O aniversário de Soluço
1 Comemorando
Notas iniciais
Esta é Berk. Lugar onde vikings e dragões convivem em harmonia. Isso não era possível a cinco anos atrás, mas hoje é realidade, e quem diria se só precisava de um pequeno viking magricela com teimosia crônica para que se realizasse.
Acabei de acordar como sempre, com meu despertador ambulante, vulgo Banguela pulando no telhado. – Já vai, amigão. A fome está negra, né?
Levanto e desço ao andar de baixo, hoje não é um dia comum como todos os outros, é o dia do meu aniversário. Isso aí, vocês não entenderam errado, vinte e nove de Fevereiro. Hoje estou completando vinte anos e meu pai com certeza não deixará essa data passar em branco, afinal, só comemoro a cada quatro anos. Ele sempre faz um grande banquete com muita música e dança.
Eu bem que preferia passar esse dia na paz, fazendo o que mais gosto, voar no Banguela e ampliar meu mapa, mas meu pai faz questão dessas coisas.
— Bom dia, filho. Feliz aniversário.
— Bom dia, pai. Obrigado.
— Toma seu presente. Mandei o Bocão fazer essa espada de ferro Gronkel para você.
— Obrigado, pai. Ela é incrível e leve.
— Já vou indo cuidar da vila, nos vemos mais tarde no grande banquete em sua homenagem.
Não falei? Meu pai e essa mania de fazer toda essa festa sem necessidade.
Termino de tomar o meu café da manhã e saio com o Banguela. A vila está bem agitada, todos me cumprimentam pelo caminho. Decido passar na academia para ver o pessoal.
Perna de peixe está entretido com um grupo de crianças, ele agora leciona história dos vikings e sobre dragões para os pequeninos. Os gêmeos estão ocupados demais batendo um no outro. Já o Melequento está dormindo em cima de um barril.
— Oi, Soluço. Feliz aniversário. Perna de peixe me cumprimenta.
— Pera aí? Hoje é seu aniversário? Cabeça quente fala
— Data estranha para nascer. Cabeça dura diz
— Quantos anos você está fazendo mesmo? Há é, seis. Agora é Melequento que acabou de acordar.
— Obrigado gente, mas- Sou interrompido por um bater de asas. É Astrid pousando com Tempestade.
— Bom dia, senhorita. Dormiu mais do que a cama hoje? Ironizo enquanto ela se aproxima de mim, me dando um beijo doce.
— Feliz aniversário, cavaleiro de dragão. Demorei, pois estava ajudando o meu pai com umas coisas. Passei pelo grande salão, seu pai se superou dessa vez.
— Meu pai exagera demais.
— Você é seu único filho, é natural que ele se esforce tanto para te agradar. Astrid fala, enquanto passa suas mãos em meus ombros. Ela está sempre me ajudando e me dando forças. Não sei o que seria de mim sem ela ao meu lado.
Sou interrompido de meus devaneios com a chegada de Bocão.
— Soluço, você está aí. Vamos, preciso da sua ajuda na ferraria. E a propósito, feliz aniversário.
— Obrigado, Bocão.
Depois de um dia exaustivo na ferraria, fizemos vinte celas novas, os vikings estão cada vez mais exigentes e são bem detalhistas, fui até minha casa tomar um banho e me dirigi ao grande salão. As pessoas não estavam de brincadeira quando disseram que meu pai havia caprichado.
Logo ao entrar avisto Astrid, ela estava encantadora em um belo vestido. Nunca tinha visto ela de vestido antes.
— Boa noite, milady. Sabia que está linda nesse vestido? Galanteio
— Você gostou? Sussurra em meu ouvido me fazendo arrepiar. – A propósito, seu presente eu entrego depois da festa. Astrid e sua grande capacidade de me surpreender.
A festa rolou até tarde. Astrid e eu dançamos algumas músicas e rimos bastante do Melequento tentando paquerar as meninas na festa.
Após a festa, os vikings estavam tão bêbados que a maioria ficou ali mesmo, jogados em algum canto do grande salão. Até meu pai estava apagado em sua cadeira. Me retirei com Astrid.
— Vamos, vou te levar para casa. Digo.
— Não, vamos para sua casa. Espera, Astrid falou isso mesmo? – Tem certeza? Arqueio a sombracelha.
— Absoluta.
Chegamos em casa, Astrid retira uma adaga com o cabo de madeira bem trabalhado do bolso. – Toma, esse é meu presente. Eu não sabia o que te dar e achei que uma adaga era uma boa ideia.
— Obrigado, amei. Vem cá. A puxei e lhe dei um beijo apaixonante e desejado. Ela me puxa para a escada e sobe me segurando pela armadura. Abro a porta dando passagem para ela entrar, fazendo o mesmo em seguida fechando a porta. Acho que esse foi o melhor aniversário que já tive.
FIM
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