O idiota do meu vizinho - Brutinha
44 Capítulo 44
Ficamos sentados um pouco ainda na beira da piscina, até ele voltar para a piscina e jogar água em mim.
- Idiota! — gritei passando a mão em mim, tentando me secar, e rindo.
- Linda! — ele disse nadando até a mim e ficando olhando pra mim.
- Ai que saco! — resmunguei — agora to molhada e com frio! — falei fazendo biquinho.
Ele riu e pegou no meu pé e me puxou para dentro da piscina.
- Bruno! — gritei passando a mão no rosto e jogando o cabelo para trás — que saco!
- Que saco é? — ele disse me puxando pelo braço.
- É! A água ta fria! — disse jogando água nele que fez uma cara engraçada e eu ri — Vai.. vai pegar uma toalha pra mim! — disse apontando para a toalha em cima da mesa, que provavelmente, ele teria pegado.
Ele riu e saiu da piscina e foi pegar a toalha e me deu. Eu sai e me sequei.
- Ta com frio ainda loira? — ele disse me puxando pela cintura e passando a mão no meu cabelo, jogando para trás.
- Um pouco! — disse enrolada na toalha — poxa! Eu tinha acabado de tomar banho, Bruno! — me soltei dele e cruzei os braços fazendo biquinho.
- Ah loira.. depois você toma banho de novo... — ele disse chegando mais perto de mim e eu recuei — ah não minha princesa! Vai ficar com raiva agora?
- Raiva, eu? Imagina! — ironizei e dei um risadinha me enrolando mais na toalha e segurando o riso verdadeiro.
- Raiva, eu? Imagina! — me imitou e eu ri, e logo parei, fingindo estar com raiva de novo.
Ele se aproximou e começou a fazer cosquinhas em mim. Eu ri e sai correndo dando a volta nas cadeiras de banho de sol. Ele me alcançou e eu sai correndo de novo indo para a frente da casa.
- Para Bruno! — gritei me virando para ver onde ele estava. Ele estava um pouco atrás de mim rindo.
Ele me chamou para mais perto.
- Você vai parar? — perguntei manhosa. Ele assentiu com a cabeça — promete? — ele assentiu de novo, e eu me aproximei. Ele riu e continuou a fazer cosquinhas em mim de novo.
- Ah não! Para Bruno! — falei correndo de novo.
Quando percebi pra onde estava correndo, me lembrei do esconderijo de Bruno. Sorri sozinha por lembrar daquele lugar.
Olhei para trás e não vi nada. Nenhuma sombra. Talvez ele tenha cansado.
Parei de correr, e apoiei no joelho com as mãos e respirei fundo e ofegante.
Senti uma mão pegando nas minhas pernas, e outra na minha costas, e me levantando como um bebê.
- Me solta Bruno! — disse dando tapinhas nele.
Ele riu e correu para dentro da mata, em direção ao lago.
Ele me colocou no chão, e riu.
- Idiota! — brinquei e também. Ele chegou mais perto, e eu olhei para baixo.
- O que te aflinge loira? — perguntou passando a mão no meu cabelo e o jogando para trás, repetidas vezes.
- É que... — tentei falar, só que não consegui, e ficou presso. Ele me puxou e me abraçou. Eu respirei fundo e passei a mão pelo passador de cinto da calça dele.
Ele deu um suspiro.
- Vem! — ele disse me puxando para a beirada do lago. Eu fui e sentamos olhando para o lago. A luz da lua refletia um pouco no lago. Uma cena linda. O céu estava com poucas estrelas, mais o bastante para me fazer sentir bem.
- Bruno.. posso te fazer uma pergunta?
Ele levantou uma das sobrancelhas e riu.
- Sim, sem se essa, outra?
- Pode! Mas.. eu também quero fazer uma.
Assenti com a cabeça.
- Manda! — ele disse olhando nos meus olhos. Eu quase me perdi nos olhos dele. Não, não era azuis, verdes. Eram castanhos, lindos, preocupados mas tranquilos.
- Aonde você estava? — perguntei confusa, sem saber se ele entenderia o sentido da minha pergunta. Ele me olhou confuso e eu suspirei antes de falar.
- Tipo.. a gente.. ficou um bom tempo sem se falar — ele concordou com a cabeça — e.. eu fui na casa da Ju.. e só tinha a sua cama, e caixas.. resumindo.. eu não sabia onde você estava, ou porque você se mudou.. Me explica isso? Eu estou mais confusa que um pássaro na gaiola.
Disse e ri. Pássaro na gaiola?
- Tá... — ele disse se deitando e eu fiz o mesmo, colocando a cabeça sobre seu peito — vamos começar desde o inicio. Eu to fazendo um curso. De publicidade também. É só para dar inicio. E o curso é longe. E meu pai achou melhor eu me mudar para lá. Eu tentei falar com você. Mas... você sempre estava saindo com a Ju e a Lia.. e também eu ficava sem jeito, de falar: Ah, eu vou me mudar! Tá decidido, e eu vou começar a fazer um curso. — ele suspirou — enquanto eu fiquei lá, na casa do papai e da mamãe, eu tentei te falar. E para eu ir no curso, eu acordava quatro horas da manhã, para chegar lá umas sete e meia. O que não deu muito certo, eu chegava um pouco atrasado. — ele explicou com calma.
Curso? Então.. tudo isso era só por causa de um curso?!
Dei uma pausa raciocinando tudo.
- Posso? — ele perguntou.
- Sim! — disse seco, e coloquei a mão na sua barriga, e inspirei e demorei um pouco para soltar o ar, e ele começou:
- Então.. lembra da primeira vez que a gente teve aqui? A gente até brigou, e você disse: "Eu já fui como você!" — pausa — o que você quis dizer? É que... eu fiquei... com isso na cabeça todos os dias.
Respirei fundo.
- Quando eu tinha uns 16 anos, eu usava o short mais curto possível. Pegava o primeiro garoto na minha frente. E não ligava muito para os outros. Eu só queria saber em ser quem eu não era. Extravasar no meu outro lado — dei uma pausa e respirei fundo antes de continuar — Eu só queria me divertir. E começou a vim os apelidos: Facinha. Maria pegadora.. e por ai vai... — respirei fundo de novo — uma vez.. falaram comigo: Porque você não vai ali pra esquina? Vai que você ganha mais! — disse e deixei uma lágrima cair — eu fiquei muito mal nesse dia, e foi ai que comecei a me tocar, e tentar voltar a ser quem não era. Fani me ajudou e Gil também. Eles foram em quem eu pude conversar e eles que me deram apoio!
Sequei algumas lágrimas que insistiam em cair, e respirei fundo. Fechei os olhos e os abri de novo.
- Oi loira! Acordou cedo! — Bruno disse assim que acordei. Sentei e olhei com volta.
A gente ainda tava na praia, o sol estava fraco, e Bruno sorria pra mim. Ele se sentou também.
- Quantas horas? — perguntei passando a mão no rosto limpando a cara de sono.
- Umas seis e pouco! — ele disse sorrindo.
- Da manhã? — arregalei os olhos.
- Claro que não. Da tarde Maria! — ele disse irônico.
Ri irônica também.
- A gente dormiu aqui fora? — perguntei confusa.
Ele assentiu com a cabeça.
- Bruno! — quase que gritei e levantei correndo. Ele se levantou também.
- O que foi? — ele disse me abraçando.
- O que foi? A gente passou a noite aqui! — disse como se fosse obvio.
- Sim!
- Vamos entrar logo então! Ai meu Deus... A Ju e a Lia vai ficar falando o dia todo! — resmunguei.
- Ah.. e você não queria?! — ele disse com uma cara de ofendida.
Eu ri.
- Não.. é que.. ah Bruno.. você sabe.. elas vão ficar falando, e vão me deixar vermelha! — ele ri.
- Eu gosto! — ele ri e me puxa para um beijo.
Entramos na casa, e todo mundo estava dormindo ainda. Bruno foi para o seu quarto, e eu fui para o meu. Entrei devagar, peguei me bolsa e entrei no banheiro.
Tomei um banho quente, e fiquei rindo de tudo o que tinha acontecido.
Coloquei uma saia jeans florida, uma blusa branca, e peguei os chinelos mesmo. Sai do banheiro e mo joguei na cama.
Pensei em tudo o que tinha acontecido, e sorri mais uma vez. Fechei os olhos e peguei no sono.
Notas finais
Bom, o sumiço de Bruno é assim meio estranho.. mais aos poucos vamos descobrir o que vai ter..
Gostaram do capítulo?!
Obrigadaa pelo reviews gnt ♥
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