O filho do Pirata - Fase Dois
4 Sou Colombo, ao seu dispor!
Na manhã seguinte, quando Killian e Gold chegam à mesa do café, encontram Andreas esperando-os.
– Cosme informou-me que os senhores querem conversar com o Colombo. Eu sou Colombo, ao seu dispor! E se vocês sabiam onde me encontrar é porque já nos conhecíamos.
– Sim, os nossos caminhos foram cruzados num momento qualquer. – diz Gold sendo auxiliado a sentar-se.
– Não foi somente isso, senhores. Existe algo mais forte que os atraiu até minha aldeia. Quero saber do que se trata.
Killian somente senta-se depois de ver Andreas fazer o mesmo. Olha-o com o mais profundo amor. Era o seu menino grande.
– Conheci sua mãe. Elisa e eu fomos bastantes amigos.
– Então, ela adoraria reencontrá-lo. Lamento, mas Cosme me disse que ela está na Terra do Nunca.
Um arquear de sobrancelha é a primeira reação do pirata.
– Já estive lá, quando ainda existia.
Andreas sente a provocação, mas não insiste no assunto. Começa a servir o próprio pequeno almoço. Precisava mudar o rumo da conversa e prender-se ao comércio.
– Os homens são porcos que se alimentam de ouro. Nosso preço é ouro.
A frase provoca tosse em Gold, que se engasga. Killian não se contém e começa a rir.
– Não fomos apresentados. Este meu amigo aqui é Robert Gold! Eu sou James!
Ainda rindo da situação, Andreas olha os homens alternadamente. Interessantes, aqueles dali!
– De qual reino vocês são? Suas roupas...
– Somos de um reino chamado Storybrooke. Caímos acidentalmente em um portal e viemos para cá. Precisamos retornar. – Gold bebe um gole de uma bebida quente e aprecia o gosto.
– Minha mãe nunca esteve nesse reino. – ele se volta para Killian. – Como a conhece?
– Humm! Eu estive em vários reinos. Fui um viajante no tempo e no espaço.
– Como o Dr. Who e sua Tardis? – pergunta Andreas mordendo um pedaço de pão.
Gold e Killian entreolham-se. Percebem a luta das informações na mente do menino.
– Onde está Marlene? – pergunta Killian olhando para os lados.
– Correndo pelo campo com os outros ferozes de minha criação. Mas vamos ser diretos e objetivos, senhores. O que querem do Colombo?
Inclinando-se para frente, Gold sorri de forma fraca.
– Precisamos encontrar certo rancho, onde há o cultivo de feijões mágicos. Precisamos de pelo menos um grão para abrirmos o portal com segurança para voltarmos para casa.
A confusão instala-se novamente na cabeça de Andreas. Fechando os olhos, ele luta contra aquele emaranhado de imagens que cruzavam em sua mente. Um rancho, um cavalo escuro e vagens do feijão, além de um vasto campo verde. O cavalo negro poderia ser o seu animal Thor, que não ele era tão gracioso como o das visões.
– Isso precisa acabar. – ele murmura e abre os olhos ao sentir a mão ser segurada por outra. Era Killian. – Tenho lapsos em minha memória e perdi mais de um ano em recordações. Sofri um sério acidente e fui encontrado pelos meus amigos, trazido de volta, mas sem minhas memórias. Há uma lacuna em minha cabeça. Querem mesmo a ajuda de um homem assim?
– Queremos e precisamos, Andreas. – Gold segura a outra mão do rapaz, provocando uma fuga imediata.
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