O fantástico mundo de Eldarya

1 Capítulo 1- Fumando cogumelos


Notas iniciais
Não tenho muito o que dizer... só espero que gostem e acompanhem ♥

Durante uma noite chuvosa, uma garota se preparava para adentrar um novo mundo. Mas esperem aí, não era qualquer garota. Era A garota. Era só eu mesmo, nada de mais. Enfim, finalmente era o dia do lançamento do jogo. Vocês sabem quantas horas eu fiquei no site só fazendo fakes? O esforço deu frutos, ou só a bolinha de água mesmo. Estava com meu celular na mão, vendo algumas mensagens que havia recebido. Enquanto isso, o site carregava. Ou tentava, pelo menos, porque puta que pariu aquela merda tava lenta pra caralho. Um trovão repentino me assustou e bugou meu computador, que ficou com uma tela preta e branca.

— Eita, porra. Pifou meu pc._ toquei na tela e, sem perceber, havia sido sugada para dentro dele. Olhei em volta, encontrando-me em uma floresta._ Eita, caralho._ comecei a caminhar e encontrei um círculo estranho de cogumelos._ Já entendi, eu vou entrar aqui e tudo vai começar, não é mesmo?_ sem pensar duas vezes, pulei no meio dos cogumelos e um forte brilho começou a me envolver.

Quando o brilho finalmente decidiu ir embora, porque já tava quase me cegando, consegui enxergar um enorme cristal a minha frente. Era azul e bem bonito, então me aproximei para observar mais de perto. Cara, juro que eu não sabia que isso fazia parte do jogo. Quando estava bem próxima, uma voz feminina me surpreendeu.

— Ei! Quem é você? Como chegou aqui?- uma garota com orelhas e calda de raposa perguntou, meio nervosa.

— "Eu devo ter cheirado aqueles cogumelos sem saber."_ pensei, me aproximando dela e, quando estava próxima, toquei em suas orelhas._ Caralho, isso tá muito real!_ apertei mais algumas vezes até ela perder a paciência e me afastar com um empurrão.

— Você é louca?! Quem acha ser para encostar em mim?

— Olha, a parte do louca eu não vou discordar porque acabei de cheirar uns cogumelos. Mas a segunda parte já é demais.

— Me responda logo. Quem é você e como chegou aqui?_ repetiu impaciente, com chamas azuis lhe rodeando.

— "Cara, eu tô muito louca..." É o seguinte. Eu estava na frente do computador, fui sugada por ele e trazida pra esse mundo. Daqui, eu entrei num círculo de cogumelos e o negócio começou a ficar louco.

Eu ia completar a minha história magnífica quando ouvimos um barulho forte.

— Que barulho foi esse?

— Ouxe, acabei de chegar. Se vira.

— Jamon, cuide dela. Eu preciso ver o que foi isso.- a kitsune foi embora, apressada.

— Jamon? Quem é Jamon?_ algo repentinamente bloqueou meu campo de visão._ Com licença, sai. ¬¬

— Grr..._ eu olhei para cima e encontrei um...

— Suíno? "Eita, várias viagens."

O cara de porco grudou no meu braço de repente, me puxando para algum lugar.

— Ei, por acaso você é o Jamon? Tu me solta antes que eu te transforme em feijoada.

— Grumpf.

— Você tá me ignorando? Você não me conhece, mano...

Ele continuou me puxando sem ligar para o que eu dizia. Na verdade, acho que ele nem entendia. Eram tantos palavrões que nem fazia sentido. Enfim, depois de uma longa, longa, longa... longaaaa caminhada nos degraus infinitos, chegamos a um lugar totalmente escuro. Ele me jogou em uma cela qualquer, como se eu fosse um saco de batatas.

— Você não mexer...

— Tu não manda em mim, suíno de merda. Juro que quando eu sair daqui te transformo em toucinho.

Ele foi embora, me deixando sozinha naquele lugar escuro e sombrio. Mas, eu estava preparada para aquele tipo de situação.

— Nunca saio sem meu celular. Agora, eu tenho só que encontrar um sinal de wi-fi e..._ para minha surpresa, ou não porque já era bem óbvio que isso aconteceria, não tinha sinal nenhum._ O quê? Que porra de lugar é esse que não tem sinal?_ bufei, guardando meu celular no bolso da calça._ Bem, não deve demorar pra acontecer alguma coisa. Quer dizer, eu não vou ficar presa aqui pra sempre, não é mesmo?_ encostei na grade da cela, sentei e esperei. De repente, uma sombra saiu do lago._ Eita, caralhinho._ levantei e fui para mais perto, esperando enxergar melhor. A sombra começou a sorrir para mim. E sem mais nem menos, ela voltou para o lago novamente._ Espera aí, vai embora não. Vamos conversar sobre... os cogumelos._ suspirei, encostando na grade da cela e me sentando de novo.

A partir disso, o tempo começou a passar bem devagar. Sem wi-fi, sem sombrinha no lago, sem cogumelos... Pensando em coisas aleatórias, sou interrompida de meus devaneios com um som de chaves se batendo. Levantei a cabeça, porque estava quase dormindo de tédio, e percebi que alguém estava abrindo a minha cela. Parecia ser uma pessoa, como eu. Estava mascarado e parecia me olhar. Nem liguei, estava livre mesmo. Qualquer coisa, era só bater e correr.

— Valeu, mano._ acenei, prestes a ir embora, quando o homem colocou o dedo sobre a boca. Entendi logo de cara, dando um sorriso meio malicioso._ Meu silêncio custa caro..._ Ele havia sumido. Não me deu atenção nenhuma. Duvido que tenha escutado a parte boa. Dei de ombros, começando a correr pelos degraus infinitos, de novo. -.-

Depois de passar por tudo aquilo, eu encontrei um lugar com várias portas. Muitas portas mesmo.

— "Hm, já podemos descartar o lugar por onde eu vim."_ olhei novamente para as portas restantes._ "Faltam 6, ajudou bastante." -.- Quer saber? Foda-se, vou pra esquerda._ caminhei pelo corredor e acabei trombando com alguém.

— O que é isso? O almoço foi servido mais cedo?_ disse se curvando como um mordomo, passando a língua pelos lábios.

— Pra você, sim.- sorri, maliciosa. Logo me dando conta do que realmente deveria fazer._ Mas talvez outra hora, ainda tenho que achar a saída._ saí correndo para escolher outra porta.

Quando eu escolhi outra e decidi entrar, encontrei o que parecia ser... comida. E infelizmente eu estava com fome, sem nada me parecendo realmente apetitoso. Até me dar conta de que havia pão. Senhor, vamos glorificar! De pé, irmãos! Eu achei pão! Sem pensar duas vezes, decidi pegá-lo. Porém, a mão de um infeliz me impediu.

— O que está fazendo?_ me virei, encontrando um azulado.

— Tá meio óbvio, né? Agora posso?_ tentei me soltar, mas ele continuou me segurando.

— Não sabia que roubar é feio?_ o infeliz sorria.

— Olha, eu não sou uma pessoa politicamente correta, então... SERÁ QUE PODE ME DEIXAR COMER, POR FAVOR?!

— Não acredito. Você de novo?!_ a kitsune havia voltado.

— Kitsune-chan!_ corri para apertar suas orelhas novamente, sendo afastada bruscamente._ Aff, que horror..._ bufei.

Depois de alguns segundos percebi que ela não estava sozinha. Alguns... garotos a acompanhavam, inclusive o que me seduziu.

— O que está acontecendo?_ quem havia perguntado era um unicórnio de óculos.

— Essa humana entrou na sala do Cristal, apertou as minhas orelhas e agora está roubando comida!

— Epa epa opa! Você falando assim até pareço uma mendiga! Me deixa presa numa cela por sei lá quanto tempo e espera o quê?

— Mas estava roubando._ se pronunciou o azulado, sorrindo.

— Cala a boca. ¬¬

— Eu sabia! Foi ela quem roubou o pão e o leite!_ a kitsune parecia enfurecida.

— Opa, tem leite? Onde?_ olhei ao redor, procurando-o.

— Confesse que você pegou o pão._ o azulado sorria mais ainda.

— Não posso, porque uma certa pessoa me impediu._ olhei-o de baixo pra cima.

— Foi um garoto do refúgio quem pegou. Eu já briguei com ele e ia justamente te avisar..._ sorri para o moreno, ele me salvou.

— Ah... está bem._ ela parecia mais calma agora.

— Eu te disse. u.u

— Mas roubaram uma lágrima de dragão na sala de alquimia._ o platinado plantou uma sementinha da discórdia.

— O quê?_ a kitsune se exaltou novamente.

— Psiu! Fica quieto!_ coloquei um dedo sobre a boca.

— Estão vendo? Você! Devolva essa lágrima agora!

— Faço nem ideia do que é isso._ respondi, dando de ombros.

— Coloquem-na na cela mais uma vez e vigiem-na muito bem! Quem sabe assim, ela não rouba mais nada!

— Olha aqui, queridinha! Eu tentei roubar um pedaço de pão porque tô morrendo de fome e não consegui por causa daquele azulado maldito! Agora para aquela cela eu não volto nunca mais porque se isso acontecer, faço um escândalo e tu não vai gostar!

— Não fale comigo nesse tom de voz...

Eu ia retrucar quando o unicórnio tomou a frente.

— Miiko, por favor... Nós poderíamos ao menos ouvir o que ela tem a dizer, o que acha?

— Hum... Vocês que sabem._ ela respondeu sem dar a mínima.

— Perfeito! Jovem, por favor, conte tudo._ sorrindo.

Ótimo, agora eu era o centro das atenções. E, pra mim, não era de uma forma positiva. Suspirei fundo e comecei a falar sem parar.

— Eu estava no meu quarto e no meu mundo quando começou a trovejar e meu PC acabou bugando então vim pra esse mundo e depois entrei num círculo de cogumelos que quase me cegou e aí encontrei aquele enorme cristal azul._ terminei, ofegante. Todos me olhavam, pareciam meio confusos.

— Quê?_ o unicórnio parecia ser o mais perdido.

— Tenho certeza de que era um círculo de uma feiticeira._ concluiu o azulado.

— Sabichão mesmo, hein?_ ironizei.

— Espere, a magia te trouxe diretamente para a sala do Cristal?_ questionou a kitsune.

— Isso mesmo, gênio. ¬¬

— I-isso é impossível! Essa sala é protegida!

— Bem protegida. Wow..._ levantei os braços bem animada.

— Eu sinto que ela não está mentindo._ o moreno disse. Eu o olhava, agradecida.

— Então... tem algum jeito de eu voltar pra casa?_ perguntei, sabia que era algo que a jogadora diria naquele momento.

— Infelizmente isso é impossível, o círculo só funciona em uma direção._ respondeu o azulado.

— Você deveria saber como, é o sabichão daqui. ¬¬

— Podem levá-la de volta para a cela. Nós iremos buscá-la quando pudermos enviá-la ao mundo dela._ decidiu a kitsune.

O cara de porco já veio pra cima querendo agarrar o meu braço novamente. Eu desviei e dei um tapa na sua mão.

— Nem fodendo que eu volto pra lá! E você, seu porco maldito, se encostar em mim de novo arranco seu nariz!

— Eu estava pensando... Como você conseguiu sair da cela?_ perguntou o platinado.

— É mesmo. Você diz não saber de nada, mas foi capaz de sair de lá._ completou o azulado.

— Pois é, né? Como será que eu saí..._ me virei, sorrindo. A kitsune me olhou enfurecida. Suspirei._ Abriram a minha cela.

Todos passaram a me olhar assustados e surpresos. Eu apenas os olhei, confusa. Que porra tava acontecendo afinal?

— Parecia ser um homem, vestia preto e usava uma máscara. A propósito, vocês comemoram o carnaval?

— Não acredito! Nós estamos perdendo tempo com ela, ele voltou... Jamon, venha, vamos inspecionar o local.

— Gente, e o carnaval? '-'

— E coloquem-na na prisão!_ enfurecida novamente, se afasta acompanhada pelo toucinho e o platinado.

— Puta que pariu._ bati a mão na testa.

— Kero, o pequeno me disse que tinha escondido a comida, mas eu não tenho tempo de procurar. Você poderia ver isso para mim?_ pediu o moreno se aproximando do unicórnio que estava ao meu lado.

— É você quem deve cuidar disso, não?

— "Eita, vai rolar aquele!"_ observo, atenta.

— Oh, não... Não é minha responsabilidade._ o moreno saiu da sala, feliz.

— "Aff, gente..."_ olhei para o unicórnio, com tédio. Ele parecia... chateado.

— Eu vou fazer o inventário da sala de alquimia, talvez mais coisas tenham sumido. O que acha, Kero?_ perguntou o azulado.

— Está bem.

Todos haviam saído da sala, ficando apenas eu e o Kero.

— É... Bom... Vamos para a prisão. V-você poderia me acompanhar?

— Você pode ter cara de trouxa mas se tocar em mim vai levar.

— Ora, não precisa falar assim. Eu acho que tenho uma solução...

— Hm, é mesmo?

— Se você me ajudar a recuperar a comida que o pequeno pegou, quem sabe a Miiko mude de opinião sobre você e não te envie mais para a cela?

— Contanto que eu não volte para aquele fim de mundo...

Nós começamos a caminhar e eu aproveitei para perguntar sobre aquele lugar. Basicamente, era um mundo onde viviam os nossos contos de fadas. A Miiko era dona da porra toda, sendo protegida pelo toucinho e seguida pelos líderes das guardas: Ezarel, da Guarda Absinto; Nevra, da Guarda da Sombra e Valkyon, da Guarda Obsidiana. E aquele que me explicava tudo se chamava...

— Sou Keroshane, faço parte da Guarda Reluzente._ ele me disse sorrindo. Eu o olhei, com um pouco de pena._ O que foi? Você está bem?_ questionou preocupado.

— Não se preocupe, eu te entendo. Sei muito bem porque você é o trouxa do grupo, Keroshana._ passei meu braço pelo seu ombro, consolando-o.

— É Keroshane..._ respondeu com dificuldade, afastando meu braço.

— Na verdade, não sei não. Só disse isso pra socializar mesmo.

— Eu não sei qual o seu nome...

— Pra que vai querer saber? '-'

— Diga!_ suplicou, apertando os olhos.

— Ok, ok. Me chamo Acsa.

— É um nome muito bonito._ sorriu.

— "Diz o mesmo pra todo mundo..."_ suspirei.

Depois dessa super conversa, fomos para o refúgio. Era uma boa caminhada, mas nada comparado aos degraus infinitos. Só de lembrar já dói as pernas.

— Eu acho que ele deve ter escondido a comida racionada por aqui. Nós não encontramos nada no QG.

— Caralho, a situação tá tão ruim que a comida é racionada?

— A alimentação é complicada por aqui. Somos obrigados a racionar... Se você vir alguma coisa, me avise.

Alguns minutos de procura e havia encontrado próximo a uma árvore. Minha barriga roncava só de olhá-lo.

— Que bom! Você tem um olho bom para essas coisas! Vamos poder colocar tudo isso no lugar._ eu o olhei, como se estivesse suplicando por um pedaço daquele pão._ Eu vou deixar um pedaço para o pequeno e para você. Promete não contar nada para a Miiko?

— Não poderia mesmo se quisesse._ sorri, pegando o pedaço e comendo numa só mordida.

Aproveitei que estávamos voltando para o QG e lhe perguntei sobre o refúgio. Resumidamente, uma cidade com habitantes necessitados. Parecia que aquela não era a melhor época para Eldarya. Nós entramos no QG e colocamos o que restou do pão no lugar.

— Pronto, agora está tudo guardado no seu devido lugar.

— Keroshana, será que não há uma maneira de eu voltar pra casa?

— É Keroshane! E não, sinto muito. Tudo o que foi dito é verdade. O caminho que você pegou é sentido único. É muito complicado sair daqui...

— Ô porra, viu.

— Ah, Kero, você conseguiu achar o..._ o azulado se interrompeu ao me ver, sorrindo em seguida._ Você... Você está encrencada.

— Você que vai estar se abrir a boca pra alguém. ¬¬

— E-espere, ela me ajudou... Foi ela quem encontrou a comida!_ explicou o unicórnio.

— Verdade?

— Você poderia me ajudar a convencer a Miiko a deixá-la aqui ou na cidade até que possamos enviá-la de volta para a casa dela?

— Hm... não sei. O que eu ganho com isso?

— Você ganha a chance de não perder os dentes.

— É..._ o unicórnio parecia em dúvida.

— Uma porção dobrada de mel e alguns biscoitos seriam bem-vindos.

— Ok, ok... Eu te dou a minha parte.

— Faz o que eu falei, Keroshana. Ainda dá tempo...

— É Keroshane!_ corrige, apertando os olhos.

— Você é tão generoso..._ implicou o azulado.

— É trouxa. Fala trouxa mesmo.

— É melhor você nos agradecer quando nós tivermos conseguido te livrar da prisão. Nada nos garante que a Miiko vai te deixar livre.

— Pode esperar meu agradecimento sentado, elfo maldito.

— Vamos? A Miiko deve estar na sala do Cristal._ o azulado foi andando na frente, sendo seguido por mim e Keroshana.

O elfo maldito sorria cada vez que nos aproximávamos, ao contrário do unicórnio. Parecia que ele teria um ataque epilético a qualquer hora. Depois aquele desgraçado queria agradecimentos... Tava na cara que ele não ia ajudar. E eu? Bem, acho que de boas. Não seria esfaqueada até a morte, não é mesmo? Ao chegarmos na sala, vimos Miiko acompanhada por Nevra, Valkyon... e um desconhecido. Não que eu já conheça todo mundo, mas... você entendeu. Pelo clima, parecia ser uma conversa bem séria. Agora que eu falaria mesmo.

— Leiftan, está tudo bem? Você não quebrou nada?_ pela primeira vez, a kitsune parecia preocupada.

— Não se preocupe, eu estou bem._ respondeu um loiro com... mechas pretas? Sei lá, foda-se.

— Não acredito!!! Ele já conseguiu entrar aqui duas vezes. Pelo menos, você o expulsou à tempo...

— "Eita, porra! Cadê a pipoca?"_ observei, atenta.

— Eu não sei quem é ele, mas será que não tem consciência da loucura que está fazendo? Ele nos colocou em perigo!

— "Melhor que novela do SBT."

— Eu não sei o que o leva a fazer isso... Eu sinto muito, se eu tivesse conseguido pegá-lo, eu poderia saber mais sobre ele..."

— Não tem problema, você conseguiu evitar o pior. Por favor, vá até a enfermaria para ver se você realmente está bem, eu vou cuidar do resto.

— "Caralho! Ela disse mesmo por favor?"_ olhei-a, surpresa.

— Já que você insiste... mas fique tranquila, eu estou bem!_ disse o loiro sorrindo, logo depois de pegar o casaco.

— "Será que estou vendo um shipp?"

— Espero._ a kitsune me percebeu enquanto o loiro começou a ir embora. Nevra sorria ao nos ver enquanto Valkyon... era o Valkyon. O loiro me olhou surpreso, como todos os outros quando me conheceram._ Eu pedi que a levassem para a cela!_ enfurecida novamente... que novidade.

— E eu disse que não voltaria pra lá._ bati o pé com força no chão.

— Kerooo?_ gritou.

— E-ela me ajudou e... eu pensei que não tinha mais necessidade de colocá-la na cela._ o unicórnio parecia que ia morrer, socorro.

— Você "pensou", hein?_ chamas azuis a rodearam novamente.

— Guarda esse fogo no cú. Keroshana, deixa isso não.

— É Keroshane!_ corrigiu, ainda com medo._ E-ela parece gentil e... uma ajudante a mais seria bem útil, não?

— Chega! Eu não vou mudar de opinião porque você acha que ela é gentil. Para você, todo mundo é gentil!

— "Uma das desvantagens de ser trouxa."_ suspirei.

— H-Hum...

Porra, ele precisava de ajuda! Olhamos para Ezarel, mas ele parecia estar se divertindo com tudo aquilo. Pensava em formas de matá-lo quando outra pessoa interveio.

— Por que não damos uma chance para ela? Nunca se sabe._ o loiro sugeriu.

— Verdade, além disso, ela é bonita!_ concordou o Nevra.

— Ah, muito obrigada._ sorri para os dois.

— Além disso, é uma humana... Nós poderíamos utilizar como isca em algumas missões._ o platinado e suas falas incríveis.

— Valkyon, senta lá no cantinho e fica quieto. ¬¬

— E se ela não for boa o suficiente, poderemos abandoná-la na floresta._ sorriu o azulado enquanto sugeria outra ideia incrível.

— Eu ainda vou te matar, tá me ouvindo?!_ falei alto, bem alto.

— Se ela não tiver sido devorada antes._ completou o platinado.

— E você vai ser o próximo, Valkyon!

— M-mas..._ Keroshana tentou intervir, mas né? Já sabemos que não deu certo.

— Pff... Vocês estão falando sério? Já que é assim, vocês serão os responsáveis por ela. Não quero que ninguém venha reclamar se algo der errado! Eu não quero saber de nada._ a kitsune foi embora.

— Se foderam._ comecei a rir.

— Oh... Eu não tinha pensado nisso. Nós vamos ter que cuidar da senhorita? Alguém está interessado?_ o azulado já jogou a responsabilidade pra outro.

— Apenas se ela tiver as habilidades necessárias._ exigiu o platinado.

— Para me servir o café da manhã e cuidar de mim, por que não?_ o moreno sorria.

— Opa, vou com ele. Tchau, seus putos.

— Não é assim tão simples. A chefe pediu que cuidássemos do seu caso e isso significa que você vai fazer parte da Guarda de Eel. Parabéns._ ele deu uma pausa e continuou._ O Kero vai te fazer várias perguntas bem chatas para saber qual a guarda que você vai trabalhar. Nos vemos mais tarde.

Bem, finalmente parecia que o jogo ia começar a ficar interessante. Só espero não entrar na guarda errada, ou vão haver assassinatos.

Notas finais
Críticas, sugestões e afins? Só comentar ;3