O amor é relativo
10 Vingança ou troco pela mesma moeda?
Notas iniciais
Depois de um tempo, Percy me soltou e encostou-se ao sofá e ficou olhando para o teto, olhei nos olhos verde mar dele, parecia estar procurando alguma escapatória para aquela situação, me deitei em seu colo.
–Percy, o que vamos fazer? – falei preocupada.
Ele ficou em silencio por um bom tempo, eu o entendia, simplesmente não sabia o que falar naquela hora, as palavras não vinham e o medo de Atena e Poseidon nos separar estava consumindo nós dois.
–Não – ele repetiu umas quatro vezes essa palavra e olhou diretamente nos meus olhos – Eu levei muito tempo pra te ter comigo, não vou nos entregar tão rápido desse jeito, quer dizer, eu nunca vou te deixar Annie.
Os olhos deles estavam cheios de agua, sorri tentando controlar as lagrimas dentro dos meus olhos, não iriam escapar, e mesmo que escapassem não seria de tristeza, seria de alegria por ouvir aquilo que Percy disse.
–Tudo bem Percy, mas agora temos que ter um plano, como nós vamos continuar juntos com Atena e Poseidon querendo nos separar?– brinquei cm o anel que Percy me dera tentando pensar em algo.
–Ora ora ora Annabeth Chase – ele sorriu com cara de travesso – É sempre você que arquiteta os planos, não pensou em nada?
Ele tinha razão, era sempre eu, eu tinha as ideias e coordenava tudo e nada vinha na minha mente naquela situação, franzi a testa.
–O que quer dizer com isso Percy Jackson? Ta me chamando de falha? – emburrei.
Ele riu com os olhos brilhando.
–Não Annie, você nunca falha, to dizendo que eu tenho um plano.
O encarei com uma sobrancelha arqueada.
–Você tem um plano? – disse em tom surpreso.
–Ah qual é, eu sei bolar planos ok?
Eu ri, naquela hora parecíamos duas crianças, nem parecia que temos um grande problema a nossa volta.
–Tudo bem Percy, agora me fala esse tal plano – me sentei novamente no sofá e o encarei.
Ele olhou para algum lugar, segui seu olhar e vi que estava olhando pro relógio, eram 5:00 PM, isso significava que Poseidon já deveria estar voltando da empresa.
–Vamos para algum lugar, uma cafeteria ou alguma coisa do tipo – disse eu levantando e pegando a chave do meu carro.
–Tudo bem, mas dessa vez eu dirijo – ele pega a chave da minha mão.
–Mas o carro é meu – sorri – Pode ir devolvendo.
Ele fez beicinho, ri da cara dele.
–Não vai me convencer desse jeito, Perseu Jackson. – o encarei e ele riu.
–Ta, e desse aqui? – foi o tempo de ele me puxar pela cintura e me beijar apaixonadamente.
Fiquei surpresa com aquela atitude de Percy, ele nunca me beijava dessa maneira, sempre era um beijo calmo, agora era um beijo cheio de desejo e paixão, correspondi o beijo dele envolvendo o pescoço dele com meus braços e o empurrando para tras até ele sentar no sofá e eu ficar em cima do colo dele ainda o beijando. Por fim, paramos o beijo por falta de folego, olhei nos olhos dele e ri, ele olhava pra mim surpreso.
–Uau – ele riu – Quem é você e cadê a Annie?
–Não se preocupe Perseu, eu ainda to aqui – ri e sai de cima do colo dele e peguei a chave de volta. – Vamos logo.
–Poxa – ele se levantou e ficou do meu lado – Ainda não vou dirigir?
Ignorei e sai pela porta indo até o elevador, apertei o botão e senti Percy me abraçando pela cintura.
–Por favor Annie – ele sussurrou em meu ouvido, aquilo me fez arrepiar.
Quando a porta abriu eu entrei e empurrei Percy contra a parede, olhei pra ele.
–Promete que não vai bater meu carro né? Como fez com o carro de Atena quando tínhamos 14 anos e você dizendo que sabia dirigir... – ri lembrando da situação.
–Prometo Annie – ele sorriu.
–Tudo bem – o soltei e entreguei a chave.
O elevador desceu e fomos para o carro. Ele entrou, ligou a carro e dirigiu... Nunca passei tanto medo na minha vida, eu fechava os olhos todo cruzamento. Por fim chegamos a uma cafeteria, ele estacionou o carro, eu sai e sentei numa mesa na parte de fora. Ele chegou logo depois e se sentou na minha frente.
–Annie... você ta branca – ele riu e eu o olhei com cara de raiva.
–Você quase atropelou um cachorro e uma velhinha que atravessava a rua, e quase bateu numa arvore do parque e quer que eu esteja como Perseu?
Ele se controlou para não rir alto.
–Annie, eu tenho reflexos de gato amorzinho, não ia atropelar ninguém e nem bater na arvore.
–Reflexos de gato morto, só se for – revirei os olhos e ri. – Enfim deixa isso pra lá. Agora me conte seu plano.
Ele me contou tudo, aquilo era genial, Atena e Poseidon não iriam desconfiar nunca daquilo, aprovei a ideia na hora.
–E quando que vamos começar? – falei animada.
–Hoje mesmo, Annie — ele sorriu travesso.
Deixei Percy na casa dele e fui para a minha, agora Atena e Poseidon vão ter a vingança de tentar nos separar, ah se vão.
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