O dia começou muito bem
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Bem, eu estou numa carroça, tem um homem amordaçado do meu lado e um estranho falando comigo, basicamente eu sou a única mulher aqui e se eles não estivessem presos eu tenho quase certeza que eu seria estuprada. Mas bem, como eu vim parar aqui?! Simples, um filho de uma... mulher de família, que eu costuma chamar de amorzinho, me enganou e meu prendeu aqui, aquele Imperial! Por algum motivo ele acha que todos os nórdicos são Stormcloaks, enfim ele disse que me amava e eu acreditei, então por isso que estou aqui e por isso eu queria mandar ele ir tomar no meio do orifício anal, mas eu não posso.
Não posso fugir porque os arqueiros são muito bem preparados e vão me matar, mas se eu ficar também vão me matar, então dá no mesmo. Nunca pensei que meu fim seria assim, numa caroça cheia de homens estranhos, a proposito, o homem amordaçado é Ulfric Stormcloak, não o reconheci porque ele tá meio fora de forma e tal, mas pois é, o mais estranho é que eu estou calma mesmo sabendo que vão arrancar minha cabeça em pouco tempo, acho que é porque eu não tenho mais amor, nunca tive família, ou pelo menos não me lembro deles (não tenho memória desde o dia que acordei numa floresta toda ferida, foi ai que encontrei Dimitri, o tal Imperial que eu chamava de amor), não tenho casa, ou seja, eu não tenho nada, então acho que mal posso esperar pelo doce e frio beijo da morte.
A carroça parou e sou, provavelmente, a única pessoa que está animada com a morte, sei que não vou pra Sovngarde mas pelo menos vou parar com essa palhaçada que as pessoas chamam de amor. Um trouxa tentou fugir e como eu já sabia, os arqueiros são muito bem preparados, ok, minha vez.
Me aproximo do lugar da minha execução e escuto um barulho, acho que estou enlouquecendo, mas... as outras pessoas também escutaram, porém disseram que não é nada, eu ainda acho que vai dar merda, mas tô cagando e andando, vou estar morta mesmo. Eu apoio minha cabeça e já posso até escutar o doce som da morte, mas ai o maldito barulho de novo. Me matem logo, não aguento mais esse barulho!
EITAAA PORRA!! É um dragão!! Como assim os dragões existem?! Se eu não morro de um jeito, eu morro de outro, a morte tem hora marcada e não tá gostando dessa enrolação. Eu fico meio tonta mas logo levanto e saio correndo igual uma louca (porque acho que todo mundo faria isso se visse um dragão).
Eu encontrei um tal de Ralof, ele discutiu um merda de um Imperial e seguimos, mas uma coisa me impressionou quando estávamos fugindo, eu vi um corpo subterrado nos escombros causados pelo dragão, ou melhor, não vi o corpo porque tinham muitos destroços mas vi os olhos daquela pessoa, tão únicos, mas tão familiares, quando olhei para esses olhos não senti somente a dor e o sofrimento daquela pessoa, mas o amor e a esperança, como... como se tivéssemos uma ligação, eu conseguia ver no verde daqueles olhos, o que eu sentia na minha alma. Mas eu continuei fugindo, mesmo que com um aperto no coração, porque não se para pra apreciar os olhos de alguém quando se está fugindo de um dragão.
Eu e Ralof continuamos, ele soltou as cordas que estavam nos meu pulsos e eu peguei algumas coisas num baú, entre elas uma espada, não era pesada mas também não era tão boa, nós prosseguimos e matamos algumas pessoas no caminho, foi a primeira vez que eu matei alguém eu senti a dor daquelas pessoas que eu matei em mim. Acho que não nasci pra ser uma guerreira. Mas por algo motivo, depois de tudo isso, não queria mais morrer, muito pelo contrário eu estou amando essa sensação, não a de ter matado alguém, bem... talvez, mas acho que algo reacendeu minha alma. E eu não sei o que farei agora, mas acho que vou tentar não morrer no momento.
Fale com o autor