O coração de Isabela.

8 Capítulo 8 – Acordando no hospital.


Acordei e vi o teto branco, o que estava acontecendo?

— Onde estou? – Eu perguntei me sentando na cama e olhando em volta, a Rebeca estava do meu lado sentada em uma cadeira e olhando preocupada para mim.

— Você está no hospital querida, você está bem?

— Acho que sim. – Eu disse. – Só minha cabeça que doí demais. – Coloquei a mão e senti uma atadura no lugar que doía.

— Você caiu e teve um corte na cabeça e precisou levar pontos.

— Tiveram que cortar meu cabelo? – Foi a primeira coisa que pensei, porque se os pontos eram na cabeça eles deviam ter cortado... A Rebeca sorriu, acho que pareceu engraçado o que eu disse, mas eu estava falando sério.

— Não, querida. – Ufa! – O corte foi grande, mas não precisou cortar nada. Ela continuou olhando para mim com aquele olhar de preocupada, e eu estava acreditando nela.

Ela me abraçou, mas eu não retribuí.

— Você não imagina o quanto eu fiquei preocupada quando me ligaram dizendo que você estava no hospital. Ainda bem que não foi nada grave.

Eu achei melhor nem falar nada, escutei uma batida na porta e a Rebeca se levantou para abrir a porta e disse feliz:

— A Manu acordou pessoal!

O povão todo começou a entrar no quarto do hospital, eles estavam com balões e várias coisas bregas e entraram fazendo um barulho, que vergonha! Eu só tinha batido com a cabeça e parecia que eu tinha quase morrido pelo tumulto que eles estavam fazendo lá. Procurei pelo Téo mas ele não estava no meio.

— Que bom que você está bem Manu! – A Dóris disse e ela e o Mateus me abraçaram.

— Obrigada pessoal... mas onde está o Téo? Ele está bem?

— Ele está sim, depois ele vem te ver. – O Mateus disse fazendo uma expressão estranha.

A Marina chegou mais perto e eu sorri!

— Ma...Antonela! – Eu disse animada e abraçando ela. Pude ver a Rebeca olhando para a gente, acho que ela deve ter estranhado que eu não correspondi ao abraço dela, mas eu nem ligava, a Marina sempre foi o mais próximo de uma mãe que eu tive.

— Como você está minha menina? – Ela disse baixinho.

— Estou bem, não foi nada. – Senti uma pontada na cabeça e coloquei a mão. – Só estou com dor de cabeça.

— Eu vi como você está tratando sua mãe e precisa parar com isso, ela é sua mãe, esse tempo é uma boa oportunidade para você conhecer ela direito, você tem que parar de afastar ela. – Eu não respondi.

Eu olhei para o pessoal todo e senti que precisava de silencio então resolvi dizer bem alto:

— Muito obrigada a todos pela preocupação, mas eu estou bem. Só que minha cabeça está doendo muito, será que eu posso ficar sozinha?

Todos compreenderam e saíram do quarto, só a Rebeca estava ficando.

— Sozinha. – Eu disse para ela e ela entendeu o recado.

Um tempo depois ela entrou de novo junto do médico e ele disse que os exames que fizeram na minha cabeça mostravam que estava tudo bem, que ele só me deixaria mais algumas horas de observação. Ele me deu um remédio para a dor de cabeça que ele me disse que daria um pouco de sono e se quando eu acordasse ou depois que fosse para casa continuasse sentindo dores de cabeça era para ir lá no hospital de novo.

A Rebeca continuou na sala depois que o médico saiu, mas não disse nada, só ficou lá, até que alguém bateu na porta e ela abriu.

— Oi Rebeca, será que eu posso falar com a Manu rapidinho? — Era o Téo, eu fiquei aliviada por ver ele, ele parecia bem.

— Claro Téo. – Ela disse saindo do quarto.

Ele se aproximou da minha cama com um olhar preocupado e eu percebi outra coisa, ele parecia se sentir culpado.

— Você está bem? – Nós dois dissemos juntos.

— Você primeiro. – Eu disse.

— Estou bem, graças a você. Mas e você, como está?

— Estou muito bem. – Eu disse.

— Tem certeza? – Ele disse puxando a cadeira e se sentando do meu lado.

— Sim. – Eu disse.

Ele ainda parecia preocupado.

— Você não precisava ter feito aquilo.

— Como assim?

— Manu, o acidente poderia ter sido mais grave, você não precisava de sofrer assim por minha causa. – Ele disse e passou a mão na minha cabeça e parou onde estava a atadura.

— Claro que eu precisava Téo, o Omar é um idiota que não pensa nas consequências do que faz, se eu não tivesse aparecido você poderia ter tido um acidente grave.

Ele não disse nada e ainda parecia culpado. Eu comecei a sentir muito sono, acho que o remédio está começando a fazer efeito.

— Estou falando sério Téo, não precisa se preocupar comigo, estou bem e hoje mesmo já vou ser liberada. – Peguei na mão dele.

— Estou feliz que você está bem. – Ele me disse.

— Eu também estou feliz que você está bem. – Eu disse para ele e bocejei.

— Vou te deixar dormir agora, você parece estar com sono.

— É esse remédio que o médico me deu. – Eu disse bocejando novamente.

Ele se levantou e foi para a porta. Eu dormi antes de ver ele sair.

Acordei mais tarde e a Rebeca estava comigo de novo, ela não queria sair do meu lado mesmo, achei isso legal da parte dela e eu pensei um pouco no que a Marina me disse... será que eu estava sendo muito dura com ela?

Ela se levantou da cadeira e foi até a mim.

— O médico disse que já podemos ir para casa, você quer ir? Ou quer dormir mais um pouco?

— Eu quero ir. – Disse já começando a me levantar, odiava hospitais, eles me lembravam dos últimos dias do meu pai.

Chegando em casa a família toda estava como no dia que voltei da cidade, uma chatice, não me deixavam sozinha, me perguntavam o tempo todo como eu estava.

—----------> No próximo capítulo <---------

A noite a Rebeca veio conversar comigo e eu não consegui fugir.

— Mas como você vai me ajudar? – Agora ela finalmente disse algo que me interessou.

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Notas finais
Espero que gostem desse capítulo! Beijos!