O fantástico mundo de Eldarya
3 Capítulo 3- Sou fadona
Notas iniciais
Então, desculpem a demora por postar esse capítulo. Mas, como já sabem, estou bem ocupada recentemente. Bom, a fic volta a ativa quando o episódio 5 do jogo lançar e eu tiver jogado também, claro. Até loguinho ♥
Lá estávamos nós, frente a frente com a rainha da chatice. Na verdade, só estávamos esperando ela parar com o chilique momentâneo para podermos finalmente explicar o motivo de nossa visita. Ohh, falei chique agora, hein?
— O que você fez dessa vez?— Caralho, eu sempre preciso fazer alguma coisa pra vir aqui?— Então?— Eu encontrei um bagulho.— O quê?_ a kitsune me olhava confusa.— Mentira, encontrei um pedaço daquele cristal louco._ mostrei o cristal que estava na minha mão.— Oh..._ parece que eu a surpreendi. Claro, eu sou cheia de surpresas. Ela se virou para Jamon e falou na linguagem da putaria. Calma, foi isso não. Mas parecia. Logo depois, ela olhou para mim._ Como explica o fato desse cristal estar em suas mãos?— É o seguinte._ fiz uma pausa, todos me observavam esperando uma resposta._ É inexplicável._ passaram a me olhar com impaciência._ Tá difícil hoje, hein? Eu encontrei essa porra aí.— Ah, é mesmo? Onde?_ perguntou desconfiada.— Não faz nem uma semana que cheguei e você espera que eu conheça tudo isso aqui? Foi no meio de umas árvores, pronto.— Poderia ser mais específica? Como eram as árvores?— Ah, tinha uns galhos e umas folhas bem verdinhas que voavam quando ventava._ a kitsune me olhou descrente. Suspirei._ Não fui eu quem encontrou, tá bom? Feliz agora?— Não foi você?_ surpresa.— Tá surda, minha filha? Foi o que eu disse._ ela me olhou impaciente._ Ah, nem vem gritar. Foi o Mery que me entregou. Ele me pediu para não falar nada, achou que vocês iriam me achar menos "estranha"._ ouvi uns risinhos atrás e nem me dei o trabalho de virar. Tinha certeza que aquele elfo desgraçado estava quase gargalhando.— Você sabe onde ele encontrou?— Não, eu não perguntei. '-'— Grr... Eu entendo, você não poderia adivinhar.— "Oh, estamos evoluindo. Será que ela está tomando maracugina?"— Isso confirma o que eu sempre disse: essa garota não vai nos ajudar em nada!_ se pronunciou o azulado.— E quem liga pro que você diz, elfo maldito? ¬¬— Oh, calma Ezarel, não fique jogando pó de arcano no fogo!_ gritou a kitsune.— "Opa, estou vendo uma treta? Estou vendo uma treta."— Acsa, saia por favor, eu preciso conversar sem a sua presença.— Tá me jogando pro lado? E pra onde eu deveria ir?_ bati o pé algumas vezes, esperando uma resposta.— Bem... Jamon, rapazes... Nós precisamos conversar sobre ela, vamos para outro lugar.— Sobre mim? Eu gosto de falar sobre mim, quero ir também!_ eles saíram da sala, me excluíram._ Malditos desgraçados... Espera. Como ela sabia o meu nome? Deixa pra lá, vou dar uma de zé povinho e escutar..._ comecei a caminhar com um sorriso diabólico no rosto.Eu fui para a sala das portas, onde um escândalo acontecia dentro da sala que tinha comida. A comida que eu não pude roubar naquele dia... Enfim, coloquei meu ouvido próximo a porta e comecei a escutar tudo.— Eu não a quero aqui!— Chega! Assumam as suas responsabilidades! VOCÊS insistiram para que ela ficasse, agora ELA vai ficar!— "Nossa, que baixaria!"_ abri um pouco a porta para poder bisbilhotar melhor.— Nós? Nós insistimos? Você está brincando? Foi o Kero!— Grrrrr...— Eu não quero vê-la na Guarda de Eel e ponto final.— Eu preciso te lembrar quem dá ordens aqui, Ezarel?!— "Ohhh!! Tomou, trouxa!"— Antes de discutimos se devemos aceitá-la, o melhor é saber se ela vai ser útil ou não..._ o platinado se pronunciou.— Não, pois ela é humana. Como ela poderia?— Ele tem razão, ela não parece muito habilidosa.— "Até tu, Nevra-senpai?"— Ela também não parece ser muito forte. Eu não consigo imaginá-la segurando uma alabarda ou uma espada.— "Aí já é problema seu se a sua mente não funciona pra nada." ¬¬— Ela pode ficar na despensa, no meu lugar. O que acham?— Você só pensa nisso, hein Nevra?_ a kitsune olhava-o com tédio.— Mas pelo menos ela vai servir para alguma coisa._ o moreno sorria.— "Palavras doem mais do que tiros..."_ pensei enquanto minhas mãos consolavam meu coração.— Considerando o tamanho e peso, eu acho que ela só vai aguentar alguns dias.— "Nossa, esse daí é de exatas. Criador de fórmulas, o novo Pitágoras. Já prestou Enem, meu bem?"— Ela já faz parte de uma das guardas, não adianta discutir.— "Isso mesmo, Miiko! Ponha ordem nessa bagaça!"— Não é a primeira vez que nós somos obrigados a retirar alguém da guarda..._ retrucou o azulado.— "Tão esperando o que então pra te mandar pro inferno?"— Mas nas outras vezes tivemos boas razões.— Nós temos boas razões neste caso também!— "No seu também!"— Ah, é? E você pode me dizer quais são?— Ela é fraca, inútil, provavelmente estúpida e ela não conhece esse mundo. Esses motivos não são suficientes?_ disse o elfo sorrindo.— "Grr, maldito filho da puta! Eu vou arrancar suas orelhas e enfiá-las no meio do teu..."_ alguém me interrompeu antes que eu pudesse completar meu raciocínio.— Não é nada educado escutar atrás da porta._ era o tal de Leiftan novamente. Sempre nos momentos inoportunos...
— Ah, mas é certo o que aquele avatar filho da puta disse né? Ele tá certo, então?!— O Ezarel não é um rapaz ruim, mas ele pode ser um pouco exagerado as vezes. Não se importe com o que ele disser, não é ele que decide no final..._ o loiro finalmente soltou meu braço. Eu me afastei, com os punhos cerrados de raiva.— Triste pra ele que eu sou o demônio em pessoa. Vou socar a cara dele até não ter mais o que socar. E não tente me segurar!Antes que eu pudesse dar um passo, todos saíram da sala surpresos ao me verem.— Você está nos espionando "novamente"?_ o avatar questionou.— Nem precisei, você estava praticamente gritando para o mundo. Parecia aquelas mulheres que acabaram de sair da semana de menstruação.— Eu imagino que você ouviu tudo, então é melhor eu falar mesmo. Essa garota é responsabilidade de vocês. Eu não queria, mas vocês insistiram para que ela ficasse. Por isso, vocês tem que assumir.— Ouviu essa, avatar de merda?_ disse com um sorrisinho de canto.— Nós assumimos, mas também não queremos que ela fique para sempre._ completou o moreno.— Nem eu disse o contrário.— Todo mundo concorda?— É, tá tá...— Bom, nós vamos colocar o pedaço de cristal no lugar... Se dessa vez você quiser mesmo me entregar...— Como assim, "dessa vez"? Toma aqui esse negócio e não fica de mimimi._ praticamente taquei o cristal na mão da Miiko.Fomos todos juntos para a sala do cristal, eu queria saber como funcionava aquela porra toda. Ao se aproximar do cristal, Miiko encostou as pedras, que começaram a brilhar. Os dois pedaços se fundiram e, nesse momento, uma mulher muito feia apareceu na minha frente. Ela mexeu o braço lentamente e apontou para mim, sussurrando algumas palavras que eu não consegui ouvir. Logo depois, desapareceu.— Quê isso? Um tipo de premonição de morte? Ou ainda é o efeito dos cogumelos? Olha aqui, eu não vou morrer ainda não tá?!— O quê?_ o azulado parecia bem surpreso.— ..._ e a kitsune estava sem palavras.— Mas como é possível?! O cristal... Ela...— "Ela? Óia, ele tá coradinho! Awn, que filho da putinha! Ont!"_ eu me virei e todos pareciam assombrados._ Que porra é essa, bicho? '-'_ agora todos olhavam fixamente pra mim._ Que foi, porra?!— Isso foi o espírito do Cristal.— Oush, e cristal tem espírito agora?— Desde que o cristal se quebrou, ela nunca mais tinha aparecido.— Eita.— Ela não é o cristal, mas a sua alma... É assim que nós a vemos quando ela se materializa na nossa frente.— Piorou tudo. Cristal tem alma? Esquece... E ela vem sempre aqui?— Não muito, é raro.— De cem em cem anos?— Não. Antes de eventos importantes, em uma catástrofe natural, o nascimento de uma criança real, uma transformação no Maana... ou... na chegada de uma humana, pelo que estou vendo.— Ai, tô fodida. Minha morte seria uma catástrofe natural, o mundo ia se abalar geral! Ela é uma vidente?— Uma o quê?_ o azulado finalmente se pronunciou.— Uma vidente seu estúpido imbecil inútil do caralho.— Digamos que sim... Nós chamamos de Oráculo.— Ai, minha vidinha...Agora fodeu. Esse tal de Oráculo apareceu na minha frente, apontou pra mim! Não há engano, é definitivamente uma catástrofe! Eu vou morrer... Mas espero que seja um equívoco. Se for pra morrer, que seja lá no meu mundo com a minha playlist do pen drive. Meu enterro vai ser digno, cara.— Por que o Oráculo apareceu pra ela?! Não tem motivo!— Porque eu sou fodona, só aceita e chora._ disse jogando o cabelo para o lado.— A não ser que..._ o loiro pensou em voz alta.— O quê? '-'— Nada é por acaso. O fato do Oráculo aparecer e você ter chegado aqui na primeira vez...— O que você está tentando dizer, kitsune himedere?— Nada, nós estamos perdendo tempo tentando te explicar. Não é algo para "humanos".— Eu citei o seu nome, Ezarel? Acho que não, né? Então, shiu!— Exatamente, talvez ela não seja apenas uma simples "humana"._ a mente do platinado parecia começar a funcionar.— Está tentando dizer que eu não sou humana?_ disse ironicamente.— Como assim?— Como você explica o fato do espírito do Cristal aparecer para ela?— Hum... Você tem razão. Talvez porque ela é..._ ela olhou para mim da cabeça aos pés.— Ela é o quê?— Hu-ma-na! Sou uma humana, seu avatar falsificado burro!— Talvez ela tenha sangue de Faery.— Sangue de quê?_ perguntei confusa.— Haha, muito engraçado, Miiko.— Pois é, né? Essa eu tenho que concordar.— Eu estou falando sério, Ezarel... Ela tem que fazer o teste.— Porra, outro teste?_ virei os olhos, me sentando no chão.— Você quer mesmo desperdiçar o nosso tempo com "ela"?— Opa, eu ouvi essa oscilada que a sua voz deu na parte do "ela". Cuidado porque na próxima vez a sua voz pode nunca mais sair.— Não discuta e deixe-a fazer o teste._ a kitsune gritou, indo embora junto com os outros caras.— Caralho, que escândalo! o.o_ olhei para o Ezarel, que ainda estava na sala._ Se der negativo, posso ir embora fazer meu enterro?— Sim... É por isso que o teste é uma perda de tempo. Você não tem nenhuma chance de ser uma faery.O azulado ficou resmungando como um velho antes de ir embora. Eu fui atrás, já que ele faria o teste. Tinha que terminar isso o quanto antes, ou não poderia pegar meu pen drive com as músicas para o funeral. Eu o encontrei no laboratório, lendo um livro super concentrado. Eu apenas esperei por alguma instrução, até ele me notar e vir até mim.— Eu estou surpreso em ver que você não veio ficar no meu pé.— Não sou um animal selvagem como certas pessoas. Ou melhor, elfos._ sorri cinicamente.— Você fez o certo. Tome, isso é para você._ disse me entregando um pedaço de papel, era uma lista de ingredientes.— Bora fazer um bolinho típico de Eldarya. Mas então, onde eu encontro esses troços?— Alguns deles você encontra na loja, mas vai ter que se virar pra encontrar os outros.— Tá, eu dou um jeito.Água purificada, seiva de cedro dourado, uma rocha escarlate e uma fruta selenita. Acho que vai sair uma receita bem exótica. O primeiro que encontrei foi Nevra, perto dos refúgios.— Nevra, você caiu do céu.— Eu sei._ disse sorrindo.— Não abusa, moço. O Ezarel me pediu pra buscar esses bagulho aqui pro teste e bem, eu não faço ideia do que é uma fruta selenita.— É uma fruta, não?— Você também está tentando passar no Enem? ¬¬ Enfim, eu não sei o que é.— E você achou que eu iria te ajudar?— Sim... nos damos muito bem, não?— Eu só sou gentil com uma certa senhorita em apuros...— Socorro?— Venha, eu vou te ajudar a encontrar a famosa fruta.— Yey!_ disse seguindo o moreno até o mercado._ Espera, no mercado?— Onde mais poderia ser?— Na floresta, sei lá? Eu tô perdida em outro mundo, lembra?— É verdade.Compramos a fruta com um gato ladrão falante e continuei a minha busca pelo restante dos ingredientes. Próxima ao portão do QG, encontrei o projeto de javali.— Ah, não. O que você quer agora, porco maldito?— Mim vigiar saída.— Hm... "Ele sabe falar..."_ comecei a caminhar para a saída.— Você ter motivo saída?— Por quê?— Acsa não sair.— Puta merda, vai encher o saco assim no caralho. Nem no meu mundo era assim..._ fui embora, bufando. Enquanto caminhava, o platinado havia brotado na minha frente.— Acsa.— Tá repreendido em nome do Senhor, sai!_ me afastei, surpresa.— ..._ ele fez uma cara estranha.— Não gostou é só parar de aparecer assim.— Oh, não é isso.— Então muda essa cara de cu.— ...— "Incrível conversa..." O Ezarel me pediu pra procurar alguns ingredientes pra porra do teste. Eu não sei onde procurar.— Ah, deixe-me ver essa lista._ o platinado pegou a folha da minha mão e passou a lê-la._ Tem uma rocha escarlate.— Olha só, sabe ler. A rocha é vermelha? Se for já anota no bloquinho que pode cair no Enem._ ele me olhou surpreso.— ... Estou surpreso por saber o que é.— Viu? Já vai anotando logo.— E você sabe onde encontrar?— Querido, eu sou um gênio mas não sou adivinha. ¬¬— Eu entendi._ ele se prontificou a me mostrar onde tinha as rochas e eu o segui. Fomos para a forja e lá tinham muitas dessas pedras.— Nossa, me senti meio burra agora. '-'— Às vezes o melhor é não complicar nada._ ele disse sorrindo.— Hm... Vou falar isso para o Nevra. Valeu, Valkyon. "Falta pouco pra acabar essa porra."Depois disso, fui para a loja de alquimia comprar a tal da água purificada que por sinal era cara pra caralho. E algum tempo depois, encontrei Keroshana no corredor das guardas.
— Então, Acsa, você começou a se acostumar com a Guarda de Eel?— É... Então né... Pudim.— O quê?— Esquece isso.— Alguns membros da guarda vieram me contar que você estava furiosa com o Ezarel...— Ah é. Cabeças vão rolar... As duas vão rolar. Mas fica tranquilo, Keroshana, você ficará a salvo, assim como o Nevra. Agora estou tendo que fazer um teste porque o Oráculo anunciou a minha morte e bem, quero provar que sou humana para voltar ao meu mundo e preparar meu funeral.— O quê? O Cristal?_ ele parecia muito surpreso.— Calma, filho. Não é liquidação não, o cristal ainda tá ali.— Então ela apareceu...— Apareceu. E sinceramente, que coisinha feia viu? Mó aberração...— Filho de um Black Dog!— Não, é filho de uma puta.— Hum... Sinto muito, eu me exaltei. Preciso conversar com a Miiko agora.— Boa sorte._ depois de alguns segundos eu lembrei de algo._ Ei, espere Keroshana!— Sim?— Você sabe onde eu posso achar uma "seiva de cedro dourado"?— Nós podemos encontrar facilmente na "clareira dos cedros". Eu bem que poderia ir com você, mas estou muito ocupado, a Ykhar está ausente.— Que porra é Ykhar?_ ele saiu rapidamente sem me responder._ Black Dog do caralho.Eu supus que essa clareira só podia ser do lado de fora, então seria possível meu encontro com o javali. Felizmente eu não o encontrei e consegui achar essa porra de clareira. De repente, um barulho muito alto me tirou toda a concentração.— "Que porra é essa? Parece que veio da esquerda, vou lá curiar."_ caminhei até lá e encontrei de novo a merda de um círculo de cogumelos._ "Essa porra de novo."_ eu encarei o círculo por longos segundos e me decidi._ "Eles falaram que o sentido é só de ida, não é? Então eu vou arrancar essas merdas um por um!"— Na próxima vez nós anotamos tudo!— "Eita, tem gente vindo."— Eu sei, mas pense positivo, nós acabamos passeando um pouco. Bom, nós não conseguimos achar nenhuma fruta, mas nos divertimos bastante!— Verdade... Mas nós perdemos um tempo considerável.Enquanto isso, eu estava parada com dois cogumelos na mão esperando que nenhuma delas me vissem. — Não me diga que você não estava se divertindo aqui fora...— Sim, mas não é isso...— Ykhar..._ disse olhando a outra fixamente.— ... Bem, é verdade. Eu me diverti muito._ disse sorrindo.— Viu? Você deveria sair mais vezes.— ..._ a coelha me olhou espantada.— "Fodeu."— Alajéa...— Sim?— Quem é?— Hum... Boa pergunta.— E aí?_ soltei os cogumelos no chão.— O que você está fazendo aqui? Que roupa estranha é essa?— De novo? Olha, não vem falando de roupas comigo que as suas também não são as melhores, tá?— Nós nunca te vimos por aqui antes. O que está fazendo?— Procurando uma droga de uma seiv...— Puxa! É uma humana!— Bingo! Ponto para a coelhinha!— Você acha?— Sim, ela está no círculo de cogumelos. Ela deve ter acabado de chegar!!!— Quer dizer, o que restou de um círculo né? Vem cá, é fácil assim vir pra esse mundo? É tipo uma excursão só de ida?— Nós temos que levá-la para a Miiko imediatamente.— Não tô afim de ver ela de novo não, sabe.— Nós vamos incomodá-la, não?— É o procedimento padrão quando um humano é encontrado aqui...— Eu já encontrei ela, porra.— Se você acha...— "Elas nem me escutam." Vão se foder.E lá estava eu novamente indo até a Miiko fazer a mesma porcaria que já tinha feito no primeiro episódio. Suspirei em cada passo, soltando alguns palavrões no meio do caminho.— Mas isso não quer dizer nada, Ykhar. Você tem certeza de que é uma humana mesmo?— Sim, absoluta. Você não está sentindo?— Sentindo o quê? Por acaso eu tenho algum tipo de aura maligna? ¬¬— Para falar a verdade, não..._ a criatura marinha começou a me encarar com uma cara de surpresa e depois piscou o olho pra mim.— "Eu não entendi se esse "não" foi pra mim ou pra coelha ali."— Eu acho que ela parece ser gentil, olha a carinha dela.— "Ah, tá. Foi pra coelha mesmo."— Hum..._ a coelha olhava desconfiada.— Você é sempre desconfiada assim?— Eu não sou desconfiada. Eu não tenho confiança, não é a mesma coisa...— Desconfiar e não ter confiança é a mesma coisa.— Não tem nada a ver!— É a mesma coisa sim!— Para mim, não!— Ykhar!— ALAJÉA!— Treta!_ observei atenta. As duas me olharam por poucos segundos e esqueceram da discussão.— Bom, vamos. Nós temos que ver a Miiko.— Ahh, mas e a treta? Soco no estômago, facada na perna, pescoço quebrado... cadê?— Sinto muito, nós preferimos levá-la. Além disso, a Ykhar vai ficar mais tranquila.— "Então ela é a famosa Ykhar..." Tranquila?— Por te seguido o protocolo._ disse sorrindo.— "Então ela é a certinha."Caminhamos até chegarmos no QG e fomos a sala do cristal. E lá estava a kitsune himedere com a expressão autoritária de sempre.— Garotas? Por que vocês já estão de volta?— Bom, nós não conseguimos achar muito coisa...— Vocês não conseguiram encontrar nada?— Parece que nós esquecemos de anotar o que era para procurar.— ...— "Puta que pariu, mano."_ bati a mão na testa, não acreditava em tamanha idiotice até ver aquilo.— Miiko...— Eu pensei que iríamos conseguir decorar tudo...— Vocês não trouxeram nada?— Nós trouxemos uma coisa, essa flor.— "Não, cara. Não é real..."_ observei sem acreditar.— Vocês estão falando sério?! E o que vocês fizeram durante todo esse tempo?_ a kitsune já praticamente gritava.— Havia vários mascotes na floresta. Eles eram muito fofos... Nós tentamos nos aproximar de cada um deles para fazer um carinho e...— Eu entendi..._ ela parecia decepcionada.— Eu não estou me sentindo muito bem..._ as duas garotas olhavam desesperadas para a Miiko.— CARALHO, VOCÊS SÃO MUITO BURRAS! CHEGA, NÃO AGUENTO MAIS!— O que você está fazendo aqui, Acsa?— Respondam essa vocês duas.— Você já a viu antes?!_ a coelha perguntou com o rosto esverdeado.— Foi o que eu tentei dizer, burras.— Nós a encontramos no caminho, ela estava perto de um círculo de cogumelos... E-eu pensei que...— Nós pensamos que o melhor seria trazê-la.— "Essa Ykhar vai passar mal e vomitar em tudo." Miiko, libera essa garota que ela tá quase desmaiando.— Ykhar... Pare com tanto estresse. Sente-se um pouco.— Não, está tudo bem... Eu vou trabalhar um pouco._ a coelha saiu da sala.— Por que ela tá nesse estado? Parece eu quando esqueço um trabalho da escola.— Porque a Ykhar é assim mesmo._ a garota diz sorrindo.— Hm, cada doido com a sua mania.— Haha, não se preocupe, você acabará se acostumando...— Tá né.— Acsa, você poderia nos deixar à sós?_ a kitsune pediu educadamente.— Oh, claro. "Depois desse pedido..."Eu fui para a floresta, dessa vez determinada a pegar a maldita seiva. Procurando ao redor, ouvi um barulho alto à minha direita.— De novo essa porra?_ fui em direção ao barulho e parei em frente a uma árvore imensa. Alguma coisa se mexia atrás do arbusto e eu estava curiosa._ Ei, quem tá aí? Ou o que, né? Sei lá...O barulho ficou mais alto, eu estava pronta para atacar o que quer que saísse de lá. Para minha surpresa, era o mesmo mano que tinha me libertado da cela. Ele apontou para o buraco de uma árvore atrás de mim e colocou o dedo na boca pedindo segredo. Antes que eu pudesse dizer qual era o preço do meu silêncio, ele havia desaparecido. Subi na árvore para ver o que era e quando tirei meu braço de dentro dela encontrei um pedaço do cristal.— Caralho...Não entendia direito a situação, mas sabia que o mascarado e os caras não se entendiam. Só que mesmo assim esse mano me ajudou várias vezes. Ainda não podia tirar uma conclusão de tudo isso, mas ia caminhando em direção ao vento. Decidi não contar que o encontrei. Por mais que gostasse de tretas, achei que essa seria melhor evitar, no momento. Entregaria o cristal depois do teste, quando estivesse pronta para voltar ao meu mundo. Mas ainda precisava encontrar a maldita seiva! Depois de eternas caminhadas pela floresta, finalmente havia encontrado a seiva. Só restava levar tudo para o Ezarel, provar que era humana, voltar para o meu mundo e preparar o meu enterro. Entrei no laboratório de alquimia e encontrei o azulado lendo.— E aí, viado! Achei as merdas dos ingredientes.— Hum, acho que não. Eu preciso de um olho de Changeling...— Um olho da puta que o quê?— Oh, fique tranquila... Isso dá um gosto bom para a poção._ o elfo sorria.— Ah, então quer dizer que preciso tomar essa porra.— Por que não?— É né? Eu já fiz uma pergunta parecida com essa quando estava pensando em te matar.— Haha.— Não é engraçado, filho da puta. Onde eu encontro isso?— Eu acho que o Kero deixou um desse em uma das gavetas na biblioteca.— Tá. Vê se da próxima vez toma seu remédio no horário, viu?— Se eu lembrar...— Aí já é problema seu._ eu saí da sala em direção a biblioteca. Procurei essa porra em tudo quanto era canto e não havia encontrado nada. Parei para pensar um pouco e comecei a apertar com força os punhos._ Aquele maldito não fez isso..._ andei com passos fortes até o laboratório, batendo na parede assim que cheguei._ O que você tá fazendo? Um jogo comigo, garota?— ..._ ele sorria.— Fala, porque eu não te bati então sei que ainda consegue.— Hahaha!— Mano, eu vou quebrar a tua cara é agora!_ eu já estava avançando pra cima dele quando me interrompeu.— Calma, vamos. Confesse que foi engraçado.— Engraçado vai ser a minha mão voando na tua cara!— Ai, ai..._ ele limpava as lágrimas de risada enquanto se recuperava para falar._ Enfim, eu ainda não terminei de preparar o seu teste...— Caralho, o que você tá fazendo aqui então? Coçando o cu?— Saia daqui enquanto eu termino.— Aí, viu? Querendo privacidade pra fazer putaria._ eu saí da sala e comecei a vagar pelo QG.— Então, o Ezarel não terminou o seu teste?_ o platinado brotou do meu lado.— Ai, caralho! Não faz isso, Valkyon! Porra!— Desculpe.— Não, ele não terminou. Me mandou sair enquanto ele preparava o cu, quer dizer, o teste.— Certo. Você está apreensiva?— Ah, sim. Quero voltar logo para preparar o meu enterro, não sei quando vou morrer.— Não é sobre isso, é sobre o teste.— Oh, não. Sei que sou humana, isso posso garantir mesmo. "Já a personagem do jogo eu não sei."— Verdade, eu não consigo imaginar você pertencendo a outra raça além da humana.— Ok, vamos parar de esculachar os amiguinhos né? Tem muitas criaturas diferentes por aqui?— Você não tem ideia...— Hm... Ninfas, por exemplo?— Sim, nós encontramos de vez em quando.— Fico imaginando se eu fosse dessa raça..._ comecei a caminhar, me distanciando dele.— Há chances de que você seja._ ele disse sorrindo.— Só nos sonhos de um louco._ eu respondi sorrindo, sem parar de caminhar. Acabei encontrando o pirralho chorão logo depois.— Ei!!! Acsa!— Ai, não grita, merda. O que você quer?— Você entregou o meu presente para eles?— É, entreguei. ¬¬— E eles disseram o quê?— Porra nenhuma._ o garoto ficou me olhando surpreso. Eu suspirei e respondi._ Eles gostaram.— Ah! Ainda bem!— E o coitado do mascote?— Mamãe me ajudou a eclodir o ovo. Olha como ele é bonito!— "Hm... pra mim é uma bola de lã voadora."— O nome dele é Senpai.— Opa, peraí! Quem te deu permissão pra usar o termo Senpai? Senpai é coisa séria, querido! Vou chamar as yandere pra te dar juízo.— Eu dei esse nome porque é o mesmo do seu mascote...— Piorou tudo, copião! Sem criatividade, originalidade. Imitador._ logo depois uma mulher o chamou e ele saiu correndo. Provavelmente era a coitada da mãe._ "Ele me stalkeou, mano. Esse moleque é perigoso."_ algum tempo depois achei a coelhinha.— Você está preocupada com o resultado?— Não. '-'— Verdade?— Sim. '-' Por que deveria?— Se eu fosse você, não contava com o ovo dentro do Drafayel.— E se eu fosse você, não me meteria no assunto dos outros sem ser chamada.— Hum..._ ela parecia preocupada.— Valeu falou._ estava prestes a ir embora quando ela me chamou.— Espere, Acsa!— Meu Deus! Que é?_ me virei, assustada.— E-eu queria te pedir desculpas pelo que fiz há pouco. Não deve ter sido nada fácil ter sido levada por mim e pela Alajéa sem motivo.— Sim, você tem razão. Sabe, eu gosto muito de massagem nos pés, um tratamento de cabelo completo por semana... Ah, e preciso cortar as unhas..._ a coelha já começou a ficar esverdeada._ Ah, não vai vomitar perto de mim não! Sai, vai!_ a coelha foi embora. Logo depois, encontrei Miiko e Jamon na sala do cristal, como sempre. Ouvi rosnados e grunhidos então achei melhor vazar. Ao sair da sala, encontrei o Nevra-senpai.
— Humana ou não?— Me beija sim ou sim?— Me fale o resultado do teste.— Vai me responder depois. Enfim, o Ezarel não terminou e me expulsou da sala.— Eu ficaria muito surpreso se descobrisse que você é uma faery.— Ah, porque aí eu ficaria mais atraente, certo?— Não, você tem cheiro de humana.— Opa, quando que você me cheirou? Vem cá que eu quero sentir. A propósito, a Ykhar me falou quase isso. Eu acho.— Ela já voltou?— Aparentemente, sim. Eu estava na floresta e ela deu uma de louca...— Eu aposto que ela te levou até a Miiko.— Bingo, meu bem.— Ela é engraçada e previsível.— Qual a raça dela?— Ela é um brownie.— De chocolate?— O quê?— É porque brownie é bolo, pra mim.— Brownie é uma raça de faery e, inclusive, você já encontrou um.— Quem é o felizardo?— Adivinha.— Caralho, tô com cara de cartomante hoje, só pode. É o pirralho do Mery?— Acertou! E você consegue saber qual a minha raça?— Não, mas a gente pode resolver isso se conhecendo melhor...— Pff...— "Essa risada doeu na alma..." ;-; A Ykhar e o pirralho não se parecem...— Há várias subespécies de brownie.— Ah, tipo chocolate, baunilha... entendi.— Quê?— Esquece, brisei aqui.— Talvez você também seja um?_ ele perguntou sorrindo.— Não, cara. Eu sou humana. '-'— Eu não sei... Ainda não tive a oportunidade de te conhecer melhor.— Pode vim que eu tô disponível!— ..._ ele sorria enquanto ia embora.— Dá o doce e depois tira. Vai entender..._ ao caminhar para fora, perto dos comércios, encontrei a garota que acompanhava Ykhar.— Ei! O que você está fazendo aqui?— Por que quer saber? Não te devo satisfações, moça.— Pode me chamar de Alajéa._ disse sorrindo.— Não te devo satisfações, Ageléia.— É Alajéa..._ ela deu um sorriso meio sem graça.— Tô esperando o meu teste ficar pronto._ respondi ao ver que ela não largaria do meu pé.— Ah, ok! Você está em qual guarda?— Na do filho da... na Absinto. E você?_ sorri falsamente.— Eu também!_ ela sorriu.— Weee..._ fingi animação.— Você vai ver, a Guarda é um pouco como uma segunda família.— Então vai ter assassinatos entre os membros em breve. Quer dizer, se eu realmente ficar aqui.— Ah! Como assim?— Eu tenho que voltar para o meu mundo e preparar meu funeral.— Oh, entendi.— Pois é.— Você vai ter um aqui também.— Nossa, sei que sou adorável mas só posso preparar em um lugar. Além disso, meu pen drive com as músicas estão no outro mundo, então... Valeu falou._ após isso, encontrei Keroshana._ E aí, Keroshana!— O que você está fazendo?— Vagabundeando enquanto o Ezarel termina de se coç... quer dizer, preparar o teste.— Ah... Você está preparada?— Só se for pra descobrir o que eu já sei.— Haha, quem sabe?— Mano, não tem como. Nem pensem nessa hipótese porque já tá me incomodando.— De qualquer maneira, fique tranquila. Humana ou faery, você continua a mesma.— Isso foi muito lindo, cara. Obrigada. Obrigada mesmo.— Eu espero que o Ezarel pare de te perturbar. Bom, se ele continuar, ele vai se ver comigo!— Sabe o que é isso? É fogo no cu. Ele não é a Miiko mas o negócio tá frenético nele. Mas apenas por curiosidade, o que você diria?— Bom, eu... eu... Você deveria ir encontrá-lo, o teste deve estar pronto.— "Vish, arregão."_ eu caminhei até o laboratório de alquimia e encontrei Ezarel._ Terminou essa porra?— Você tem mais perguntas no estoque ou essa foi a última?— Depende, você vai fazer o que tem que fazer ou vai ficar coçando o cu?_ ele me encarava sério.— Vai ser assim?— Tem mais perguntas ou essa foi a sua última?_ ele se virou e vi o que parecia ser um sorriso. O observei confusa, esperando pelas instruções.— Eu terminei.— E então?— Não tem nada de especial. Exceto, procurar a Miiko para mim.— Folgadinho você hein, querido? Pra quê tem que chamar essa moça?— Eu prefiro que ela esteja presente e veja que você é mesmo uma humana._ ele disse sorrindo.— É, tenho que concordar._ eu saí em direção a sala do cristal. Ela devia estar lá, como sempre. Parecia até que dormia naquela porra. Enfim, abri a porta e a encontrei.— O que você quer?— Oi, tudo bem com você também? O Ezarel me pediu pra te chamar, eu vou fazer o teste agora e ele quer que você veja o resultado.— Oh, bem..._ ela entregou o bastão para Jamon e me acompanhou até o laboratório. Quando eu cheguei, Valkyon e Nevra estavam lá também._ Que isso, gente. Já virou baixaria. Bom, pelo menos todos vão ver que sou humana.— Como se houvessem dúvidas sobre isso._ o azulado contrariou.— Querido, se não tivessem dúvidas eu nem estaria fazendo essa porra de teste.— Ezarel... Acalme-se._ a kitsune já se exaltava.— "Falou a escandalosa rainha dos barracos." Então? O que eu tenho que fazer?— Dê-me a sua mão. Eu vou colocar essa mistura e se houver reação, isso significa que você é uma faery. Mas como você é humana, não vai acontecer nada.— E vai arrancar o meu couro?— Não. Eu acho que não._ ele sorria.— Maldito desgraçado..._ ele colocou rapidamente o líquido na minha mão. Eu não senti nada._ Então, quando começa a acontecer a magia?— É imediato, não?_ o platinado se pronunciou.— Normalmente, sim.— Vocês fazem isso sempre?— Já acolhemos alguma humanas no passado.— Não acredito... Eu não sou a primeira na sua vida? "A verdade dói."_ eu olhei para baixo e depois de alguns segundos voltei a olhá-lo novamente._ Enfim, qual é a reação?— Nada de extraordinário._ o azulado respondeu.— Entendi, é tipo você então.— Pfff... De qualquer maneira, você já teria visto, se não fosse uma humana.— Então, já provei o que estava provado desde o começo. Vou me preparando pro funeral._ o azulado se virou para Miiko.— Então, minha estimada amiga, essa garota é uma perfeita humana.— "Estimada amiga? Tá explicado."— ...— Como eu disse no começo, não tem nenhum traço de sangue faery nela._ ele sorria.— Ez...— Mais uma vez, eu tinha ra...— MAS QUE PORRA É ESSA?!_ a minha mão estava em chamas. Chamas verdes intensas que se propagaram e logo depois se reduziram a nada. Meus olhos brilhavam de entusiasmo.— Acsa, está tudo bem?_ o platinado parecia surpreso.— Isso foi demais! Você viu? Vocês viram?_ eu sorria cada vez mais.— Doeu?_ o moreno questionou.— Dor? Tudo o que eu senti foi adrenalina! Cara, isso foi louco!— Eu não acredito._ o azulado parecia o mais surpreso entre todos.— Então? O que você estava dizendo mesmo? Que você tinha razão? Que ela não era uma faery?— Se fodeu agora, Ezarel. '-'— ...— Espera, quer dizer que... EU NÃO SOU HUMANA?!_ todos olharam sérios para mim._ "Agora fodeu pra mim. Não sei dizer se estou representando a personagem e por isso tenho sangue faery ou... se sou eu mesmo."— Você tem sangue faery correndo nas suas veias._ o platinado me respondeu.— Puta que pariu!_ fiquei andando de um lado para o outro, pensativa.— O teste é definitivo. Se a chama aparece, isso significa que você tem sangue faery.— Mano... E o meu enterro? A minha playlist do pen drive? Meu pen drive..._ olhei para o chão, triste.Após me explicarem mais detalhadamente que o maana presente no meu organismo ativou aquela reação, eu decidi caminhar um pouco para esclarecer as ideias. E talvez até pensar em uma forma de acabar o jogo mais rápido e voltar pra casa. No quiosque central acabei encontrando o pirralho, que interrompeu meus pensamentos.— Logo agora,porra?— Oh! Acsa, está tudo bem?— Já não tava, mas você conseguiu piorar.— Oh, o que foi? Você perdeu o seu mascote?— Não sou retardada. ¬¬ Só descobri uma coisa.— O quê?— Não sou humana. Eu acho... Não totalmente. Eu acho...— Você é igual a mim, então! Que legal!— Meu Deus, tem alguma coisa que eu possa usar para me suicidar? Depois dessa, nem quero mais viver.— Isso significa que você pode ficar aqui para sempre.— NÃO, PORRA! NÃÃÃÃOOO!!!!!_ olhei para ele, que ainda sorria. Suspirei e mudei de assunto._ Pirralho, Senpai não tá com você?— Não, eu não sei onde ele está...— CARALHO, DE NOVO?!— Haha! Ele está com a minha mãe, eles foram passear, mas eu vi uma borboleta numa flor e...— "Agora entendi porque Ykhar e o pirralho são da mesma raça." Você é burro, hein?— Sim...— "E ele ainda admite."_ suspirei. É hoje, viu._ Quer ajuda?— Eu quero sim.— ERA PRA TER RECUSADO, CARALHO! AGORA VOU TER QUE IR MESMO!— Ah! Você está aqui.— Keroshana? O que foi?— Eu te vi saindo da sala e fiquei com pena.— '-' Sai da minha frente, Keroshana. Não quero ninguém com peninha de mim não.— Sinto muito... Bem, não é todo o dia que descobrimos que não somos o que pensávamos.— Então, o que quer?_ disse depois de suspirar.— O que você ia fazer?— Olha, isso é meio pessoal sabe?— Estou falando sobre você e o Mery.— Ah, sim. Íamos procurar a mãe dele contra a minha vontade, de novo.— Hum... O melhor é você ver a Miiko. Ela tem muita coisa para te contar.— Ah, não! Outro teste?— Não, nada de teste. Você se sente capaz de ouvi-la?— Que eu saiba meu ouvido tá ótimo. '-'— Não é isso. Você está se sentindo melhor?— Não. '-'— Vai ter que vê-la mesmo assim.— Oh porra, viu?_ reclamei chutando o vento.— Se preferir, posso levar Mery até a mãe dele.— Eu preferia que você ouvisse a Miiko por mim, mas como já sei que não vai dar... Leva o pirralho logo.E assim os dois foram caminhando juntos até o fim do arco-íris... Ou até encontrar a mãe do pirralho, como preferirem. Enquanto isso, eu entrei no QG sem vontade nenhuma. Comecei a olhar para o porta do laboratório de alquimia, o redor da sala das portas... E pensei: "Vou-me embora daqui, falou trouxas!". Quando fui dar meia volta, Nevra estava atrás de mim.— Cara, não me assusta assim que eu gosto muito.— Estávamos esperando você.— Hmm... ¬u¬— Ficou com medo?— Não. Só não esperava ver você atrás de mim.— Sempre estou onde você menos espera._ ele sorriu de forma sedutora.— Menos na minha cama, que é onde eu mais quero.— Vamos lá, já está na hora._ ele me empurrou de leve pela cintura.— Ai, não coloca a mão aí que você está me incitando a fazer besteiras...Adentrando o laboratório, encontro uma Miiko me encarando.— É a brincadeira do encara? Tá valendo já?— Acsa...— Piscou, perdeu!_ apontei para ela, sorrindo. A mesma me olhava impaciente._ Aff, que falta de humor.— Eu entendo.— QUÊ?!_ meus olhos quase saltaram ao ouvi-la dizendo aquilo.— Nós todos ficamos surpresos em saber que você era uma faery. Imagina você mesma...— Ah, então é disso que você tava falando? Não, eu...— Está fazendo brincadeiras para tentar esquecer o seu destino e a sua verdadeira identidade.— '-' Nossa, cara. Me sinto um pedaço de merda agora.— O que foi?— Ah, deixa pra lá. Ah, é verdade! Eu encontrei mais um pedaço desse troço._ disse mostrando o cristal para eles.— O QUÊ?!_ todos falaram em uníssono.— Peguei dentro de um tronco de uma árvore. E dessa vez, eu encontrei de verdade.— E como você soube que ele estava lá?— Eu senti com o poder do meu maana._ fiz um movimento com as mãos demonstrando ser magia.— '-' Sério?— Cala a boca, Ezarel. ¬¬— Você vai nos explicar isso quando puder. Nós temos coisas mais importantes para fazer primeiro._ disse o loiro brotando no laboratório.— Caralho, quando você chegou aí? É parente distante do Valkyon?— Miiko, eu fiquei sabendo que essa moça tem sangue faery.— Quem te contou?_ a kitsune questionou, surpresa.— As notícias voam..._ ele respondeu sorrindo.— Ykhar... Ela não consegue ficar quieta...— Porra, Eldarya News. '-'— Sim, parece que a Acsa não é humana. Eu não entendo. Tirando pela cor dos olhos, ela é banal. Que tipo de faeliana ela pode ser? Além disso, ela tem uma facilidade para encontrar os pedaços de cristal.— Ah, ela não encontrou tantos assim._ retrucou o azulado, como sempre.— Dois, em poucas horas. É o mesmo ou até mais do que o total que a guarda conseguiu em semanas!— Caralho, sou foda! Mas, como vocês não sabem que tipo de faeli-sei-lá-o-quê eu sou?— Um faeliano ou faeliana é um ser híbrido, meio faery, meio humano. E é difícil determinar a "raça" quando não dispomos nem de um sinal físico, nem de uma capacidade específica. Além disso, você tem uma aparência humana e morou com os humanos. Tudo isso complica.— Nós não conhecemos a raça do Valkyon, por exemplo._ o loiro completou.— Sério? Então somos parecidos? Droga...— Eu sempre morei aqui, sou mais faery do que humano.— Você foi adotada?_ a kitsune questionou.— Eu espero que não.— Talvez eles tenham sido adotados?— Aí eu já não sei, não sou ligada em genética de família. '-'— Talvez você tenha um ancestral faery. E se for um ancestral distante, não vai nos ajudar muito.— Quanto tempo pra descobrir essa porra?— Se descobrirmos..._ o azulado já jogou um balde de água fria.— Ah, não vem com negatividade pra cima de mim não.— Nós falaremos mais tarde sobre isso, se você concordar...— Ai, que amorzinho. De boa, Miiko. Tudo na paz..._ sorri.— Com tudo o que acabou de acontecer, claro que não podemos deixá-la ir embora.— COMO É QUE É?! E o meu en... Espera, não posso fazer mais lá mesmo..._ suspirei.Miiko passou a discutir com todos que estavam ao redor, meio que me deixando de lado. E agora, parecia que eu estava realmente presa naquele mundo. Teria que achar uma forma de zerá-lo rápido, ou sei lá o que eu perderia no meu mundo. Inclusive, estava até rolando uma treta na minha escola entre umas meninas. Ia acontecer semana que vem, cara. Eu ia perder essa merda...— Já que ela vai ficar aqui, o melhor é dar um quarto para ela._ a kitsune propôs.— Ué, vocês não iam me dar um quarto não?— Ainda nos restam algumas celas, se você preferir.— Onde fica o quarto?Ela chamou o toucinho para me acompanhar até o meu quarto. Enquanto caminhávamos, fiquei encarando-o sem desviar o olhar por um segundo. Não gostava dele, vai que dá a louca e me puxa pelo braço de novo? Nossa, não quero nem pensar porque se não eu fico puta. Passamos pelo corredor das guardas e encontramos o Ezarel.— Você está melhor?— Quer saber pra já ter uma noção de quando começar suas piadinhas?— Se você quer saber a minha opinião...— Não, não quero. '-' Com licença._ passei direto por ele e continuei caminhando, sem olhar para trás. Após alguns minutos, decidi perguntar._ Ei, cadê o meu quarto? Ou você não sabe?— Direita. Porta rosa. Não decoração._ o javali respondeu..— Aff, tudo nesse negócio é rosa. Não conhecem outra cor não?_ resmunguei entrando no meu quarto, ou o que era pra ser._ Ei, esse daqui não é o seu não, toucinho?_ olhei em volta e não tinha nada.— Meu não, quarto para novos.— Não pode ser, cara. Isso aqui é meu mesmo._ continuei olhando, abismada._ Tem nem colchão essa porra! Vem cá, vocês tão passando por alguma dificuldade além do cristal? Tipo, falta de dinheiro?— Se você trabalhar, você cansada e você dormir sem colchão._ o javali havia ido embora.— Miiko, ainda posso mudar pra cela?_ perguntei com a cabeça para fora da porta, em direção ao corredor._ Miiko? Beleza então, vou reformar essa porra também e ninguém vai entrar._ fechei a porta bruscamente.
Notas finais
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