Notas iniciais
Olá leitoras/leitores!

Um velório se encontrava mais animado do que o clima naquele carro.

Todos os três seguiam calados, Pan emburrada no banco da frente ao lado de Goten que não tirava os olhos do retrovisor interno, onde podia ver Bra com uma ótima expressão por incrível que pareça.

Pensava em tantas coisas! Como explicar para Bra o que aconteceu, que na realidade Pan o agarrou. Acreditaria? Difícil.

Um celular tocou e quebrou o silêncio absoluto.

Era o dela. Reparou que no mesmo instante em que atendeu um sorriso se formou em seus lábios, e iniciou uma conversa animada.
Prestou atenção e deduziu. Era um homem... E não era Trunks.


O Green estava animado como sempre, reservaram uma mesa e assim já fizeram o pedido das bebidas, porém nenhuma palavra tinha sido trocada por nenhum dos três.

Foi Pan quem quebrou o gelo.

– Será que Trunks já está a caminho? –perguntou-

– Acredito que sim –respondeu de forma doce e gentil, a estilista-

Porém se resumiu somente nisso. Precisava de um tempo para falar com Bra a sós, esperaria Trunks chegar e falaria com ela, sem dúvidas, ao menos explicaria o que houve. Que o que ela viu não é nada do que está pensando.

Se passaram 30 longos minutos até que Trunks chegasse, e logo percebeu o clima estranho que pesava no local, mas preferiu não fazer perguntas. Não agora.
“Essa é a minha chance” pensou Goten. Falaria com Bra e tentaria ao menos explicar o que aconteceu de fato.
Mas foi impedido por um loiro alto, de olhos tão verdes que pareciam duas esmeraldas. O sujeito tampou os olhos azuis de Bra com as mãos, por trás dela, e depositou um beijo singelo em sua bochecha direita.
Automaticamente a estilista se virou assustada, mas logo que avistou o autor da brincadeira, abriu um sorriso tão bonito, que Goten sentiu o rosto todo queimar de raiva.

– Maurício! Que bom que já chegou querido, senti sua falta!

Imediatamente iniciaram uma conversa regada de sorrisos e abraços, e nem é preciso comentar a cara dez vezes pior que Goten mantinha ao ver aquilo tudo.

– Gente, esse aqui é o Maurício, um amigo de tempos. –disse sorridente Bra- Tomei liberdade de convida-lo a se juntar a nós, já que ele estaria por aqui,e essa é uma noite de comemoração! Vocês não se importam? –disse olhando propositalmente para um empresário bastante emburrado- Não é mesmo?

Todos responderam que tudo bem, cumprimentado o convidado inesperado, exceto por Goten que tentava não transparecer seu total descontentamento com a situação, porém era difícil.
Agora seria mais complicado tirar Bra dali para terem uma conversa.
Trunks sugeriu um brinde ao sucesso da exposição, e agradeceu a todos pela ajuda, sem essa ajuda jamais conseguiria.


A noite correu com Bra uma hora dançando com Maurícrio, outra hora retornando a mesa e aceitando as bebidas que o amigo lhe oferecia. De fato estava feliz pro ter reencontrado o amigo, afinal, não se viam desde a faculdade! Foi uma bela surpresa para levantar seu astral, já que horas atrás o mesmo foi totalmente abalado.

Sabia que ele não tirava os olhos negros de cima dela. A cada movimento, cada vez que Mauricio envolvia as mãos em sua cintura, sentia o peso do olhar sobre si. Mas decidiu de uma vez por todas que aquilo não lhe afetaria.

Não muito longe dali, Pan dançava sensualmente na pista de dança, ao seu lado Trunks fazendo papel de guarda costas cuidando da garota bêbada, após tomar 5 copos de vodka. Enquanto a música tocava, Trunks repetia frases como "Pan não dance dessa forma" "Pan você está de vestido" "Pan largue esse copo". A modelo se divertia com a proteção do empresário, com seu vestidinho preto colado ao corpo e saltos vermelhos combinando com o batom.

Trunks não para de admirar a beleza da garota, mesmo que bêbada continuava doce, e seu sorriso permanecia belo. Não deixava nenhum homem se aproximar da colega, sabia quais eram as intenções de todos ali, não permitiria que se aproveitasse da bebedeira da modelo.
A todo o momento ela o puaxava para perto de si, envolvia os braços em sua pescoço e pedia docemente em seu ouvido para que dançasse com ela. Trunks estava se controlando ao extremo para não beija-la, mas não se controlaria por muito tempo.


*


– Bra, vou ao toalet, não desapareça!

– pode deixar -respondeu sorrindo a estilista, enquanto Mauricio desaparecia entre a multidão-

Aquela seria a deixa para Goten falar com Bra de uma vez por todas.
Não pediria. Não avisaria. Apenas a tiraria dali e conversaria com ela, de uma vez por todas.
E assim fez. Não pensou duas vezes e foi até onde Bra se encontrava, a pegou firme pelos braços e foi a levando para fora do clube.
Seus protestos foram abafados pela música alta. Logo chegaram ao estacionamento, onde poderiam enfim conversar.

– O que quer? -perguntou Bra, arqueando a sobrancelha. Sabia muito bem o que estava por vir, mas também já sabia muito bem o que fazer-

– Quero que me escute. O que você viu, o que presenciou hoje entre eu e Pan foi um mal entendido. Eu não a beijei. Ela me beijou, e você chegou logo em seguida... Eu sei que não vai entender isso de imediato, mas queria uma chance para mostrar que está errada sobre mim. Pelo menos quando o assunto se trata de você.

– Você fala sério Goten? -perguntou de forma doce, enquanto se aproximava de Goten-

– Nunca falei tão sério Bra. Pode confiar em mim?

Dessa vez foi Bra quem o pressionou na parede do estacionamento, juntou seus corpos, e pode ouvir Goten respirar de forma intesa. Era exatamente isso que queria.
Sentiu as mãos de Goten apertarem sua cintura, mas não se deixou levar!
Quando seus lábios finalmente se encontrariam, Bra desviou o caminho e sussurou no ouvido de Goten.

– Vá à merda.

Saiu andando se equilibrando em seus saltos, sem olhar para trás.


*


Distante dali, na pista de dança um casal se beijava e dançava ao mesmo tempo, no ritmo da música eletronica que dominava a pista da boate.

Pan e Trunks sorriam entre um beijo e outro, pareciam dois adolescentes que conseguiram entrar na festa mais badalada da cidade com documentos falsos, mas na realidade era só o alcool.
Trunks alisava suas costas, enquanto Pan o puaxava para mais perto de si, beijando seus lábios de forma ousada, alternando entre chupões e mordidas.

– Trunks, me leva pra casa? -pediu docemente, susurrando em seu ouvido-

– Ah Pan, vai dizer que não está gostando? Por que quer ir para casa logo agora?

– Não Trunks, não é nada disso! -respondeu enquanro ria- Eu só estou tonta demais para me equilibar nesses saltos, fiz fotos o dia inteiro hoje, eu to cansada! Pode me levar? -pediu enquanto passava o dedo indicador nos lábios do empresário-

– Seu desejo é uma ordem!


*


– Bra, foi um prazer te reencontrar! Mas preciso ir, amanhã tenho algumas pacientes... Aceita uma carona?

– Não precisa querido, vou ficar por mais um tempo, mas foi um prazer! Nos vemos novamente! -respondeu sorridente enquanto abraçava o amigo-

Após se despedir do amigo, Bra terminaria o serviço com Goten. O provocaria, faria o que ele fez e faz com todas.
O faria se sentir um idiota, usado. Enganado.

Avistou o empresário e logo tratou de pegar uma bebida. Se dirigiu até o bar e tomou uma, duas, três doses de tequila. Precisava estar animada, e se lembar do motivo de estar ali.

Ao som de Partition — Beyonce, e após mais três doses de tequila dançava sensualmente na pista. Arrancava o olhar de diversos homens, e de um em especial, que a olhava com quem quer dizer "Não farei nada, só vou olhar até onde isso vai".

Bra olhava diretamente para Goten, enquanto passava a não no corpo e em seus longos cabelos azuis diversas vezes, ou até piscava. Sem contar que aceitava os copos de bebidas que eram oferecidos, sem interromper a dança.

Sua paciência durou até um cara chegar na estilista com confiança o suficiente de agarr-a pela cintura, isso foi o suficiente para Goten intervir sem pensar duas vezes.

– Isso já foi longe demais, vamos para casa!

Da mesma forma que a tirou da boate quando tentou uma conversa amigavel com ela, a tirou dessa vez. Sem pedir permissão, porém a pegou no colo e saiu rumo ao estacionamento.

– Você acha que vai chagr aonde com esse joguinho estúpido? Não me faça perder a paciência com você Bra!

– Ou o que? -respondeu agressiva, e já alterada pela bebida?- O que o Sr. fodedor de mulheres vai fazer heim?

– Você está bêbada, não me dirija a palavra. -respondeu autoritário, abrindo a porta do carro e colocando Bra no banco, a cobrindo com seu blazer, por fim, apertando o cinto de segurança-

Goten seguia viagem em silêncio, por mais que quisesse brigar e discutir, sabia que aquele não era o momento. Não com Bra bêbada. Coldplay quebrava o silêncio, vindo diretamente do rádio do carro.
Estava preso em seus pensamentos quando escutou um soluço baixinho. Era Bra.

– Por que está chorando? -perguntou sem olhar para a linda mulher bêbada-

– Não me sinto bem... Pode parar o carro? -pediu com a voz de choro-

– Já estamos chegando, pode esperar?

– Goten... Eu preciso... preciso que pare.

Foi o tempo de parar o carro em uma esquina, Bra tirar o cinto e abrir a porta, para um jato de vômito sair. Segurou os cabelos enquanto liberava toda a bebida que tinha ingerido nas últimas horas.
Goten saiu do carro e foi até o lado de Bra, mas dessa vez seu ar era de preocupação.

– Hey -disse alisando seu rosto de forma gentil- Quando se sentir melhor, vamos para casa. Vou cuidar de você!

– Não quero que me veja assim -respondeu Bra ainda chorando-

– Eu não me importo. -em resposta enxugou suas lágrimas e beijou suas mãos- Podemos ir?

– Podemos.

E assim seguiram rumo a casa do empresário, exatamente ás 3h00 da manhã. Estava bravo? Sem dúvidas.
Mas cuidaria de Bra, e não a deixaria cometer uma idiotice do tipo nunca mais.

Notas finais
Parece o plano de Bra de se vingar de Goten acabou não dando muto certo... Será que rola mais alguma coisa entre Pan e Trunks? Será que ela vai esquecer Goten de uma vez por todas? Até a próxima!