O início do fim
2 O início do fim.
Notas iniciais
Depois de tudo "resolvido", todos achavam que a história havia chegado ao fim, mas estava apenas começando.
Snow e Arya presos, tudo bem, mas a substância? A polícia anunciou que nada havia sido encontrado em seus apartamentos ou qualquer outro ambiente que frequentavam.
Se havia sido interessante tentar descobrir quem pegara o frasco, imagine descobrir o que aconteceu com o mesmo...? Daenerys sentia a ganância de saber mais.
...
Dias estavam passando, as pessoas pararam de comentar e querer saber mais, apenas os envolvidos ainda se preocupavam com o destino daquilo. Como eles sabiam, em mãos erradas poderia acabar com a humanidade.
Nada fazia sentido, as pistas não levavam a lugar nenhum! O que estava faltando?
Anotações:
Sabe-se que Snow não queria que a substância fosse enviada para outros laboratórios para sua distribuição como medicamento.
Sabe-se que Arya não sabia da gravidade de seus atos até fazê-los. Ela estaria colaborando com as investigações mas ainda tinha medo de seu ex-amante.
Tyrion sentia medo, mas havia contado para a polícia de ver Snow comentar algo sobre algum tipo de cofre ou esconderijo para "o prêmio" que havia conquistado.
Alguns registros médicos em nome da ex-mulher de Snow haviam sido ignorados pela polícia.
Depois de ler e ler centenas de vezes aquele pepel na parede, Daenerys começou a bolar algumas possibilidades:
1- Se eram células simples que curariam o câncer de uma forma saudável e deixariam doentes aqueles que não tivessem a doença, por que tanta preocupação? Não seria transmissível, certo?
2- Já que podiam não serem simples células, poderiam ser vírus. Mas quais seus efeitos?
3- Onde algo pequeno como uma vidro muito resistente poderia ser escondido?
Nossa Holmes de cabelos hidratados e longos não sabia mais para onde olhar, então decidiu olhar nas entrelinhas, é lá onde se encondem as mais importantes informações.
Depois de horas analisando tudo novamente, ela enxergou. Era ali que estava... Estava na ponta do seu nariz o tempo todo!
Sem pensar duas vezes, Dae pegou seu carro e foi até a delegacia onde Christopher estava, rezando para que ainda não tivesse sido transferido para uma penitenciária de algum outro estado. Ao chegar, informou tudo que sabia à polícia, explicou como ligou todos os pontos, explicou também o motivo de aquele homem não poder ser transferido antes de passar por um procedimento cirúrgico. Apesar de tudo, o ideal seria se a polícia tivesse sua confissão, e foi isso que Dae se dispôs a conseguir.
...
Era uma sala fria, apenas uma luz central, uma mesa e duas cadeiras. Ao ver o homem sentado curvando-se sobre a mesa, o seu estômago embrulhou.
“O tempo todo ele só tentou evitar o pior – pensou – sabia que de qualquer forma, quando misturado ao sangue e exposto ao ar, o vírus iria se espalhar e destruir tudo.”
Quando sentou e encarou aqueles olhos escuros, esperou que dissesse algo, mas o silêncio permaneceu, era como se pudesse ser tocado.
—Por que não contou para as pessoas o que isso traria?
Silêncio.
—Por que subornou o médico para pôr o nome de sua mulher em seus históricos médicos?
Silêncio.
Snow se levantou calmamente, olhou para o guarda no canto da porta, deu uma pausa em sua respiração. A única coisa que o guarda pode ver foi o rápido movimento que Christopher fez em sua direção pouco antes de lhe apagar e sair da sala ainda algemado, mas o que o doutor não sabia era essa reação era esperada pela polícia, ou talvez fosse exatamente o que esperava. Os policiais o seguraram, mas ele não parou de lutar. Eles o espancavam cada vez com mais força, mas Snow apenas sorria olhando para Daenerys enquanto ela observava da porta.
Pânico. Era o que se via nos olhos da detetive, mas ela não se movia, apenas observava. Ela sabia o que aconteceria se continuassem dando chutes e pontapés no homem daquela forma, e não seria bom.
Christopher sangrava e já não tinha forças. Quando os homens pararam, ele simplesmente fechou os olhos e se entregou à sorte. Daenerys se ajoelhou e temeu pelo futuro da humanidade... Era dentro de Christopher que estava contida a substância que provavelmente corria agora pelo seu corpo e se espalhava pelo chão. Todos estavam expostos ao vírus. Sim, vírus, o que traria o fim da raça humana.
A respiração do homem deitado no chão simplesmente parou, como um suspiro calmo. Dae levantou-se e esperou para o ver o que aconteceria. Com sorte, sua imaginação teria ido longe demais e seus medos de infância continuariam sendo apenas medos de infância. Mas parecia que o mundo não estava com sorte naquele dia.
Mesmo sem respirar, pôde-se ver um movimento. O corpo ali jogado, já não era apenas um corpo. O ser se levantou com movimentos lentos, e quando abriu os olhos, viu-se apenas um semblante gélido, sem alma. Aquilo começou a se mover em direção a um dos guardas, o homem então atirou inúmeras vezes, mas nada acontecia. A mulher observou o guarda ser devorado vivo, até que pegou a arma do segundo guarda e atirou na cabeça dos dois cadáveres. Era ali que se iniciava o fim.
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