– Me solta! — Gritei o mais forte que eu pude.

– Só se você se aliar a nós Marina! — Gritou de volta o homem que me agarrou. Era o mesmo que tinha sequestrado Ângelo.

– Nunca! Arg! Dragãolidica! — Berro fazendo um movimento na mão, no qual surge um belo e enorme dragão de metal. Subo nele e dou um comando para ele atacar o homem de preto.

O homem cai no chão e suas roupas começam a pegar fogo devido à fúria do dragão.

– Não, não! — Ele gritou ferozmente — Águalidica!

Mas foi tarde demais. Suas vestes pretas logo deram lugar a um homem moreno quase negro todo sujo, com outras vestes por baixo rasgadas, só que estas cinzas, que usava um tapa-olho e seus cabelos grandes cobriam quase a metade do rosto. Eu não acreditei no que vi.

– Senhor P.?! — Perguntei assustada. Eu não acreditei no que eu vi — Como você pôde sair do lado do bem para o lado do mal?

– Você nunca soube Marina? — Ele perguntou — Eu fui embora porque eu já não suportava mais treinar pirralhos para salvar o mundo. O meu mestre é Tobias. Estou obedecendo a ele. E quando eu vi você e Ângelo juntos, decidi fazer de sua vida um inferno. Sequestrei ele para vir comigo, pois, além disso, também queria que ele fosse para o lado do mal, mas ele recusou. Fala o tempo inteiro de você onde se mantém preso. Pff, amor. Nunca suportei o amor.

Fiquei paralisada por alguns segundos. Como ele pôde fazer uma coisa dessas?

– E os meus pais... Petrônio Berlepsch? — Perguntei deduzindo que ele fosse o tal de Petrônio.

O Senhor P. fez uma cara assustada.

– Como sabe minha real identidade?

– Não interessa! — Me lancei contra o corpo dele derrubando-o no chão. Coloquei minhas mãos em torno de seu pescoço ameaçando um enforcamento — ONDE ESTÁ MEUS PAIS?

– Eles estão na mesma cela em que o Ângelo Albuquerque! — Ele respondeu numa tentativa frustrada de tirar minhas mãos em torno do pescoço dele.

– E onde está essa maldita cela? — Perguntei apertando o pescoço de Petrônio.

– Dentro da nave-mãe, a que produz os extraterrestres, é aquela aí! — Respondeu apontando para trás de mim.

– E o Alfredo? — Continuei meu interrogatório.

– Alfreda já o encontrou, ele está com ela!

Soltei o otário e saí correndo até a tal de nave-mãe. Vi a coisa que reproduzia os Aliens, e consegui destruir. Ótimo, ficaria um pouco mais fácil. Enquanto eu tentava subir, extraterrestres e mais extraterrestres tentavam me atacar, mas consegui detê-los. Fui imediatamente procurar a cela de meus pais e de Ângelo. Passei acho que horas procurando, até que achei Ângelo. Meus pais dormiam profundamente atrás dele, e o ruivo estava rodando pelo meio da cela.

– Ângelo? — Gritei.

Ele virou os olhos e estes foram até mim. Seus olhos começaram a brilhar.

– Marina! — Ele correu até mim, só que bateu o rosto na grade.

– Eu vou te salvar, não se preocupe. Sabe onde está a chave? — Perguntei.

– Sim, está ali, ao lado do painel de controle! — Ele respondeu desesperado apontando para uma sala.

Corri até lá e fui procurar uma chave. Rodei várias e várias gavetas, até que encontrei a chave, que continha um adesivo dizendo que era a cela de Ângelo e de meus pais.

Corri de volta para a sala das celas, batendo em extraterrestres que surgiam do nada.

Peguei o cadeado que prendia os três e o abri. Ângelo deu um salto e me abraçou.

– Eu achava que eu nunca mais ia te encontrar... — Ele falou olhando para mim — Desculpe, mas tenho que fazer isso.

Ele encostou seus lábios nos meus. Eu não acreditei nisso. Aquele beijo me fez confirmar uma coisa: eu realmente estava apaixonada por Ângelo.

Logo nos afastamos.

– Ângelo, o Alfredo e a Alfre estão correndo perigo! — Falei desesperada — Vamos colocar meus pais em um lugar seguro!

Ele me obedeceu e colocamos meus pais em uma sala que achávamos que era segura.

Saímos da nave-mãe, onde parecia ter mais extraterrestres que o normal.

– Eu destruí o reprodutor desses monstros, porque tem a mesma quantidade de antes? — Perguntei socando um bicho verde.

– Porque eles se reproduzem entre si, e para matar todos eles, só matando o Extraterrestre-Chefe, mais conhecido por Tobias! — Ele respondeu matando mais um extraterrestre.

– Onde ele está, esse desgraçado? — Perguntei.

– Aí eu já não sei. Vamos procurar o Alfredo e a Alfreda.

Passamos por várias ruas destruídas e pegando fogo, mas nenhum sinal deles. Cheguei ao ponto de desespero.

– Onde será que esses dois se meteram? — Sussurrei.

Até que eu vi de longe a loira e o pálido.

– Olha eles ali! Vamos Ângelo! — Gritei correndo em direção deles. Eles estavam cercados por vários extraterrestres.

Corremos até eles, e começamos a socar os ET's. Matamos juntos um bocado, e deixamos alguns inconscientes.

– Obrigada, não sei o que seria de nós sem vocês! — Agradeceu Alfreda.

– Ei, temos que matar Tobias, assim matamos todos os extraterrestres malditos. — Falei.

– Então vamos procurar ele. — Disseram os sumidos ao mesmo tempo.

Corremos por vários quarteirões, mas nada de Tobias e seus amiguinhos. Procuramos em banheiros públicos, prédios, hotéis, casas entre outros, mas nada dele.

– Puxa, onde esse desgraçado está? — Perguntei com raiva.

– Estou aqui! — Ele gritou me dando um soco pelas costas, e eu caí no chão.

– Ah, você vai ver! — Gritou Ângelo começando a lutar com Tobias.

– Ora ora, defendendo sua namorada? — Ele perguntou.

Ângelo não pensou duas vezes.

– Sim! — E deu um soco na barriga de Tobias, que caiu no chão — Vamos, me ajudem a matar ele!

– Você não vai ter mais ajuda, porque um de seus amigos vai morrer agora! — Gritou Tobias tirando uma pistola do bolso — Diga adeus à Alfreda, uma das mais poderosas daqui.

Alfredo arregalou os olhos e se manteve atento. Alfreda fez uma expressão assustada. Eu coloquei as mãos na boca. Ângelo cerrou seus punhos, e Tobias puxou o gatilho em direção a Alfreda. Tudo isso em menos de meio segundo.

– NÃOOOOOOO! — Gritou Alfredo se colocando na frente de Alfreda. Tudo que eu vi depois foi Alfredo no chão todo ensanguentado, Tobias morrendo de raiva e Alfreda chorando.

– Você vai pagar Tobias! VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO! — Gritou Alfreda lançando um raio em Tobias, e este se teletransportou para algum lugar fora de nossa vista.

– Não, não pode ser... — Choramingou Alfre se ajoelhando ao lado de Alfredo. Ela colocou sua cabeça no peito dele.

– Alfreda, só promete uma coisa para mim... — Pigarreou o pálido, cuspindo sangue — Promete que não vai me esquecer. Promete que vai matar o desgraçado do Tobias com Marina e Ângelo.

– Prometo sim Alfredo. — Ela falou com as lágrimas já pingando no chão sujo e ensanguentado.

– Eu... Eu te amo. — Ele falou dando um rápido beijo em Alfreda, e logo caiu no chão, totalmente duro e mais pálido do que nunca.

E foi assim que se fora o grande herói Alfredo. Morreu para salvar a vida de um amor.