O cálice sagrado - A batalha dos Anjos
9 Um novo confronto.
Notas iniciais
Já faz dois anos desde que a batalha pelo cálice terminou, mas existem muitas coisas que eu ainda preciso descobrir.
– Julie, você ficou linda loira.
– Você gostou Angelina? Eu me sinto igual à antes.
– Claro que sim. Antes você tinha um cabelo cinza que junto com seu rosto te deixava atraente, porem, intimidadora.
– Atraente? Não é pra tanto.
– Claro que sim; seus olhos agora castanhos, seu lindo cabelo com seu belo corpo escultural; você é uma obra prima, só de olhar para você eu já tenho vontade de me jogar nos seus peitos.

– Que isso Angelina, eu não sabia que você atirava pros dois lados.
– Pros dois não, só pro seu, mas só de pensar em como seria eu já fico assustada.
– Eu sou um monstro por acaso?
– Sim. – Disse Angelina enquanto ria muito. – Sabe, eu sinto muito Julie, é por minha causa que você não pôde cumprir seus objetivos.
– Não fique assim Angelina; eu darei um jeito de conseguir as informações.
– E a Misaki? Não a vejo desde a guerra. Ela esta bem?
Eu ia responder porem, eu sentia uma força que se aproximava de meu prédio e aquilo estava me deixando impaciente.
– Angelina, vamos até a parte de cima do prédio.
– Por quê?
– Tem algo me incomodando.
Subimos até o terraço do prédio e algo estava vindo em nossa direção; era uma lança moldada em raios que se aproximava em grande velocidade; eu segurei a lança e Angelina cancelou a pressão da lança para não derrubar o prédio.
– Julie, o que diabos foi isso? – Disse Angelina assustada.
– Um convite. – Eu respondi enquanto limpava minhas mãos que estava sangrando.
– Convite?
– Sim, parece que alguém esta me desafiado.
– E o que você vai fazer?
– Aceitar!
Eu então joguei a lança na mesma direção que ela veio e fui logo em seguida; o local no qual eu arremessei a lança era uma ilha abandonada na costa da Inglaterra, uma ilha abandonada aparentemente.
– É aqui Julie?
– Sim senhora; nosso convite saiu daqui.
Uma grande onda de poder saiu e um raio caiu em minha frente levando uma pessoa consigo.
– Ora, há quanto tempo irmãzinha?
– Você... Não pode ser possível. – Eu disse enquanto recuava.
– Quem é esse homem Julie? – Disse Angelina enquanto puxava sua adaga.
– Ele se chama... Oliver, meu irmão mais velho.
– Irmão? Você tem outro irmão?
Eu não pude responder Angelina naquele momento, meus joelhos tremiam e eu estava com medo; aquele homem não é alguém que eu queira enfrentar.
– Venha pequenina, vamos brincar, na ultima vez nos divertimos tanto. – Ele disse enquanto se aproximava de mim ainda com suas mãos nos bolsos.
– O que você quer? – Eu perguntei enquanto recuava.
– Vim aqui me divertir.
– Na ultima vez que nos divertimos você me mandou para o inferno.
– Não seja tão dura Julie; mamãe chora até hoje pelo que aconteceu com vocês, nosso pai nunca se importou e muito menos eu.
– Eu não posso deixar você atrapalhar os planos de nosso pai.
– Que planos?
– Me derrote e eu contarei tudo.
Eu então utilizando meus golpes de vento comecei a tentar atacar ele porem, sua velocidade estava acima do meu nível e eu não parei de tentar; ele então chutou meus joelhos me fazendo cair.
– Seus joelhos estão fracos Julie; e sua postura é muito amadora.
– Desgraçado. – Eu disse enquanto em levantava porem, ele pulou e com um chute me fez bater contra o chão com muita força me deixando imobilizada.
– Julie! – Gritou Angelina enquanto lutava contra meu irmão.
Meu irmão era rápido e Angelina também; Angelina arremessou sua adaga na direção de Oliver onde o mesmo desviou sem problemas, mas em um piscar de olhos Angelina se tele portou para a Adaga e o acertou pelas costas.
– Magia ancestral? Estou impressionado pirralha. – Disse Oliver enquanto se levantava e com sua roupa rasgada.
– Durante meu tempo parado eu andei treinando junto com a Julie porem, ela já não tem o mesmo poder de antes.
– Entendo, sendo assim matarei você primeiro pirralha.
Angelina pegou outras três adagas que estavam escondidas sobre suas pernas e arremessou; Oliver desviou de uma, porem foi para perto de outra onde Angelina novamente o acertou. Oliver se levantou limpando o sangue que estava escorrendo de sua boca; novamente Angelina jogou suas três adagas e o Oliver se desviou porem, como sempre uma delas ele ficou perto e novamente Angelina o acertou.
– Já cansou grandão? – Disse Angelina para provocar Oliver.
– Cansei? Olhe para mim, estou no clímax. – Disse Oliver enquanto lambia seu sangue que estava próximo a seus lábios.
Oliver então carregou uma imensa aura em volta de seu corpo que era parecido com raios; raios amarelos que alternavam para roxo era uma aura magnifica; Angelina novamente jogou suas três adagas e como sempre Oliver de desviou e ficou perto de uma terceira; quando Angelina se tele portou para trás dele ela ouviu uma coisa.
– Já entendi seu truque, sua vadia. – Disse Oliver enquanto usava uma imensa velocidade para se posicionar atrás de Angelina; ele encostou sua mão na cabeça da mesma onde ela começou a gritar de dor a um ponto que desmaiou. – Como eu disse, levarei você Julie, estou a fim de brincar com você. – Ele falou enquanto me botava em seus ombros e do mesmo jeito que ele chegou, ele saiu sobre raios nós viajamos até chegar ao esconderijo dele.
– Que lugar é esse seu merda? – Eu disse ainda incapacitada de me mover.
– É isso que nos dias de hoje é chamado de aconchego. – Disse ele enquanto me botava sentada em uma cadeira.
– Qual o seu objetivo?
– Eu só quero me divertir um pouco.
– Não me venha com essa...
– Vamos brincar um pouco? De um a um milhão, qual o numero que eu estou pensando? Cada vez que você errar eu irei torturar você. – Ele disse enquanto olhava para mim.
– Tortura não é algo que funcione comigo. – Eu disse enquanto ele quebrava meus dedos. – Você vai precisar de outro método se quiser brincar comigo.
– Sua vadia! – Ele gritou enquanto me socava.
Eu muito apanhei, meu rosto estava muito ferido a ponto de eu ficar irreconhecível; eu estava presa na cadeira então não consegui me soltar a primeiro momento.
– Sabe Oliver, como esta nossa irmã?
– Mesmo apanhando desse jeito consegue falar? Você é uma garota muito exótica. – Ele disse enquanto limpava sua mão que estavam sujas com meu sangue. – Ela esta bem, Emily abandonou nossa família quando soube o que fizemos com vocês e ficou muito brava quando soube que o plano falhou.
– Falhou? Seu objetivo não era nos levar para o inferno?
– Nosso objetivo era Daniel; ele deveria ser mandado ao inferno; vocês pirralhos foram envolvidos, nenhum de vocês deveriam ser enviado ao inferno.
– Então por que não nos buscou!
– Porque era perda de tempo... Por que faríamos algo estupido como esse? Não nos importamos com vocês; em classificação de força de um a dez você tinha uma taxa de potencial igual a seis, enquanto David era oito.
– Taxa de potencial?
– Sim, nosso pai não se importava com você ou David, alguém com potencial menor que dez é um estorvo para a família.
– E por que o objetivo era Daniel?
– Pelo fato de ele ter um potencial ilimitado, seu corpo sempre se regenera não importa como o cortemos; ele é invencível, nossa intenção era mandar ele para o inferno para que ele possa invocar o ultimo cálice para nós, mas para isso ele deveria ser possuído por Lúcifer.
– Então resumindo; vocês queriam enviar Daniel ao inferno para que ele fosse possuído por Lúcifer para enfim invocar o ultimo cálice? Interessante, não é Julie. – Disse uma voz misteriosa atrás de mim.
– Você? Não é possível; a guerra acabou, por que vocês dois estão aqui.
– Não se preocupe comigo, não tenho a intenção de interferir nos assuntos de humanos. Estou apenas acompanhando meu parceiro. – Disse outra voz também vinda por detrás de mim.
– Vocês dois são...
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