O bater do relógio

3 Pedido interrompido


Há muito tempo atrás...

O templo se encontrava calmo naquele dia ensolarado. Poucos tinham aparecido, o que me deu um período de folga. Aquele que estava em meu domínio era, provavelmente, um dos mais procurados pelas pessoas. Afinal, quem não gostaria de uma contribuição do tempo, não é mesmo?
Encontrava-me no meu lugar de descanso, sendo este muito bem forrado e aconchegante, com água corrente um pouco atrás, de perfeita transparência. A iluminação do local também era ótima, principalmente pela boa localização da janela de teto. Na parede do fundo existia um enorme relógio com números romanos, os símbolos dos signos e algumas outras coisas menos importantes. Como um templo, uma das suas funções era transmitir tranquilidade e era exatamente isso que aquele fazia.
Já eu usava uma roupa que se resumia em uma calça larga, uma blusa simples e de manga curta, sendo essas duas peças da cor azul e bronze. Sim, dois itens estranhos de se vestir na época ou para o meu cargo, porém eram confortáveis e facilitavam em uma batalha, ao contrário de vestidos ou coisas assim. Além desses dois eu utilizava também um... bem, para ficar mais fácil de se entender, era como um sobretudo, porém o seu final era todo desfiado com cor azul, ainda tendo uma ampulheta nas costas, de cor bronze. E já que estamos falando dessas coisas, minha aparência também era diferente. Cabelo branco e curto, com um chapéu cheio de detalhes, olhos azuis e pele mais branca.
Quando a iluminação já estava abandonando a coloração amarelada e seguindo para um tom avermelhado, as portas do templo se abriram. Quem entrava era um homem desconhecido que vestia roupas simples. Logo pousou os olhos sobre mim e então sorriu.
—Uh, olá senhorita. — Sua voz apresentava um tom fraco e de respeito. —
—Olá. O que lhe traz aqui?
—Desejo pedir-lhe algo, senhorita.
—Prossiga então.
—Preciso que trace um destino. O meu destino daqui para frente. Que me traga dinheiro e poder.
—Para então conquistar um amor.
—Ah, sim. Como... Como você sabe?
—Eu sou a deusa do tempo. Você esperava algo diferente?
—Oh, não... — Dizia ele se aproximando. — Mas então você pode fazer algo, certo?
—Depende do que você pode me oferecer e-
Minha fala foi então interrompida pela entrada de outro no templo. Quem se apresentava agora era Aidoneus e consequentemente minha atenção se dirigia a ele agora.
—Irmão! — Dizia com uma mudança repentina na voz, antes serena e agora agitada. — A que lhe devo a visita?
—Temos que conversar. — Ele fala com tom firme, agora encarando o outro para que este saísse dali, que mesmo frustrado, obedeceu o olhar. — Sei que você também está sentindo que tem algo errado.

Notas finais
Espero que tenham gostado, sim? Não ficou muito bom mas enfim, comentem o que acharam (??)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.