Notas iniciais
Hey amores, nem demorei tanto né, a partir desse capítulo, o plano da Hylla vai começar a aparecer u.u espero que gostem. Beijos MrsEvans

POV Annabeth

Não importa quantas vezes encare a lamina polida, que emitia uma luz azulada, ela não ia desaparecer. Estou a minutos no porão das Amazonas, encarando a adaga que ganhei quando aceitei ser uma Salute, não é a primeira vez que a uso, já tivemos que matar fúrias, o minotauro, ciclopes, gigantes, mas é bem diferente, íamos para a floresta no meio da noite, lutávamos e não sobrava corpo ou sangue, agora, tenho que matar alguém, uma pessoa com sonhos, amigos, família, uma vida inteira e terei que tirar isso dela.

–Boa sorte Annie. -Reyna falou me dando um abraço. Todas as Salute estão no enorme porão de pedra, que tinha algumas tochas e velas iluminando e deixando tudo com o ar mais macabro, a maioria estava com calças de couro e blusas justas, menos Reyna e Hylla, ambas estavam de vestido. Reyna não queria estar aqui estão colocou um vestido preto e branco, sapatilhas e nada de adaga, Hylla parecia estar pronta para ser madrinha de algum casamento vestido preto cortado sob medida, colar de brilhantes, maquiagem forte e o cabelo sempre perfeito.

–Vai precisar mesmo Chase. -Disse o ser mais irritante da terra, Calipso Atlas, a morena que agora esta loira, nunca suportei aquela garota, antes mesmo de saber que ela é uma bruxa, estudamos juntas no primeiro ano e não foi legal.

–Não preciso da sua sorte Atlas, eu tenho talento. -Rebato, sentindo meu sangue começando a esquentar, tenho treinado com a Reyna controlar meu lado explosivo, ou acabaria destruindo a casa porque discuti com a Drew, essa agora morre de medo de mim.

–Atenção garotas, você já sabem o que tem que fazer, é só entrar na sela, matar o monstro, trazer a pessoa para cá e mata-la. -Hylla falou sorrindo, como quem diz que gosta de sorvete. Ela estava em pé sobre um pequeno palco no meio no enorme porão.

As Salute formadas usavam mascaras negras que mostravam apenas os olhos, somos cinco garotas que iram se formar hoje, uma das formadas pegou no meu braço e me levou até uma porta de ferro, ela tirou uma adaga preta do suporte na coxa e passou no meu ante braço, deixando algumas gotas de sangue caírem no chão, lancei um olhar raivoso para ela que apenas riu e deu de ombros.

–Podem ir. -Avisou Hylla e a mulher me empurrou para dentro, fechando a porta em um baque surdo.

O quarto é enorme, grande mesmo, algumas correntes pendiam do teto, deviam ser usadas para prender as pessoas e nos cantos tochas iluminavam o local, o que as Salute tem contra lâmpadas?

Aos poucos minha visão foi se acostumando com a luz escassa e eu vi o enorme leão dormindo, aquilo não é natural com certeza, tinha a leve impressão que seu pelo brilhava e ele é lindo.

–Desculpa bonitinho. -Falo chegando perto do pescoço dele, é tão grande que não conseguiria abraça-lo nem com os dois braços. Peguei a adaga e olhando para o outro lado a fiquei no pescoço do lindo animal, só que algo muito estranho aconteceu a lamina não penetrou a pele e ele não acordou gritando, na verdade o grande animal acordou raivoso e rugindo.

–Um leão de Nemeia? Sério? -Exclamo para o nada, o leão fica em pé me dando uma patada, meu corpo é jogado com força contra a parede de concreto, se eu fosse normal com certeza não conseguiria mais me mexer, mas as Salute são fisicamente mais fortes, levanto tremendo e encarando o enorme leão que rugia para mim, seu hálito quente tinha cheiro de carne morta, não quero nem imaginar o que ele come.

O leão de Nemeia estava em pé, quase batendo no teto e rugindo para mim, atrás dele está uma pequena jaula, de onde vez ou outra saiam gritos histéricos femininos. É impossível chegar na jaula sem passar pelo leão, não tem jeito. Eu tenho apenas poucos minutos para que ele pare de se espreguiçar e me ataque, pensa Annabeth pensa, como matar algo que não pode ser atingido. O leão gruiu e pulou em cima de mim, saltei para cima dele também, usando seu focinho para dar impulso e me atirando nas correntes, segurei duas, mas uma se soltou, eu subi na que estava presa, quando senti uma patada nas minhas costelas e a pele se rasgando, olhei para o meu lado direito, um corte de dez centímetros, brilhava de sangue nas minhas costelas.

–Filho da puta. -Xinguei com raiva, peguei a corrente solta que estava na minha mão e a girei ignorando a reclamação do meu ombro, mirei e soltei a corrente com a ponta de concreto no olho do leão, por pouco na errei, quando ele rugiu de dor, pulei dentro da sua boca enorme, algo cortou meu pé mas eu tinha apenas poucos minutos, antes daquele bicho me engolir, finquei a adaga no céu da boca dele e arrastei até a garganta, o sangue caia em mim, atrapalhava a minha visão e o fedor só me dava vontade de vomitar, me arrastei até a garganta enquanto o leão rugia para me tirar de dentro dele, puxei a adaga e a finquei na úvula, logo em seguida na garganta, uma enxurrada de sangue foi cuspida pelo leão de Nemeia e eu fui junto.

–Que nojo. -Falo me levantando do chão, no lugar do leão de Nemeia ficou uma poça de sangue e um casaco de pele.

–Você esta bem? -Uma voz doce e assustada me perguntou da jaula.

–Já estive melhor. -Falo forçando um sorriso, pego minha adaga que estava jogada no chão e o casaco de pele, que por incrível que pareça não estava sujo nem fedendo. A jaula estava apenas fechada, não trancada, abri e uma garota de apenas 16 anos saiu de lá, ela usava um vestido branco de mangas compridas e sapatilhas igualmente brancas, seu cabelo loiro estava preso em duas marias Chiquinha e a franja solta, um pouco de maquiagem deixava suas bochechas mais rosadas, ela parecia tão inocente e com tanto medo.

–Esta com frio? -Perguntei, já que ela não parava de se abraçar, a garota assentiu e eu lhe entreguei o casaco de pele.

–Obrigada, qual o seu nome?

–Annabeth e o seu? -Isso é errado, bem errado, estou conversando com a garota que vou matar.

–Cara Summers, você sabe onde estamos? -Perguntou e eu fiz que não com a cabeça e a levei pela mão até a porta, bati duas vezes, a mesma mulher mascarada que me empurrou para dentro abriu, seus olhos brilharam com um sorriso. -Onde estão meus pais?

–O que esta acontecendo? -Perguntou Cara, eu não quero fazer isso, tudo que quero é ir para casa, tomar um banho, tirar esse sangue de mim, mas não posso, o que vai acontecer é algo bem maior que eu.

–Annabeth, eu sabia que ia conseguir, foi mais rápida que todas. -Hylla falou como se isso fosse algo bom, ao lado dele estavam Reyna, que me olhava suplicante e uma Calipso muito machucada, roxos no corpo todo, olho direito inchado, boca e nariz sangrando, cortes nos braços e pernas, aposto que eu não estava muito melhor. -É só ir até o palco.

Mancando e com Cara na minha frente fui até o palco que estava limpo, a madeira é escura quase preta, sentia como se agulhas estivessem entrando no meu pé a cada passo, pontinhos brilhantes dançavam na minha visão e meus pulmões parecem cansados de respirar.

–O que vão fazer Annabeth? -Cara perguntou muito assustada, ela segurou minha mão e a apertava cada vez mais.

–Deite, prometo que você não sentira dor. -Falo sentindo minha garganta se fechar. Cara me olhou assustada, mas deitou, me ajoelhei ao lado da cabeça dela e coloquei minha mão sobre sua testa, aos poucos fiz ela dormir ir para a inconsciência de um lugar melhor. Todos os seus pensamentos, amigos, amores, famílias, sonhos, tudo, invadiu minha mente em segundos, a levei para seu lugar feliz, uma cachoeira na Carolina, coloquei toda sua família junta, até seu irmão mais velho morto, Todd, ela parecia feliz, pulava na água cristalina, depois de uns segundos admirando eles, voltei para minha mente.

A adaga pesava na minha mão direita, olhei para Cara que dormia, um sorriso inocente brincava em seus lábios, coloquei a ponta da adaga em seu pescoço.

–Prometo que não vai doer. -Minha voz sai engasgada, fecho os olhos e deixo a adaga perfurar a garganta de Cara, tão fácil quanto cortar manteiga derretida, um soluço escapou dos meus lábios quando minhas mãos ficaram molhadas.

–Perfeito. -Hylla falou sorrindo, Reyna tinha lágrimas nos olhos mas sorriu para mim, Calipso apenas admirou as suas unhas. -Sente o poder? -Perguntou animada.

Me senti forte, minha visão ficou perfeita, as dores sumiram, me sentia conectada com a vida, a energia que fluía em tudo, eu conseguia senti-la, do mesmo modo que alguém senti a água.

–Sinto. -Respondi e fui embora, antes que me desse conta do acabara de fazer.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Até o próximo, com 5 comentários eu posto