O casamento
2 Roupas, bebidas e filmes de terror
“Obrigado por ter vindo me ajudar França. Eu não gosto muito dessas roupas formais, então não fazia ideia do que escolher.” Alfred falou, enquanto encarava uma vitrine cheia de ternos como se fosse o problema matemático mais difícil do mundo.
“Pode pedir ajuda ao Onee-san aqui quando quiser. Claro que eu vou ajudar no casamento mais surpreendente da história.” Francis disse, enquanto já pegava alguns modelos de roupa e jogava nas mãos do americano.
“E o Inglaterra onde está? Com certeza ele já tem um bilhão dessas roupas chatas em casa, então com certeza deve estar fazendo scones para me obrigar a comer depois.” O loiro de óculos teve calafrios só de pensar nas obras culinárias do britânico.
“Não, pelo que eu sei ele também foi comprar um terno, o Japão foi com ele. Bem, prove esses aqui que eu preciso olhar uma coisa numa outra sessão da loja. Volto em 5 minutos.” Alfred quase caiu por causa da montanha de ternos que foi arremessada em cima de seus braços, mas não questionou.
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“Obrigado por me acompanhar Japão. Como um bom cavalheiro, é obvio que sei escolher um terno adequadamente, mas mesmo assim, uma segunda opinião é sempre bem vinda.” Inglaterra falou, enquanto segurava dois cabides tentando decidir entre duas peças de roupa.
“É um prazer ajudar Inglaterra-san. E é completamente compreensível que esteja nervoso, afinal de contas, é do seu casamento que estamos falando.” Japão tentou comentar sutilmente sobre o quanto certo britânico estava tremendo.
“E-E-Eu n-n-n-não es-estou n-nervoso! Não é como se eu estivesse ansioso para me casar com aquele idiota ou algo parecido, s-só esqueci de to-tomar ca-café antes de vir e estou meio fraco, apenas isso.”
“Deveria tomar mais cuidado com sua saúde Inglaterra-san.” Kiku se limitou a falar, enquanto na sua mente passava uma única palavra: Tsundere. “Mudando de assunto, eu estou preocupado com o América-san, ele vai conseguir se virar para escolher esse tipo de coisa formal?”
“O maldito pervertido viciado em vinho do França foi ajudar ele. Bem, eu acho que já decidi qual vou levar. Depois que sairmos daqui podemos ir beber alguma coisa, por minha conta já que está me ajudando.”
“Será um prazer...” Antes que o japonês terminasse de falar, seu celular tocou. “Itália-kun, o que foi? Por favor se acalme antes de falar. Entendo. Eu vou estar ai o mais rápido possível, mas mantenha-se calmo.”
“Aconteceu algo sério com aquele garoto bobo?” Inglaterra perguntou. Se tratando de Itália, até dar um passo para fora de casa podia causar um acidente sério.
“Pelo que eu entendi alguém mandou uma carta pro Itália-kun dizendo que todas as massas no mundo iriam acabar amanhã. O Alemanha-san está resolvendo alguns problemas, então eu irei até a casa do Itália-kun para acalmá-lo. Com sua licença, Inglaterra-san.” Japão saiu apressado da loja.
“Realmente, aquele cara é um idiota... Bem, acho que vou beber sozinho. Senhor, pode embrulhar esse aqui para mim?”
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Logo que deixou América encarregado de provar dezenas de ternos e camisas diferentes, França saiu correndo para uma outra parte da loja que estavam. Por sorte, era um lugar especializado em casamento, então podia começar a executar sua “ideia genial” ali mesmo.
“Com licença, eu encomendei uma coisa pelo telefone ontem à noite.”
“Ah, França-san, estávamos esperando o senhor. Só um minuto, vou pegar seu pedido.” O recepcionista foi até uma sala por alguns instantes, e voltou segurando uma caixa grande e rosa clara.
“Obrigado por terminarem tão rápido.”
“Foi um prazer. E meus cumprimentos para sua amiga que vai usar isso, ela com certeza vai amar.”
“Claro, claro. “Minha amiga” com certeza vai ficar muito surpresa quando vir isso aqui.” Francis falou com um sorriso irônico.
“Agora esse casamento vai ficar muito mais interessante.”
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Depois de algumas horas fazendo as compras com França, Alfred finalmente chegou em casa. Já passavam das oito da noite e ele só queria fazer algo para distrair sua cabeça, que só pensava em certo inglês.
“Ah, isso foi realmente cansativo. Eu queria relaxar jogando alguma coisa ou vendo um filme de terror, mas o Tony não está aqui e é muito assustador dormir sozinho depois de ver fantasmas ou coisas do tipo. O que está falando América? Você é um HERO, consegue ver algo bobo como um filme de terror sozinho!”
2 horas e um filme depois...
“AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! O-O-O-O-O Q-QUE DI-DI-DIABOS F-FOI IS-ISSOOOOOOOOO? AMANHÃ MESMO EU VOU P-P-PROIBIR TODOS DE VENDEREM ISSO! AHHH QUE MEDOOOOOO EU NÃO VOU CONSEGUIR DORMIR DESSE JEITO!” Como já era esperado, Alfred estava tremendo embaixo de um cobertor assim que os créditos finais do filme apareceram, e teria ficado lá se um barulho na porta não o fizesse pular do sofá. “T-T-T-T-T-TONY? É V-V-V-V-VOCÊ?”
“Oy, América, você está ai?” Arthur abriu a porta, com o rosto vermelho e cambaleando.
“INGLATERRAAAAAAAAAA!” O loiro mais novo ficou tão feliz em ser uma companhia ao invés de um fantasma mexendo na porta (tinha esquecido o fato que alem de Tony, o britânico também tinha uma copia da chave) que pulou em cima de seu futuro marido. Grande erro. Foi só chegar perto de Arthur para Alfred sentir o cheiro forte de álcool. “E eu pensando que você ia ser de alguma ajuda, mas pelo visto só vai me dar mais trabalho... Sinceramente, porque você inventa de beber se não aguenta?” América reclamou, tentando se afastar de seu ex-tutor, mas sendo jogado no sofá pelo britânico, que sorria maliciosamente.
“A-mé-ri-ca, eu estava pensando, porque não pulamos o casamento e seguimos direto para a lua de mel?” Inglaterra tomou os lábios do mais novo sem aviso, e por mais que quisesse dar um jeito no maluco bêbado, América nunca resistia aqueles beijos. Se todo herói tinha sua fraqueza, a sua com certeza era o Império Britânico.
“Sinceramente, porque você fica tão atrevido quando bebe?” O americano estava falando a verdade. Normalmente era ele a tomar a atitude em determinados “momentos”, enquanto um loiro de olhos verdes apenas ficava vermelho e dizia coisas como “não é como se eu quisesse te beijar ou algo assim.” Ou “Não entenda errado! E-E-Eu não estava com saudades!”.
“Porque não aproveitamos esse momento hein Alfred? Mas pra isso, antes que tal irmos lá pra cima?” Inglaterra falou, usando o “nome humano” de América, uma coisa bastante rara.
“Nós vamos lá pra cima sim. Mas para dormir.” O americano segurou Inglaterra por cima do ombro, e o levou para o seu quarto, que os dois costumavam dividir nas visitas do inglês. Não que já tivessem feito algo “a mais” nessas noites, era um acordo silencioso entre os dois que iam esperar até o casamento.
“Ah, está dizendo isso mas me segurando desse jeito é obvio que tem intenções pervertidas.”
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“Inglaterra idiota... Sempre dorme antes de mim.” América reclamou, encarando a outra pessoa na cama que dormia pacificamente. O pobre viciado em hambúrgueres quase teve que amarrar o britânico com cordas feitas de diamante para impedi-lo de lhe agarrar. Agora estava lá, morrendo de medo por causa do filme, com as costas um pouco arranhadas (Arthur tinha feito esse “favor” quando foi carregado pro quarto) e sem sono nenhum.
“Talvez eu devesse ir lá pra baixo e comer alguma coisa, isso com certeza me daria sono...” O americano pensou, mas até ele ficava exausto depois de um dia agitado como aquele. No final, acabou apenas se aconchegando perto de Inglaterra e o envolvendo em seus braços, logo caindo num sono profundo.
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