Notas iniciais
Espero que gostem!!

Matteo ainda estava zonzo sem saber o que acabara de acontecer, enquanto seus irmãos o confortavam com cobertores, Duartina andava de um lado para outro, pensando em uma forma de explicar o tal ocorrido, e antes que algum de seus filhos se tivesse a chance de se opor, ela tomou a palavra:

– Não sei como te explicar isso meu filho, nunca entendi sobre magia, mas digo que Polôminus possui uma ligação direta com você. Eu o conheci enquanto você estava em minha barriga, e de certa forma ele me abençoou e a ti também, dizendo que eu estava destinada a carregar um enorme fardo em proteger dois guardiões, Addy e Caspar, e o próprio herdeiro dele, você Matteo. – Duartina estava convicta de cada palavra que dissera.

– Guardiões? Como assim mãe? Não temos nenhum dom igual ao Matteo! E o que Polôminus fazia por essas bandas enquanto no mesmo período que guerra estava acontecendo no centro de Bogdan? – Addy se esforçava, mas continuava desacreditada.

– Eu não tenho as respostas para suas dúvidas filha, eu sempre soube que esse dia chegaria, contudo, nunca estive preparada. – Lamentou Duartina.

Matteo estava com o olhar tão vidrado em pleno vácuo, ao ponto de não conseguir pensar em nada, a não ser na imensa responsabilidade que ele carregará se aquilo de fato for verdade; Enquanto todos continuavam em silêncio, dava pra se ouvir o movimento que estava ocorrendo por todo vilarejo, porém ignoraram aquilo e continuaram a conversa.

– O que faremos agora? – Questionou Caspar.

– Rei D’metrei. – Sussurrou Duartina enquanto chorava baixinho.

– Como?

– O rei D’metrei, está ciente de tudo isso, ele terá as respostas que vocês procuram, ele foi um dos seguidores mais fieis de Polôminus. – Respondeu Duartina.

– Então que dizer que temos quer ir pro reino do Oeste encontrar com o rei? Mas são três dias de caminhada até lá mãe! – Disse Matteo.

– Mas essa é a única opçã... – E antes que Duartina pudesse concluir sua fala, alguém começou a bater na porta de forma desesperada, gritando:

– Duartina!! – Repetia inúmeras vezes.

Era Dionne, uma senhora responsável por um dos comércios do vilarejo e amiga da família; Ela estava eufórica e ao Duartina abrir a porta, foi aí que deu pra perceber o verdadeiro movimento que estava ocorrendo na vila, todos estavam avulsos, se locomovendo para o centro do vilarejo.

– Você já soube? – Perguntou Dionne enquanto suspirava rapidamente e suando.

– O que foi? – Disse Duartina com aquele ar de preocupação.

Dionne apenas puxou a amiga pelo braço, e logo em seguida Matteo se levantou com seus irmãos e começaram a segui-las; Elas estavam indo para a praça principal no centro do vilarejo, e era lá onde todos estavam aglomerados em volta de algo. A cada passo que Matteo dava ao destino, ele reparava na expressão assustada de cada morador, alguns estavam até chorando, até que ele passou pelo meio de todos e de repente se deparou com cena em que todos estavam encarando. O corpo de Séfora, a esposa do dono do condado, o senhor Erus Flemel. Porém o que chocava à todos, era o estado em que ela se encontrava, toda desfigurada, nua, com tripas pra fora do corpo e como conseqüência, o sangue estava espalhada por toda aquela parte.

O senhor Flemel apenas a reconheceu, por cordão que Séfora usava, que por “sorte” ainda estava em seu pescoço. A dor que ele sentira era contagiante, Flemel estava chorando tão alto, que até os pássaros se assustavam. Enquanto todos apenas observavam a situação, um senhor se aproximou de tudo aquilo e começou a gritar:

– NÃO SAÍMOS DO PERÍODO DAS TREVAS AINDA!! Isso é obra de uma besta! UM HISPO. – Disse o tal velho apontando para o corpo de Séfora.

Mas antes que ele pudesse continuar com o seu discurso sobre o mal, Flemel o empurrou de forma violenta contradizendo a fala daquele homem:

– “Isso”, é o corpo de minha mulher e não me venha com esse papo sobre as trevas, pois tal atrocidade foi feita por um homem, isso mesmo um homem! – Berrou.

– O responsável irá pagar, e como dono deste condado, eu ordeno uma busca pelo assassino de forma minuciosa. – Disse o Sr.Flemel, enquanto se retirava daquele ambiente.

Assim que saiu, Matteo e Caspar ajudaram ao senhor se levantar, era o Alastor, um velho parcialmente cego que vivia ali, ele era conhecido por suas histórias sobre Bogdan. Eles passaram pelo meio do povo e levaram o seu Alastor para casa, que mal conseguia andar, mas possuía uma habilidade incrível de não conseguir se calar, mesmo poucos dentes na boca.

– Eu sei o que vi meu filho, e aquilo não foi ato de um homem. – Resmungava o velho repetidamente, enquanto Caspar e Matteo apenas concordavam balançando a cabeça.

E ao chegar à frente da residência do velho Alastor, ele parou e disse:

– Olha isso, eu conheço o mal quando o vejo crianças. – Disse Alastor de forma sombria enquanto entrava em casa e mostrava sua mão esquerda com apenas três dedos.

Os dois irmãos sem saber o que responder apenas sorriram e seguiram o caminho de volta para casa.

– Tudo vai mudar agora irmão. – Disse Caspar colocando a mão no ombro de Matteo como forma de consolo.

– Sim, porém mesmo com essa mudança vamos ficar juntos, eu, você, Addy e a mamãe. Tudo estava se acalmando até com a chegada de Rodrick dando os parabéns de forma desajeitada e inapropriada pro Matteo.

– Não é o momento Rodrick. – Disse Matteo continuando sua caminhada.

– Desculpa, mas não pude deixar o aniversario do meu melhor amigo de lado por causa disso. – Respondeu Rodrick de forma sarcástica enquanto seguia os dois irmãos.

– Isso é sério Rodrick.

– Sim eu sei! Mas temos que fazer algo hoje, afinal não é sempre que iremos ter a oportuni... – Rodrick cortou sua fala ao meio de repente e ficou paralisado.

– A oportunidade de... – Completou Matteo se virando para Rodrick, mas seu amigo estava com o olhar fico pro chão. Procurando o que Rodrick estava olhando, ele encontrou e ficou em choque.

– Caspar... Caspar, talvez o senhor Alastor esteja certo.

– Do que você está faland... – Caspar também ficou paralisado, pois ali estava de forma clara à luz do dia, a pegada de uma criatura monstruosa, a besta em que o Alastor tanto disse.

Os três correram para casa, com o objetivo de avisar pra Addy e Duartina, e ao chegarem, encontraram as duas olhando fixamente para a parede lateral de sua cabana, sem mesmo precisar perguntar, quando se aproximaram, descobriram o que era, arranhões de algum animal tão grande como um hispo. Naquele momento todos se encararam sem dizer uma palavra.

Notas finais
Comentem! deixe opiniões!! obrigado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.