Em um dia ensolarado, porém frio, a princesinha rolava em sua cama. Perto da cama havia uma janela, cheia de plantas e desde o chão do lado de fora da torre, tinham raízes que entravam pela janela e deixava folhas caíram no rosto da garota toda vez que ela se mexia muito em sua cama macia, cheia de almofadas coloridas e desenhos de flores nos tecidos. A princesinha parecia inquieta.

— EU QUERO SAIR. — Falou, um pouco alto demais, com o rostinho sério observando o teto.

— Não precisa falar tão alto... Mas então, por que quer sair? E para onde? — Respondeu o cavalheiro, que estava fazendo anotações em um tipo de diário, também tinha alguns desenhos não tão bons, mas pareciam ser de monstros.

— U-uhm... Eu não sei, eu não conheço o mundo lá fora... Mas eu queria explorar, sabe... Grr.. Eu não quero ficar aqui no meu círculozinho pra sempre!

— Tudo bem, a gente pode explorar, mas tem o problema dos monstros lá fora, tem vários monstros.

— Vários monstrinhos? — Engoliu o ar, um pouco assustada.

— Sim, sim. Vários, muitos, milhares de monstrinhos por toda essa floresta sombria e assustadora, e eles são muito ferozes e perigosos. Dizem que exploradores que descobriram coisas que não deviam, sumiram, e isso aconteceu em partes da floresta que não temos muita informação... — Seu tom de voz estava sombrio, e ele tinha um sorriso sádico ao contar essas histórias para a garotinha.

Quando o cavalheiro terminou de falar, via que a garota estava sentada em sua cama abraçando sua almofada e se balançando devagar para frente e para trás, um pouco traumatizada e com os olhos arregalados que não estavam piscando.

— Ma.. Mas... Eu consigo... Eu acho... E-esses monstrinhos não me assustam nem um pouco! — Sua expressão falava o contrário, e ela tentou dar uma risada corajosa, mas acabou não conseguindo.

— Estou brincando, a gente pode sim explorar, eu te protejo! — Disse o rapaz, dando uma risadinha baixa. — Ela é tão fofa, vou protegê-la de qualquer coisinha e não deixar ela se machucar durante essa exploração. — Pensou.

A princesinha jogou a almofada no cavalheiro, um pouco irritada, mas nem tanto. Ela não conseguia ficar irritada com ele por mais de 2 segundos e correu para um andar da torre, com várias estantes com coisas como livros, brinquedos, roupas, copos e outras coisas. O cavalheirinho estava apenas com sua espada gigante esperando pela princesinha na parte de fora da torre. Após um tempinho, a princesinha chegou até o cavalheirinho com uma mochila gigante nas costas, já ofegante.

— Eita! Quantas coisas colocou aí dentro? — Perguntou o cavalheiro, impressionado.

— Humm.. Eu não contei quantos, mas eu coloquei comida, água, poções, cobertas, pragas, docinhos, ouro, cordas, estaca de madeira, veneno, algodão... — E continuou a lista das muitas coisas na sua mochila, enquanto caminhava pela floresta segurando o braço do cavalheiro.

— Você trouxe muitas coisas, mas eu não sei se era necessário tudo isso... E não precisa segurar meu braço muito forte, nada vai acontecer com você. Eu prometo.

— Okay...

E juntos ficaram caminhando pela maravilhosa floresta encantada, com flores coloridas e brilhantes, além das árvores com folhas muito verdes e pequenos cristais em seus troncos. O chão, de terra, as vezes mostrava areia colorida brilhante e os frutos das plantas eram tão bonitos e coloridos que davam água na boca. Depois dessa longa caminhada, a princesinha estava encantada e mais confiante de que não iria se machucar, até um coelho pular em cima dela.

Todos os passarinhos saíram voando, as árvores tremeram fazendo alguns frutos caírem.

Os insetos e formigas estavam loucas, se separaram e correram com medo.

Todas as criaturas da floresta que estavam perto do casal, saíram correndo.

A princesinha estava enorme, tinha virado o monstro peludo de novo e dado um rugido altíssimo, rolando para trás. Ela tinha tomado um susto tão grande que se transformou no monstrinho automaticamente.

— PRINCESINHA, TENHA CALMA, É SÓ UM COELHINHO! — Gritou, querendo explicar a situação.

E a princesinha voltou ao normal, seu coração estava acelerado e seus olhos arregalados.

— E-EU PENSEI QUE ERA UM MONSTRO QUERENDO ME DEVORAR! — Berrou.

— É só um coelhinho, se acalme princesinha! — Respondeu.

— DEDESEEDESDESEDASDEDSASEDSEDEESCULPA! — Ela se curvou, querendo desculpar-se.

E os dois ficaram discutindo sobre o coelhinho, até que começou a chover e correram para debaixo da árvore mais próxima e entraram numa caverna assim que acharam uma.

Continua~

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.