O lado escuro da lua
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Nosso casamento
Casamento é coisa séria.
Casamento é pra vida toda.
Foi isso o que eu ouvi diversas vezes da minha mãe sempre que ela é meu pai acabavam discutindo por assuntos que eu nunca sabia quais eram e questionava o motivo de um sempre pedir desculpas ao outro ao final de cada uma dessas discussões ao invés de se separarem comovi os pais de vários amigos meus fazerem. O casamento deles era o meu exemplo. Meus pais enfrentaram altos e baixos mas sempre defendiam um ao outro, e agora que eu sabia da verdade eu os admiro ainda mais. Só Deus sabe a quantidade de coisas que eles enfrentaram durante todos os anos de casamento.
— Você está ficando linda – disse Claire ao finalizar o meu cabelo. Estava me arrumando no meu quarto antes de irmos para o fórum, nosso casamento seria realizado no civil e depois teríamos uma recepção que estava sendo preparada para comemorar.
Kim agora começava a me maquiar.
— Ainda mais linda, você quer dizer Claire. – Kim a corrige. – Você está nervosa, não fique. A cerimônia no civil é bem rápida, logo será oficialmente uma Black.
— Vou continuar usando meu sobrenome – corrigi. – É a única coisa que não abro mão, usar o nome do meu pai.
Percebo os olhares de Claire e Kim.
— O Jake, ele concordou com isso? – questionou Claire
— Sim – respondi o óbvio. – Caso contrário não haveria casamento.
— E quando vocês tiverem filhos, como será? – Foi a vez de Kim questionar. – Digo por mim, não consigo me ver usando um sobrenome diferente do dos meus filhos.
— Bem, quando chegar o momento nos conversaremos sobre. Não é o momento, não tão cedo.
Consegui ouvir claramente quando o carro de Charlie parou em frente a casa, ele costumava passar todas as manhãs na mansão Cullen desde que soube que a filha não havia morrido realmente. Ele e Liz também estão bem próximos. Charlie não parecia temer uma casa cheia de vampiros quando o assunto era ficar perto da filha e neta.
Eu o ouvi subindo as escadas e sendo acompanhado por Sue. Eles entraram juntos no meu quarto e a essa altura eu já estava quase pronta, tinha acabado de colocar o vestido escolhido para o dia que deveria ser um dos mais felizes da minha vida, mas estranhamente eu não me sentia assim.
— Não é porque você está fazendo tudo muito rapido que algumas tradições não serão mantidas. – Sue iniciou o assunto me fazendo prestar atenção nela.
— Isso é pra você. – disse Charlie me entregando uma caixinha de veludo vermelha quadrada. Eu a abri, e dentro havia uma gargantilha com uma pedra azul no pingente, nunca fui boa com joias mas acreditou-se tratar de uma safira.
– Algo novo e algo azul. Para um futuro promissor com seu marido, e também para que o amor reine em seu lar. – Sue me explicava de um modo que eu conseguisse entender o significado daquela tradição.
— É tão lindo. Obrigada – agradeci passando a joia para que Claire colocasse no meu pescoço.
— Também precisa de algo antigo. – Charlie continua a falar e me mostra um broche que também tem pedrinhas azuis – e emprestado, isso é da sua prima, Bella. Acredito que tenha algo a ver com fertilidade e sucesso nesse casamento.
Charlie se aproximou e beijou minha testa.
— Seus pais e seu irmão teriam muito orgulho de ver a mulher linda e responsável que está se tornando. Quero que saiba que não importa quem você seja, ou o que o seu marido seja se ele te fizer qualquer mal, volte correndo pra cá e terei com ele uma conversinha envolvendo balas de prata.
Claire, Sue e Kim deram risadas. Eu joguei meus braços em Charlie, o puxando para um abraço e fiquei grata por Kim ter usado maquiagem a prova d’água ou já estaria parecendo um urso panda.
Por opção minha, seguimos para o fórum na minha picape mesmo. Charlie dirigia dessa vez. A medida que nós aproximávamos meu coração disparava em um ritmo frenético. Antes mesmo de descer eu avistei Jake com o semblante preocupado que se transformou no instante em que me viu.
— Oi – falei tímida ao ser ajudada a descer do veículo por ele.
— Como pode ser possível ficar ainda mais linda. – ele elogiou me fazendo ficar vermelha. – Já podemos entrar, já devem chamar os nossos nomes.
— Tem certeza que realmente quer isso, Renesmee? – Charlie me questionou pela décima vez desde que entramos no meu carro, eu movimentei minha cabeça positivamente. – Tudo bem então, vamos lá casar você.
As testemunhas escolhidas para esse dia não poderiam ser outras se não o Quil e a Claire. Como previsto, a cerimônia foi bem rápida e tiramos algumas fotos por lá também para deixar registrado esse momento.
— É de livre e espontânea vontade que aceita essa mulher como sua legitima esposa?
— Sim – Jake respondeu. Eu podia sentir que ele também estava nervoso graças aos seus batimentos cardíacos mas também pelo suor em sua mão entrelaçada a minha.
— E de livre e espontânea vontade que aceita esse homem como seu legítimo esposo?
— Sim.- respondi trêmula
O beijo para selar a união veio com doçura. Cheio de carinho diferente da maioria dos beijos que já trocamos.
— Eu sou teu enquanto nos dois vivermos. – Jake fala pegando minhas mãos e as beijando.
— Eu sou tua, até que meu coração pare de bater. – falei olhando em seus olhos.
Ao chegar a reserva fomos recepcionados por uma festa muito maior do que eu esperava. Assim que descemos do Austin de Jacob, fomos recebidos primeiramente por suas irmãs. Eu não tinha muito contato com Rebecca, ela claramente desaprovava a minha relação com o irmão, mas em nome do bem estar da família não dizia nada a respeito e parabenizou o irmão primeiro com um abraço, assim como Rachel fez comigo.
— Você é oficialmente da família agora, tudo o que precisar pode falar comigo. – Rachel comenta durante seu abraço. – Não tenha vergonha, somos irmãs agora.
— Obrigada Rachel.
— Bem vinda a sua nova casa, senhora Black – disse Rebecca, embora eu tivesse certeza que ela também sabia sobre a minha decisão de manter meu sobrenome. Dei um olhar sugestivo para Jake, que se limitou a subir e descer os ombros como se não fizesse ideia do motivo que a irmã tinha para tocar no assunto sobrenome de forma indireta.
— Eu já posso te chamar de filha? – Billy me pergunta.
— Claro que pode – respondi. Depois de cumprimentar e receber as felicitações de todos ali, eu pedi licença par Air trocar o vestido que usava, que embora fosse na altura do joelho ainda assim era um tecido quente e estava começando a me incomodar.
Entrei na casa onde eu viveria a partir de então, percebendo que ainda faltavam muitos móveis o que não era para menos já que entre noivado e casamento pouco menos de um mês se passou. O quarto que ocuparia com Jacob era o único cômodo totalmente mobiliado, e a cama era uma das maiores do mercado para que meu marido pudesse ficar confortável na mesma.
Minha festa de casamento estava só começando, e eu tinha a impressão que essa data entraria para a memória dos convidados não só por ser o casamento de um Black. Eu sabia que algo aconteceria, só não sabia dizer se era a intuição ou então apenas nervosismo.
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