O desafio
5 Cap 12
Nada daquilo fazia o menor sentido, a voz de Eva dizendo K52 ecoava como um zumbido continuo, fazendo com que eu não conseguisse pensar em mais nada alem da hora horrível de sua morte, Eva em meus braços dizendo coisas estranhas e por fim fazendo-me confirmar que eu não estava ficando louca sobre os sonhos. Comecei a me lembrar de outros, o que continha Robert, ele me apunhalando com o bastão de ferro e me deixando para trás naquele lugar obscuro enquanto eu fechava os olhos lentamente vendo-o partir. Coloquei a mão sobre os olhos esfregando-o tentando parar de pensar nesse sonho, haviam tantos outros, e justo esse me deixava ainda mais agonizada. Imaginar que aquele garoto sarcástico que eu havia encontrado na estação de trem e ter me salvado duas vezes já. A primeira vez quando escondeu o livro dos colitais e a segunda ajudando a mim e aos meus amigos a achar o caminho de volta ao saguão e não sermos desclassificados, já ter feito algo como isso antes não era fácil de acreditar.
Robert podia fingir que não se importava com nada, mas no fundo eu sentia que ele se importava, por algum motivo ou ate mesmo por alguém.
Enquanto tentava ao menos explicar uma parte do que estava acontecendo para mim mesma, Sebastian tirou completamente minha concentração.
– Um banho não lhe faria mal algum. — Disse enquanto passava a toalha freneticamente sobre o cabelo para seca-lo. Ele ainda estava sem camisa, isso me irritava, eu ainda era uma garota devo lembra-los, uma garota abeira da morte, mas ainda uma garota.
– Uma camisa também não. — Me levantei sentando ereta na cama, gesticulando com as mãos sobre ele.
– E acabar com a sua alegria?
Revirei os olhos e ri, ri como Sebastian fosse uma piada, o que eu sabia que não era verdade.
Kate apareceu de repente jogando uma blusa na cara de Sebastian, nós rimos, ate mesmo Dylan que parecia nunca rir, o fez.
Olhei para nós parados naquele quarto, havíamos nós conhecidos á menos de dois dias e era como se nós já fizemos parte de algo, algo que eu não queria que acabasse, não suportaria perder alguém dali.
Todos já haviam tomado banho, só faltava eu. Peguei duas toalhas que eu havia colocado na mala e agora estavam na e fui ate o banheiro. Ele era confortável, maior que eu imaginava. Havia uma pequena pia inteiramente de vidro preto. Ao lado uma pequena privada comum, lembro-me de uma historia engraçada que minha avó me contará que na primeira ordem as descargas eram um tipo de botão acima da privada onde as pessoas seguravam por alguns minutos e fazia o seu "efeito" diferente de agora, onde a descarga é um pequeno honograma no chão ao lado da privada onde você pisa e pronto.
Só queria descansar um pouco.
– Isso vai acabar ferrando com o grupo. — Dylan observou. Olhei para ele sem entender. — Esse ódio de Jessica por você.
– Conclude stulte. — (Cale a boca idiota) Sebastian disse antes que eu pudesse responde-lo.
Olhei para Dylan e apenas balancei a cabeça. Em seguida me joguei na cama e tentei dormir.
– Acho que isso é uma ótima ideia. — Kate olhou para mim e em seguida fez o mesmo.
E quando olhei ao redor Sebastian estava apagando a luz e em um clique tudo ficou escuro, apenas uma vaga luz passava por baixo da porta. Ele se deitou e talvez tenha apagado assim como a luz. Todos dormiam tranquilamente e mesmo cansada, demorei um tempo para cair no sono.
Não foi surpresa ter um pesadelo na primeira noite em . Dessa vez o sonho foi mais confuso que todos os outros. Eu estava em um lugar escuro com pequenas luzes acesas na parede, não conseguia enxergar direito, mas consegui ver duas escadas paralelas que subiam e desapareciam na escuridão. Olhei para minhas mãos que seguravam algo, uma arma.
Ouvi passos rápidos vindo em minha direção. Por algum motivo eu sabia o que fazer, comecei a subir as escadas correndo, fazendo com que elas estremecessem e fizesse um barulho alto seguido de ecos. Os passos se aproximavam a medida que duas pessoas cochichavam sem parar.
Tudo ficou em silencio, parei de correr também. As escadas pareciam não ter fim. Minhas costas queimavam, assim como meu pescoço, coloquei a mão sobre ele e senti um furo, minha veia palpitava sem parar. Estava zonza, mas não queria parar, não queria me entregar. Falta pouco, você não pode desistir, disse á mim mesma. Comecei a subir tentando não fazer barulho, mas com aquelas escadas de aço era quase impossível de acontecer. Ouvi alguém gritar "ali" e os passos voltarem a ressoar contínuos e dessa vez mais rápidos.
– Acertem-na! — Uma voz grossa gritou.
Tentei correr mais rápido, mas minhas pernas latejavam e os músculos se retorciam.
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