Esta tarde abalámos até chegarmos ao porto de Marselha.

A tarde estava bem calma, avistámos alguns zumbis pelo caminho, mas nada de especial, cuidávamos deles facilmente, afinal são zumbis não é nada de especial agora com uma equipa, o pior são os Rage, ainda não vimos nenhum, mas sempre tive um mau pressentimento quanto a eles. Rapidamente chegámos ao porto.

— Socorro! – Ouvimos nós essa voz estranha.

— Vocês ouviram? Estão a pedir ajuda. Mas de onde? – Decidimos ir à procura dessa voz que não sabíamos de quem era, mas se houvesse chance de serem amigos assim seria óptimo. Rapidamente corremos até ao porto. E escondemo-nos atrás de umas caixas.

— Então vocês os dois acham que podem matar dois dos nossos e sair impunes! Joni traz os zumbis... – Disse um homem que parecia ser o líder do grupo, alto e confiante, o olhar dele não me parecia bem, odiei-o ao primeiro olhar.

— Ei tu! Achas que fazer mal aos fracos é uma boa ideia seu atrasado!? – Disse Mary levantando-se do nada e gritando para ele.

— Quem és tu? – Pergunta o homem.

— É falta de educação pedir o nome sem dar o dele primeiro, não tens etiqueta!? – Ofende Mary, querendo fazê-lo mostrar as suas verdadeiras cores. – Vá diz o teu nome!

— Sabes etiqueta ahm? Perdão, sou Kazu, líder do grupo deste grupo, e o melhor companheiro Joni. Quantos de vocês são? – Pergunta o Kazu com um ar meio maníaco.

Rapidamente eu vou tiro a espada e mato um deles, veio-me uma sensação de culpa ao peito, nunca me via a querer matar pessoas.

— Vocês, é uma emboscada! Disparem! – grita Joni.

Antes mesmo de poderem disparar, uma bala de electricidade explode na cara deles.

— Não no meu turno. – Diz Shaw. – Achávamos mesmo que vos deixaria?

Kazu, de repente saca das laminas e aponta-as para mim, aí do nada clica num botão e a espada dispara, então o Tirus mete-se à minha frente bloqueando a bala com o braço.

— Ó não... pessoal vou me passar um pouco ok? – Sem poder dizer mais nada, a raiva sobe a ataca um dos homens dele. Mary impaciente e com muita energia, decidiu atacar o Joni, Shaw tratava dos restantes que estavam em maior número com o seu canhão, só me restava o Kazu.

Dou um impulso com um salto, e começo a atacá-lo com vários ataques de espada porem ele bloqueava e tentava disparar ao mesmo tempo, era difícil desviar-me das balas, então desviei-me dele por um tempo.

— Vou acabar convosco agora! – Diz o Kazu.

— Tens a certeza? Estás em menor número. – Digo eu, fazendo-o aperceber-se do que se passava.

— Tsh, pessoal! Vamos embora! Peguem no barco! – Diz Kazu. Aí Mary rapidamente mete as suas adagas no pescoço dele.

— Nós ficamos com o barco. E com esses dois que estão sentados. – Responde Mary fazendo-o aceitar. Deram-nos as chaves do barco, e fomos embora.

Já no barco, metemo-nos a navegar. E decidimos fazer um brinde aos novos aliados.

— Bem-vindos, ahm... – Começa Tirus o brinde, mas esquece-se dos nomes deles.

— Sou o Soul, e ele é o Mark Keil, mas chamem-no MK, obrigado por nos ajudarem há pouco não sei que faríamos sem vocês. – Agradece Soul, muito amigável, eu confiei logo neles, sei quando são de confiança apenas pelo olhar. Eram muito inteligentes, o Soul tinha consigo uma Sniper, e o MK uma Desert Eagle.

— Ok pessoal, querem aprender a conduzir isto? – Pergunto eu.

— Ryu, sabes conduzir tudo? – Pergunta Mary.

— Sim, mais ou menos, só não sei pilotar um avião e um helicóptero, afinal já tenho 18 anos.

— Uau... como aprendeste? – Pergunta Mary com curiosidade, não sei porque demonstrava tanta.

— Bem, não interessa agora... acho... mas queres aprender? Eu ensino. – Digo com um sorriso enorme na cara.

— Acho que pode ser. – Senta-se ao meu colo e mete as mãos ao volante, eu comecei a desenvolver muitos sentimentos por Mary.

Lá atrás eles estavam a falar sobre a sua história. Sim uma história há tanto tempo que não ouço especialmente dos meus pais, que estão.... Não importa mais de qualquer das formas, desde que não descubram sobre mim vai estar tudo bem.

Quando dei por mim, já estávamos quase fora de França. Com Mary ao volante. Adormeci, numa das camas no convés inferior. E de repente o sonho veio.

— Ryu, estás aí? – Ouvi uma voz. – Sou eu a Sivra.

— Sivra, como estás? O que se passou com o mundo, e.… o que se vai passar podes me dizer? – Perguntei curioso.

— Claro, por ti tudo, querido irmão. Este mundo não é o que parece, e agora que o Apocalipse chegou outros seres antes escondidos pela frieza dos humanos vão aparecer, talvez alguns seres como tu. Riusaki, Maoou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.