O beijo do anjo imortal

4 Capítulo IV. Marido misterioso


Com o passar do tempo, o sentimento de alegria e deleite reinaram em mim. Dizem que a felicidade completa é um estado de espírito, se for verdade o meu espírito se sentia extremamente feliz em todos os momentos. Uma vida de rainha, um marido melhor do que eu havia imaginado e que me fazia sentir o mais puro e profundo amor por ele.

E mesmo eu não podendo ver o seu rosto, no meu coração eu sabia que ele possuía uma alma linda e não havia como aquela criatura desejar o meu mal.

Boa comida, hospedagem e tudo do bom e do melhor. Um rio para eu usufruir sem restrições, além do jardim espetacular e do palácio dourado, o destino havia sido mais do que bondoso comigo ao mudar a minha sorte.

Nas minhas horas de sol.

Eu me divertia com alguns pedidos para as vozes, como modelos de tecidos para as vestes algumas de lã outros de linho e muitas desconhecidas para mim. As mulheres usavam túnicas folgadas de lãs ou de linhos, que se prendidos nos ombros ou abotoados. Eu perdia as contas do tempo gasto nas trocas de roupas, jóias e penteados de cabelos.

Mas o corte do tecido que me deixava livre para movimentar as pernas e a trança de flores era a minha escolha.

Entretanto, a minha felicidade já não era mais a mesma durante o dia, a beleza e o luxo que me cercava não era o suficiente para manter a minha alegria, as vozes sussurrantes continuam a me atender em cada desejo.

Sentia-se solitária pela manhã, precisa de alguém para conversar ou ao menos vê-la. As minhas distrações perdiam a habilidade de me distrair cada vez mais.

E me manter bonita para a noite consumia a maior parte do meu tempo, não por vaidade mais para me manter envolvida em algo que me valia à pena usufruir. Mas quando tal atividade passou a consumir a minha energia, eu a direcionei para a natação no rio. Poucas roupas ou nenhuma e antes do entardecer eu me perfumava para esperar por ele.

Bonita e irresistível.

Por mais que eu não pudesse olhar para o meu marido, eu sabia que ele quisesse poderia muito bem me ver.

Havia algo de místico no seu comportamento que me encantava, desde o primeiro toque da sua pele macia em contato com o meu corpo.

O movimento da nossa dança erótica estava além da minha compreensão e do meu evidente deslumbramento pela aquela criatura.

Não havia medo, resistência ou algo que me inibisse de ficar perto dele, de me sentir amada ou o amando sem medidas ou controle. Nós somos predestinados.

Respirei fundo, comecei a sentir o meu corpo relaxar. A sua aproximação é sentida pelo meu corpo, fechei os meus olhos no primeiro toque.

Recebi um beijo no pescoço. Dois. Seus lábios tocaram lentamente os meus ao mesmo tempo em que entrelaçava os dedos no meu cabelo e o puxa com um pouco de força.

Eu pertencia a ele, eu pertencia ao meu marido de rosto desconhecido e presença marcante.

Quanto mais eu me entregava à paixão mais eu era consumida por ela.

De todos os presentes que eu havia recebido nada se comparava ao de ser amada por essa criatura mística.

Para alguns as emoções violentas eram capazes de alcançar lugares humanamente impossíveis como tocar a nossa alma.