O filho do Pirata - Fase Dois
15 Em casa
Despencam de uma determinada altura e mergulham nas águas do mar. Afundam, nadam e conseguem atingir a superfície.
Desesperados, Killian e Gold procuram o filho ou Marlene. Um dos dois tinha de atravessar o portal. Gritam apavorados e apenas tranquilizam-se quando conseguem ver dois vultos grandes mergulharem a alguns metros dali.
Quando emergem, Andreas e Marlene buscam oxigênio e apoio para flutuarem. Abraçam-se e apertam-se tirando força e conforto um no outro.
Ela era mulher outra vez!
Marlene agarra-se ao corpo de Andreas, como se sua vida dependesse daquele abraço e sente a força dos braços dele contra o seu corpo. Em seguida, percebe a aproximação dos sogros e começam a nadar em direção à praia.
Já na praia, protegendo o corpo despido da mulher com sua capa, Andreas a levanta nos braços e a carrega até a areia, deitando-se ali com ela. Sorri ao ver seus dois pais sentarem-se ao lado, ofegantes pelo esforço e pela mistura de emoções.
Vasculhando as redondezas com seus olhos atentos e curiosos, Andreas recebe de volta as lembranças que haviam sido roubadas com a passagem pelo portal. Estava na casa de seus dois pais, mas não se sentia em sua própria casa.
– Voltamos, queridos! – Gold gargalha e faz questão de tocar o rosto de cada um de seus companheiros, até mesmo do pirata, que o olha com espanto. – Estamos em casa!
Eles riem e voltam sua atenção para algumas vozes que são ouvidas. Eram pessoas conhecidas que vinham em sua direção, correndo com a felicidade estampada em seus rostos.
– Swan! – Killian levanta-se e é nesse momento que percebe que havia perdido seu gancho durante a passagem. Mas o que importava diante da maravilhosa sensação de ter o corpo de sua amada entre seus braços e o contato daqueles lábios contra os seus.
David estava junto e auxilia Gold a ficar em pé, enquanto Gládius corria ao socorro aos seus dois amigos. Abraços como se faz com crianças pequenas. Beija-lhes o alto da cabeça.
– Por onde vocês andaram? Vimos a abertura do portal e ficamos apavorados! Não sabíamos por onde procurar! – o pirata gigante não conseguia conter a felicidade com o reencontro. – Foram as horas mais aterrorizantes que vivi! Nem o confronto com os baleeiros conseguem tira minha estabilidade!
– Horas? – Andreas e Marlene perguntam ao mesmo tempo.
– Sim, horas! E foram as horas mais horrendas já vividas! Nem mesmo o confronto com o primeiro baleeiro foi tão assustador! – Gladius abraça seus amigos. – Vamos para casa!
Dias depois da volta do grupo, o imenso Spartacus está novamente em alto mar. Andreas, Marlene e Petrus estavam como parte da tripulação e aquele momento seria inesquecível.
– Não me canso de olhar esse horizonte divino. – Andreas sorri ao ver Gladius aproximando-se.
– Não vemos o mesmo horizonte por duas vezes. Hoje cedo, tive a impressão de ter visto algumas nereidas acenando em nossa direção.
– Sim, você as viu! Elas vieram desejar boa sorte! Conseguem atravessar portais, sem uso de objeto mágico algum! Sabe, eu amaria viver no mundo delas, algum dia!
Gladius gargalha.
– Cuidado com o que deseja, amigo! Poderá acontecer!
FIM.
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