Acordei, era 7hrs da manhã. Coloquei um short de tecido, e uma blusa justa preta de caminhada. Coloquei um tênis, e fui na cozinha. Peguei um suco de laranja, e um pedaço de bolo, que provavelmente, foi Jenifer que fez. Terminei de comer, e voltei para o meu quarto. Escovei os dentes, fiz minhas necessidades matinais, e prendi o cabelo em um rabo de cavalo. Peguei meu celular, colocando ele na cintura. E desci, novamente. Abri a porta, e senti o cheiro de terra molhado. Uma leve chuva de verão havia caído ontem a noite.

Fechei a porta por trás de mim, e optei por correr três quarteirão.

Dez minutos depois, faltava um quarteirão. Corri um pouco mais rápido, e atravessei a rua. Olhei pro lado e vi um carro vindo em alta velocidade vindo na minha direção, e simplesmente, parecia que não tinha mais perna. Era como se eu não tivesse força pra sair dali. E quando dei em mim, já não tinha mais reação. Até que senti uma mão forte me puxando e me enrolando a si. Fechei os olhos, ainda percebendo que tinha saído da frente do carro. Ouvi o motorista, xingando alguma coisa em inglês, o que não deu pra ouvir direito.

- Você queria morrer é? — perguntou rindo. Abri os olhos.

- Bruno?! — disse me sentindo mais confortável por estar ali, enrolada nos braços dele. Dei um sorriso sem graça;

- Claro que não! — brincou — você queria morrer, só pode! — ele disse me dando um selinho.

- Valeu! — disse entre vários selinhos.

Passei a mão pela sua nuca, e aprofundei o beijo. Fechei os olhos, querendo que aquela sensação nunca mais acabasse.

- Vamos almoçar em algum lugar, hoje? — sugeri.

- Aonde?!

- Lá em casa! — disse rindo — eu vou fazer o almoço! — disse rindo.

- Hum.. acho melhor não! — ele disse sério.

- Porque não?! — perguntei meio confusa.

- Acho que iria morrer envenenado! — ele brincou e riu.

- Bobo! — disse dando vários selinhos nele de novo. Ele me pegou no colo e me rodou. Ri. — te espero hoje então?! — disse parando os selinhos.

- Com certeza! — disse me abraçando e me dando um beijo no pescoço.

- Te vejo, então, mais tarde! — disse rindo, e saindo correndo. Olhei pra ele de relance, por cima dos ombros, que me olhava com um sorriso bobo no rosto. Me virei em direção a ele, e dei uns passos pra trás,e mandei um beijo pra ele, que riu e fingiu pegar o beijo no ar.

Entrei em casa, e me encostei na porta. Abri um sorriso bobo no rosto, e subi correndo para o meu quarto. Tranquei a janela, e me joguei na cama. Tirei o tênis e fiquei olhando pro teto. Optei por fazer um macarrão de panela de pressão, com queijo e presunto. Fui pro banheiro, e tomei um banho frio.

Coloquei um short amarelo jeans e uma blusa regata verde. Peguei o chinelo e fui separar os ingredientes. Peguei o macarrão e coloquei na pia. Vi se tinha queijo e presunto na geladeira. Tinha. Fui na sala e me joguei no sofá. Liguei a TV, e coloquei no primeiro filme que passava: Sem saída. Eu amava aquele filme. Já tinha vido umas duas vezes.

Acabou o filme e era dez e meia. Subi, e peguei meu celular. Tinha duas mensagens de Ju, e duas ligações perdidas do papai.

Mensagem de Ju:

Fat! Me responda!! Estou precisando de ti, que até onde eu sei, só está num relacionamento enrolado com Bruno! rs' . eu preciso da sua ajuda .. a Lia só fica na agarração com Dinho! Aff!

Terminei de ler e soltei uma risadinha de lado, e li a outra mensagem.

Fatinha!! Você não vai me responder não?! A beleza.. valeu pela ajuda! Me liga!! Por favor!

O que tinha de tão urgente assim?

- Fala Ju! — disse assim que ela atendeu, logo no segundo toque.

- Eu-Estou-Fudida! — ela disse pausadamente.

- Ahn? — disse meio confusa.

- F-U-D-I-D-A! — disse falando letra por letra.

- Sim.. essa parte eu entendi! — blefei — porque?

- Porque.. eu.. — ela disse tentando achar as palavras certas.

- Fala logo! — dessa vez eu disse pausadamente.

Ela deu uma pausa.

- É que.. — percebi que estava num tom chorosa — o Gil, Fatinha! O Gil! — ela disse quase chorando.

- O que houve com o Gil?! — perguntei ainda sem entender nada — Ju?! Ju?! Responde! — berrei. Ela havia desligado na minha cara.

Que raiva! ´- pensei.

Tentei ligar outra vez. Sem sucesso. Liguei pro meu pai.

- Ei pai! — disse assim que atendeu no quarto toque.

- Ei minha filha! Onde você estava?! Te liguei e você não atendeu! — ele disse quase desesperadamente.

- Calma pai! Eu estou bem! Viva! E não, eu não vou fugir! — disse soltando uma risadinha logo depois. Ele riu também.

- Tá.. o almoço?! Eu esqueci de fazer alguma coisa, eu de deixar o dinheiro pra você almoçar!

- Pode deixar pai, eu me viro.. pensei em fazer um macarrão de panela. Especialidade da mamãe! — disse rindo.

- Tudo bem! Mais cuidado!! — ele disse meio preocupado — depois eu te ligo, o papai está super ocupado! — ele disse. Mandei um beijo pra ele, e desliguei o telefone.

De: Fatinha

Para: Juliana

Ju! Desligou na minha cara porque, hein?! Posso saber?!

Escrevi a mensagem e mandei pra ela. Desci correndo para preparar o almoço.

Preparei os ingredientes, e comecei a fazer.

Um pouco mais que meia hora depois o almoço já estava ficando pronto.

Ouvi a campainha tocar, abaixei o fogo, e fui atender a porta.

- Oi! — disse Bruno me puxando pela cintura e me encarando — que cheiro bom! — ele disse rindo, e puxando o ar mais fundo.

- Tá quase pronto! — disse rindo e dando um selinho nele — vamos! — disse puxando ele pela mão até a cozinha.

Soltei ele e mexi o macarrão de novo.

- Arruma a mesa! — disse apontando para o joga americano em cima da pia.

- Ah — reclamou revirando os olhos — além de ser gata é mandona! — disse rindo.

— Os pratos e os copos, estão no armários! — disse apontando para o armário atrás de mim. Ele riu, passou a mão pela minha cintura, e colou nosso corpos. Me deu vários selinhos no pescoço e me deu um outro beijo, no canto da boca.

- Gostoso! — falei rindo.

- Gostosa! — ele disse rindo e indo pegar os pratos.

Peguei uma travessa e joguei o macarrão lá. Peguei uma toalha e levei a travessa pra mesa. Bruno já estava sentado. Como uma criança esperando a mãe colocar a mesa. Ri, e me sentei do lado dele.

- Tem certeza que não vou morrer envenenado, né?! — brincou Bruno.

- Tenho! — disse. Ele soltou um suspiro de alívio — eu acho! — disse rindo. Me levantei, peguei o refrigerante na geladeira, e servi o almoço.

Notas finais
Opaa !! O capítulo ficou grande não é??! O que será que vai acontecer depois do almoço??!
rsrs' .
Boom, eu queria agradecer a quem comenta, favorita, e tals!! Muito obrigadoo !!
E .. eu comecei a ler uma fanfic, que eu estou gostando tipo.. muito!!
Link > http://fanfiction.com.br/historia/398054/No_Limite_Do_Desejo/