O grupo dos feiticeiros
1 Capítulo 1 - Zoe Marnee
Notas iniciais
Zoe Marnee era filha de rigorosos camponeses, que odiavam com todas as forças possíveis a magia, odiavam a aquela LUZ que um podre bruxo usou para criar um momento terrível, provavelmente, o pior da vidas dos camponeses, uma memória com cheiro de enxofre e coloração vermelha, uma memória mórbida. Isso fez com que os pais: Sally e George Marnee fossem ríspidos acerca de sua filha, que sofria porque era irresponsável e desajeitada, mas ela era boa para eles enquanto não se interessasse por magia.
A primogênita estava adormecida abaixo de um carvalho grande e velho que havia no bosque não tão distante de sua casa, estava com uma sublime face enquanto a luz da estrela gigante refletia em seu lado direito, enquanto o lado esquerdo de seu corpo estava protegido do calor pela sombra da grande árvore que existia desde que Zoe nasceu, podia-se ouvir o barulho dos pássaros cantando e podia-se sentir a brisa vinda do mar escuro e misterioso, que batia lentamente nas madeixas douradas de Zoe, vendo aquela cena até se achava que a natureza estava com temor de acordar tão bela criatura, mas isso foi-se em vão quando a estridente voz de Sally escoava pelo colossal bosque, avisando a sua filha que a comida estava posta.
A menina que acabou de acordar, estava atordoada mas logo se levantou e, caminhou lenta e cuidadosamente, tentando diminuir o atrito de sua frágil pele com as rochas do solo, a mesma foi até sua humilde casa e sentou-se na cadeira de madeira, feita à mão, com alguns buracos na parte de trás da cadeira — com isso quero dizer longas tiras de buraco enfeitando a cadeira rústica — e pegou o garfo que estava acima da mesa longa e marrom para comer no prato de vidro transparente, que continha guisado de coelho com vegetais.
O almoço foi bem aproveitado, com conversas, risos e alguns arrotos discretos, e logo, toda a família estava a lavar a louça para a próxima refeição, quando os pais disseram a Zoe que tinham de conversar com ela, a mesma já ficou com o coração a palpitar e com a respiração acelerada, a menina se sentou na mesma cadeira, assim como os pais, e começou a ouvir os mesmos falando, o primeiro a iniciar a conversa foi o pai:
— Zoe, minha flor, como você sabe, temos ZERO tolerância a magia e à qualquer coisa mística. — A mesma assentiu para o pai.
—E temos de fazer um teste em você, querida — a mãe disse com uma cara de preocupada, e Zoe assentiu com a cabeça novamente e logo falou:
— Eu entendo, mas que tipo de teste? — Zoe falou preocupada, quando sua mãe colocou a mão esquerda sobre o bolso de sua calça de tecido e pegou um objeto afiado, a mesma olhou para o objeto e apontou-o para Zoe, que fez cara de preocupada.
—O teste é simples... — a mãe disse despreocupada
—... Você deverá receber uma facada no peito, a sua mãe vai atirar, e se você não morrer, você tem poderes — Após o pai ter completado sua esposa, amargos pingos de choro caíram do rosto da primogênita, que tinha cara de aceitação.
A faca foi lançada e, de repente, havia sangue por todos os lados.
Zoe havia sumido e a mãe, atônita, olhou embaixo da comprida mesa de madeira, onde achou, no lugar de sua filha, um dócil coelho branco, com um machucado em sua orelha comprida, que estava a esparramar sangue no chão de madeira.
— Zoe? — A mãe perguntou, incrédula, enquanto o pai ia ao lado de sua esposa ver o que estava a ocorrer.
—Mãe, eu estou viva — O coelho branco falou, ainda não se dando conta do que estava acontecendo.
—Filha, lamento informar que deverá sair dessa casa — O pai falou, com um rosto amargo
—Papai? Por quê? — O coelho branco, Zoe, perguntava imóvel e atônita.
—AGORA — O pai gritou ao coelho com orelha sangrando – mais abreviadamente, sua filha – com um semblante irritado.
O coelho saiu pulando da humilde casa e foi indo por um caminho de terra para o grande carvalho, que estava mais brilhante que o normal, isso não foi percebido pela triste menina em forma de coelho, que chorava com todas as forças, se fosse um gibi até teria virado um grande rio de amargura mas, pelo contrário, ali nasceu uma pequena e frágil rosa azul-claro e ao seu lado uma planta com várias pequenas folhinhas, então de repente Zoe ouviu uma voz vinda de sua trás.
—Zoe, minha amiga, passe a sálvia em sua orelha, irá cicatrizar o machucado, e passe a rosa em suas lágrimas, irá ajudar na tristeza e depois, guarde-a.
—Quem é? — disse a garota, olhando para sua retaguarda.
— Um velho amigo, me chamam de velho carvalho ou deus das florestas.
— Grande carvalho? — A garota disse, abraçando a árvore — Eu sabia!
—Então faça o que eu mandei
A menina pega a erva e a esfrega no machucado, que cicatriza na hora, e então pega a flor de coloração céu límpido e a esfrega com delicadeza em seu rosto e coloca-a na orelha, para se enfeitar e guardar com melhor garantia de não perder.
—Senhor Carvalho, por que meus pais me odeiam? — A menina diz, esfregando as patas suja umas nas outras, ainda triste.
—Eles não te odeiam, odeiam a magia que enforcou os pais deles, que matou todos que amavam na frente deles — disse o carvalho com voz de sabedoria — Eles adoravam magia, até aquele bruxo chamado Margno chegar à nossa pequena vila e se apaixonar por Sally, que já amava seu pai, então Margno se declarou para sua mãe, que o rejeitou... — O carvalho ia falando quando a menina interrompe.
—Eles gostavam de magia? Que mudança! — Ela diz baixinho
—Sim, agora me deixe terminar! — Disse o carvalho com um pouco menos de paciência em sua voz — ... Então o bruxo, no dia oito de julho, foi a casa de seu pai, onde Sally estava para namorar, e ele matou um por um na frente deles e estuprou a sua mãe, enquanto seu pai o implorava para não fazer aquilo, e então Margno respondeu que, como tinha magia, seu pai só podia observar, porque era inferior à ele. — Completou o deus da floresta — Por isso eles odeiam magia.
—Seu Carvalho, eu entendi, agora me diga o porquê da rosa — a menina disse um pouco menos triste.
—Para guia-la em sua missão, pequenina.
—Qual? Como?
— A sua missão é destruir os sete mais poderosos do mundo, que estão fazendo uma aliança para destruir a Terra e a rosa é conectada a mim, te dando mais poderes e eu posso falar com você a partir desta. — Disse o carvalho
A menina assentiu para o grande carvalho
— Deverás saber de duas coisas, a primeira te conto agora e a segunda te conto logo depois de tu achar um companheiro — A menina, que ouvia atentamente confirmou com a cabeça — É que em sua aventura acharás amigos que te ajudarão, deverás aceitar TODOS de braços e mente aberta! Sem julgar!
A menina confirma com a cabeça novamente e vai pulando rapidamente, mas com cuidado para sua rosa não cair, por um caminho de pedras que ferviam com o calor do Sol e logo por um rastro em um monte grama mediana, sempre guiada pelo carvalho, que a auxiliava pela rosa azul-piscina.
Logo a mesma chega em um casebre meio destruído por causa do vento e Zoe para na casa porque o Grande Carvalho diz a ela, e por causa do cansaço de já ter andado vinte quilômetros, e então acha um estranho menino com olhos azuis claros e cabelos pretos, com um óculos de armação arredondada e coloração preta, Zoe chega nele e diz com calma:
— Olá, pelo que me foi mandado, você terá de vir comigo
— Quem é você? — O menino estranha o coelho falante mas mesmo assim o responde.
—Sou a Zoe, e você vem comigo, F — Ela diz com menos paciência
—Primeiro me mostre a sua forma humana, Zoe — Ele diz desconfiado por um coelho saber seu nome ou, pelo menos, sua inicial.
—Okay — A menina diz e, mesmo com o Carvalho tentando alertar, ela volta a sua forma humana e fala com o Carvalho — O que foi?
—Lembra da segunda coisa que eu ia te falar? Então, é que se você voltar a sua forma humana, certifique-se que é escondida — Zoe, entendendo a situação, fala com uma voz de prevendo a situação.
—O que você quer dizer com isso? — Ela diz com uma voz tímida
— Que ... — Diz o carvalho quando é interrompido pelo Freddie
— ...você volta nua — F diz com o olhar desviado.
Zoe grita e volta a sua forma de coelho, toda vermelha e esperando um pedido de desculpas do carvalho, mas parece que ele tem algo mais importante do que “desculpa” para falar/alertar a coelha com pelagem branca e olhos avermelhado; Uma coisa BEM mais importante, como a destruição do mundo e que Zoe vai necessitar de salvar o planeta em que vive.
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