O lado escuro de Piltover

21 Acerto de contas: O Lobo e a Alcateia


Notas iniciais
demoro pra sair mas fiz um grandão pra compensa. Foi louco escrever esse cap

Vi olhava para o teto sem saber o que fazer, levantou e andou de um lado para o outro, estava inquieta. Aquela noticia tinha sido realmente uma verdadeira bomba, seu coração doía tanto por que nunca acontecia algo bom em sua vida? Sera que os deuses estavam sempre conspirando contra ela? Deuses? Não... nunca acreditou nesse tipo de coisa, quem sabe se ela tivesse conhecido a xerife alguns anos antes as coisas fossem diferentes. Quem sabe as duas se encontra sem pela primeira vez em uma rua qual quer, talvez a delinquente estivesse batendo em um cara e ela viesse defende lo. Ou tivesse a bolsa roubada e o ladrão topasse com a punk levando uma surra, certamente Vi estaria com seu clássico cigarro black stone e sua jaqueta favorita voltando de um bar. E Caitlyn provavelmente estaria usando algum vestido casual, talvez ela ainda fosse uma estudante da academia de policia ou até mesmo recruta. As duas topariam num beco e discutiriam, Vi provavelmente seria irônica e sarcástica já Caitlyn usaria argumentos lógicos e as duas com certeza debateriam até que a delinquente se irrita se. Quem sabe elas soluciona sem um pequeno crime por acaso e talvez se revessem em uma outra ocasião incomum, então caminhariam juntas para algum lugar falando de qual quer coisa. E assim seria por varias semanas até que resolvessem troca contato, Vi provavelmente se deitaria no sofá e encararia o celular pensando se ligaria ou não, já Caitlyn ficaria esperando ansiosa por alguma mensagem ou ligação. As duas marcariam um novo encontro Vi levaria ela para algum bar ou casa de show a xerife ficaria sem graça mas se soltaria depois, agora Caitlyn com certeza a levaria para algum teatro ou coiso do gênero quem sabe para assistir um filme romântico, a delinquente certamente dormiria em qual quer das ocasiões e levaria um tapa por causa disso. Depois desses encontro uma levaria a outra para seus lugares favoritos, talvez em um desses fins de passeio elas caminha sem por um parque ou apreciariam a cidade noturna de um ponto bem alta onde desse pra ver tudo. Independente de qual fosse o lugar, Vi certamente roubaria um beijo dela, Caitlyn coraria e ficaria sem graça mas com um sorriso tímido no rosto. As duas se beijariam novamente, os dias passariam e com o tempo elas finalmente fariam amor pela primeira vez e assim em diante. Começariam a namorar firme, se depende se da delinquente ficariam juntas independente da situação. Certamente brigariam e magoariam um o sentimento da outra mas se perdoariam, quem sabe Caitlyn consegui se convencer a delinquente a entra na policia ou cursa faculdade de alguma coisa. Por mais que não fosse seu estilo fazer algo do gênero mas, pela xerife Vi seria capaz de mudar muitos dos seus hábitos. Hábitos não personalidade, as duas certamente comprariam uma casa teriam alguns bichos de estimação e levariam a vida juntas nos seus altos e baixos.

Mas de longe a realidade era aquele conto de fadas que a delinquente estava imaginando, Vi resmungou e riu sozinha. Nunca foi fã de contos de fada mesmo, a realidade era outra, a garota que ela gosta e que mudou por ela agora estava casada e gravida. O que diminuiu para zero suas chances e pra piorar seus antigos fantasmas voltaram a perturba la, sua vida era muito ordinária. Riu novamente, imaginou como seria se tivesse sucesso na fuga com sua irmã, as duas certamente seriam uma dupla e tanto quem sabe bandidas famosas e procuradas por toda essa Valoran ou vivessem uma vida mais discreta, quem sabe até honesta. Mas isso, era apenas mais um vago pensamento.... pra variar mais uma vez todas as portas se fecharam, levantou se pegou sua jaqueta e saiu. O que precisava agora era de ar puro.

Uma das coisas que a acalmava era pilotar sua moto, dirigir sem rumo apenas seguindo a estrada sem esperar chegar em lugar algum, é assim que tem sido sua vida. Tem caminhado nas cegas sem objetivo ou orientação para onde ir, por um curto momento achou que tinha achado uma razão pela qual lutar e viver mas, se enganou mais uma vez. Sera que se sumi se agora ou morre se alguém sentiria falta? Ou talvez aparece se em seu funeral? Quem sabe seu corpo fosse dado como não identificado. Sacudiu a cabeça, aquele tipo de pensamento não lhe pertencia. Lembrou da promessa que fez pra si mesma que nunca mais perderia pra ninguém, muito menos pra esse tipo de pensamento. Dirigiu para uma área mais afastada da metrópole, indo em direção aos distritos mais afastados. Já fazia algumas horas que estava na estrada, mais ainda era madrugada mesmo assim não conseguia relaxar. Pilotava por um caminho pouco conhecido bem afastado de qual quer distrito, indo em direção a fronteira. Aquele lugar era pouco movimentado o que lhe permitia acelerar ao máximo sem se preocupar com acidente, a delinquente conhecia cada curva daquele caminho. Já que, seu antigo bando o utilizava bastante quando tinham que sumir por um tempo, reduzi o a velocidade apenas seguia olhando reto com um certo receio da escuridão da madrugada, uma escuridão que parecia querer engoli la. Passou por uma figura que pedia ajuda na estrada deserta, deu meia volta pra sorte do infeliz, quando parou a moto ficou surpresa por reconhecer aquele gordo barbudo.

–Grunje? — Ela desceu da moto e foi até ele.

–Você deve ter sido enviada pelos deuses! — O homem a abraçou forte — O que faz por aqui criança?

–Dando uma volta mas, e você o que esta fazendo aqui?

–A mesma coisa, vim esfriar a cabeça quando a merda do meu triciclo me deixa na mão!

–Qual o problema?

–Essa porcaria ficou sem gasolina — Grunjão chutou a moto irritado.

–Serio isso? — A punk começou a rir — Como você pode ser idiota o suficiente pra vir pilotar numa estrada dessas com pouca gasolina?

–Tanta coisa na cabeça... agora compartilha um pouco da parada ae, da pra gente chega até aquele posto sabe.

–Nem fodendo, se quiser vai andando — A punk subiu na moto e deu partida.

–A qual é Vi você não vai da essa mancada né?

–Vou — Ela acelerou a moto e começou a se afastar.

–Não não não não VI! Porrraaaa volta aqui.

Ele observou desolado a moto se afasta, a punk deu a volta e parou novamente ao lado de seu velho companheiro que deu lhe um tapa na cabeça como punição pela brincadeira. Os dois seguiram até um posto solitário na estrada, onde tinha um barzinho decrepito que costumava ser frequentados por alguns velhos criminosos que iam lamentar suas péssimas escolhas e arrependimentos no álcool, longe de qual quer tipo de sociedade. Almas amarguradas como a sua, na ocasião tinha apenas três clientes perdidos em seus próprios problemas. E pra finalizar a musica de fundo combinava com o clima do lugar, a dupla foi até o balcão e pediram uma cerveja.

–Por que esta por aqui? — Grunje perguntou.

–Precisava sentir um pouco da minha antiga liberdade — Vi respondeu desanimadamente.

–Não esta feliz na policia? Alias como conseguiu entrar?

–A xerife diz que viu potencial em mim então fez um acordo, se eu usa se minhas habilidades para combater o crime todos os meus crimes seriam perdoados. Só que em compensação eu teria que ser parceira dela e ficar sobre vigilância 24 horas.

–Eu fiquei surpreso quando te vi na TV e depois no beco, fez bem em tomar um rumo criança.

–Rumo...- A delinquente riu ironicamente enquanto girava a garrafa de cerveja.

–O que foi Vi? Seu olhos transmitem uma tristeza profunda, é difícil você demonstra sentimento. Mas se eu estou conseguindo enxerga isso, é porque é grave.

–Não é nada.

–Pode falar pro seu amigo.

–É serio não é nada.

–Vi, você não me engana. Tenho certeza que não te encontrei nessa estrada por acaso, sabe essa vida de foragido me fez acreditar em certas coisas como destino ou sinais.

–Destino... — Riu novamente.

–Diga logo criança.

–Minha vida esta completamente sem rumo...

A delinquente explicou com detalhes tudo o que tinha acontecido, desde o acidente da mina até atualmente. Seu amigo escutava atentamente, quando ela terminou um breve silencio caiu.

–Você realmente gosta dela, incrível a forma como mudou para se adaptar a ela. Quem diria que esse lobo ficaria apaixonado, logo você que estufava o peito pra zombar do amor — Grunje soltou um riso.

–Sabe o amor é que nem uma prostituta, a diferença é que ela ganha dinheiro pra ser fodida.

–Eu sei que esta sofrendo Vi, mas se afundar novamente nas drogas não ira ajudar em nada.

–Dane se.

–Pode chorar.

–Oi? — A punk o encarou confusa.

–É visível que quer chorar, eu sei que queria desabafar com alguém.

–Parece até que não me conhece mais Grunje, sabe muito bem que não sou de ficar com essas frescuras.

–Você não tem que bancar a durona o tempo inteiro — Grunje a abraçou.

–Para de frescura cara — A voz da punk saiu falhada e ela sentiu um fio de lagrima escorrer por seu rosto.

–Não se preocupa punk machona, você é uma pessoa muito forte e obstinada que não conhece a palavra derrota e sabe batalhar por cada vitória. Você não é uma máquina sem sentimentos, você é um ser único que sente dores e alegrias, que rir e chora como qual quer ser que possua coração. E eu sei que apesar dessas barreiras e preconceitos que a sociedade criou a sua volta, bloqueia seu verdadeiro eu — Grunje afagou a cabeça dela — Essas barreiras impede que os outros não enxergue essa guerreira que você é minha criança, e acredite você vai superar tudo isso simplesmente por ser a Vi. A guerreira, a lutadora, a amiga e simplesmente a mulher. Sabe tem uma parte boa em ter essas barreiras em sua volta, porque só assim as pessoas persistentes que realmente gosta de você vão lutar para superar cada nível até chegar nesse seu coração mole mais de ferro. O amor que você transmiti pras pessoas ao seu redor Vi é único, claro que do seu jeitão de demonstrar. Isso te faz especial da maioria das pessoas, só que elas esquecem que você também é humana. Eu não posso ajudar você em seu problema, porque é algo que você terá que enfrentar sozinha. Mas eu estou aqui pra te ergue caso você caia, acredite você não esta só.

–Viro filosofo é? — A punk falou esfregando as lagrimas que escorria.

–Filosofo, amigo, irmão. O que for necessário pra te ver sorrir — O homem a abraçou mais forte.

O sol começava a raiar quando eles saíram do bar, respiraram fundo o ar limpo da manhã. No fim das contas o que a delinquente precisava era desabafar com um amigo, mas estava na hora dela também o ajudar.

–Por quanto tempo pretende continuar nessa vida? — Os dois caminhavam até as motos.

–Eu não sei — Grunje coçou a barba.

–Olha eu consigo convencer a policia a fazer um acordo legal pra reduzir a sua pena e quem sabe conseguir alguns recursos. Mas você precisa se entregar e falar onde os cristais estão.

–Preciso de um tempo pra pensar.

–Foi o que me disse da ultima vez, Grunje seus filhos estão crescendo sem você! Pensa um pouco na sua família.

–Eu te prometo dar uma resposta, mas deixar eu clarear a mente.

–Ok, podemos nos encontrar aqui?

–Claro.

–Traz o Zoio.

3 meses depois.

Caitlyn estava nervosa já que finalmente iria fazer sua primeira ultrassom para saber o sexo do bebê, a barriga já estava visível e é claro com a noticia todos os membros da família vieram paparica la. Sentia se um pouco insegura por ser mãe de primeira viagem e por não ter planejado aquilo ainda, ainda mais em um momento na qual esta tão sobrecarregada de problemas. Ao lado sua mãe que estava mais ansiosa que ela para saber o sexo do futuro netinho, e do outro o papai que tinha um sorriso orgulhoso no rosto. O médico a chamou, Caitlyn respirou fundo entrou na sala e deitou se na cama, começou os preparativos.

–Vamos ver quem esta escondido ai — O médico fez uma brincadeira — Esta pronta mamãe?

–Sim — Caitlyn respondeu com um sorriso. A torcida estava na expectativa, o médico começou a passar um aparelho por sua barriga ele estava acompanhado de sua enfermeira que falou alguma coisa para ele, os dois ficaram sérios por um momento. O que fez a xerife se sentir tensa, mas logo o médico virou se e abriu um grande sorriso.

–Ora ora ora, acha que temos um penetra aqui!

–Como assim? — Jayce perguntou confuso.

–Papai o senhor não vai ter apenas um bebê e sim dois, parabéns são gêmeos! — O médico mantinha um largo sorriso.

–Pelos deuses! Ouviu Caitlyn gêmeos! Não acredito — Alexandra estava quase que saltando de alegria.

–Uau não sei nem o que dizer, não esta feliz amor? — Jayce olhou para a xerife que estava com um olhar nada feliz — O que foi?

–Nada não, só fui pega de surpresa....nossa dois.... — Caitlyn estava visivelmente nervosa.

–Bom agora vamos saber quem é quem — O médico voltou a mexer o aparelho olhando atentamente para o monitor — O grandalhão ali é um belo de um rapaz.

–Isso! — Jayce fez um movimento de vitória com a mão.

–Agora vamos ver o outro que esta escondidinho — O homem mexeu novamente o aparelho — Que sorte em mamãe, temos um belo casal aqui. É uma futura dama.

–Não acredito! — Alexandra quase gritou na sala, ela foi até a filha e segurou sua mão com um imenso sorriso no rosto — Filha você deu o segundo melhor presente de toda a vida da sua mãe, estou muito orgulhosa de vocês dois. Tenho certeza que serão uma linda família.

–Querem escutar o coração deles? — O médico perguntou. A consulta durou mais um tempo com o médico dando algumas explicações da posição de cada um e como eles interagem.

Na volta pra casa a xerife se manteve em silencio enquanto seu esposa e sua mãe não paravam de falar. O carro estacionou em frente a grande mansão de seus pais, ao entrar no saguão teve uma enorme surpresa ao ver quase todos os seu parentes ali. Em um tipo de festa surpresa, de repente uma leva de perguntas todas de uma vez tomarão conta do recinto.

–Vamos filha todos querem saber dos futuros membros da família — Alexandra a incentivou, mas Caitlyn estava nervosa demais pra falar.

–São gêmeos! — Jayce tomou a palavra e encheu o peito ao falar de sua futura prole.

Todos vieram desejar felicidades ao casal e uma pequena festa foi feita até o anoitecer. Caitlyn aproveitou da distração de todos e afastou se, todos realmente ficaram feliz e ela também ao saber que estava gravida. Mas no fundo não se sentia preparada para algo de tamanho porte nem tinha planejado aquilo, pensou qual foi o momento que ela poderia ter engravidado já que era super cautelosa com isso. Foi quando lembrou se daquela briga com Jayce a alguns meses atrás.... respirou fundo, porque aquilo tinha que acontecer justo agora? Jinx destruindo a cidade, C fazendo roubos milionários.... sua vida de longe estava calma. Lembrou se da expressão da delinquente quando soube da noticia, nunca tinha visto um olhar de tanta decepção e confusão em uma unica pessoa. A xerife sabia a razão dela estar usando drogas, e a possibilidade daquilo piorar fazia sua espinha arrepiar.

–É mamãe tem alguns desafios a superar antes que vocês nasçam — Ela acariciou a própria barriga.

–Curtindo os filhotes? — John se aproximou dela.

–Colocando os pensamentos em ordem.

–Uma boa noticia no meio de tanto caos, deve esta sendo difícil pra você lhe dar com essa novidade mais os problemas da delegacia.

–Vou colocar tudo em ordem pai.

–Apenas não se esforce demais, não se esqueça que estamos aqui pra sempre te apoiar.

–Obrigado.

Madrugada.

E percorria pelas sombras até a entrada de ar, invadindo a e adentrando o prédio. Algumas câmeras tinham sido desativadas, não teve muito problema em passar pelos guardas já que não tinha sido detectado. Caminhou tranquilamente até a porta do grande cofre, encostou a mão na trava de segurança alguns segundos depois a grande porta se abriu. Caminhou sem pressa ao seu redor as barras de ouro reluziam, procurou pelo pequeno compartimento secreto que o levaria ao seu objeto desejado. Como já sabia sua localização não teve muitas dificuldades para encontra lo, abriu revelando outra trava eletrônica. Aproximou sua mão esquerda e da luva uma pequena onda de energia foi descarregava destravando a porta oculta. Ele entrou e jogou uma bomba de gás revelando os laser invisíveis que o impedia de chegar até o seu objetivo. Ativou o seu comunicador dando ordens para alguém, alguns segundos depois todos os sensores que guardavam o local foram desativados. Ele sorriu e foi até o pequeno chip que flutuante, quando o pegou um escandaloso alarme disparou algo que não tinha previsto. A porta do cofre começou a se fechar, ele correu mas antes jogou uma carta dentro do recinto, na sua rota de fuga vários guardas surgiram atirando sem receio. Ele corria para o andar de cima, mas os guardas surgiam de todos os lados cães foram soltos perseguindo o, um dos animais agarrou sua canela e outro seu braço. Para fugir usou uma descarga elétrica que fez os cães o soltar caindo atordoados, conforme ia subindo podia ouvir barulho de hélices. Chegou ao telhado o helicóptero rodava sobre o prédio, uma corda foi jogada e ele se agarrou os guardas alcançaram o terraço e começaram a disparar. O helicóptero virou o bico ficando de frente com os agentes e então descarregou uma rajada de tiro contra os homens, todos atingidos.

Na delegacia todos queriam acariciar a barriga da xerife, mas é claro que apesar do afeto excessivo ela manteve sua postura profissional. Uma das coisas que aconteceu que pode se dizer "boas" é que Jayce já não esta mais com aquela possessividade de antes, e ele perdeu um pouco o foco de querer mata a punk. Falando na punk desde aquele dia mal conversou ou falou com ela, não saberia dizer se aquilo estava sendo bom ou ruim. Por enquanto o melhor era não se preocupar com isso, já tem problemas demais na cabeça. A dupla dinâmica entrou na sala com uma expressão muito seria, a xerife apenas suspirou.

–Qual é o problema — Caitlyn falou num tom serio.

–C voltou a ataca — Tay respondeu.

–Só que dessa vez ele roubou algo extremamente valioso — James complementou.

–E o que seria? — A xerife arqueou as sobrancelhas.

–Um microchip, só que esse chip tem todas as informações e mapa detalhado da cidade. O pior é que nele esta também o nosso avançado sistema de segurança -Tay ajeitou os óculos.

–Não se sabe como ele conseguiu essas informações pois o cofre na qual ele estava escondido era muito secreto, tanto que antes de entrar nessa sala existe outra cheia de barras de ouro justamente para distrair qual quer tipo de criminoso — James mantinha uma certa indignação na voz.

–Mas ele não é qual quer criminoso — Caitlyn refrescou a memoria deles — Agora estamos complemente a merce dele.

–Na fuga ele matou vários guardas e aparentemente somente o sistema de segurança interno do próprio chip foi capaz de detecta lo. Achamos que ele esta trabalhando pra alguém já que um helicóptero o aguardava para concluir a fuga — Tay terminou o relatório.

–O momento não podia se pior.... — Caitlyn reencontros em sua poltrona — Eu vou investigar o caso.

–Podemo cuidar disso xerife, não queremos que a senhora passe estresse — Tay falou.

–Não eu vou investigar isso.

–Tudo bem então.

1 mês depois.

Vi se encontrou mais uma vez com Grunje e Zoio, tinha sido assim nos últimos tempos. O único momento na qual se sentia feliz e um pouco mais aliviada era quando estava junto deles, relembrava os velhos tempos na qual sua unica preocupação era em que bar ir. Só que o trio mal sabia que seu breve momento de paz poderia esta contado, Castor curioso por saber pra onde tanto aqueles dois iam todas as noites resolveu segui los e é claro que ele os encontrou com sua antiga companheira, ele esta omitindo isso de seu líder por enquanto mas não sabe por quanto tempo. Por mais que não tivesse desafeto com a delinquente seguir seu chefe era mais confortável, tinha que tomar uma atitude antes que Grunje e Zoio resolve se delata los. Se houvesse uma traição certamente não seriam perdoados.

Jinx aguardava impaciente sua chamada de vídeo completar, finalmente a pessoa apareceu.

–E então? — A voz robótica soou.

–Nos últimos seis meses eu não tenho mais enfrentado a xerife, somente o numero seis. Então resolvi investigar o porque dela ter sumido, descobri que esta gravida.

–De quanto tempo?

–Seis meses.

–Hum.... você me deu uma excelente ideia X, sabe qual hospital ela esta frequentando?

–Sim um particular.

–Ótimo...

1 mês depois.

O trio saiu do bar já com os raios de sol, tinha sido assim sua rotina nos últimos dois meses. Mas hoje o dia estava diferente Grunje e Zoio tinham um sorriso no rosto.

–Eu pensei bem no que você me disse a alguns meses atrás e decidi me entregar — Grunje falou fazendo a delinquente o encara lo.

–Se ta de zoas né? — Vi não podia acreditar.

–Sim, eu não sou mais um garoto de 20 anos pra ter esse tipo de aventura. Eu amo minha família viver sem eles esta sendo muito pior e doloroso do que essa falsa liberdade.

–Bom sem você a gangue já virou uma merda, e agora sem o gordo também não tem muito o que eu fazer por la..... — Zoio fez um comentário. A delinquente não sabia o que falar, apenas sorriu para o seus dois amigos.

Antes do inicio do expediente os três foram até uma lanchonete e tomaram café, causaram certo receio nas pessoas que estavam la pela aparência e horário. O trio estacionou em frente a delegacia, Grunje e Zoio sentiram um certo receio de entrar mais agora não tinha como voltar atrás iriam enfrentar o leão, eles entraram caminhando um pouco atrás de sua companheira. Por estarem junto de Vi não foram barrados ou questionados por ninguém, mas os olhares tortos não eram nada discretos. Eles entraram na sala da xerife que ainda estava vazia, o que era estranho. Já tinha se passado 20 minutos e nada da xerife, a mesma chegou depois um tanto apressada pelo atraso, espantou se por ver três intrusos ali.

–Pois não? — Caitlyn sentou se em sua poltrona e percebeu que a delinquente encarava sua barriga.

–Eles vieram por um fim em um caso que já durou tempo demais. Este é Grunje e Zoio eles são antigos companheiros de gangue e vieram se entregar, irão delatar a localização dos cristais roubados e do restante do bando, mais pra isso terão algumas condições — Vi a encarava nos olhos.

–Sabe que posso prende los agora e não atender suas exigências não é?

–Eu não os traria aqui se você realmente fise se isso.

–Ok vamos pra sala de interrogatório um de cada vez. Guarda — Um homem entrou na sala — Por favor leve esse senhor para cela e o outro para sala de interrogatório. Não se preocupem é procedimento.

Grunje aguardava com certa tensão naquela maldita sala, composta somente de uma mesa com duas cadeiras e um espelho falso. Através do espelho a delinquente acompanhava seu amigo, junto dela estava a dupla implacável. A xerife entrou sentando se em frente ao homem.

–Aqui é a Xerife Caitlyn são exatamente 10:23, terça feira interrogatório com o senhor Morgan Hankof, acusado de envolvimento em um roubo a uma industria de mineração. Iniciando interrogatório — Caitlyn colocou o gravador encima da mesa — Senhor Morgan qual foi a o motivo do roubo?

–Meu chefe nos falou de um trabalho milionário e que seria muito fácil. Ele negociou com alguns magnatas de Zaun que tinha interesse nos cristais, a única coisa que precisávamos fazer é rouba los.

–Quem eram esses clientes?

–Não sei te dizer já que não tive acesso ao cliente, eu apenas executei o plano. Mas ouvi falar que eram cientista.

–A negociação foi efetuada?

–Não, após roubo levamos algumas amostra de cristais. Só que antes de fechar o negocio, o interessado queria testar se realmente eram os cristais originais. É claro que isso durou por volta de 3 meses, com diversos teste mas nada das paradas funcionarem, então fomos acusados de que eram falsos e o acordo não foi fechado.

–Esse cristais só podem ser usados com um determinado tipo de tecnologia. O senhor tem noção do poder que eles possuem? Uma quantia x pode fornecer energia pura e não poluente por um longo período, tem ideia do que nas mãos erradas o quão perigoso seria?

–Não senhora.

–Antes da invasão da mina houve algum planejamento?

–Sim calculamos tudo meses antes, colocamos alguns homens infiltrados para saber melhor sobre o local. Invadir um lugar daquele porte não poderia ser feito sem um estudo antes, depois de obter todas as informações necessárias colocamos o plano em ação. Não tivemos muitos problemas em abastecer o caminhão, o grande desfecho veio quando meu chefe perturbado queria eliminar as testemunhas que eram por volta de dois mil. Houve uma discussão e ele prendeu todo mundo dentro de um túnel e explodiu a entrada na esperança de fazer eles morrerem soterrados ou sufocados.

–Mas seu plano não deu certo em nenhum aspecto.

–Exatamente.

–Os cristais estão com vocês?

–Sim meu chefe resolveu guarda los.

–Onde?

–Num ferro velho próximo ao distrito 43 quase que nos limites da fronteira da cidade.

–O restante do grupo onde esta?

–No ferro velho, estamos usando o lugar como esconderijo.

–Por que o senhor se entregou após tanto tempo?

–Não vale a pena viver uma falsa liberdade se não posso ver minha família.

–Ok, fim de interrogatório.

Algumas horas depois a xerife reuniu todos na sala de reunião, iriam por um fim naquele maldito caso.

–Se as nossas acusados estiverem certos esse caso sera encerrado em três dias — Caitlyn falou.

–Três dias? É muito pouco tempo para nos organizarmos — Tay assustou se com o curto prazo.

–Ela tem razão xerife, quem garante que as informações são verdadeiras? — Jayce tomou a palavra.

–Eles não estão mentindo, ou acha que viriam até a delegacia contariam uma história só pra gastar o tempo da policia? — Vi intrometeu se.

–De gente dessa laia é melhor não confia — Faísca eram soltas pelo olhar dos dois.

–Se não agirmos rápido eles vão da falta dos dois e com toda certeza fugiram.

–Vi tem razão, não temos muito tempo — James também entrou no debate.

–É por isso que vamos executar um plano hoje, eu quero pegar pessoalmente esses criminosos senhores — Caitlyn sorriu.

–Ir pra essa operação nesse estado? Claro que não! — Jayce protestou.

–Aqui quem manda sou eu oficial não se esqueça — Seu tom de voz era frio.

–Ele tem razão xerife é perigoso tanta adrenalina em um estagio já tão avançado de gravidez — Tay interviu.

–Este caso é meu, eu o comecei e eu irei termina lo — A xerife colocou um ponto final na conversa.

2 dias depois.

Castor caminhou um tanto apressado até a salinha, entrou e encontrou seu chefe debruçado sobre a mesa provavelmente bêbado. Foi até ele com certo receio já que sabia do temperamento imprevisível e explosivo.

–Cedric... — Ele chamou — Cedric — Tentou num tom mais alto. Como não resolvia mexeu no braço do homem.

–O QUE FOI PORRA? NÃO PERCEBEU QUE ESTOU DORMINDO VIADO DO CARALHO! — Cedric acordou já explodindo.

–Zoio e Grunje não aparecem a dois dias — Castor falava numa voz mansa.

–Você veio me acorda pra isso? Ta afim de levar um tiro na testa arrombado?

–Eu segui eles a um tempo atrás e eles tem se encontrado diariamente com a Vi.

–O QUE? E SÓ AGORA VOCÊ ME FALA ISSO PORRAAA, é obvio que eles tão tramando algo, tu é muito burro mano — Cedric pegou seu subordinado pela gola — Reuni todo mundo precisamos sair daqui.

–Vamos levar os cristais?

–É claro que sim seu pateta.

–Arrumar caminhões pra eles não vai ser fácil.

–Se vira, eu quero esses caminhões até á madrugada. Depois que fugirmos vamos mata esses traidores.

Era madrugada e nada dos caminhões chagarem, Cedric caminhava de um lado para o outro preocupado se aqueles dois tinham se entregado para policia ou não. Se isso realmente tiver acontecido a policia poderia aparecer por ali a qual quer momento, então pra se prevenir todos os seus homens estavam em alerta. E nada dos malditos caminhões chegarem. Cedric sentou se por um momento no chão, quando escutou barulhos de carros se aproximando e logo seus homens começaram a gritar. Ele levantou se e sons de hélices tomaram conta do lugar, la fora a escuridão era quebrada pelas luzes azul e vermelho das viaturas que cercavam o local. E no céu dois helicópteros faziam a escolta aérea, estavam completamente cercados; a xerife não poupo recursos para finalizar aquele caso.

–Merda...- Cedric recuou para dentro do velho galpão junto de seus homens.

–Entreguem se vocês estão cercados — Um policial falou através do megafone.

–E agora o que vamos fazer? — Um de seus capangas perguntou nervoso.

–Cala boca, não vamos nos entregar — Cedric cerrou os dentes — Eu já devia ter matado aquela vadia.

–Eu não vou ficar aqui é melhor nos entregar acabou — O homem começou a sair do recinto, mas foi parado com dois tiros nas costas.

–Ninguém sai daqui entenderam? — Cedric girou o corpo apontando a arma para todos.

Uma serie de negociações começaram a ser feitas, ambos os lados estavam tensos com um possível tiroteio. Por maior que fosse a pressão e o fato de estarem sem saída, Cedric continuava em sua teimosia de não se entregar o que aumentava ainda mais o medo em seus subordinados. Que estavam com medo da policia e de seu chefe louco que poderia atirar neles em qual quer sinal de desobediência. As horas foram se passando e o sol já estava alto quando a policia resolveu agir, bombas te efeito moral foram atiradas dentro do galpão. Os homens desesperados corriam para todos os lados tentando fugir disparando tiros a cega, a policia invadiu rendendo os homens atordoados. Cedric fugiu para dentro de sua sala, agora sim estava completamente encurralado. A policia cercou o local onde o bandido se escondia, todos já tinham se rendido e levados até a viatura menos ele.

–Desista esta completamente cercado — Caitlyn falou.

–Quem garante que quando eu sair daqui vocês não vão atirar em mim? — Cedric espiou por uma fresta na porta e localizou a xerife, ao seu lado a pessoa que mais odiava no mundo.

–Eu garanto.

–Quero um colete.

–Ok vamos providencia um.

–Eu quero o seu colete xerife.

–Não.

–Quem garante que vai me dar um colete de verdade? Se não for o seu eu juro que morro mais levo ao menos dois comigo.

–Ok eu te dou meu colete.

–Não faz isso Caitlyn, eu conheço esse cara ele ta tramando algo — Vi colocou se na frente dela.

–Vai da tudo certo ok? Confie em mim — Caitlyn entregou seu colete até um policial que o deixou encostado na porta ao alcance do bandido — Muito bem tem o seu colete.

–Deixa eu vestir — Cedric colocou o colete — Dane se eu vou morrer mesmo.

O homem abriu a porta repentinamente e descarregou sua arma contra a xerife que caiu ferida. Vi não sabia se socorria a xerife ou matava o desgraçado, ele optou pela primeira opção pegando a xerife no colo e saindo correndo desesperadamente enquanto o bandido era fuzilado atrás de si. Ela passou pelo mauricinho que arregalou os olhos ao ver sua esposa ferida.

–Liga essa maldita viatura! — Vi gritou para ele enquanto entrava no banco de trás com a xerife. Jayce assumiu o volante. Vi tirou as manoplas e as jogou de qual quer jeito no banco da frente, rasgou um pedaço de sua blusa e tentou estocar o sangue fazendo pressão com a mão.

–Vi.... acho que estou em trabalho de parto — Caitlyn falou com dificuldade.

–Justo agora? Mas não esta no tempo ainda são apenas 7 meses. Porra Cait tenta segura um pouquinho!

–Se eu não tivesse morrendo de dor agora..... eu... eu juro que te dava uns tapas.

–Eu falei pra você não fazer aquilo, maldito — Vi rangeu os dentes.

Demorou muito até que eles chega sem ao hospital, o banco do carro e as mãos da delinquente estavam completamente vermelhos. Vi sentia um desespero incomum tomar conta de si por ver a pessoa que tanto ama agoniza daquele jeito, Caitlyn suava frio e não conseguia mais esconder sua expressão de dor. Ela foi atendida imediatamente e levada a UTI, nem mesmo Jayce que era o pai pode acompanha la já que sua situação era grave. Os médicos iniciaram os procedimentos de averiguação e contataram que a situação da mãe não era nada boa, muito menos a dos bebês. O médico se aproximou do herói e o chamou para um canto.

–Olha eu vou ser sincero com o senhor, o parto é de alto risco tanto pra mãe quanto para os bebês. Infelizmente a bala acertou uma das crianças, os dois estão mal posicionados para um parto normal e ela não aguentaria por eles serem prematuros e por ela esta muito fraca, e perdeu muito sangue. Podemos salvar apenas um ela ou o bebê que restou, lembrando que por ser extremamente prematuro a chances dele sobreviver são muito baixas.

–Salve a minha mulher doutor — Jayce tinha tomado a decisão.