normalmente já teria repreendido e falado para ficar quieta mais a situação realmente estava tensa, a mulher magra de longos cabelos loiros finalmente entrou na sala com uma expressão seria. A delinquente parou de mexer nos aparelhos do laboratório e foi para o lado da xerife.
–Então? — Caitlyn perguntou visivelmente nervosa.
–Bom por onde começar, analisei as duas amostra acompanhada da melhor equipe de geneticista de toda essa Valoran. Então tudo que lhe falar a parti de agora é 100% certo — A mulher magra ajeitou os óculos.
–Cara deixar de frescura e fala logo! — Vi protestou.
–Vi! Não seja rude — Caitlyn a repreendeu.
–Tudo bem Caitlyn, entendo a ansiedade da senhorita Vi — Meg voltou a falar — Vou ser direta, o primeiro DNA que foi analisado deu positivo. Realmente a criança é seu parente, mas já o segundo deu negativo.
–Negativo...- Caitlyn sussurrou levando a mão a boca, as lagrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. Um misto de sentimentos tomava conta do seu coração, tantos pensamentos e possibilidades percorriam por sua mente — Ele esta vivo...
–Tem certeza disso? — Vi encarava a outra mulher.
–Sim — Meg confirmo com um sinal positivo.
–Vamos pra casa Cupcake, temos que investigar os médicos agora — A delinquente começou a conduzir a outra — Obrigado.
–Estarei sempre a disposição, bom tenho certeza que vocês tem muito a conversar.
Elas voltaram para casa em silencio, afinal foram muitos acontecimentos para tão pouco tempo. Vi se jogou no sofá e soltou um suspiro cansado, logo sua gorda gata preta pulou em seu colo esfregando a cabeça freneticamente na mão de sua dona, já a xerife foi direto para o quarto pois precisava de um longo banho. Algum tempo depois a punk subiu também para o quarto e se jogou na cama esperando a xerife sair do banheiro, o que não demorou muito. Caitlyn sentou na ponta da cama enquanto secava os longos cabelos castanhos.
–Você sabe que agora vou atrás dele -Caitlyn parou o que fazia.
–Eu sei — A punk falou quase que em um resmungo.
–Vi, sua irmã mencionou algo sobre sua antiga casa...
–Se acha que irei voltar naquele lugar inferno nem fodendo, esqueça.
–Olha meu filho esta vivo e pelo que sua irmã falou estão fazendo algum tipo de "experiencia", não posso permitir isso. Preciso muito de você agora Vi.
–Cara você não ta entendo — A punk levantou da cama — Sabe a Jinx? Então la tem gente muito pior que ela, não vou voltar naquela merda e muito menos irei coloca la num perigo desnecessário.
–Você prometeu me apoiar independe de qual fosse o resultado, tem um crime muito grande aqui. Duas crianças foram trocadas na maternidade, goste você ou não é nosso trabalho investigar, mantenha sua palavra Vi.
–Dane se, não vou manter nada. Olha Cupcake por você eu iria até no inferno, mas você não esta entendo o meu lado se aquela criança estivesse em qual quer outro lugar do mundo eu iria atrás, mas ela esta no único lugar onde jurei não por mais os pés.
–Vi.
–Não esquece — A delinquente saiu do quarto.
A punk andava de um lado para outro no andar inferior, a xerife não veio atrás dela e com razão. Será que Caitlyn não conseguia compreende la? As coisas não eram assim tão simples, tantos lugares para essa criança ir para e tinha que ser logo la; precisava pedir concelhos a alguém, pois a situação ficava mais critica a cada segundo que se passava.
No dia seguinte durante a sua hora de almoço Vi foi a penitenciaria onde seu velho companheiro cumpria a pena, ficou aguardando por um tempo até que um guarda finalmente apareceu conduzindo Grunjão, que sentou se em uma cadeira em frente a Vi que abriu um imenso sorriso ao rever lo.
–A quanto tempo em — Grunje ajeitou se na cadeira.
–Pois é muitas coisas aconteceram nos últimos tempos.... — Vi coçou a nuca.
–Tipo o que?
–Voltei com a xerife, levei um tiro e minha ex ficante resolveu destruir a cidade. Além da minha irmã ter simplesmente ressurgido do além.
–Érrrr as coisas estão bem agitadas para você.
–Preciso de um concelho amigo.
–O que foi?
–Bom você sabe que a um tempo atrás Caitlyn perdeu os bebês dela.
–Lembro sim, foi na mesma época em que a gangue foi capturada.
–Então a um tempo atrás minha irmã ressurgiu do nada e acabou causando a maior confusão na minha vida, numa dessas ela disse que um dos bebês da xerife estava vivo. É claro que aquilo abalou terrivelmente a Caitlyn, começamos a investigar e realmente constatamos que um dos bebês havia sido trocado.
–Ta eai?
–Eai que essa criança esta no único lugar onde não vou por meus pés, sei que a Cait quer muito o filho dela de volta mas não da pra mim Grunje, não naquele maldito lugar.
–Sua velha casa?
–Sim.... se aquela maldita da Kuran não tivesse aparecido...
–Vai acovarda se por causa de um mero medo? Por favor você não é a punk que eu conheço, cara acredite depois que saiu daquele lugar você passou por coisas muitos piores.
–Não é tão simples assim Grunje, ir pra la é colocar a Caitlyn em grande perigo. Se Jinx já é um grande problema sozinha, la vai ter mais oito muito piores.
–Vou te contar um segredo. Apesar de ser um adulto até alguns anos atrás sempre agi como um adolescente imatura, minha esposa estava gravida do Dilan na época o que fez ela sofrer ainda mais. Na ocasião tinha feito merda como sempre e estava devendo uma grana alta pra uns caras, minha família estava em perigo. Estava desesperado por dinheiro o que ganhava na gangue não era o suficiente para cobrir essa divida, foi quando certa vez estava zanzando bêbado na rua pela madrugada. Estava depressivo com a situação, tinha tropeçado em algumas latas de lixo quando ela apareceu; por um momento achei que estava vendo um anjo branco.
–Minha irmã? Como assim?! — A punk exaltou se — Você conheceu minha irmã e não me disse nada!
–Calma Vi, deixe me terminar. Ela fez uma proposta para mim, que apadrinha se você na gangue e tomar conta de você, em troca ela me pagaria grandes quantias em dinheiro. É claro que aceitei afinal apenas tinha que cuidar de uma fedelha para ter essa grana fácil, e foi assim que lhe conheci. Com o passar do tempo aprendi a te enxergar como uma irmãzinha mais nova, continuei mantendo contato com sua irmã. Sinto muito não ter te contado antes, mas isso foi a pedido dela.
–É muita conspiração pra pouco tempo! Porra Grunje, você sabia o quanto queria reencontra la!
–Entendo sua frustração Vi só que esse foi os planos dela, sua irmã age de uma forma muito misteriosa mas parece que tudo da certo sendo do jeito dela. Se ela apareceu para você agora é porque tem seus motivos, ela sabe o que esta fazendo. Vai resgatar esta criança pelo seu bem e principalmente pela xerife.
–Isso ainda não acabou — Vi se levantou.
–Sei que não, Vi. Não fique com medo, acredite sua irmã esta te protegendo o tempo todo.
–Obrigado.
Caitlyn esticou se em sua poltrona, já estava com os mandatos de prisão na mão. Iria formaliza los para poder efetuar o processo legalmente das trocas dos bebês, tinha provas mais que o suficiente agora era só aguarda autorização do juiz. A porta da sua sala abriu e a punk cor de rosa adentrou o recinto.
–Decidiu? — A xerife a encarou.
–Sim, vou te ajudar só que com algumas condições. Vamos resgatar este bebê e ir embora quero que seja algo rápido, nada de investigação muito profunda quanto menor for o envolvimento com aquela gente melhor.
–Ok, detalhes.
–Se Zero estiver falando a verdade é possível que eles ainda utilizem a velha mansão, o problema é que ela esta aos arredores de Zaun então invadi la não será tão simples assim.
–Continue.
–Teremos que ter o máximo de cautela. Vou te dar uma noção, as pessoas que estão naquele lugar são mais perigosas que a Jinx. Contando com ela totalizam se nove.
–Quem são eles?
–Eramos dez assassinos eu fugi pois não aguentava as torturas e trabalhos passados por eles, desde criança eramos treinados para uma função. Cada um de nós tem uma habilidade especifica, Jinx é ágil e muito boa com armas, já eu sou forte e tenho especia lide em mecânica e combate corpo a corpo. Não quero que faça muitas perguntas sobre detalhes do porque de ter escolhido fugir.
–Jinx faz parte então.
–Além desses assassinos a casa sempre foi fortemente vigiada por guardas de armamento extremamente pesado, o lugar é um verdadeiro forte.
–Eles poderiam possuir um exercito mas nada vai me impedir de resgatar meu filho.
–Te entendo Cupcake sei como é dura perder alguém e de repente ele simplesmente reaparecer, mas não vamos agir por impulso.
–Soua meio estranho ouvir isso de você.
–Ei posso ser madura as vezes, vamos por um ponto final nessa história juntas.
–Sim — As duas trocaram sorrisos
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