Abri os olhos devagar naquele dia devido a luz que refletia diretamente em meu olho, pisquei para me acostumar com a luz. Meu corpo estava dolorido e eu não sabia nem o motivo sentei na cama observei o quarto, hoje teria que arrumar estava uma bagunça da mudança. Levantei e caminhei em direção à janela. Observei o dia fazia sol, mas estava frio o clima em Londres é quase sempre esse, apesar de ter me mudado há pouco tempo e acostumado ao clima de New York, sabia disso pelos Jornais que de vez em quando assistia.

Ainda não disse quem eu sou me chamo Nicolas Chepper é um nome estranho pelo menos é oque acho , prefiro apenas Nick . Tenho quinze anos a parti de agora , e estou no ensino médio , me mudei a três semanas oque me deixou sem tempo para longas despedidas com meus amigos . Amigos quero dizer um amigo Péter meu melhor amigo desde sempre , não sou muito bom de puxar assunto ou conversa , sou tímido o bastante para ficar trancado no meu quarto lendo livros , também não sou inteligente matérias que me dou bem são aquelas que tem algo para ler . Na minha antiga escola eu era considerado um estranho bonito , isso que me fazia estranho , apesar de ter cabelos picados e meios ondulados eram rebeldes e castanhos , eu tinha olhos verdes da minha vó . Eu era alto e tinha corpo por causa do basquete mas nunca liguei para isso .

Não que eu não olhe para as garotas e ache elas atraentes , mas são todas iguais a base de vida delas e o chamado status . Hoje era sábado qualquer adolescente ou criança normal ficaria feliz , mas para mim dava no mesmo . Eu sobrevivia cada dia a dia no mesmo ritmo . Levantei com a mesma cara de ontem , a chamada cara de paisagem que realmente eu tinha mesmo . Além do mas um fio de esperança cresceu em mim , eu tinha completado quinze anos e ainda faltava muito para viver.

Caminhei até o banheiro, escovei os dentes e lavei o rosto. Entrei no chuveiro, ainda bem que se encontrava no quente, banho frio de manhã cedo é o mesmo que andar descalço em um chão pontiagudo. Vesti-me lentamente, não estava a fim de me mover e ainda por cima estava dolorido. Calcei meu tênis bota Studland vermelho o meu preferido . Senti um leve aroma ao descer as escadas, pulei o ultimo degrau , distraído.

-Feliz Aniversario — Minha irmã, mas nova me desejava , retribui o abraço a erguendo do chão, peguei o presente que ela me entregava e entrei na cozinha, e sentei-me à mesa observando meu pai trabalhando e tomando café enquanto digitava, no computador sobre a mesa.

-Senhor ocupado — sorri — seu filho fez exatamente quinze anos a alguns minutos.

-Ah oi filhão... Parabéns !- disse ele dando um largo sorriso — pra você. -Jogou um envelope pequeno.

Abri o envelope, dentro havia um cartão, deixei sobre a mesa o envelope e observei cuidadosamente o cartão. Sorri quando me toquei que era um cartão de credito , depois de alguns minutos é claro.

-bom... já está com exatamente , mil reais quero que guarde aliás , é seu então gaste como queira-digitando rapidamente explicou.

Minha mãe entrou na cozinha a grandes passos, organizando a maleta de trabalho. Pousou a sobre o balcão, retirando documentos e, mas documentos.

-bom dia Senhorita. Clarisse-falei formalmente, para demonstrar que eu intendia perfeitamente que é uma advogada.

-oh meu bebê fez quinze aninhos — minha mãe veio até mim só não sei se foi correndo ao andando, por incivil que parece foi os dois. Abrasou-me e encheu minha face de beijos.

-bebê é serio isso?!...Pode parar mãe já esta bom de beijos — interrompi antes que ela avançasse ao meu rosto .

-bom, sou sua mãe, mas não sei oque te dar, isso exatamente e engraçado por que... já disse que sou sua mãe e resumindo , comprei isso — ela me deu um embrulho depois desse breve comentário nada sem graça. -como não sabe oque me dar mulher. -ouvi meu pai rir , continuei minha encenação- você devia saber , me criou a quinze anos ... ta parei , obrigado pelos aplausos plateia .-Abri o embrulho nada facil , tive resceio de rasga já que Dona Clarisse , gosta de tudo meio que digamos '’Certinho’' até demais . Dentro de uma caixa , bem trabalhada peguei algo que paresci uma corrente.Mesmo sendo lerdo , percebi que havia uma pedra meio esverdiada.

- Nossa é muito lindo , não comprou aqui né ? — perguntei colocando no pescoço ficou perfeitamente bem , o cordão preto ia até meu peito e combinou com a pedra.

-Não eu comprei na viagem para o Canadá e realmente acho que prescisa de sorte.-ela tentou ageitar meu cabelo , que nunca fica arrumado já que os grandes cachos não deixa.

Terminamos o café , falando sobre livros e eu tive imensa vontade de comprar alguns que minha irmãm indicava. Não sabia o interesse da minha irmãm para os livros, sempre achava que uma garota de quatorze anos se interessava mas , por musica ou algo do tipo teatro . Mas tive certeza que eu estava errado , anotei mentalmente que devia reparar mas no geito comunicativo e intelectual dela Manuella e mesmo minha irmã, não reparei que sorria só depois de um certo tempo .

Minha mãe trouxe um bolo colorido e colocou sobre a mesa , contei mentalmente havia quinze vela . Fiz um desejo “Sorte na nova escola” se era algo bobo? , sim claro mas eu realmente precisava disso , todos vibraram . Peguei um pedaço do bolo , estava bom chocolate nunca ficava ruim . Acho que meus pais e minha irmã estava mas felizes , não sei porque , não que ache ruim mas que era curioso era .

Eu sou a preocupação da família , o garoto especial como dizem . Tenho déficit de atenção , vou toda quinta para o psicólogo . A primeira coisa que minha mãe fez foi procurar um psicólogo aqui em Londres. Eu achava chato isso , mas continuava indo . Doutor Hugo é um cara legal , engraçado mas as vezes acha que pode me dizer que fazer . Sempre digo ‘’Cara nos conhecemos não faz nem três semanas’’ e ele diz ‘’Não preciso de três semanas pra saber que você é chato’’ e nós dois rimos com isso .

Continuo achando que todos me acham diferente , sei que sou mas eles não precisavam me lembrar toda hora . O pior de tudo quando me mudei foi , me separar da Analu era a única que me entendia , namoramos durante um ano , mas terminamos seria uma barra namorar a distância .

Subi a escada correndo , peguei meu casaco o quarto estava uma bagunça . Resolvi que iria arrumar depois , tomar um ar ou chuva tanto faz . Queria ver movimento , oque eu encontrar será interessante . Ouvi som de mensagem no meu celular , franzi a testa normalmente não recebo mensagens . Li a mensagem ‘’seu livro encomendado já está nas lojas . Londrina ‘’ , não foi legal receber mensagens de lojas . Ri ao pensar nisso , nossa como eu era estranho ao bater em minha própria testa .