Ele a conheceu quando tinha sete anos. Estava correndo pela floresta, como de costume. Um menino selvagem e indomável que nenhum professor conseguira corrigir. A mulher estava parada no centro da clareira, imersa em luz. Seus cabelos longos eram do mesmo tom celeste que o vestido pesado. Ela tocava uma flauta de prata, e a vida inteira parecia fluir a seu redor. O menino parou, boquiaberto. Observou em meio aos arbustos, sentindo uma tempestade bagunçar seus sentimentos. A mulher olhou para ele e seus olhos eram da cor das flores. Ela exalava um cheiro, um brilho, um calor. Uma força.