O gelo também queima

4 Minha alma pertence ao demônio


Notas iniciais
Yoo pessoas, Tô atrasada duas horas pra postar, minha data limite era meia-noite, mas tem um porquê: estava preparando uma surpresinha pra vocês ^^ . Não deixem de ler as notas finais. *3* Este é o capítulo final então, espero que gostem do encerramento da história. Boa leitura

Elizabeth e Arthur estacaram no meio do salão, virando os olhos para a parte alta do cômodo, era na verdade uma espécie de tablado, mais alto que o chão de pedra apenas quatro degraus. Ali em cima, Sebastian, o Rei da Neve, sentava-se imponente no seu trono de gelo, as longas pernas estavam cruzadas e o rosto, pálido e belo apoiava-se na esguia mão, o cotovelo apoiado no braço do trono. Ainda sorria, com os lábios e com os olhos.

A loira fechou a expressão, toda a raiva e frustração vindo à tona.

—Viemos buscar o Ciel. Nos devolva ele! — exclamou Elizabeth, o rosto muito sério e o corpo emperdigado numa pose decidida.

O Rei da Neve sorriu zombeteiro.

—Está falando do garoto? — se fez de desentendido, divertido com aquela garotinha brava que mais parecia uma boneca.

Elizabeth bufou, irritada. Era a primeira vez que via o monarca e sentiu um arrepio, como se sentisse nos ossos a ameaça de que aquele homem queria tirar algo valioso dela. Na cabeça da garota, era exatamente isso, ele havia tirado Ciel dela, mas apenas por pouco tempo, logo ela recuperaria seu amigo.

—Não se faça de desentendido, senhor. Eu sei de tudo, sei que usou de bruxaria ou seja lá o que for para enganar o Ciel e destruir o coração dele com esse seu gelo maldito — ela falava se exaltando, perdendo um pouco do controle, caminhando em direção ao trono com o semblante fechado.

Sebastian sorriu afiado, puxando um cantinho da boca para cima, dando um ar irônico.

—Enganar? Eu não engano ninguém, senhorita Midford.

A garota franziu o cenho. Não sabia como ele sabia do seu nome, mas isso pouco importava.

—Eu não sei exatamente qual arte demoníaca você utilizou para enganar, iludir e sequestrar o Ciel, seu bruxo medonho. Mas exijo que me devolva ele. Você não tem esse direito!!! — ela esticou o indicador, apontando para o rei e Sebastian riu.

—Ora, é muito inteligente, senhorita. Mas isso não muda o fato de que eu não o sequestrei. Nem o fato de que não sou um bruxo.

Elizabeth estreitou os olhos.

—Ele sumiu da própria cama, numa noite tão fria e cheia de neve que não havia viva alma nas ruas. Só pode ter sido coisa sua. DEVOLVA-O AGORA!! — terminou por gritar, profundamente irritada pela expressão de divertimento do rei.

—Ele veio por livre vontade. Na verdade eu apenas atendi ao apelo do jovem.

Sebastian diminuiu o sorriso, sentindo mais uma presença humana se aproximar, não era o outro homem que acompanhava a garota, esse se mantinha ainda um pouco afastado do trono, quase que escondido com uma cara de medo. Não, não era ele. O rei conhecia aquela presença. Talvez não tivesse chance de fazer tudo como havia planejado, mas desde que conheceu Ciel, sua vida, sua cabeça e seu coração haviam virado do avesso.

—MENTIRA! ELE NUNCA VIRIA PARA ESSE LUGAR GELADO!

—Lizzy? O que faz aqui? — a voz bem conhecida de todos ali se fez presente, chamando a atenção dos três.

Elizabeth virou a cabeça para o lado esquerdo de onde vinha a voz do seu amado, mesmo lado para o qual Sebastian e Arthur se viraram, justo no momento que Ciel apareceu, descendo as escadas.

Sebastian prendeu a respiração, o garoto usava as roupas, justo aquelas roupas. Sinal de que o desobedeceu e foi até seu quarto. Mas isso não era o importante, a surpresa era o fato do garoto estar vestindo aquela roupa… então o selo mágico havia se desfeito para ele? — pensou, admirando o menor. Ciel estava tão esplendoroso que nada podia ter desagradado Sebastian, exceto, é claro, a presença indesejável daqueles dois.

Ciel lançou um olhar rápido para o Rei da Neve, depois olhou para a sua amiga.

—Devia ter ficado na sua casa, olhando as rosas de inverno do jardim pela janela do seu quarto — comentou, caminhando em direção a ambos, os pés nus tocando gentilmente o chão gelado.

—Vamos embora, Ciel. Eu vim te buscar — a loira falou sorrindo, estendendo a mão para seu amor, sentindo o coração palpitar no peito.

Ciel negou com a cabeça.

—Não posso. Meu coração está congelado, e meu olho marcado. Nunca mais voltarei para casa.

Sebastian se remexeu no trono, sabia que aquilo não era uma verdade, e Ciel sabia também, pois lançou um olhar para o demônio que permaneceu silencioso mas deu um pequeno sorriso, disfarçando.

—Esqueça isso, nós descobriremos uma solução — argumentou angustiada — Eu o ajudarei. Eu… eu… aquecerei seu coração — falou, avançando e segurando o pulso do menino, doeu em seu coração sentir a pele fria dele em contato com a sua e, num arroubo apaixonado disse:

—Eu aquecerei seu corpo, Ciel. Venha comigo… — puxou-o em direção à ela, mas Ciel estacou, e num puxão livrou seu braço do agarro da menina.

—Não posso, Lizzy. Vá embora, aqui não é lugar para você — falou calmamente, ainda se sentindo estranho pela oferta da amiga. Ele jamais teria esses tipos de pensamentos com ela.

—Por que? Por que não pode?

—Não percebe, Lizzy? — Ciel olhou com ternura para a amiga e então se virou para o rei, caminhando em direção à este.

—Assim como meu corpo, minha alma pertence ao demônio. — falou se aninhando no peito de Sebastian, ofegando de leve apenas pelo contato sutil com o corpo do maior.

Sebastian sorriu abertamente, envolvendo seu pequeno humano com o braço. Jamais pensaria que ele iria tão longe para ficar consigo. Se declarar abertamente como sendo de outro homem…

—Vê, senhorita? Não há um cativo aqui, ele não é vítima e eu não o mantenho preso.

A garota não se deu por vencida.

—Ciel… está enfeitiçado, não vê isso? Esqueça essa coisa, deixe-o. Não tem porque ficar num lugar frio como esse.

—Aqui é agradável para mim, Lizzy. Não posso mais voltar. Nunca mais voltarei a ver a minha casa ou as rosas de inverno. Agora eu só vejo beleza no frio e gelo — Ciel argumentou com a voz calma, talvez dando a impressão de certa tristeza na voz, frutos de tantas emoções conflituosas dentro de si: a depressão, a descoberta de ser amado por Sebastian e Elizabeth, saber que o rei queria abandoná-lo de vez...

Dessa vez quem se adiantou foi Arthur, deu alguns passos em direção ao menor.

—Não diga isso, Ciel. É jovem demais para desistir, se você quiser, conseguirá sair daqui, ele mesmo disse que você não um prisioneiro. Venha conosco — o semblante do professor mostrava pena e angústia pelo destino que ele via Ciel escolher e que, julgava ser o pior possível.

—Isso mesmo, Ciel, venha. Aqui é horrível, é frio demais. Você vai congelar nesse frio terrível — completou Lizzy, estendendo ambas as mãos em súplica para o seu amigo.

Ciel recuou ainda mais, quase se enroscando no manto do rei.

—Vocês não entendem ? Eu não quero isso! Aqui é agradável para mim e é ao lado dele que eu quero ficar!

Sebastian teve um desejo intenso de beijar o seu pequeno humano, de tomá-lo nos braços e sentir a sua pele macia e morna arrepiar-se com seus toques. Como pôde cogitar a hipótese de devolvê-lo para casa? Como pôde ser louco à esse ponto?

Mas a garota loira era realmente persistente.

—Prefere morrer nesse gelo? Ser congelado como um bloco de gelo e ter seu calor todo roubado por esse ser? — falou exasperada.

Sebastian sentiu o corpo do Ciel estremecer e se enrijecer, logo depois se afastou alguns passos.

—Lizzy… não há outro lugar que eu mais queira ficar do que aqui. Por favor, vão embora! Jamais irei congelar, o gelo que você diz roubar meu calor, pelo contrário, o gelo queima dentro de mim. Meu lugar é ao lado do Rei da Neve, é a ele que eu pertenço!

Elizabeth fungou, obviamente ferida no seu orgulho feminino. Não conseguia entender como Ciel, sendo um garoto, preferiria ficar em companhia de um homem. Como podia dizer aquelas palavras tão naturalmente? Percebeu que ouviu as palavras que ela sempre quis ouvir dos lábios do rapaz, porém estas não eram dirigidas à ela. Soluçou mais uma vez, cobrindo a boca com a mão enluvada e foi amparada por Arthur.

Ele também não estava gostando nada do que havia ouvido. Por que Ciel foi se declarar desse jeito para um quase desconhecido? Afinal ele conhecia o rei há muito pouco tempo, alguns meses apenas… Sentiu o coração se apertar, se surpreendendo com o sentimento de inveja e ciúme que havia se apoderado de si.

—Ciel… — se adiantou, pronto para argumentar mais uma vez, porém nesse momento, Sebastian se levantou do trono

Alto e imponente, olhou para os dois logo abaixo de si com arrogância e altivez, mantinha um braço nos ombros do seu pequeno humano.

—Basta! — falou num tom de voz normal mas com tamanha autoridade que foi como se houvesse gritado no salão. Arthur e Elizabeth estremeceram ante a voz e até mesmo Ciel se encolheu um pouco, afinal, não conhecia essa face do rei.

—Professor Arthur — Sebastian olhou diretamente para o homem que o encarava com olhos espantados — O senhor deveria voltar para as suas aulas, vá escrever alguma coisa ou ler. — virou-se para a loira dessa vez — E a senhorita, embora eu admire a sua coragem, tenho que dizer que seu sentimento não é em nada correspondido. Devo mandar que saiam do meu castelo, nesse exato momento. Vá embora, filha do sol!

Sebastian sorria quase demoniacamente quando estendeu o braço num grande arco que fez seu manto esvoaçar e uma lufada de neve ser lançada sobre os visitantes indesejados, ambos sendo lançados para trás e para fora do palácio, indo parar somente do lado de fora dos portões que se fecharam num estrondo assim como as altas e majestosas portas de madeira pesada e escura do palácio, que desprenderam alguns cristais de gelo do batente com o impacto delas.

Ciel expirou, percebendo que até agora estava prendendo a respiração. Aquilo foi… poderoso! Ergueu o olhar para o maior e seus olhares se encontraram, pois Sebastian o encarava ternamente. Ciel mordeu o cantinho do lábio inferior, não sabia o que aconteceria agora, afinal a carta que Sebastian havia escrito era muito clara à respeito aos planos dele. O rei queria devolvê-lo para a sua casa, não o queria aqui embora tivesse dito que o amava.

Sebastian olhava seu pequeno humano, admirando como ele havia ficado perfeito naquela roupa, como conseguia ficar ainda mais encantador. Ele era um louco com toda certeza, mas dessa vez, ele sabia o motivo da sua loucura: Ciel. Aquele humano era a sua loucura e a sua perdição. Sentou-se no trono, puxando seu humano pela mão, fazendo-o ficar em pé entre suas pernas.

—Quer dizer que é comigo que quer ficar? — perguntou fazendo festas com as pontas dos dedos na bochecha do garoto que fechou um olho, sentindo uma leve cócega.

—É… é o que eu disse…. — falou inseguro. E se reafirmasse o que queria e recebesse uma negativa como resposta?

Sebastian tocou o rosto acariciando demoradamente. Gostava do toque macio da pele pálida e morna na sua mão fria.

—E é verdade? — perguntou sorrindo, os olhos castanho-avermelhados dançando pela face do menor.

Ciel assentiu com a cabeça, sentindo as bochechas corarem, estremeceu com o contato da palma mais fria no seu rosto e suspirou.

—Vai me mandar embora? — perguntou por fim.

—Claro que não. Jamais deixarei você partir. — falou sorrindo, trazendo-o mais para perto e então se inclinou para frente, tomando os lábios do menor nos seus.

Ciel se arrepiou, e mais do que depressa, enroscou os braços no pescoço do Rei da Neve, retribuindo o beijo que ele achou não ia nunca mais provar. Sentiu o maior ofegar e apertá-lo nos braços, entreabriu os lábios para a língua que pedia passagem e a sugou levemente quando esta adentrou sua boca. Empurrou o peito do Sebastian, fazendo-o encostar-se no espaldar do trono e, sem interromper o beijo, subiu no colo do rei, passando uma perna para cada lado das coxas do maior, ondulou o corpo, muito levemente, num roçar provocante que surtiu o efeito desejado. Sebastian gemeu minimamente e suas mãos voaram para o traseiro do Ciel, apalpando.

O beijo rapidamente tornou-se mais apressado e voraz, as línguas rolando uma sobre a outra, explorando e se enroscando. Ciel afundou os dedos nos cabelos do outro, apertando os fios conforme rebolava mais rápido, se esfregando com desejo no volume que se erguia firme no quadril do maior.

Se sentiu queimar, ele não havia mentido quando disse à sua amiga que o gelo o queimava, ele amava os toques do Sebastian, gostava quando ele fazia isso, quando deslizava os lábios pelo seu pescoço em beijos meio lambidos que o fazia se arrepiar e estremecer, gemeu baixo, se roçando mais, as mãozinhas afoitas descendo pelo pescoço, se infiltrando pela gola da roupa, puxando o fecho do manto real sem conseguir soltá-lo.

—Ciel… — Sebastian murmurou, num gemido baixo, apertando as nádegas enquanto se levantava com o menor no colo, ganhando um ofego e um gemido em resposta.

Caminhou pelo castelo, fazendo os passos automaticamente, sem nem precisar olhar que caminho tomava, conhecia aquele castelo de olhos fechados, todos aqueles anos vagando sozinho pelos corredores gelados lhe deram a memória exata de cada pedra assentada.

Ainda provava o pescoço do pequeno deixando-o arrepiado e marcado quando entraram no quarto e Sebastian o colocou na ampla cama de lençóis negros. Ciel abriu os olhos, reconhecendo o quarto do rei. Estivera ali há poucos minutos, invadindo o local e desobedecendo uma ordem, corou de vergonha, mas Sebastian não parecia bravo, muito pelo contrário, agora o olhava intensamente, os olhos brilhando de desejo enquanto tirava sua resplandecente coroa de cristais de gelo e abria o fecho do manto que caiu na cama, se embolando nas pernas de ambos.

Ciel se contorceu minimamente, era excitante o modo como o rei se despia, mantendo os olhos presos nos dele, passou a mão pelo próprio peito, inquieto, sentia seu membro se enrijecer mas parou a mão no abdome, sem pressionar sua própria ereção.

—Sebastian…. — murmurou, precisava dele, precisava do seu demônio tocando-o, esquentando-o, o deixando úmido e ofegante.

O Rei da Neve entendeu o pedido e inclinou-se sobre seu pequeno humano, beijou os lábios rosados, abrindo os laços e botões da camisa longa, ajustada na cintura por uma faixa, beijou a garganta, sentindo a pulsação acelerada do garoto, encostou a língua na pele arrepiada e ganhou um gemido em resposta. Beijou mais para baixo, trilhando o peito com mordiscadas e chupões leves, deixando marcas avermelhadas e, quando deslizou a língua pelo botãozinho eriçado do mamilo esquerdo, Ciel se contorceu, puxando os cabelos de Sebastian.

Ele sorriu, adorava ver como o outro reagia de modo tão sincero às suas carícias, sugou o mamilo, deixando-o saltado, brincando com o botãozinho, raspando os dentes nele até que estivesse duro para então partir para o próximo. E Ciel se contorcia, gemendo, movendo as pernas, inquieto pelas ondas de prazer que o invadia, arrebentavam no seu cérebro, o engolfava e o fazia afogar-se na sensação. E isso apenas com as carícias preliminares.

Enroscou as pernas no quadril de Sebastian, se esfregando.

—Sebastian… rápido… eu… não posso esperar — murmurou, arranhando os ombros do maior.

O membro do Sebastian pulsou, se excitando mais ao ouvir aquela súplica tão deliciosa, abriu a calça curta do Ciel, deslizando as grandes mãos pelas laterais dos quadris, baixando-a junto com a roupa íntima, tirando-a por fim e a deixando largada sobre a cama. Subiu arrastando as unhas pela coxa pálida, vendo como o pequeno corpo arqueava-se conforme as unhas chegavam perto do quadril, como as pernas se afastavam dando um visão privilegiada da sua intimidade.

Ciel gemia baixo, o rosto virado de lado, olhos fechados e mãos paralelas ao rosto. Queria que Sebastian não fosse tão lento, precisava desesperadamente do corpo do maior sobre o seu, o cobrindo, roçando e fazendo-o arrepiar-se.

—Ahhh…. — gemeu quando sentiu os dedos tocarem sua entrada e moveu o quadril, afastando mais as pernas, num convite mudo para que as falanges afundassem no seu interior, e quando Sebastian fez isso, o gemido que soltou foi ainda maior. Um gemido alto e erótico que fez os olhos do demônio se acenderem em luxúria.

Ele também não podia esperar mais, embora quisesse fazer tudo lentamente, trabalhando os pontos sensíveis do Ciel até que este estivesse perto demais do próprio limite, queria excitá-lo ainda mais e assim o fez, beijando cada parte do corpo frágil abaixo de si, mordiscando o pescoço já marcado, os lábios inchados pelos beijos exigentes, arrastando as unhas pelas costas, fazendo o menor se contorcer de prazer e roçar os mamilos já saltados no peito dele.

—Sebastian… — gemeu impaciente.

—Para que está com tanta pressa? — murmurou o rei, olhando divertido para o garoto corado e ofegante abaixo de si _ São as nossas núpcias… — finalizou, beijando o outro lado do pescoço.

Ciel inclinou a cabeça para o lado, dando mais acesso aos beijos, processando a informação que acabara de ouvir.

—N-núpcias?? — falou baixinho, tentando não gemer enquanto falava, as mãos passavam pelos braços nus do rei, numa carícia lenta.

—Por que acha que está vestido assim? — mordiscou a garganta, deslizando os dedos dentro do canal estreito, sentindo Ciel estremecer e apertar seus braços.

—Ahh.. aah...p-porque...hhmm… eu gostei da roupa ….

—Era a roupa destinada ao meu companheiro… -Sebastian ergueu o rosto, sorrindo para o outro.

Ciel corou, corou muito, deslizou os braços para cima, acariciando os ombros e nuca do maior, até enroscar os dedos no cabelo sedoso e negro.

—Companheiro?? — Ciel não sabia exatamente o que sentir, era alegria, ansiedade, amor e excitação misturando-se no seu interior, fazendo seu coração pular descompassado no peito e seu estômago se retorcer. Seria isso mesmo que ele estava entendendo? Sebastian, o Rei da Neve, estava o tornando seu?

Ciel encarava Sebastian, os olhos heterocromáticos muito abertos, brilhantes de ansiedade presos no rosto do rei, querendo alguma resposta.

—Sim, será meu companheiro por toda a vida. — Sebastian sorriu e se inclinou beijando-o apaixonadamente, ao mesmo tempo que o penetrava lentamente.

O menor gemeu, arranhando as costas do outro, se contorcendo pela invasão dolorosa e prazerosa, ofegou quando sentiu o quadril de Sebastian bater contra suas nádegas e se separou do beijo, olhando com olhos lacrimosos para aquele à quem havia entregado seu coração.

Sebastian deu um selinho breve nos lábios do garoto, afastando o cabelos daqueles olhos tão lindos, que o haviam cativado desde o primeiro momento que os vira. Sentia seu coração bater mais rápido, sentindo-se quente por dentro, mas um quente que o deixava feliz.

—Eu o amo, Ciel — declarou, acariciando os cabelos do seu pequeno humano se surpreendendo ao ver as lágrimas descerem pelo rosto dele, secou-as ternamente com a ponta dos dedos.

—Eu também te amo, Dunkel, Sebastian, Rei da Neve ou qualquer nome que tenha. Eu te amo mais do que pensei ser capaz. Não me deixe… — murmurou choroso, ganhando beijos carinhosos.

—Jamais o deixarei — respondeu, começando a se mover, estocando-o com calma, sentindo o corpo do outro se acomodar em torno do seu membro

Ciel gemeu alto, arranhando as costas do outro, voltando a enroscar as pernas em torno do quadril do outro, rebolou minimamente, dando beijos pelos ombros do Sebastian que passou a estocar cada vez mais rápido, tomando aquele jovem como seu, à despeito de serem de dimensões diferentes, espécies diferentes, origens e idade diferentes. Nada disso importava, porque ambos eram animados pelo mesmo sentimento.

E, enquanto caísse a neve naquele reino, ano após ano, Ciel viveria com Sebastian no seu castelo gelado, queimando de desejo e amor, o tempo em suspensão enquanto corria célere do lado de fora do palácio. Mas nada disso importava, porque não é só o calor, o gelo também queima.

Notas finais
Eeee..... chegamos ao final da fanfic. O que vocês acharam? Eu queria agradecer muito à quem leu, comentou, favoritou e recomendou essa fanfic. Muito obrigada, adoro vocês > https://www.facebook.com/media/set/?set=a.728089387322497.1073741855.630130480451722&type=3 Meu perfil no FB>>> https://www.facebook.com/profile.php?id=100009909871101 Muitos beijos pra vocês Foi ótimo estar com vocês nesse tempo e bem, eu tenho outras fanfics (todas mais ou menos atrasadas cof cof cof), sei que algumas pessoas me acompanham nelas, mas se alguém aqui ainda não conhece, dá lá uma olhadinha, quem sabe vocês gostam? *3*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!