Notas iniciais
Gente, estou me desanimando, todos me deixam no vácuo, já tem mais de 40 visualizações e ninguém comenta, com exceção do DouglasVegas... tá, estou parecendo aquelas noobs que está pedindo coisa -q bem, aqui os personagens que terão importância ao longo da fic: http://gartic.com.br/lrb1805/desenho-livre/angelo http://gartic.com.br/lrb1805/desenho-livre/marina http://gartic.com.br/lrb1805/desenho-livre/sr-p Eu mesma desenhei, por isso ficou uma porcaria :B Bem, o que vocês ainda estão fazendo aqui? Vão ler >:u

No dia seguinte, assim que eu acordei, vi todos correndo, seja com a camisa onde deveria estar a calça e a calça onde deveria estar a camisa.

Vi logo uma menina, a qual conheci no primeiro dia, seu nome era Alfreda Manoela. Meio estranho, mas ela preferia que a chamasse de Alfre.

–Alfre, o que está acontecendo?

–O Sr. P. Ele foi sequestrado.- Ela tinha respondido nervosa.

Tão pouco me importei. Odiava aquele homem. Se pudesse, eu chutava a cara dele e o mandava para o submundo.

Mas ele era o dono do internato. E, sem ele, segundo Ângelo, o garoto que vivia de gorro, o internato ficava um caos.

–E por que estão todos correndo desesperadamente? — Indaguei.

–O vice-dono, que é um cara chamado... ninguém sabe o nome dele, por isso chamam ele de Bob Marley, não sei porque. Ele mandou todo mundo ir para o centro do internato em 2 minutos. E se não chegarem em 2 minutos, morreriam. E já se passaram exatos um minuto e 50 segundos. — E respondeu Alfreda correndo.

Nem me preocupei em trocar de roupa. Corri para o pátio sem dá conta que meu cabelo estava parecendo um ninho. Não é a toa que dois passarinhos do bosque que havia perto entraram pela janela e pousaram no meu cabelo. Quase enforquei aqueles pássaros, mas eles eram tão fofos, mais tão fofos que eu cedi.

Quando cheguei lá, Bob Marley estava nos fuzilando. Ele tinha cara de mal, mas chegou um ruivo ao meu lado.

–Não se preocupe. Bob Marley é assim mesmo.

–Tá, mas quem é você? — Perguntei.

–Ué, eu sou o Ângelo... — Respondeu. — Acho que você não me reconhece sem gorro.

–Não. Você devia ficar sem gorro sempre, você fica lindo... Ops.

Isso sem querer saiu da minha boca. Eu fiquei um pimentão, e ele corou e desviou o olhar.

–Desculpa... — Resmunguei.

–Pra quê? — Perguntou. — Isso é um elogio de amigo... E descubro que você é bonitinha mesmo com o cabelo desse jeito. — E saiu, discretamente, ajeitando seu cabelo, piscando seus olhos verdes.

Corei ao máximo. Olhei para o meu cabelo naquele momento, e estava... Um horror. A cada espelho que eu passava, o objeto quebrava.

Bob Marley então começou a falar que era inaceitável o sequestro dele, que enviaria uma equipe para buscá-lo e outras coisas sem importância. Passou exatas 6 horas falando a mesma coisa. Quando acabou — finalmente — rapidamente fui me arrumar, pois iria para meu antepenúltimo treino antes de partir.

Eu fiquei olhando para meu guarda-roupa. Pensei no que o Ângelo disse. Aquilo que ele disse ficou ecoando na minha cabeça. Amigo. Amigo. Amigo. AMIGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

–Mas no que estou pensando? Ele só é um treinador gato que faz piadinhas! — Pensei comigo mesmo.

Terminei de me arrumar e fui direto para a zona de treinamento, onde ele pedira para eu o ver.

Cheguei lá e vi seus olhos verdes radiando no meio de muitas crianças. Me aproximei dele.

–Oi... — Murmurei.

–Olá. Tenho que fazer isso com você urgente. O tempo está se esgotando. — Gritou ele agarrando meu braço e me puxando a mais de mil para uma porta que dizia "SIMULAÇÕES".

Ele abriu rapidamente a porta que tinha uma janelinha de vidro e me chutou para dentro.

–Você vai para uma simulação de ataques extraterrestre. — Explicou. — Terá que demonstrar tudo que aprendeu. Alguma dúvida?

–Sim. — Respondi. — Desde que cheguei aqui, quero saber qual é a senha do Wi-fi. Qual é essa senha?

Ele riu.

–A senha do wi-fi é senha. Sem brincadeira. — Respondeu. — Mas eu estava perguntando sobre a simulação.

–Ah bom. Bem, não tenho nenhuma duvida. — Afirmei.

–Certo, agora, prepare-se. — Então ele pegou um controle do bolso, saiu da sala, trancou a porta, apertou um botão do controle e ficou me observando pela janela.

Surgiu então um cenário de uma noite. Nuvens dominavam o céu escuro.

Apenas fiquei em pé, olhando para o céu. Quando uma luz refletiu no meu rosto. Encandeou minha vista. Andei para o outro lado para ver o que era.

Naves.

Isso mesmo. Aquilo então rodeou o céu inteiro, até que desceu um montão de carinhas verdes com orelhas pontudas, vestidos com pele humana com armas estranhas na mão.

Então, com seus olhos vermelhos, olharam fixamente para mim e começaram a correr na minha direção.

Estavam me cercando. Sem saber o que fazer, resolvi invocar o poder Terremotolidica.

Um tremor saiu da minha mão e foi parar onde eles pisavam. O cenário começou a se tremer.

Aproveitei que eles estavam ficando tontos, e lancei um pouco de fogo neles. Eles corriam de um lado para um outro, mas logo um extraterrestre gritou algo e eles pararam.

Eles ergueram suas armas e começaram a atirar.

Eu me desviava como se fosse um filme tipo Matrix, era inacabável aqueles tiros.

Tentei invocar um escudo, mas quando eu estava na metade da invocação, um tiro que parecia de verdade me atingiu.

Levei uma queda e bati o rosto no chão. Meu nariz começou a sangrar. Aquela simulação era perfeita.

Então, lancei todos os poderes que davam neles. Até que minha energia acabou. Teria que lutar.

Então, comecei a dar golpes de judô neles. Mas eles se imaterializavam e se materializavam em outro lugar. Era uma espécie de teletransporte.

Mas consegui golpear uns 3 ou 4 extraterrestres. Lutava desesperadamente, em busca pela vitória. Mas enquanto lutava com um, outro me atingia, o que me deixava fraca.

Pensei que se eles se teletransportavam e me atingiam, não havia jeito de eu atacar sem ser atingida. Então, eu senti minha energia de poder voltar.

Tive, naquele momento, uma ideia brilhante. Corri e escalei a parede. Sem pensar duas vezes, invoquei o poder do dragão.

Um lindo dragão de metal surgiu. Eu subi nele e comecei a controlar-o. Lancei fogo em todos. E não era um fogo qualquer. Era O Fogo. Um especial. Queimava até coisas não inflamáveis.

Comecei a queimar a todos. Nenhum escapou. E a vitória final foi minha.

Quando todos morreram, o dragão sumiu, e eu desabei. O cenário desapareceu, e Ângelo abriu a porta e entrando, aplaudindo, com uma caixa de medicamentos na mão.

–Está bem até agora. Você resolveu as coisas de um jeito fácil, mas quando for real, será mais difícil. — Ângelo falou enxugando meu nariz de sangue. — Terá que elaborar estratégias boas antes de atacar. Quando seus adversários se distraem, você tem tempo para elaborar uma estratégia. Não simplesmente os ataque.

–Entendi. — Respondi.

–Bem, você realmente deve estar cansada. — Falou ele dando um tapinha no meu ombro, e eu apenas balancei a cabeça. — Vou pagar um sanduíche para você, em recompensa pelo seu esforço.

Ele pegou minha mão e me puxou até a lanchonete do internato.

E nesse dia, aprendi que você pode se apaixonar por um professor.

Aprendi a amar.

Mudando de assunto, aprendi a deixar de ser lerda também.