O diário de uma garota qualquer

12 Base super-secreta não tão secreta


Notas iniciais
Demorei pra postar não foi? Mas aqui temos um novo capítulo :D

Voamos sem parar, passamos pelo menos umas 5 horas voando, no mínimo. Tudo o que eu queria naquela hora era chegar na droga do Acre, destruir a droga dos extraterrestres, salvar a droga do Sr. P., salvar o Ângelo — claro que ele não é uma droga — e voltar pra casa. Uma cama e uma comida decente além de sanduíche e rosquinhas era o que eu sonhava. Na verdade da verdade, eu queria tanto que eu pensava em desistir daquela droga de missão.

– No que pensa tanto Marina? — Perguntou o Alfredo.

Refleti em um momento.

– Nada — Respondi — Apenas vontade de acabar com essas droga de extraterrestres e voltar pra casa.

– Pensa que também não queremos? — Perguntou Alfre.

– Não. Todo mundo que está viajando por dias seguidos comendo apenas a coisa mais barata que vemos pela frente quer isso. — Argumentei.

Continuamos a voar em silêncio, até que batemos de cara num muro gigante.

– Por Deus, o que é isso? — Perguntei.

– Só espero que não seja de novo uma outra base secreta do idiota do Tobias. — Resmungou Alfre.

Ao lado, tinha uma placa gigante que piscava loucamente, chega ardia os olhos. Levei um bom tempo pra conseguir ler, e estava dizendo isso:

Base super-secreta com os planos de extraterrestre, apenas pessoas com poderes ver esta base que fica no Macapá.

– A base secreta é tão secreta que eu nem sei que ela existe. — Tentei fazer uma piadinha.

Alfredo me fitou.

– Quando for pra rir, me avise.

– Credo, que sem senso de humor! — Exclamei.

– Precisa melhorar suas piadas! Não é nossa culpa se você é péssima nisso! — Reclamou Alfre.

– Até você? Vou me enterrar! — Falei.

Alfredo pegou uma pá que surgiu de não-sei-onde e me entregou.

– Se enterre agora mesmo. — Ele falou.

– Não é possível que vocês não entendam uma brincadeira... — Resmunguei — Vamos parar com isso e vamos entrar lá.

Fomos até um portão grande, feito de ouro com o trinco feito de uma espécie de diamante que até hoje não sei qual é. Tento abrir a porta, mas ela estava trancada.

– Deixa que eu faço isso. — Falou Alfredo, tirando da bolsa uma chave.

– Que chave é essa? — Indaguei.

– É uma chave especial, ela serve pra qualquer trinco. — Respondeu.

Rapidamente, destrancou a porta e foi empurrar, mas ela era muito mais pesada do que eu imaginava. Passamos muito tempo fazendo força pra porta abrir. Tentamos até destruir ela, mas o material era muito forte.

Passamos por volta de 30 minutos fazendo força, até que a porta abriu uma fresta, o suficiente para nós três passarmos. Quando passamos, bastou Alfre encostar o dedo mindinho que a porta fechou.

Olhei ao redor, e só havia mesas, cadeiras e papéis. Muitos papéis. Havia também inúmeras e inúmeras caixas, cada uma escrita a palavra "arquivo" e um número. Pelo que eu consegui ver, tinha mais de 4470256 arquivos.

Peguei um dos papéis, e foi justamente um que falava da invasão extraterrestre daquele ano.

– Galera — Falei — Olha só o que eu achei.

– Um papel... — Retrucou Alfredo.

– Não é só um papel, caro jovem. É O Papel. Justamente da nossa missão. — Respondi.

Todos ficaram curiosos e foram olhar pra esse bendito papel. Felizmente, estava escrito em português.

Estava escrito assim:

Dia 22 de julho de 2015, invasão extraterrestre na Terra.

Táticas de ataque:

1º — Capturar os heróis que foram mandados do ICP para interromper o processo.

2º — Hipnotizar os amigos dos heróis, para que possam nos servir.

3º — Fazer com que o nosso servo que veio da Alemanha, Petrônio Berlepsch, engane a todos de seu estabelecimento e nos sirva.

4º — Tobias ajudar a nós a

Depois disso, a folha estava ragada. Quando as caixas começaram a se tremer. Delas, saiam vozes estranhas.

Quando dei conta, era um homem verde de orelhas pontudas, de cabelo raspado, musculoso e extremamente gigante.

– Ãn... Olá... — Tentei falar.

O gigante nos fuzilou com o olhar e saiu laser de seus olhos. Quase atingiu em nós, pois nos desviamos a tempo.

– Vá com calma cara! — Gritou Alfredo — Vamos conversar!

– Não quero conversar — Falou o gigante — Não sou besta. Sou um dos serventes dos extraterrestres. Vigio aqui há séculos. Sou um E.T. também, o único que fala em português.

Ele então tentou pisar na gente. Nós caímos no chão e rolamos em direção da porta.

Alfreda tentou abrir a porta, mas ela estava emperrada. O pálido mandou ela sair de lá para que ele fizesse isso. Mandou eu e ela distrair o monstro.

Lançamos chamas nele, mas para ele, aquilo eram cócegas.

– Vocês não vencerão a mim — Resmungou o gigante — Vocês são mais fracos que formigas.

Ele continuou a atacar, e nós recuando.

Lembrei da pá que o garoto pálido me entregou, que eu deixei na porta. Corri até lá e peguei-a, voltando de onde eu fui em seguida.

Sabia que não ia ser um bom plano, mas o manteria distraído o tempo suficiente.

– SINTA O PODER DA PÁ! — Gritei, atingindo a pá no seu dedão.

O E.T. olhou pra mim com uma cara de tédio e bocejou. Então, ele me chutou pra longe. Muito longe mesmo. Fui parar no teto.

Alfre começou a congelar ele. O gigante se mexia, mas parece que aquilo estava surtindo efeito. Então ele lançou laser na Alfre, tal qual bateu no seu peito. Ela desmaiou.

Alfredo continuava a empurrar a porta. Mas logo também foi atingido pelo laser, e desabou no chão.

E só restou eu. Eu precisava de salvar meus amigos.

Caí do teto bem em cima da cabeça dele, e comecei a meter a pá na careca dele.

O E.T. me pegou pelo braço, e me apertou na sua mão. Comecei a sufocar, e ele me apertou ainda mais. Senti meu oxigênio acabando, e quando eu pensava que eu ia morrer, ele me jogou no chão.

E a tentativa de salvar meus amigos falhou. Eu me senti uma idiota.

Eu desmaiei.