O amor é relativo
12 Finalmente livres
Notas iniciais
P.O.V Annabeth
Depois de tudo aquilo eu estava nervosa, e muito. Eu nunca tinha enganado Atena... quer dizer, não nessas proporções. Não posso negar que estava feliz pelo fato que eu e Percy finalmente vamos conseguir ser felizes juntos, é o meu sonho, mas só de pensar que vou ter que deixar minha mãe para traz me dói o coração. “Vou deixar a que cuidou de mim a vida inteira”, pensava, “mas também vou deixar a que fez com que minha vida ficasse um caos”, quando pensei isso fiquei um pouco melhor, mas não o suficiente. ”O que eu estou fazendo é certo?”. Essa pergunta me rondou a cabeça a noite toda, não consegui dormir, o medo e a dor de fazer a coisa errada me consumiam. “Será que vale a pena?”, de perguntas eu estava farta, agora de respostas eu não via nenhum sinal de vida.
Consegui dormir um pouco, pra pareceu uns 10 minutos antes de o despertador tocar as 2:30 da manhã. Me arrumei, peguei minha mala com poucas coisas e dinheiro suficiente, acredito eu, fiz o maior silencio do mundo e parei na frente da porta do meu apartamento e pensei que se eu sair dali, eu não volto por muito, mas muito tempo. Abri a porta devagar e sai, desci pelo elevador com as mesmas perguntas rolando na minha cabeça, o elevador abriu e eu sai do prédio com minha mala de rodinhas e vi Percy encostado no carro me esperando, fui ate ele, o mesmo me ajudou a colocar a mala no carro.
–Percy, estamos fazendo a coisa certa?
Ele me olhou com cara de sono, também parecia preocupado, e muito.
–Annie, estamos dando um rumo na nossa vida não acha?
–Eu sei, mas... Minha mãe vai ficar triste sabe? E eu não quero ver ela triste...
–Ela ligou pra isso quando deixou você triste? Quando nos separou?
Aquilo era verdade, afinal, Atena não ligou nem um pouco quando me fez uma pessoa infeliz e só queria saber dela. Entrei no carro e coloquei o cinto.
–Pra onde vamos Percy? – olhei para ele sorrindo.
–Você já vai saber – ele sorriu e saiu dirigindo.
P.O.V Atena
Eram 11 da manha de um pleno domingo, estava preparando o almoço e nada de Annabeth acordar, achei estranho e resolvi ir no quarto dela acorda-la.
Bati na porta suavemente, abri uma fresta e...AONDE ESTÁ ANNABETH?
Entrei em desespero, não era comum aquilo, ela sempre me avisava quando ia sair. Liguei para o celular dela inúmeras vezes e nada. “Acalme-se Atena”, pensei comigo mesma, “ela deve ter saído e viu que eu estava dormindo e não quis me acordar”, aquele pensamento me tranquilizou e pensei que daqui a pouco ela vai estar de volta.
Passaram-se horas e nada de Annabeth chegar, foi o tempo de eu entrar em desespero, liguei para Poseidon.
–Atena?
–Oi, Poseidon, Annabeth sumiu – falei em tom de choro.
–Ah, eu já entendi então... – ele falou em tom normal.
–O que?! Sabe alguma coisa dela?!
–Atena, Percy também sumiu, quer dizer, sumiu não, Annabeth e Percy fugiram.
O celular caiu da minha mão e por segundos tudo ficou preto ao meu redor.
P.O.V Annabeth
Acordei no banco do carro, o carro estava estacionado na frente de um hotel.
–Chegamos Annie – ele sorriu.
–Aonde estamos? – bocejei logo em seguida.
–Philadelphia – ele abriu a porta do carro e desceu, fiz o mesmo.
–Philadelphia?! Percy! Achei que não íamos sair de Nova York!
–Ta preocupada com o que? Temos 16 anos Annie.
–Talvez a escola? Temos que terminar esse ultimo ano.
–Eu peguei uma transferência ok? Pra uma escola aqui perto, quer dizer... perto do hotel ate conseguirmos um apartamento ou algo assim...
Suspirei aliviada, não vai ser fácil, trabalhar e estudar e sustentar uma casa sozinhos, tudo de uma vez, mas essa foi nossa escolha e assim que vai ser.
–Não acha que Atena e Poseidon vão nos encontrar?
–Muito difícil, mas seria bom se nós enviássemos uma mensagem de vez em quando, pra não ficarem desesperados.
–Tudo bem – sorri deixando todas as preocupações de lado – Nossa vida real começa aqui Perseu, agora.
–E eu vou estar aqui, para sempre ao seu lado – ele me beijou e eu retribui.
–Vamos, temos que levar nossas malas.
–Sim senhora, Annabeth – ele riu e olhou no fundo dos meus olhos. – Eu te amo Annie.
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